Será Amor?
36 Capítulo 36 - Uma noite de Núpcias
Notas iniciais
Pov. Ally
Fogos de artifício, coração a mais de mil, cachoeira de lágrimas, estômago com mais de vinte mil borboletas, a sensação de segurar pela primeira vez meu bebê, meu Alec.
Com um braço eu o segurava perfeitamente, com o outro, passava a não em sua roupinha, seus cabelinhos lisos e escuros. O aproximei de meu rosto e lhe dei um beijo, quando meus lábios tocaram seus cabelinhos, passou por minha cabeça o futuro nosso. Vi Alec e Ada jovens, indo a escola sorridentes, os dois muito parecidos, unidos e sorridentes. Ele com uma mocinha e ela com um namorado bonitão que traria dor de cabeça para Austin. Sorri com meu raciocínio.
–E minha pequena? –Perguntei erguendo a cabeça e a avistando nos braços da enfermeira. A mesma andou até mim e ajeitou Ada em meu outro braço. –Obrigada Mey... Austin, cadê a foto? Isso não pode ser esquecido!
Eu sorri emocionada, ele tirou uma foto e guardou o celular.
–Dê-me Alec para que você possa desfrutar de sua filha também. –Austin se aproximou com os braços erguidos.
–.-.-
Nunca fomos de nos bancar de ricos, digo, eu e o Austin, sempre fomos muito caseiros e sempre moramos em casas de classe média, não era porque Austin estava famoso que isto iria mudar. Trish havia resolvido todas papeladas e ornamentado tudo como eu pedira, ela sempre foi minha melhor amiga e isso também não mudaria.
Estava no carro, já tinha tirado meus pontos e havíamos acabado de sair da maternidade, conforme os médicos e suas últimas medições, Alec estava com 49cm, pesando 3kg e 900g. Ada, estava com 53cm, pesando 3kg e 264g. Os dois estavam em cadeirinhas específicas e Austin já tinha encomendado um carrinho para gêmeos, assim era necessário apenas uma pessoa para leva-los para passear e tomar seus banhos matinais de sol.
–Finalmente. –Austin disse assim que estacionou o carro em frente a garagem. –Vamos conhecer nossa casinha.
–Verdade. –Sorriamos de forma indiscutível, era pura felicidade batendo em nossas teclas mentais. –Vai abrindo que vou levar nossos tesouros.
Austin assentiu, me deu um selinho e saiu do carro. Peguei meus pequenos e com o pé fechei de leve a porta do carro. Andei mordendo meu lábio inferior em direção de Austin que mantinha a porta aberta com um dos braços.
–Me dê um, fica mais fácil para nós dois. –Assenti e lhe entreguei Alec, (Ah, mas por que o Alec e não a Ada?) Alec era mais pesado e cansava mais meu braço, mesmo sendo muito leve.
Ambos eram perfeitos, conforme o Dr. Ricardo, os dois tinha uma alergia específica, Ada tinha alergia a morango e Alec tinha alergia a Abacaxi. Achei meio estranho essas alergias, mas fiquei conformada, pelo menos sabia que não podia de maneira alguma dar essas frutas para eles, e tinha tanto medo que as parei de comer enquanto estava amamentando, pois esqueci de perguntar a Ricardo se eu poderia continuar.
–Obrigada.
Os dois dormiam solenemente, os colocamos no berço e nos direcionamos ao nosso quarto.
–Que tal um banho? –Austin disse me abraçando por trás e respirando no meu pescoço.
–Seria uma ótima ideia. –Nos despimos lentamente, pacientemente. Olhei-me no espelho e vi a cicatriz da cirurgia, fiz uma mini careta, mas ela valera mais do que a pena. Austin se aproximou de mim por trás novamente e apoiou o queixo em meu ombro.
–Esta angustiada né? Você está linda minha morena. Não se preocupe. –Grunhi e me virei para ele.
–Me desculpe, é que você está ai, tão perfeito e sem nenhuma marquinha senão a leve que tem da sunga. Eu me sinto muito estranha com isso aqui.
–Não sinta, você está perfeita minha querida.
Aquela noite, a sim, fui para tirarmos a falta que sentíamos do corpo um do outro. Não foi saciável, digo que só paramos por um pouco tempo para que eu amamentasse e trocasse Ada e Alec. Foi uma noite muito boa de aproveitamento.
–Fiquei exausto. –Austin disse enquanto comia seu cereal amado.
–Depois de tanto exercício meu loiro. –Comecei a rir enquanto balançava Ada para que parasse de chorar. –Foi muito gratificante.
–Ah, isso tenho que concordar. –Sentei-me ao lado dele e com a mão livre peguei meu pão assado e mordisquei.
Pov. Austin
Foi muito emocionante ter finalmente meus bebês em casa, era como um alívio, você pensa “isso nunca vai acontecer comigo”, mas quando menos você espera, acontece. Como o caso que eu ponho minha própria família em perigo quando eu corro cada vez mais atrás da fama, e ainda por cima agora vem esse tal de Gabriel dizendo que quer ser amigo da Ally novamente. Não estou convencido com essa história, para mim a Ally não deve dar bola para ele.
Uma noite inesquecível, foi aquela, finalmente em casa com meus filhos e com a Ally, e também uma noite de muito amor e carinho. Ally estava mais corpulenta, saíra do corpinho jovem adolescente para o de mulher, corpulenta que eu digo não é gorda, ela estava com os seios maiores e com uma cintura bem definida. Estava linda.
Ally persistia em dizer que estava feia com aquela cicatriz, mas eu não concordo, aquela cicatriz foi a marca da vitória, aquela foi apenas mais uma batalha ganha, ainda estávamos ao caminho da guerra, sim, como eu sei disso? Simplesmente por saber que os bebês delicados e pequenos que estavam agora, poderias se transformar jovens rebeldes.
Pov. Paloma
Então, era aquela minha primeira vez, com meu primeiro namorado, com meu primeiro amor. Não tínhamos programado isso, mas eu estava tão feliz pela Ally que meus neurônios não raciocinavam muito bem, Riker estava sendo super cauteloso, calmo, paciente. Eu, por minha vez, estava assustada e nervosa.
Li, conversei e vi em vários cantos que as meninas que perdiam a virgindade, era sempre doloroso na primeira vez, isso me dava medo, medo da dor, me fez pensar duas vezes, mas não por muito tempo, o êxtase de ter os lábios dele nos meus era tão grande que eu parecia ser uma boneca de pano, leve e controlada por algo ou alguém.
–Eu te amo. –Foi a última coisa que ele me disse antes de nos amarrarmos.
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