Sentimento Proibido
2 Coração em chamas: O verdadeiro ciúme
Fomos para a escola sem traçarmos tantas palavras como no normal.
Mal passamos pelo portão da escola uma garota muito bonita, ruiva de olhos azuis sorriu para Fujii.
- Ola Fujii! – Disse ela.
- Ola Sachiko!
Ele me encarou e então eu entendi que era para se livrar de mim. Caminhei até o refeitório e Nana me esperava la.
- Que cara é essa amiga? – Perguntou-me.
- Nada.
- Nem me contasse sobre seu irmão, não é?
- O que?! – Disse virando-me de frente para ela.
- Você não sabe? Pensei que ele tinha lhe contado... Ele e minha irmã... Estão saindo!
- Ele e a... Ele e a Sachiko?
- Legal, não é?
- Claro...
Uma angustia dominou meu pequenino coração, e então sem força me curvei lutando contra as lagrimas.
- Taki-San...?
Meu coração começou a ser esmagado como se fosse um papel e a dor só crescia dentro de meu peito.
O que estava havendo? Ele não ia me abandonar se ficasse com ela. E ele era somente um irmão, ele não era um objeto meu.
Levantei-me sem rumo lentamente para não me machucar ainda mais.
- Estou com dor de barriga, vou dar uma caminhada e pegar um ar livre... Diz aos professores que não sei em que aula vou voltar.
- E o seu irmão? O que eu digo para ele?
- Diz que eu morri. – Respondi já caminhando para fora da escola.
Atrás da escola tinha um posto abandonado, eu e meu irmão íamos la quando menores brincar. Era o nosso lugar preferido de irmãos juntos.
Parei diante do posto e olhei para a porta que estava diante de mim.
Ali era onde faziam a lojinha de conveniências. Abri a porta e me sentei em um colchão velho que o próprio Fujii colocou ali aos nossos dez anos.
Dobrei os joelhos e enterrei meu rosto sobre os mesmos. O que eu estava fazendo? Fujii-Kun não ficaria sempre preso a mim, eu era somente sua irmãzinha querida.
Sem mais forças para lutar as lagrimas rolaram em minha face e o Maximo que pude fazer foi limpa-las.
Comecei a tentar imaginar Fujii-Kun aos braços de outra garota que não era eu. Imaginei o beijando Sachiko.
Era horrível. A dor que sentira em meu peito, parecia que meu coração estava em chamas.
Levantei me pensando se já tinham se passado muito tempo. Olhei em volta não tinha nenhum relógio e...
- Droga! Deixei minha mochila na escola.
Levantei me decidida que não sentiria mais aquilo. Era totalmente sem motivo fazer aquilo.
Limpei as ultimas lagrimas antes de abrir a porta. E voltei para escola.
Estava tudo quieto. Olhei para o relógio da torre da igreja que tinha um pouco mais na frente da escola. Pulei um pouco para ver, pois a casa da frente estava atrapalhando.
Acabou de terminar o recreio. Cambaleei até sala e quando passei pela enfermaria uma voz me chamou atenção.
- Você não deveria correr dessa forma Sachiko-San... – Disse Fujii.
- Não precisa dessas formalidades...
- Por quê?
- Por que... Quem faz isso não precisa ser formal.
- Isso? Isso o que?
A onda de silencio me perfurou do outro lado da porta. O que...? O que eles estavam fazendo...? Abri a porta lentamente até bater na porta.
Era a pior coisa que já tinha me acontecido, a pior dor.
Fujii estava sentado em uma cadeira ao lado da maca.
Sachiko... Sachiko estava com a perna enfaixada ajoelhada diante dele.
Eles... Eles estavam se beijando, e literalmente é pior ver pessoalmente do que em imaginação.
As lagrimas lutaram para fugir mais eu consegui as conter.
A dor trasbordava em todo meu peito me deixando sem forças para falr, para correr.
Eu olhava, o beijo era delicado como de dois amantes.
Dei um passo para trás tentando correr mais minhas pernas não faziam mais movimentos do que este.
Ele se afastou dela e olhou para minha direção.
- Taki-Chan? – Disse se levantando.
O desespero fez com que eu corresse como e jamais tinha corrido.
Corri sem rumo até a lagoa que tinha perto de casa. Era um lugar solitário rodeado de arvores.
Fujii não demorou muito, logo me alcançou.
- Taki-Chan me desculpe eu...
- Fujii-Kun... – Interrompi. – Não tem que se desculpar... Eu sou somente sua irmã e... Eu que tenho que me desculpar, atrapalhei o seu momento... E...
Ele me interrompeu com um abraço, um abraço apertado.
- Quando se ama alguém... – Começou ele. – Quando se ama alguém de verdade... Não se deve deixar essa pessoa magoada.
- Amor de irmão não vale... – Disse retribuindo o abraço.
- Se não for de irmão...? – Ele afastou e me encarou.
O que...? O que ele quis dizer com isso?
Ele caminhou lentamente até não ser mais visível entre as arvores.
Sentei na beira da lagoa e comecei a pensar.
Se não era mor de irmão... Era que tipo de amor?
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