Sentimento Proibido
3 Irmãozinho: Se disser que te amo?
Tive muita coisa para pensar. Cheguei tarde a casa com a conclusão de que se ele me amasse ele não teria feito aquilo...
Ao certo eu ainda não sabia se o amava. Nunca tinha me vindo isto na mente. Eu nunca tinha amado ninguém e nem tinha outro irmão... Como saberia diferenciar?
Não tinha ninguém em casa então peguei um pão e subi para meu quarto.
Depois de comer sentada na minha cama eu peguei o telefone sobre o criado mudo e liguei para a Nana-San.
Enquanto ninguém me atendia levantei peguei uma caneta e meu caderno. Folheei até a ultima folha e então a mãe dela atendeu enquanto me sentava novamente.
- Alo? – Disse ela.
- Nana-san esta em casa?
-Sim!
- Aqui é Takita, posso falar com ela.
- Claro espere um minuto.
Alguns segundos se passaram e eu ouvi uma voz no fundo dizendo que já vinha. Logo ela tomou o telefone.
- Alo? Taki-San? É você?
- Sou sim...
- Melhorou sua dor?
- Não.
Se eu dissesse que sim estaria mentindo, meu coração ainda soltava brasa.
- Sua mochila esta com seu irmão.
- Obrigada... Sua irmã esta melhor?
- Sim... A perna ainda esta na mesma, mas já parou de doer.
- Nana...-San...
- Sim...?
- Como se sabe quando se ama alguém? – Murmurei.
- Como...? Por quê? Você acha que esta apaixonada?
- Só me responde ok?
- Claro... Responde-me algumas perguntas, pode ser?
- Tah...
- Bem... Quando você esta longe de mais dessa pessoa você se sente solitária?
- Bem... Sim...
Ela hesitou um pouco e depois continuou.
- Quando vê uma parte de seu corpo, a mais que o normal, não consegue tirar os olhos?
-... Eu... Não sei...
- Então deixa... Próxima. Quando outra garota esta muito perto, o tocando, sei la, o beijando. Você sente que esta sendo traída. Sente ciúmes?
Eu parei por um estante e...
- Acho que sim...
- Quando você o vê... Você se sente muito, mais muito feliz?
- Muito...
- Seja la quem seja esse garoto... Você o ama Taki-San...
- Eu... Eu o que?!
- Eu nem preciso fazer o resto das perguntas... Todas que eu já fiz vão para um único resultado...
- Mas... Eu não posso! Eu...
- Desculpa ter dado a resposta que você não queria... Mas é o resultado...
- Esta bem... Obrigada!
- Boa noite Taki-San...
- Boa noite...
Desliguei o telefone e deitei. Arranquei a folha do caderno que continha todas as perguntas, e a dobrei em quatro.
Coloquei no estrado da cama que me encarava e adormeci ali mesmo.
- Taki-Chan... Acorda Taki-Chan...
Esfreguei os olhos e bocejei duas vezes seguidas.
- Fu... Fujii-Kun...?
Sentei-me e o vi só de cueca. Lembrei da pergunta de ontem a noite então, mesmo não sendo mais do que o normal eu nunca reparei.
Olhei para seu peito nu, tinham poucos músculos, nada agressivo, mais era bonito.
Seus escuros cabelos caiam sobre o rosto, sobre os olhos. Sua pele era branquinha... macia? Tive de lutar contra meu desejo de toca-lo. Seu corpo era muito mais bonito, nunca tinha parado para olhar e... Era maravilho o que eu tinha li todos os dias e ainda não tinha visto.
Ele me encarou e logo me mandou um sorriso.
Eu não liguei dele saber que o estava observando.
Baixei para as coxas. Eram maravilhosas. Entre as pernas... Parecia não muito grande, mais também não era pequeno.
Voltei para seu lindo rosto. Encarei seus olhos claros com vontade de tocá-lo.
Levantei-me e caminhei até ele.
Diante dele ele me encarou.
Seus lábios me encararam me deixando com desejo de tocá-los com meus próprios lábios...
Com as pontas dos dedos toquei sua bochecha... Sua pele era macia da mesma forma que aparentava.
Ele levou uma das mãos até meus cabelos e a outra até minha cintura.
Puxou-me para junto de si, agora sentindo todo seu corpo.
Ele inclinou a cabeça lentamente e a única coisa que eu pensava naquele momento era de tê-lo para mim.
Sua boca tocou levemente sobre a minha.
Nossas respirações estavam calmas.
Logo sua língua entrou e minha boca, brincando com a minha. As duas dançavam de uma boca para a outra.
O beijo começou a ficar mais feroz mais ardente. Como se fosse o ar depois de muito tempo dentro d’água. Meus braços lutavam para tê-lo ainda mais. Puxava o contra meu corpo enlouquecidamente.
Era carinhoso e feroz ao mesmo tempo. Era como magia... Algo que não é natural.
Ele se afastou e me jogou contra cama.
O que...? O que...?
- Não podemos fazer isso... Não assim em vão... – Disse ele.
Ele colocou rapidamente uma caça de moletom
- Por que não?
- Somos irmãos Taki-Chan! – Gritou.
Virei-me para a parede. Lutando contra as lagrimas... O que eu acabei de fazer. Isso ia acabar com nossa amizade e nossa liberdade um com o outro.
E realmente... Aquele beijo foi em vão... A não ser que...
Ele se deitou ao meu lado me abraçando.
- Taki-Chan...?
- E se... E se... – Murmurei. – Se eu... Se eu disser que te amo...?
- Taki-Chan... Isso não é brincadeira.
- Eu... Não estou brincando...
Virei-me e o encarei.
- Eu... Eu te amo irmãozinho...
- Eu também te amo Taki-Chan...
Logo uma felicidade imensa me inundou e lhe roubei mais um longo beijo.
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