Sentidos

8 Vetrisneteza


Notas iniciais
Aquelas poesias que a gente faz no drama...


Se pergunto, te irritas

Se desenho, rabiscas

O eco flue dentro de mim até a beira do arrependimento

~v~


E essas mãos, a solidariedade
Apertam minha garganta
Olham fundo em minha puberdade
Cobrem-me de medo com a manta

E surgem essas agulhas no coração
O desejo de cuspir sangue e as artérias
Para fora desse corpo e dessa solidão

~v~


Alma, que te quero

E muito, finco-lhe com ferro

Sinto a dor sem gritar

Tenho vontade de evaporar

~v~


Para onde se foi a minha vida
Nesses becos de escuridão
Nessa insensibilidade extrema
Nesse quarto que não dá ao defeito, o perdão?

Quero revelar todas as minhas angústias
Chorar até entupir o nariz
Fazer dessas coisas repugnantes e cinzas, dias

E vou ofegar a cada casa do infeliz