Notas iniciais
só um detalhe: to meio empacada na fic, espero que a inspiração surja logo. Estou escrevendo devagar... Não abandonem a fic!

–Bom jogo, Kasamatsu-kun. — fiquei na ponta dos pés e o beijei rapidamente — Nós vamos chutar o seu traseiro. — sorri.


–Vai sonhando, Rin. Vai sonhando... — ele sorriu de volta.

Corri até o banco do meu time, peguei minha prancheta e uma caneta. Eu me sentia meio traíra passando informações assim, mas... Eu amava basquete e amava Seirin, então faria de tudo para ajudar. Aqueles garotos eram como meus irmãos. Talvez não mais velhos, mas sim mais altos, o que já era o suficiente para amedrontar qualquer um.

Desviei os olhos do pessoal do meu time, e vi Kise conversando com ele. O loiro começou a falar e olhar pra mim, então o moreno deu um soco em sua cabeça, gritando algo que eu não podia ouvir. Não consegui conter um riso. Kasamatsu era um cara com uma personalidade difícil. Mas o que eu podia dizer, se eu também era?

O jogo começou. Alguns segundos depois, ouvi um barulho estranho e voltei os olhos para Kagami, que comemorava o ponto com o aro na mão. Mas que diabos? Como ele tinha arrancado o aro??

Depois de uma certa confusão, resolveram que iríamos jogar na quadra inteira. Agora sim o jogo ficaria interessante. Kise iria entrar também. Era agora a hora de coletar dados dele.

–Alô? — falei quase que automaticamente, enquanto olhava o jogo e anotava freneticamente.

–Rin, sou eu.

–Ah, oi mãe. Não posso falar agora, to no meio de um jogo. — ela começou a falar, mas eu não entendi nada – NÃO, HYUGA, PASSA A BOLA!! Bando de macacos... Desculpe mãe, o que disse? BLOQUEIA, BLOQUEIA!

–Rin, preste atenção, por favor. — ela implorou.

–CARALHO, KAGAMI! NA ESQUERDA! Tá... Foi fora. Pode falar, mas seja rápida por favor.

–Rin, seu pai... Seu pai sofreu um acidente de carro. Estamos aqui no hospital, o caso dele é grave.

Minhas mãos tremeram violentamente e tudo caiu no chão. Afobada, coloquei tudo no meu colo de novo, tentando respirar.

–Ok... Mas ele não vai...

–Não, não acho que ele vá morrer. Melhor vir pra cá depois que terminar o jogo, tá?

–N-Não, to indo agora. Chego aí em dez minutos.

Desliguei o celular, tremendo. Enfiei tudo dentro da mochila e estava saindo apressada, quando sinto uma mão segurando meu braço.

–Onde você está indo, Rin? — Riko, que estava do meu lado no banco, olhava para mim preocupada.

Quando fui responder, o sinal de tempo entre o primeiro e o segundo quarto soou. Por algum motivo, não consegui me mexer ou responder quando o pessoal do meu time chegou e perguntou se eu estava bem. Eu fiquei parada, encarando o chão. Minhas pernas tremeram e perderam a força, então segurei no braço de alguém para não cair no chão.

Oe, Rin! Que que aconteceu?

–Técnica, o que foi?

–Não sei! Ela simplesmente começou a passar mal e...

–Rin-san, acho melhor você se sentar.

–Alguém pega uma água.

–Senta, Rin-chan.

–O que aconteceu?

–Rin. Rin. Rin, olha pra mim. Olha pra mim, Rin. Rin-chan.– alguém começou a me sacudir, e eu foquei os olhos na primeira coisa que estava na minha frente: Kasamatsu.

–Eu... Eu...

–Rin, o que foi? Fala comigo.

Um barulho começou a soar, mas eu não sabia direito o que era. Tratei de me concentrar com todas as forças nos olhos de Yukio para não cair no chão.

–Alô? Aqui é a Riko, uma amiga da Rin. É a mãe dela, não é? — silêncio – O que aconteceu, a senhora pode me contar? Ah, sim. Sim. Entendo... Tá. Até mais então. Tchau. Gente, ela precisa ir agora. Saiam da frente. Saiam!

–Eu... Eu vou chamar um taxi pra ela. Esperem mais um minuto, por favor. Vem, Rin, vem.

Pisquei algumas vezes, então minhas pernas começaram a se mover e eu fui pra frente. Olhei ao redor, e Kasamatsu estava me arrastando pela mão para fora do ginásio. Em mais um minuto, tínhamos atravessado o colégio inteiro e estávamos parados na saída, de frente da pra rua.

–Você tá bem, Rin?

–Sim... Sim... Eu tenho que ir...

–Tá, pera. To chamando um taxi.

Ele ergueu a mão, fazendo sinal. Minha visão começou a embaçar.

–Valeu, Yukio...

–Tudo bem. Pronto. Não sei o que aconteceu, mas te ligo quando o jogo acabar, tá? E vê se atende.

–Tá... Obrigada, até mais.

–Tchau.

Ele pegou meu rosto entre suas mãos e me beijou por uns segundos, então me enfiou dentro do taxi e saiu correndo de volta pra quadra.

–Pra onde, senhorita?

–Pro hospital, por favor.


____



–Alô? — falei, tentando manter a voz calma.


–Oi, Rin. É o Yukio. Onde você está?

–N-No hospital... — ouvi uma respiração acelerada do outro lado.

–O que você está fazendo no hospital, Rin? Você está bem? O que aconteceu?

–C-Calma, Kasamatsu-kun... Não aconteceu nada comigo. — a minha garganta se fechou de novo, algumas lágrimas escorreram.

–Que foi, Rin? Estou indo aí agora.

–Não, não venha. Eu estou bem, meu pai sofreu um acidente de carro e está em coma desde então...

Silêncio mortal.

–Isso é sério? Tem certeza?

–É sério... Eu vou pra casa agora, me encontra lá?

–Tá, to indo agora. A gente se vê lá.

–Ok...

Desliguei o celular e limpei os olhos. Fui até meu pai. Ele estava quase irreconhecível por causa das ataduras, o tanto de aparelhos ligados nele era de assustar. Sentei ali do lado, e segurei sua mão.

–Sabe, pai, você pode até reclamar um pouco do Kasamatsu, mas acho que não tem namorado melhor que ele. Vou pra casa agora, tá? — mais lágrimas escorreram, e minha voz sumiu – F-Fica melhor, por favor... Te amo, pai... Tchau.

Saí do quarto, e fechei a porta. Mamãe estava no corredor, com a cabeça apoiada nas mãos, sentada no banco. Ela levantou a hora que a chamei, então nós pegamos o carro e fomos para casa sem dizer uma palavra uma a outra.

Os olhos da minha mãe estavam inchados de tanto chorar, assim como os meus. O silêncio naquele carro era estranho, mas ao mesmo tempo acolhedor. Depois de passar o resto da tarde e o começo da noite no hospital, eu estava emocionalmente exausta. Queria minha cama mais que tudo.

O carro parou na vaga, e eu desci. Dei a volta no jardim, indo para a porta de casa com as chaves nas mãos. Um vulto saiu das sombras, e eu estava prestes a gritar quando sinto uma mão no meu pulso.

–Não me mate de susto, Kasamatsu-kun. Quer morrer?

–Rin-chan... Está tudo bem?

–Está tudo ótimo. — menti.

–Quem está aí? Rin? — minha mãe chamou, chegando atrás de nós.

–Sou eu, senhora Kishirime. O Yukio.

–Ah, Yukio... — a voz da minha mãe pareceu cansada – Entre, por favor.

–Claro.

Mamãe abriu a porta e acendeu as luzes.

–Senhora Kishirime, por...

–Já disse para me chamar de Lola, Yukio.

–Lola, por favor vá se deitar. Não vou demorar muito com a Rin.

–Bem... — ela nos olhou desconfiada, mas então deve ter percebido que eu estava péssima para ao menos pensar em sacanagem – Acho que é melhor mesmo. Obrigada, Yukio. Não vá se deitar muito tarde, Rin, amanhã você tem aula. Boa noite.

–Pode deixar, mãe.

Ela subiu as escadas de casa, e ouvi a porta do quarto abrindo e depois batendo.

–E aí, ganharam ou perderam? — perguntei, subindo pro meu quarto.

–Perdemos. Seu time é muito bom. Mas, Rin-chan...

–Que é? — abri a porta do meu quarto, e me joguei na cama. Ele sentou ao meu lado.

–Vem aqui...

Me ergui um pouco, indo em direção a ele. Os braços de Kasamatsu me envolveram, apertando-me contra seu peito. Eu era tão pequena perto dele... Meus olhos começaram a embaçar de novo. Eu não queria chorar na frente dele, não queria. Mas, do jeito que ele afagava minha cabeça e me apertava cada vez mais, não consegui me controlar. Comecei a chorar desenfreadamente, agarrada a blusa dele. Ele não falou nada pelo tempo em que fiquei lá.

Depois de um tempo, Kasamatsu deitou ao meu lado, ainda me abraçando. Apoiei meu rosto no pescoço dele, sentindo o cheiro de sabão de limão que ele usava. Era muito bom. Minha respiração já tinha se acalmado, e agora eu só fazia carinho no cabelo dele, enquanto ele acariciava minhas costas. Era a primeira vez que eu estava deitada na mesma cama que Kasamatsu. Queria que isso tivesse acontecido em outra ocasião, é claro. Talvez vestindo algo mais sexy e com o rosto normal, não inchado e vermelho como estava.

–Porque não me conta o que aconteceu?

–Minha mãe disse que meu pai estava dirigindo, indo me pegar na sua escola depois do jogo, para depois irmos ao mercado... Ele estava num cruzamento, quando um louco passa o sinal vermelho e bate no carro do meu pai, bem de frente. Os médicos disseram que foi um milagre ele ter sobrevivido, mas agora ele está em coma... Então não tem muita diferença.

–Tem gente que diz que pessoas em coma ainda conseguem ouvir, sabia? Acho que você e sua mãe não deveriam desistir.

–Pode ser...

Ele foi para trás um pouco, para poder olhar no meu rosto. Os olhos grandes dele eram reconfortadores, e ele afagava meu rosto com a ponta dos dedos. Por jogar basquete a tanto tempo, as pontas dos dedos dele não eram tão macias, mas ao mesmo tempo mais macias do que as do pessoal do time de basquete masculino de Seirin.

Fechei os olhos, e fui para a frente, encostando minha boca na dele. Ficamos sem nos mover por um tempinho, então o apertei mais forte contra mim e deixei minha mente vagar. Quando me dei conta, já havia pegado no sono.



___



Kasamatsu Point of View



Rin estava parecendo tão tranquila deitada nos meu braços; parecia que era o lugar perfeito pra ela. Ela estava calma, respirando suavemente. Puta merda, ela era tão bonita... Como fui arranjar uma garota dessas não sei.


Fiquei admirando o rosto dela por um tempo depois que ela dormiu grudada em mim. Ela tinha nariz fino e pequeno, olhos grandes e azuis, bochechas grandes e lábios rosados de matar. O cabelo preto dela estava espalhado pela cama; era muito grande, batia na cintura. Rin era tão pequena perto de mim, e isso que eu nem era um cara muito grande. Suspirei.

Soltei meus braços de baixo dela, e a cobri com o lençol. Dei um beijo em sua testa, e saí de seu quarto. Desci as escadas, quando dou de cara com a mãe de Rin, vestida em um roupão branco com os cabelos presos e uma xícara nas mãos.

–Ah, desculpe, senhora Kishi... Quer dizer, Lola. A Rin dormiu, então vou pra casa.

–Sim, sim... — ela tinha o rosto cansado, marcado por olheiras escuras – Obrigada de novo, Yukio.

–Não tem problema. Até amanhã, senhora Ki... Lola.

–Até.

Abri a porta, e já estava fechando quando ouço um:

–Ah, Yukio. — abri a porta um pouco, para vê-la – Fico feliz que você seja tão atencioso com a minha filha. Gosto muito de te ter como genro. — ela sorriu fracamente, então virou – Boa noite.

–Boa noite.

Fechei a porta, e fui para casa.

Notas finais
Comentem ♥ Quero saber o que vocês estão achando, se gostam, se odeiam, se querem mais... ^3^