Senpai, Você É Incrível
7 O basquete de Seirin
Notas iniciais
O sinal de tempo entre a primeira e a segunda metade soou. Só tive tempo de soltar a bola. Poderíamos ter feito mais dois pontos!
–Venham, meninas! — gritou o técnico, acenando para nós.
Fomos até o banco. Peguei uma toalha e passei na nuca. Esvaziei metade da garrafinha de água em três segundos.
–Estamos indo bem, mas podemos ir melhor. Vamos fazer umas modificações. — comentou o técnico – Rin, vou te transferir para o meio, e você Kori vai para o ataque. Precisamos de mais altura na frente e mais agilidade no meio... A defesa é boa, mas vocês são melhores.
–Claro que somos. Se não fôssemos, não estaríamos ganhando de 75 a 30 — falei.
–Que tal chegarmos a 100, hein Rin?! — Kori falou, saltitando – Adoro placares altos!
–É, seria legal fazermos uns 100 a 32... Vamos tentar. — Aki falou, bebendo água.
–Não quero ver aquelas vadias fazendo mais nenhum ponto, hein! — gritei, empolgada, e arranquei gritos das outras meninas também.
Ouvi alguém chamando meu nome de novo. Yukio, Kise, Hyuga e Kagami estavam parados perto da porta da quadra, acenando para mim.
–Técnico, um segundo – falei, jogando minha toalha no banco e correndo para lá – O que vocês estão fazendo aqui?! — perguntei, sorrindo.
–Sua idiota, viemos te ver jogar! — Kagami exclamou.
–O basquete de Seirin não se resume só ao time masculino, sabia? — Hyuga falou, ajeitando os óculos.
–Vocês estão jogando muito, Rin-chan! — Yukio sorriu.
–Rin-chaaaan, não sabia que você jogava tão bem! — Kise comentou, empolgado. Assim eu fico com vontade de jogar...
–Falando nisso, quando começam os jogos de vocês? — perguntei.
–Nosso time joga na segunda. Você vai, Rin-san? — Hyuga perguntou.
–Claro que sim. E vocês, Kise, Kasamatsu?
–Segunda também. — Kasamatsu falou.
–Vocês vão jogar um contra o outro?!
–Não, não! — Kagami tratou de dizer logo – Nós somos de blocos diferentes. Nos enfrentaremos só nas semifinais.
–Ah, entendo. — olhei para trás, e o técnico acenava furiosamente e berrava algo que eu não podia escutar por causa da multidão – Ops, acho melhor eu voltar logo. Que tal uma festinha da vitória hoje na minha casa? — fui andando de costas em direção a quadra – Levem comida e bebida!
–Eu topo. Posso chamar o resto do time? — Kagami perguntou.
–Claro que pode. Chame Kaijo também, Kise-kun.
–Pode deixar, Rin-chaaan!
Virei, mas fui impedida por uma mão no meu pulso.
–Ei, Rin, bom jogo, ok?
–Claro, Yukio-kun. Minha próxima cesta será para você.
Ele abaixou e me deu um beijo rápido. Sorri para ele de um jeito idiota, enquanto ouvia os berros do técnico.
–RIN! RIN! VENHA AQUI AGORA!
–Desculpe, desculpe. — corri até eles, e bebi mais água.
–Vamos jogar totalmente na ofensiva agora. — o técnico falou – Vamos desestabilizar o outro time e mostrar nosso potencial para os outros. Essa é a hora da equipe feminina de basquete de Seirin começar a construir seu nome!
–Vamos lá então! — coloquei minha mão no centro do círculo, e logo as outras meninas fizeram também.
–Um, dois, três, VAI SEIRIN! — gritamos, e logo depois o sino bateu. O juiz apitou, e voltamos para a quadra.
–Não esperava que vocês fossem tão fortes para um time formado nesse ano – a capitã do outro time comentou comigo, jorrando veneno.
–Eu acompanhava os treinos do time masculino, e sentia vontade de jogar. Espalhei pela escola uns flyers de recrutamento pro time feminino, e só essas quatro apareceram. É mais do que o suficiente para acabar com vocês. — dei uma piscadinha e sorri.
–No inverno vocês vão ver.
–Que seja.
O jogo recomeçou. Por um quarto inteiro, não deixamos o outro time fazer pontos, mas elas não pareciam desistir nunca. Isso era uma qualidade admirável mesmo para o inimigo. Com certeza me fez ter mais respeito por elas. No quarto quarto, elas conseguiram acertar uma cesta de três, mas até aí estávamos ganhando pelo triplo de pontos, se não mais.
Enterrei a bola quando o juiz apitou o final da partida.
–Reúnam-se no centro! — gritou o homem alto. Todas fomos para lá – O resultado é Seirin 106, Touou 33! Seirin vence!
–Obrigada pelo jogo! — todas dissemos, algumas do outro time com lágrimas nos olhos.
Enquanto caminhávamos para os vestiários, fui abordada por uma garota de cabelos castanho-claros presos em uma trança.
–Oi, licença? Você é a capitã de Seirin, Rin?
–Sim, sou eu mesma.
–Ah, oi, meu nome é Loly, prazer. Só queria dizer que seu time joga muito bem e parabenizá-las pela vitória.
–Muito obrigada, Loly. — fiquei sem graça.
–Ah! Mas não se preocupe, nós vamos vencer vocês na Winter Cup!
–Estou esperando por isso. Nos vemos lá então. Treine bastante.
–Pode deixar! Tchau! — ela sal correndo para perto das amigas.
–Loly! — gritei, chamando a atenção dela.
–Oi!
–Seus arremessos são ótimos!
Ela corou.
–Obrigada, Senpai! — ela gritou de volta, sendo arrastada pelas companheiras.
Ri um pouco, e fui até o meu vestiário.
–Meninas, hoje tem festa na minha casa. Levem comida e bebida. O som é por minha conta.
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