Senpai, Você É Incrível

14 Falta, número 7 laranja!


Notas iniciais
Yo minna! Tudo bom com vocês? Senti saudades. *-*
Bom, no último capítulo tivemos o hiato de como Rin conheceu Kasamatsu. Mas, antes disso, vimos que Rin tinha ido para a casa do namorado, e lá acabou rolando uma cena quente uhuhuhu *¬* Acompanhem agora a continuação
PS: a p*rra vai ficar muito séria daqui em diante! Preparem seus corações, galera.

-Seirin, Seirin, Seirin! — a arquibancada gritava. Mentira, poucas pessoas, entre elas os meninos de Seirin e Kaijo, gritavam para nós. O resto permanecia em silêncio nos últimos minutos da partida contra o colégio Shutoku.

Aquelas meninas pareciam cenouras ambulantes, era cômico demais.

Podiam parecer cenouras, mas eram cenouras que jogavam bem. Não o suficiente para ganhar de nós.

O jogo já estava no último quarto, faltavam três minutos para terminar e o placar estava equilibrado: 72 a 68 para nós. A média de altura das garotas daquele time era mais ou menos o tamanho de Karin. Isso mesmo, a média. Estávamos tão apertadas assim porque simplesmente não conseguíamos vencer no combate aéreo, porém no chão éramos melhores.

Naquele momento, eu tinha tentado fazer um lançamento de três pontos, mas os dedos da garota do outro time esbarraram na bola, e ela foi torta demais.

-REBOTE! — Aki gritou, correndo para cima das monstras que aguardavam em baixo da cesta. Ela pulou, mas a cenoura conseguiu pegar a bola primeiro.

-DEFESA, DEFESA! PORRA, YUKO, PRESTA ATENÇÃO! — gritei.

-NA ESQUERDA, RIN, NA ESQUERDA! — o técnico gritou a plenos pulmões. Os meninos na arquibancada gritaram também.

Eu e Yuko éramos as únicas na defesa naquele momento. Aki ainda estava no final da quadra, e Karin e Kori estavam no meio tentando prender o resto das outras jogadoras, para tentar evitar que elas viessem para cima de nós.

A garota que estava com a bola era a capitã do outro time, uma tal de Riruka, se não me engano. Ela tentava passar por mim, mas eu não deixava. Sentia que a qualquer segundo ela poderia pular, infelizmente mais alto que eu, e fazer um lançamento, ganhando mais três pontos para seu time. Para nossa infelicidade, elas já tinham notado que ganhariam no ar, e que a única que tinham chance contra elas era Karin, por isso a marcação em dobro em cima da loira.

A garota foi para a direita, mas consegui bater na bola e jogá-la nas mãos de Yuko. Duas garotas a cercaram, então dei a volta na capitã e corri, passando na frente da baixinha, que me passou a bola. Continuei correndo a toda velocidade, desviando de uma, duas, três garotas no caminho.

-VAI RIN, VAAAAAIIIIII — o técnico berrava sem parar.

Meu coração iria explodir a qualquer segundo. Saltei.

-VAI RIN-CHAN! — algumas pessoas da arquibancada gritaram.

A cesta estava chegando perto. Ouvi alguém do meu time gritando uma advertência, então virei um pouco a cabeça. Uma garota estava atrás de mim, pulando também. Ela bateu no meu corpo, e o apito soou. Antes de cair no chão, consegui arremessar a bola meio torta, mas ela bateu na tabela e entrou. Um segundo apito soou.

Caí no chão totalmente desajeitada. Soltei um grito, fazendo o ginásio inteiro ficar em silêncio absoluto.

-Senpai? — a menina que pulou comigo perguntou, olhando estranho pra mim.

-PUTA QUE PARIU! — soltei esse e mais outros palavrões para não chorar com a dor que vinha do meu tornozelo. Mesmo assim, meus olhos se encheram de lágrimas.

Abaixei e coloquei a mão sobre o pé, xingando todos os santos que conhecia. Kori foi a primeira a chegar.

-Rin, Rin! O que foi?

-PUTA MERDA! — não sabia mais se estava xingando de dor ou de raiva — M-Meu tornozelo. Tá doendo pra caralho!

Karin já estava gritando para o técnico, Aki estava agachada na minha frente, dando uma olhada.

-Ela torceu, técnico! — Karin gritava sem parar, até que o homem invadiu a quadra e veio correndo até mim.

-Calma, calma, está tudo bem — ele chegou, ajoelhando e falando com a voz mansa — Não foi nada. Fique calma, ok?

Duas pessoas de branco entraram na quadra com uma maca, afastando o pequeno grupo de pessoas que faziam um círculo ao redor de mim. Todos do outro time estavam quietos, e a garota que bateu em mim estava com uma cara não muito boa. Eles me puseram sentada na maca, pegando com cuidado minha perna. Levaram-me de volta para o banco, e eu fiquei sentada lá enquanto era examinada com mais atenção.

-Falta, número 7 laranja! — gritou o juíz — Substituição de Seirin!

O técnico estava passando informações no ouvido de Hira. Meu Deus, era a primeira vez que ela jogava uma partida oficial, eu provavelmente estava mais nervosa que ela. Falando em nervosismo, ninguém vencia Yukio no momento, que tentava desesperadamente ver o que estava acontecendo comigo. Kagami, Koga, Kise e Kasamatsu levantaram da arquibancada, e vieram contornando a quadra por fora até chegar nos bancos que estavam mais perto de mim.

-Foi torção mesmo — falou um dos caras de branco. Ele repousou minha perna — Vai ter que ir ao hospital depois da partida. Melhor colocar no gelo por enquanto.

-Tá, tudo bem — falei. Estava difícil demais de respirar por causa da dor.

-Rin-chaaan! — ouvi Kise gritando ao longe enquanto ele e mais garotos vinham correndo. Acenei de leve, tentando sorrir.

-Rin, meu Deus, você está bem? O que aconteceu? — Kasamatsu perguntava, aflito.

-Aquela baranga, vou dar uma surra nela... — Kagami praguejava sozinho.

-N-Não foi culpa dela, eu caí de mau jeito, só isso. — falei.

-Vamos continuar o jogo! — gritou o juíz, apitando.

Hira entrou, parecendo deslocada por causa de sua fofura. Os cabelos, presos em marias-chiquinhas, desciam em cachos largos por toda a extensão, o uniforme um pouco maior do que deveria. Agora era a hora de ver como ela se saía.

O segundo cara me trouxe um saco com gelo, e o colocou no pé com um paninho branco embaixo. Só a pressão do gelo fazia latejar.

-Rin, meu Deus...

-Calma, Kasamatsu. Calma — implorei — Eu estou bem, não estão vendo? Não foi nada sério, tenho certeza.

-Mas olha só essa garota! — Kise gritou, apontando pra quadra.

-Vai, Hira! — gritou Koga.

Olhei para ver o que diabos estava acontecendo.

Hira estava com a bola, e ridiculamente passava entre as outras como se elas fossem postes ou coisa parecida. Ela lançou a bola na direção da cesta, fazendo uma ponte aérea, e a bola parou nas mãos de Karin, que enterrou com força. Dava pra ver que as meninas de Seirin estavam putas demais.

76 a 68. Para nós.

A menina que bateu em mim parecia meio perdida em quadra depois do ocorrido, sem se concentrar direito, tomando várias broncas das amigas e do técnico delas. Já meu time jogava com uma fúria espantosa, e Hira mandava muito bem nos dribles e na defesa. Ela pulava alto o bastante para conseguir atrapalhar o lançamento, mas não bloqueava. E sempre que sobrava um rebote, Kori estava lá para pegar a bola.

Acabou que ganhamos de 83 a 72.

Todas fizeram seus cumprimentos no meio da quadra, e logo depois correram para ver o que eu tinha de verdade. A garota chegou perto de mim e falou:

-Senpai, desculpa. De verdade. Não era minha intenção, eu só queria defender.

-A culpa não é sua, relaxa — esforcei-me para falar — Eu sei que não era sua intenção. Olhe, seu técnico está te chamando, melhor ir.

-Ok. Desculpe de novo, senpai. Melhoras. — ela correu.

-Vamos, meninas, para o hospital. — o técnico falou, então olhou para Kasamatsu — Você.

-Eu?

-Você pode vir. O resto dos meninos fica.

-Nossa, está permitindo que o Yukio vá agora? Estou te comovendo, técnico? — ri um pouquinho.

-Rin?

-Que?

-Cale a boca.

-Seu lindo — zombei.

Yukio desceu da arquibancada e veio ficar ao meu lado. Ele tentou ligar pra minha mãe, mas deu caixa postal. Fomos ao hospital mais próximo, e lá tirei raio-x e fiz mais alguns exames. O médico gato que me atendeu deu uma péssima notícia para o treinador.

-Senhor Masachi, parece que a Rin torceu mesmo o tornozelo e não vai andar pela próxima semana. Até ela voltar a jogar, estimo cerca de três a quatro semanas.

-O QUÊ? — exclamei, inconformada. Yukio apertou minha mão.

-C-Como assim? — o técnico perguntou.

-Ela tem que ficar em repouso absoluto por uma semana, aí ela volta e faz mais uns exames para ver se está tudo certo. Se estiver, ela terá que fazer fisioterapia por uma semana ou mais, e terá que voltar a treinar devagar.

-Mas... Mas... Daqui três semanas começa o Interescolar!

-Sinto muito.

Merda. Merda. Merda.

Colocaram uma tala de plástico duro envolta do meu pé, subindo até a canela. Amaldiçoei a menina por um segundo, aí lembrei que a culpa era minha.

Fui para casa, acompanhada de Yukio. Ele decidiu ficar aqui em casa até que minha mãe voltasse, daqui dois dias. Aluguei um par de muletas, assim conseguiria pelo menos me deslocar um pouco. Não iria para a aula, então Aki, que estava na mesma sala que eu, prometeu anotar tudo para me entregar depois.

Notas finais
OMG! Tá, isso foi meio cruel, fazer a capitã torcer o pé bem nas vésperas do Interescolar, mas esse é o momento para OUTRA coisa. Não percam de jeito nenhum o próximo capítulo, coisas reveladoras acontecerão! Beijinhos ^3^