Notas iniciais
Oi! Estou atualizando cedo porque hoje vou no estádio ver o Corinthians jogar hihihi *-* Infelizmente, sou muito pé-frio... Mas espero que nós ganhemos. Fica aí mais um capítulo, beijo! ^3^

–Rin, precisamos conversar.

Isso nunca era bom sinal.

–Pode falar, mãe.

–Eu sei que é um momento ruim, principalmente por causa do seu pai... Eu só queria dizer que eu vou ter que viajar a trabalho amanhã e...

–Mas mãe, amanhã é meu jogo! — gritei.

–Eu sei, Rin. Desculpe. — ela passou a mão na minha cabeça e sorriu fracamente – Espero que você entenda que desde que seu pai sofreu o acidente, está cada vez mais difícil de pagar as contas, e com essa viagem eu ganharei um bônus bem legal que pode ajudar a nós duas...

–Mãe, você prometeu que iria me ver jogar!

–Desculpe, Rin.

Fiquei triste, é claro. Mas eu entendia. Tínhamos cortado os gastos supérfluos e estávamos tentando economizar o máximo possível. Superaria essa.

–Tudo bem... Que horas sai o voo amanhã?

–Dez horas.

–Por favor, me acorde quando você for sair então. Tenho que me arrumar para o jogo.

–Certo. — mamãe olhou o relógio na parede da sala e levantou as sobrancelhas – Está tarde, Rin. Melhor irmos dormir agora. Ambas temos coisas amanhã.

–Claro...

Dei boa noite para ela e subi para o meu quarto. Sim, nós estávamos passando por dificuldades no momento, e eu frequentemente ouvia minha mãe chorando a noite. O estado de papai também não ajudava muito. Mas eu tinha que ser forte. Por mim; por mamãe; por papai; pelo meu time.

Como estava nervosa, liguei para Kasamatsu-kun. Conversamos pouco, e ele conseguiu me acalmar. Dormi, e sonhei com meu time esmagando o time de Touou.


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–Ei, Rin. Acorda, filha.

–Ah, mãe. Só um pouquinho...

–Hoje é sexta, Rin. Pode não ter aula, mas você pediu para eu te acordar. Vamos, são nove e meia.

–Hm... Tá. Já levanto.

A porta bateu, e eu esfreguei os olhos. Uma luz fraca atravessava as cortinas brancas. Sentei, jogando o cabelo para o lado. Era hoje.

Pulei da cama e lavei o rosto. Desci, e encontrei mamãe na sala, sentada na poltrona encarando o nada e com uma mala grande ao lado.

–Pra que tanta coisa? — perguntei, saltando o último degrau da escada.

–Vou ficar uma semana fora. — ela levantou e abriu a porta de casa – Consegue se virar sozinha, né?

–Mãe, por favor, tenho 17 anos.

–É uma moça grande. — ela observou – Tem dinheiro dentro do vaso, tente economizar.

–Pode deixar.

–Ah, mais uma coisa. Eu deixei... Você sabe. Tem umas na sua gaveta.

Meu rosto pegou fogo na hora.

–Mãe! Eu não...

–Rin, você tem 17 anos, e o Yukio tem 18. Vocês não são mais crianças e são grandes o suficiente para saber das coisas – ela tossiu um pouco, talvez tão constrangida quanto eu.

–T-Tá, obrigada.

–Tchau – ela foi fechando a porta.

–Mãe! Mãe!

Ela abriu de novo e colocou a cabeça para dentro.

–Sim?

–Me dá umas dicas?

–Ah. Ah. Bom... Nunca é demais tomar um banho antes, sabe como é. E relaxe, isso é importante. O resto você aprende e o Yukio te ajuda também. Quase esqueci! Claro, esteja bem depilada, querida.

–Com certeza, mãe. Obrigada. Boa viagem.

–De nada. Juízo, hein! Tchau!

Ela saiu, e eu acenei pela janela. Sentei e fui comer. Tinha que estar bem alimentada para poder jogar direito. Mas antes do jogo eu daria uma passada no hospital.

Notas finais
O capítulo não tá muito grande, mas o próximo vai ser. Comentem ♥