Senpai, Você É Incrível
11 Deixando-me arrepiada
Notas iniciais
Depois de vermos o filme, o qual era realmente muito bom, resolvi seguir Yukio até o telhado do prédio. Ele levou consigo o violão. O final da tarde estava quente e ensolarado, a luz laranja iluminava os prédios e o cimento no qual sentamos. Estava morno. Kasamatsu me colocou no meio das suas pernas, fazendo com que minhas costas ficassem apoiadas em seu peito, colocou o violão na minha frente e começou a tocar e cantarolar bem baixinho uma música própria. Pelo jeito, ele estava tentando me fazer relaxar e curtir. E eu estava.
Kasamatsu pousou o violão no lado, e passou os braços ao meu redor. Meu Deus, eu deveria estar parecendo um pimentão. Ele estava sendo tão fofo, legal, gentil... Totalmente diferente do Kasamatsu do time de Kaijo. Agora ele era o Kasamatsu da Rin, e isso me deixava muito contente.
-Rin-chan, deixe-me perguntar uma coisa.
-O que?
-Entenda como quiser, mas — tossidinha — Não vou te obrigar a fazer nada que você não queira.
-Está se referindo ao que supostamente pode acontecer daqui a pouco? — arrepiei.
-Hm, sim. Você sabe, né, que eu nunca te obrigaria a transar comigo se...
-Eu só preciso de um banho, Yukio-kun. Só isso.
Ele chegou um pouco para o lado, o suficiente para me olhar nos olhos.
-Tem certeza?
-Absoluta. Acho que você não quereria transar com uma garota fedida, né? — ri um pouco, tentando parar o tremor nas mãos. Ele riu também.
-É, tem razão. Quer descer agora?
-Quero. Estou me sentindo horrível.
-Vamos então.
Ele pegou na minha mão e deu um beijo na minha boca brevemente. Descemos as escadas (ainda no escuro), e Yukio me deixou sozinha para que eu tivesse um tempinho para mim mesma. Peguei o celular, a mochila e fui para o banheiro. Era grande, e parecia o único cômodo da casa em ordem. Tranquei a porta e sentei na privada, discando o número da loira do time de basquete.
-Karin falando.
-Karin, oi. É a Rin.
-Oi Rin, tudo bem?
-Tudo. — engoli em seco — Escuta, preciso de umas dicas. Quer dizer, mais algumas.
-Sobre o que? — ela indagou.
-... Sexo. — gaguejei um pouco.
-QUÊ? — ela berrou, e eu ouvi um barulho do outro lado — Desculpe, o celular quase caiu. — ela respirou algumas vezes — Então a capitã e o capitão pretendem ter uma noite quente hoje? Isso pode ser interessante.
-Cale a boca. Que milagre é esse que você não está transando com o Moriyama agora, hein?
-Ele acabou de ir embora, por sinal — ela esnobou — E daí que a gente tá transando? Ele é muito bom de cama por sinal.
-Karin, por favor, concentre-se. Não quero saber da sua vida sexual, obrigada.
-Ah, Rin, pelo amor de Deus. É só sexo, não é nada demais. Não é como se você estivesse com a bola na mão prestes a lançá-la no último segundo de uma final, no meio de um empate.
-Boa comparação — elogiei.
-Mas a questão é a seguinte: é só sexo, não é um bicho de sete cabeças. E é bom, a melhor parte é essa. Deixe-me pensar numas dicas... Ah, já te falaram para estar bem depilada?
-Sim, minha mãe me falou essa. — enrolei o cabelo nos dedos.
-Bom, é mentira que eles vão reparar nessas coisas. Essa dica é pra tirar suas inseguranças na hora, de achar que ele vai reparar. Acredite, ele não vai. Yukio vai procurar por outra coisa no momento, com certeza não pêlos.
-Tá. Que mais?
-Hm... É a sua primeira vez, não é?
O calor subiu de novo pela minha coluna, inundando minha cara.
-Sim.
-Então relaxe; isso é importante. Tem que ficar relaxada, se não vai doer. E ninguém quer ter que pausar o sexo por uma causa boba dessas. — Karin deve ter se jogado na cama — Pelo que parece, Yukio é experiente.
-N-Não sei te dizer exatamente, Karin-chan...
-Bom, ele é. Então ele sabe exatamente o que fazer. Deixa que ele te conduza, e tudo vai dar certo.
-Tá, valeu pelas dicas.
-De nada, capitã. Tomara que seu capitão seja bonzinho com você — ela riu sozinha — Porque o Moriyama não perdoa nem mosca — e riu mais — Tchau!
-Tchau... — e desliguei.
Meu Deus, eu realmente não precisava ter escutado aquilo. Então quer dizer que Moriyama era tão selvagem assim? Uau, eu deveria ter suspeitado.
Mas Karin tem razão. Era só sexo, não era toda aquela questão da bola que ela mencionou. Com certeza eu ficaria mais nervosa naquela situação do que nesta. Então beleza, nada com o que se preocupar. Só deixar rolar, Yukio sabe o que fazer; e espero que eu aprenda rápido também.
Tomei um banho, depilei o que tinha que depilar, vesti a lingerie fofa e coloquei uma outra roupa por cima, a roupa que eu ficava em casa. Era mais larguinha. Sequei o cabelo, passei o corretivo e pensei comigo várias vezes "É só relaxar, é só relaxar". Tudo parecia pronto, eu estava pronta. Encarei-me no espelho uma última vez, e dei um sorriso confiante para mim mesma.
Saí do banheiro, e logo escutei a TV. Fui até a sala, e espiei Kasamatsu jogando um pouco de videogame. Cheguei de fininho por trás, então passei meus braços em seu pescoço e dei um beijo em sua nuca.
-Que susto, Rin-chan — ele comentou. — Nossa, está cheirosa hein.
-Obrigada.
Ele me puxou, e eu caí deitada ao lado dele no sofá. Que clima estranho que estava. Parecia que ninguém sabia o que fazer agora. Resolvemos ver um pouco de TV para descontrair, mas nem tinham se passado dez minutos e nós dois estávamos agarrados e entrelaçados no sofá, Kasamatsu no meio das minhas pernas tentando arrancar minha blusa fora.
O que eu mais queria era estourar todos os botões daquela camisa social que ele estava usando, mas como é o uniforme dele resolvi ser paciente e tentar tirar um botão de cada vez sem olhar. Por sorte ele me ajudou, então estávamos os dois sem camisa se beijando loucamente no sofá da sala. Abri um pouquinho os olhos, e vi que ele me olhava de cima a baixo não tão discretamente. Por favor, eu nem era gostosa. Aki era a mais do time inteiro.
Não resisti ao impulso de tocá-lo. Os músculos do braço saltavam para fora, que nem os da barriga. Ele era todo definido, e esfregava seus músculos contra a minha barriga e peitos. Meu Deus, que sensação era essa? Porque eu me sentia tão bem, com tanto calor? Era o efeito que Kasamatsu provocava ao tentar soltar meu sutiã? Se fosse, eu queria que ele tirasse o resto da roupa então.
Kasamatsu puxou minhas coxas em sua direção, ofegando no meu pescoço. Enchi o pescoço dele de beijos molhados, e ele pareceu gostar. De tanto que ele me puxava para si, acabei sentada em seu colo, com uma perna de cada lado do seu corpo. A mão dele descia pelas minhas costas, deixando-me arrepiada. A outra puxava minha cintura, e eu conseguia sentir que ele estava excitado embaixo de mim. Puxei os cabelos de Yukio com força na minha direção, afundando minha boca na dele. Os dedos firmes dele apertaram minhas pernas e ele levantou comigo presa ao seu redor. Sabia que estávamos andando, mas não conseguia parar de beijá-lo nem por um segundo sequer.
Senti algo macio e quente nas minhas costas, e presumi ser a cama. Ele deitou no meio das minhas pernas. Como ele não estava conseguindo tirar meu sutiã, tive que fazê-lo. Ele os encarou então os pegou nas mãos e apertou. Soltei uma reclamação de dor, arrancando um sorriso dele. Kasamatsu me olhou nos olhos com aquelas íris meio azuis, meio cinzas e arregalou os olhos ao perceber que eu tentava desesperadamente tirar o resto das suas roupas.
-Que é? — perguntei, meio sem fôlego — Vamos logo com isso. Ajude-me.
Ele bufou e abriu o botão e o zíper da calça, enquanto eu tirava a minha.
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