Senpai, Você É Incrível

19 2° Hiato: Time de basquete feminino de Seirin


Notas iniciais
Segundo Hiato chegandoooo! Dessa vez, contando a história de como o time feminino foi formado. Esperem que gostem! (era pra eu ter postado ontem, mas eu não tinha terminado hehe)

Time de Basquete Feminino — Vagas abertas

[imagem]

Quer fazer parte? Fale com Kishirime Rin, segundo ano A. Primeiro treino sexta-feira às 13 horas no ginásio do colégio.


Terminei de prender a última folha em um mural no corredor do segundo andar.

–Pronto. Eh, Riko-chan, você acha que vai aparecer alguém?

–Não sei. Espero que sim.

–Bem que você podia jogar, né? — perguntei.

–Eu não! Comandar o time dos babacas é muita coisa pra mim.

–Muito obrigado pelo elogio, Riko-chan.

O capitão de Seirin aparecera de repente atrás de nós, e Riko deu um pulo ao ouvir a voz dele.

–Ah, Huyga-kun! — ela ria nervosamente — Tudo bem? Estava falando com a Rin sobre a formação do time feminino.

–Sim, eu ouvi essa parte — ajeitou os óculos e olhou para mim — Tudo bem, Rin-san?

–Tudo ótimo.

–Escuta, técnica, a aula já vai começar e eu gostaria de falar com você um pouco antes disso.

–Ah, tá...

–Então com licença — despedi-me deles e fui para o lado de fora.

Meu intervalo tinha acabado de começar, e eu não tinha nada para fazer. Sentei em um dos bancos de cimento e olhei o céu. Mais para o lado, estava a parede do prédio e meu panfleto brilhava à luz do Sol. Todas as meninas que passavam olhavam e ignoravam. Mas que merda.

–Yo — Kagami falou ao sentar ao meu lado — Que cara péssima.

–Muito obrigada — ironizei — Ah, estou preocupada.

–Com o que?

–Não sei se você sabe, mas estou tentando montar um time de basquete também. Acho que as meninas de Seirin não dão a mínima.

–Qual é, Rin, tem gente pra tudo. Devem ter algumas que se interessam por basquete, é um esporte bem legal.

–Não sei se elas concordam com isso.

Apoiei o queixo nas mãos, ainda olhando para o panfleto. Duas garotas que andavam de mãos dadas passavam por perto. Eram o casal gay de Seirin, eu não sabia o nome delas mas sabia que muita gente falava sobre as duas. Elas riam e pararam na frente do panfleto. A mais baixa apontou e sorriu, arregalando os olhos. A de cabelos super curtos colocou uma mão no queixo e pareceu pensar por um tempo.

–Eu disse que alguém iria se candidatar...

–Elas só olharam, baKagami.

O ruivo revirou os olhos.

Depois que o sinal bateu, fui para a minha sala. Lá, fiquei sentada na minha cadeira, que era ao lado da janela, e fiquei pensando se foi realmente uma boa ideia ter colado papéis idiotas pela escola toda.

–Hm, com licença?

Virei a cabeça rapidamente e a primeira coisa que vi foi vermelho. Muito vermelho.

–Sim?

–Meu nome é Haishi Aki. Sei que nunca nos falamos antes apesar de estarmos na mesma classe.

Era uma garota alta, de cabelos vermelhos brilhantes que batiam no meio das costas. Ela tinha o rosto delicado e lábios avermelhados. Os olhos amêndoas brilhavam como lâmpadas.

–Você é Kishirime Rin-san?

–Sou eu mesma — sorri. Por algum motivo fiquei empolgada.

–Foi você quem colou isso pelo colégio? — ela ergueu uma mão, que segurava o maldito panfleto.

–S-Sim.

–É sobre o time de basquete, né? Eu gostaria de fazer parte, se possível. — ela sorriu gentilmente.

–É claro que é possível, Aki-san. — respirei aliviada — Por enquanto ninguém mais apareceu. Eu marquei um treino não-oficial na sexta-feira, vamos ver quem e quantos aparecem. Até agora só há nós duas.

–Entendo... Bom, ainda é segunda e temos muito tempo pela frente até sexta. Com certeza mais alguém aparecerá.

–É — ri um pouco — Mas escute, já jogou basquete antes?

–Já, eu era do time da minha outra escola, mas isso faz um tempo. E você? Eu soube que faz parte do time masculino, é verdade?

–Bom, eu sou tipo uma ajudante do masculino, se quer saber. A técnica é amiga minha e como eu sou uma boa observadora, pediu para que eu ajudasse. Eu nunca fiz aulas ou joguei seriamente, só de vez em quando com os meninos, mas aprendi muita coisa só vendo-os jogar.

–Ah, tá. Mais tarde a gente conversa, o professor acabou de chegar. — ela se virou, os cabelos sacudindo atrás dela — Até mais, Rin-san.

–Até.


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–Fique de olho; pessoas boas estão em todos os lugares. — comentei.

–Sim.

Estávamos na aula de Educação Física. Os meninos estavam jogando naquele momento, então o professor nos dera permissão para ficar por perto. Eu e Aki estávamos sentadas numa mureta branca, de frente para as quadras. Numas quadras a diante estava outra turma, o segundo ano B. As meninas jogavam basquete, e todas pareciam incrívelmente... péssimas. E frescas demais para encostar direito na bola.

O professor delas apitou, e uma garota loira entrou no lugar de outra. Ela vestia um colete azul muito pequeno para a sua estatura. Ela era a mais alta entre todas dali, se não mais que a própria Aki, que já era grande. A ruiva olhou para mim, e eu concordei com a cabeça. Ok, ela era uma pessoa de potencial em altura, agora veríamos as habilidades.

A bola estava no centro da quadra nas mãos do professor. Uma outra garota do time da loira disputava a bola com uma de colete amarelo. O professor apitou e lançou a bola para cima. As duas garotas saltaram, e a de colete azul bateu na bola, que caiu diretamente nas mãos da loira. Antes que o outro time pudese se organizar, ela já estava correndo livre e desimpedida pela quadra, desviando das meninas que supostamente deveriam ser a defesa e enterrando a bola de maneira gloriosa. O apito soou no ar.

Animei-me com a situação. Ela tinha todas as características necessárias para jogar no time; era alta e pelo menos conseguia acertar a cesta. O nosso professor nos chamou para jogar um pouco de futebol.

–Vamos falar com ela amanhã, Rin-san. — Aki pareciam empolgada — Aí só faltarão mais duas meninas.

–Vamos pensar em mais alguém para jogar conosco, não se preocupe — falei, enquanto aquele casal de lésbicas me vinha a mente.


____________


–Ela está ali. Vamos falar com ela. — Aki sussurrou para mim em pleno corredor.

A loira estava parada em frente ao mural, vendo algumas notícias da escola, provavelmente.

–E-Estou com vergonha, vá você.

–Eu?! Vamos juntas.

–Ok, eu chamo e você fala. — eu disse, e ela concordou.

Fomos chegando mais e mais perto. Quando estávamos a menos de cinco metros, a garota arranca um pedaço de papel do mural e vira, dando de cara com a gente.

–Oi, meu nome é Kishirime Rin e essa é Haishi Aki. Gostaríamos de falar com você — falei rapidamente, quase não pegando ar.

–Então você é a Rin? Estava indo te procurar! — a loira abriu um largo sorriso.

–Q-Que? — fiquei surpresa.

–Queríamos falar com você sobre o time de basquete feminino — Aki falou, apreensiva.

–Jura? Era sobre isso que eu queria falar também! Prazer, Miriko Karin — ela se apresentou — Treino sexta então? Estarei lá.

–Maravilha — Aki estava radiante, e eu também.

–Até mais, garotas!

–Tchau!

Depois daquilo, voltamos às aulas chatas. Quando o sinal bateu, dei aleluia. Joguei tudo dentro da mochila, despedi-me de Aki e corri portão afora. Virei a esquina, desviando dos outros estudantes das escolas ao redor da minha, e logo avistei aquele uniforme que eu tanto gostava.

–Oi, Kasamatsu-kun! — corri até ele.

–Oi, Rin-chan. Tudo bom?

–Tudo ótimo! E você?

–Estou bem também.

Continuamos andando por aquela rua, conversando sobre nada em particular.

–Aí, é claro que eu tive que dar uma surra no Kise. Quem ele acha que é para me responder daquele jeito?

Soltei um riso. Eu realmente me divertia com Yukio, apesar dele ficar bem nervoso perto de mim. Ele tentava esconder, mas eu sabia.

–E você? Porque está tão radiante hoje? Algum menino andou te paquerando? — ele falou brincando, mas estava claro que ele estava interessado nisso.

–Como se algum menino viesse falar comigo — ri da minha desgraça — Óbvio que os meninos do time não contam. Enfim, estou feliz porque arranjei mais uma pessoa pro time feminino. Não é ótimo?

–Claro que sim. Você sabia, né, que faltam dois meses para o Interescolar, tanto o masculino quanto o feminino? Queria ver vocês jogarem. — ele sorriu. Como diabos ele não escutou meu coração batendo acelerado contra as costelas?

–Sério? Meu Deus. Ok, até sexta teremos um time, e aí é só treinar bastante e nós venceremos o campeonato. — empolguei-me enquanto Kasamatsu ria de mim — Que foi? Acha que não venceremos?

–Não é isso, Rin-chan. É que você está tão empolgada que me deixa com vontade de jogar também. — ele virou para frente, colocando as mãos nos bolsos. Ele ficava muito sexy assim.

–Vamos jogar qualquer hora então. Só não convido agora porque estou de saia. — pisquei pra ele.

Viramos a esquina da rua da minha casa. Paramos a uns vinte metros da minha casa.

–Bom, a gente se vê depois — sorri.

–Claro, até amanhã, Rin-chan.

–Até amanhã.

Ele abaixou e beijou minha bochecha. Meu coração deve ter parado por uns três segundos. Sorrindo, ele deu meia volta e saiu andando. Saltitei para casa, pensando em qual seria a probabilidade de ele gostar mesmo de mim.


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–É, pelo visto só temos nós três... Desculpe, meninas — suspirei — Mas ninguém mais veio me procurar nessa semana.

–Tudo bem, Rin-chan — Aki falou, colocando uma mão no meu ombro.

–Desculpe, com licença? Aqui é o local do treino de basquete feminino? — uma outra voz ecoou pela quadra, junto com barulhos de sapatos.

Karin virou-se rapidamente para olhar quem entrava.

Eram aquelas namoradas. A menor vinha pululando, agarrada na mão da outra.

–S-Sim! Bem vindas! Meu nome é Kishirime Rin, essas são Haishi Aki e Miriko Karin, muito prazer!

–Eu sou Saito Kori — disse a de cabelos curtos.

–E eu sou Ikaeda Yuko — a mais baixa se apresentou — Nós gostaríamos de fazer parte do time, se não for encômodo.

–Não, claro que não, sintam-se a vontade, por favor.

Lá, nós conversamos um pouco e depois fomos jogar uma mini partidda. Todas pareciam muito boas, e logo ficamos animadas discutindo em realmente montar o time e chegar no Interescolar e todas essas coisas empolgantes de se fazer.

–E aí nós vamos ser o time de basquete feminino mais conhecido do Japão, e as adversárias vão tremer só de escutar o nome do nosso colégio. Vai ser muito demais! — Karin falava freneticamente, os olhos brilhando de emoção.

–Mas espera, não precisamos de um treinador, técnico, sei lá? — Kori, que estava deitada no colo da namorada, falou.

–Ih, tem razão. — pensei um pouco — Vamos chamar aquele professor de educação física, aquele magrelo meio esquisito? Ele é muito bom com essas coisas, ouvi falar. Dizem que ele já foi técnico do time de futebol ano passado, mas teve que sair sei lá porque.

–Vamos falar com ele então.

E corremos para fora rindo, quase saltitando de tão empolgadas. Chegamos no prédio e fomos direto à sala dos professores. Batemos na porta e esperamos um tempinho.

–Sim? — o professor de Matemática abriu.

–O professor de Educação Física está aí? Aquele magrelo de óculos.

–Ah, claro. — ele virou-se para dentro — Zamme, estão te chamando.

–Eu?! — ouvimos de lá de dentro — Estou indo.

O professor apareceu e nós explicamos toda a situação para ele.

–Claro que eu aceito, será um prazer! — ele sorriu.

Pulamos de alegria.

–Ok! Quando vai ser o primeiro treino oficial? — perguntei — Qual o melhor horário para vocês?

–Ah, sei lá. Só tem que ser antes das quatro — Aki mexeu nos cabelos, e todas as outras concordaram.

–Pode ser então logo depois da aula, tipo às uma? Vocês têm tempo de almoçar e fazer digestão — o novo técnico falava, pensativo — Segunda, quartas e sextas? É um bom horário para mim. — concordamos — Então tá, nos vemos na segunda, no ginásio. Boa sexta feira, meninas.

–Tchau, professor!

Aquele dia, mal dormi de tanta empolgação. Como era sexta, fiquei vendo filmes até tarde da noite. Antes de deitar, recebi uma mensagem de Kasamatsu. "Preciso falar com você uma coisa, se não foi incômodo", ela dizia. "Pode dizer", respondi. "Ah, deixa pra lá. Prefiro falar pessoalmente, tá? Estou indo dormir agora. Boa noite, Rin-chan!". "Tudo bem, a gente se fala depois. Estou indo também, boa noite Yukio-kun!".

Yukio enrolou para falar o que queria, e só na sexta-feira seguinte, enquanto estávamos andando no parque, ele tomou coragem e falou.

–Pode parecer idiota, mas... — ele tentou falar.

–Eu já sei, Yukio-kun — interrompi-o.

–J-Já sabe do que? — ele perguntou

–Que... Que você gosta de mim. Mas não se preocupe, gosto de você também, senpai.

–Ah, Rin-chan, que bom que gosta de mim também. Desculpe, não sou muito bom com essas coisas. Sempre fui péssimo com garotas.

Então basicamente por causa do basquete que eu comecei a namorar Kasamatsu.



Fim do segundo hiato

Notas finais
Lembrando: último capítulo em breveeee (NOOO)! Não vão chorar, hein! haha beijinhos :*