Senpai, Você É Incrível

13 1° Hiato: O dia em que conheci Kasamatsu Yukio


Notas iniciais
Avisos importantes:
1- Sério, vocês são leitoras muito fofas. Quando vi a segunda recomendação da fic, juro que quase chorei. Um obrigada super especial às lindas do perfil elizabethc19 e a Yoshida. Vocês são demais, sério.
2- Não sei se vocês repararam, mas eu posto um capítulo novo a cada três dias, e ontem não consegui postar. Motivo: comecei a escrever, só que eram 11:30 da noite e eu não tinha terminado ainda. Como gosto das coisas bem feitas, deixei para postar hoje. Foi mal!
3- Desculpe o atraso de novo. Terminei de escrever o capítulo nessa tarde, mas a internet caiu e só voltou agora... Maldita NET.
4- Esse é um hiato, ou seja, é meio que uma pausa na história para contar outro fato. O título do capítulo de hoje é "O dia em que conheci Kasamatsu Yukio", então já sabem que vai mudar o rumo da história um pouquinho, né? Esse é o primeiro de alguns.
5- Esse hiato vai ser postado num capítulo só. O próximo vai ser a continuação normal da história. Bom proveito!
PS: fiquei super feliz que a AndreaChan está acompanhando a fic! Sério, te admiro muito e amo sua fic. Dei pulinhos de emoção quando vi seu comentário. Sua linda ♥

Primeiro Hiato: O dia em que conheci Kasamatsu Yukio



–Tá, mas eu ainda acho que deveríamos sair para comemorar, sabe como é. Além do mais, vocês foram todos ótimos nesses últimos jogos, e merecem um prêmio ou algo assim. Topam?

–Ah, Rin-san... Sei lá — Hyuga-kun falou, franzindo as sobrancelhas.

–Preciso sair, quero me divertir e beber até cair — Izuki falou, então parou por um segundo — Oh... Isso foi genial. Deixe-me anotar isso — ele sacou seu caderninho e anotou as rimas ruins que sempre fazia.

–Izuki... Nossa, você está se superando hein — Koga falou, ironicamente, então virou para mim e sorriu — Claro, Rin-chan. Eu topo.

–Eu também. — Riko confirmou.

Mitobe simplesmente concordou com a cabeça.

–Vamos, Hyuga-kuuuuuun! Vai ser tão legal, vamos, por favor.

–Rin-san...

Vamos.

Pela cara que ele fez, deve ter se assustado com a minha. Eu realmente conseguia dar medo quando queria, e isso era muito útil.

–E vocês, Kagami-kun, Kuroko-kun? — perguntou Riko para os dois garotos sentados no banco.

–É claro que eles vão — corri até eles e os abracei pelas costas, passando os braços ao redor do pescoço deles — Vocês vão, né? É claro que sim.

–Com certeza — Kagami respondeu.

–Tudo bem — Kuroko sussurrou, terminando de tomar seu milkshake.

–YAY! — exclamei.

–Ok, mas aonde vamos? — Hyuga perguntou, coçando a cabeça.

–Eu conheço um barzinho bem legal, tem pista de dança e tudo. — Riko começou a falar sobre o lugar, e realmente me pareceu interessante. Segundo ela, várias pessoas de outras escolas também iam lá, e sempre tinham vários caras gatos.

Marcamos de nos encontrar as nove e meia na esquina perto do bar. Eu disse que se alguém ousasse chegar as nove e trinta e um, morreria. Os garotos simplesmente concordaram. Fui para casa.

–Pai, será que você poderia me levar num lugar hoje a noite? — perguntei, ao receber um beijo de boas vindas na cabeça.

–Tudo bem... Mas onde você pretende ir, Rin-chan?

–Eu e o pessoal do time marcamos de sair hoje, ir num barzinho comemorar a boa fase do time e tal. Entende?

–Sim, sim. Pode deixar que eu te levo — ele sorriu.

–Valeu, pai. Vou tomar banho agora. Faz um favor e avisa pra mamãe que eu vou sair?

–Ok. — corri escada acima — Só não vá ficar muito bonita porque senão aqueles garotos vão te roubar de mim!

–Qual é, pai! — exclamei, e fechei a porta do quarto.

Tomei um banho rápido. Eram oito horas quando cheguei em casa, pois tinha ido comer num fast-food com Kagami e Kuroko. Sério, como aquele ruivo conseguia comer tanto? Onde cabia tanta comida? Tá certo que ele era pelo menos 25 centímetros maior que eu, mas acho que o estômago humano não varia tanto assim de um pra outro. Enfim, tinha comido dois hamburguers e estava bem. Daria para aguentar a noite inteira.

Coloquei um vestido preto de alças finas, nada muito justo. Realmente ressaltava a cor dos meus olhos. Um par de sapatilhas vermelhas, um pouco de maquiagem e estava pronta para sair. A bolsa no ombro tinha tudo necessário: celular, carteira, dinheiro, corretivo e, é claro, absorvente de emergência. Nunca era precaução demais sair com um reserva. E mais, alguma amiga poderia precisar.

Dei tchau para a minha mãe, e saí de casa com meu pai às nove e quinze. Ele disse que estava realmente considerando não me deixar sair, "porque os garotos me roubariam dele".

–Pai, pare de ser super protetor. Tenho 17 anos.

–E daí? Você ainda é minha garotinha.

–Não repita isso — ameacei — Senão conto pra mamãe que você comeu os biscoitos dela.

–Sigilo absoluto então, garota. — ele ironizou.

Papai não era um dos caras mais altos, tinha cerca de 1,70m, era meio gordinho e tinha olhos verdes, mas seu cabelo era castanho claro. Ele era diretor de uma editora, e eu nunca tinha o visto com outra roupa senão camisa e calças sociais. Ele andava muito bem vestido sempre, não importava a ocasião.

–Nunca se sabe quem se pode encontrar na rua. Vai que eu encontro o Obama ou sei lá, preciso estar apresentável — ele justificava.

E esse virou meu lema. Bem vestida sempre.

Já mamãe tinha os cabelos escuros como carvão, e os olhos igualmente pretos. Os lábios e bochechas rosados davam um ar de fofura ao rosto dela, e mamãe, diferentemente de papai, gostava de variar no estilo das roupas e cada dia saía vestida diferente. Diziam que eu era uma cópia perfeita de mamãe, mas com os olhos de papai.

Mas deixando isso tudo de lado, cheguei ao lugar marcado exatamente às nove e vinte e nove. Todos já estavam lá, menos Kagami.

–Ah, e aí, senhor Kishirime! Tudo em cima? — Koga se dava muito bem com meu pai, e o velho parecia corresponder.

–Koga, há quanto tempo, não? — ele sorriu pela janela do carro enquanto eu descia — Tudo bem com você? A família está boa?

–Claro que está, senhor Kishirime. Estou bem também — o garoto sorriu, ajeitando os cabelos bagunçados. O pai de Koga trabalhava na editora do meu pai, por isso o interesse.

Parei ao lado de Riko, e comentei baixinho o quanto ela estava bonita.

–Obrigada, Rin-chan. Você está muito bonita também — ela respondeu, corada.

–Cheguei, cheguei! — Kagami apareceu sem fôlego, tinha vindo correndo pelo jeito — Não me mate, Rin-chan. Cheguei bem na hora!

–Ei, meninos — o tom de papai mudou de repente, e ele ficou sério. Todos pararam a conversa para olhar para ele — Quero que cuidem muito bem da minha filha essa noite, entendido? E sem gracinhas.

–Ai, pai! Pára! Que vergonha! — minhas bochechas pegaram fogo.

–É sério hein. E você aí, o ruivo. Qual seu nome, garoto?

–Kagami Taiga — ele respondeu ofegante.

–Kagami, deixo minha filha nas suas mãos hoje, você me parece confiável o suficiente. — papai abriu um sorriso grande e gentil — Se algum de vocês meramente encostar nela, vai rolar um assassinato. Tchau, meninos! Divirta-se, Rin.

–O-Obrigada, pai... Tchau.

O carro foi embora pela rua, e o silêncio preencheu o ar.

–Pelo menos agora sabemos de onde vem esse humor da Rin-san — Hyuga-san ajeitos os óculos, meio nervoso.

–Desculpem por isso, sabe como é... Pai neurótico, filha única, essas coisas — dei de ombros.

–Prontos para ir, meninos? — Riko, que vestia um vestido amarelo claro bem fofo perguntou — Vamos logo, senão vai ficar cheio demais.

–Vamos lá então. — todos responderam.

O barzinho era grande e espaçoso, com várias velas e luzes amareladas que deixavam o ambiente suave. Uma música animada tocava na pista de música mais ao lado, e o balcão das bebidas estava vazio. A maior parte das coisas de lá era de madeira, o que fazia a música parecer mil vezes mais alta do que realmente estava. Fui uma das últimas a entrar, e não consegui analisar bem o pessoal de dentro por causa dos garotos altos na minha frente.

Riko e Hyuga sentaram numa mesinha num canto, e ficaram conversando. Izuki e Koga partiram para a pista de dança perto de algumas garotas, e sentei no bar com Kagami. Nenhum sinal de Kuroko. Eu sabia que ele tinha vindo, mas, como sempre, tinha o perdido de vista.

–Vão querer o que? — perguntou o barman.

–Água.

–Whisky.

–Nossa, não está muito cedo pra começar a beber? — perguntei.

–Nunca é cedo pra começar a beber. Além do mais, não pretendo ficar bêbado hoje. É só pra me soltar um pouco.

–Não vou te carregar para casa — avisei.

O barman colocou as bebidas na nossa frente. Brindamos, e Kagami bebeu metade em um gole só. Cara, ele realmente era um monstro.

–Forte. Do jeito que eu gosto. — ele lambeu os lábios.

Ficamos em silêncio por alguns minutos. O ruivo parecia estar pensando sério sobre alguma coisa, pois não parava de encarar o balcão e batucar na madeira. Virei de costas para o balcão, olhando ao redor.

Ainda estava meio cheio. Várias meninas estavam dançando na pista, e Koga estava num canto obscuro com uma de cabelos roxos. Izuki batia um papo animado com um grupo delas. Perto de Hyuga e Riko, uma mesa grande estava cheia de caras mais ou menos da minha idade. Passei os olhos por eles enquanto dava mais um gole na água.

Um loiro escultural. Um moreno de cabelos lisos que escorriam pelo rosto. Outro moreno de cabelos curtos e jogados para cima. Um moreno de cabelos castanhos que parecia tímido. Um de cabelos pretos bem escuros, curtos e espetados, um par de olhos claros de matar.

Esse último garoto socava a cabeça do loiro num acesso de fúria, e eu ri da cena. O loiro choramingou, e recebeu mais cascudos. Vi que o de cabelos lisos comentava algo com o de cabelos pra cima, e olhavam para mim. Desviei o olhar. Meu Deus, um mais bonito que o outro naquela mesa. Meus neurônios não estavam preparados para isso.

Vi que Kuroko estava parado em pé perto de uma janela, com uma garota do tamanho dele parada ao seu lado. Eles pareciam conversar normalmente, ambos sem expressão. Mas não era o azulado que me interessava no momento. Espiei para a mesa dos gatinhos de novo, e dessa vez todos cochichavam e olhavam para mim. Minhas mãos suaram frio.

_______


Passamos o resto da noite nos encarando, eu e aquele garoto que dera a surra no loiro. Todos os outros já tinham ou estavam ficando com outras meninas no momento, menos ele. Toda vez eu eu olhava ao redor, acabava encontrando com os olhos claros daquele garoto. Mas que diabos, porque ele me olhava tanto? Como se eu fosse alguma coisa. Unf.

Peguei Riko pela mão e fomos até a pista dançar um pouco. Lá, um outro garoto chegou nela e pronto, fiquei sozinha. Dançar sozinha não é legal, sabe? Todos os garotos de Seirin estavam reunidos num canto da pista, conversando sobre sei lá o que, Riko se agarrando com um qualquer e eu mofando. Que merda. Resolvi então ir pegar mais alguma coisa para beber, já que estava um calor dos infernos por causa da quantidade de gente.

Desviei de algumas pessoas, indo pela lateral. Estava quase chegando no pequeno degrau que separava as alas, quando um corpo vestido numa camiseta branca e calças pretas pára na minha frente.

–Oi.

Olhei para cima, quase sendo hipnotizada e perdendo o fôlego por causa dos olhos do cara.

–Hm, oi.

Ele sorriu.

–O que faz sozinha? — ele perguntou.

–Estava indo buscar uma bebida, já que minha amiga me abandonou por outro cara.

–Ah, que ótimo. Vou junto, estou morrendo de sede.

Dei um sorrisinho e continuei andando, indo mais rápido que ele. Depois de atravessar mais um pouco da pista, virei a cabeça para trás para ver se ele ainda me seguia, e é claro que ele ainda estava lá. Ele lambeu os lábios, e eu mordi os meus. Quando virei para frente de novo, quase meti a cara no peito de Kagami.

–Que isso, hein? — perguntei.

O garoto parou atrás de mim, encarando assustado o ruivo, que não estava com uma cara muito boa.

–Rin-chan, conhece esse cara? — ele perguntou da maneira mais sombria e feroz que alguém poderia perguntar.

De repente, todos os outros meninos do time apareceram atrás de Kagami, todos com cara de mau.

–O que diabos é isso? — perguntei, meio incrédula.

–Vaza, garoto — Hyuga falou, claramente de mau humor.

Oe, oe, esperem aí. Vocês realmente vão levar a sério o que o meu pai disse?

–Você ouviu, garoto. Vaza — Kagami repetiu.

–Podem parar já com isso. Já sei cuidar de mim, obrigada. Dispenso a atenção, podem ir agora.

–Rin-chan... — Izuki começou a falar, mas foi interrompido.

Eu disse que vocês podem ir agora.

–M-Melhor irmos mesmo, ela já sabe se cuidar, não é mesmo? Vamos, vamos! — Koga, suando, empurrou todos para fora do caminho. Sorri para ele, que respondeu com um sorriso nervoso. Kagami parecia uma fera.

Continuei meu caminho até o bar, sentindo a presença do garoto atrás de mim. Sentei numa cadeira alta, fazendo sinal para o barman.

–Seu namorado, aquele ruivo? — o garoto perguntou, apoiando o cotovelo no balcão, entre o meu e o banco seguinte.

–Namorado? — ri — Não, não... Eles são só uns caras do time de basquete.

–Ciumentos eles, não? — o garoto sorriu.

–Digamos que eu sou como uma irmã mais nova pra eles, apesar de ser uma das mais velhas. São superprotetores. Desculpe por aquilo.

–Não tem problema. — ele esticou uma mão para mim — Kasamatsu Yukio — abriu um sorriso de lado.

–Kishirime Rin — apertei a mão dele.

–Sim? — o barman perguntou. Virei para ele, encarando as bebidas coloridas nas prateleiras atrás.

–Eu quero uma vodka... Ah, esquece, manda uma Coca.

–E eu quero uma água com gás, por favor.

–Um minuto — o cara saiu.

Eu e Yukio conversamos a noite inteira. Ele era super legal e engraçado, além de bonito e charmoso. Isso contava muitos pontos.

–Ai, ai — tentei parar de rir — Mas me diga, porque estava batendo naquele loiro? Vocês são amigos?

–Ele joga no mesmo time de basquete que eu, é novo na escola. Estava falando umas coisas idiotas, e eu não tenho exatamente muita paciência com isso.

–Basquete? Então você joga? — perguntei. Então espera, além de bonito, legal e engraçado, jogava basquete? Estava gostando muito disso.

–Jogo sim. — ele tomou um gole da bebida, então sorriu — Você estuda em que colégio?

–Um que fica na rua sete. — não quis dar o nome do colégio. Conselhos de mamãe sobre segurança, sabe como é — E você?

–Kaijo. E você faz parte do time de basquete, presumo. Não como jogadora, é claro.

–Ah, sim, sim. Eu sou a ajudante do time, e não, não jogo. Mas eu estava pensando em montar um time feminino, tenho muita vontade de jogar. Pelo que ouvi falar, sua escola é muito boa, tanto no basquete masculino quanto feminino.

–Nunca vi as meninas jogarem. E acho que somos um time bom, se quer saber.

–Mas nós somos melhores — sorri, desafiando-o.

–Veremos no Interescolar então. — ele sorriu, desafiando de volta.

Mas que garoto legal. Trocamos nossos telefones quando fui embora. Queria encontrá-lo de novo, Yukio era uma pessoa que fazia o tempo passar rápido. Meu pai ficou meio puto quando viu que um garoto tinha me acompanhado até a porta, querendo saber tudo sobre ele. Falei para Yukio ignorar meu pai, e assim ele fez. Acenou para mim, então fui para casa.


________

Nas duas semanas seguintes, eu e Kasamatsu nos vimos praticamente todos os dias.

Ficávamos trocando mensagens até tarde da noite, e ele me convidava para almoçar de vez em quando. Ele dizia que não era problema andar até Seirin, já que meu colégio, apesar de ficar em outro bairro, não era longe da casa dele e era a rua que ele normalmente pegava quando saía do colégio. Desse jeito, ele vinha andando comigo todos os dias para casa.

E, eventualmente, comecei a gostar dele e ele de mim.

É claro que nós ficamos algumas vezes, mas ninguém de nenhum dos times ficou sabendo sobre nosso "caso". Para Kagami e o resto, a última vez que eu tinha visto Kasamatsu fora no bar, e pronto. Papai também não ficou sabendo, até o dia em que apresentei o garoto oficialmente como meu namorado, depois de uma semana que já tínhamos admitido um pro outro que estávamos apaixonados.

–Rin-chan...

–Oi.

Aquele dia, uma sexta, tínhamos ido caminhar no parque depois de jogar um pouco numa quadra da rua.

–Pode parecer idiota, mas...

–Eu já sei, Yukio-kun — interrompi-o, parando de andar. Ele parou também, e me encarou com aqueles olhos claros misteriosos. Larguei a bolsa na grama e sentei, encostando as costas numa árvore. O dia estava ensolarado, mas a árvore fazia uma sombra boa e uma brisa leve estava batendo.

–J-Já sabe do que? — ele perguntou, sentando ao meu lado.

Encarei o céu para não ter que encarar o rosto dele ao dizer aquilo.

–Que... Que você gosta de mim. — um silêncio envergonhado preencheu o ar, então virei para ele, sorrindo de orelha a orelha — Mas não se preocupe, gosto de você também, senpai.

A expressão de Kasamatsu mudou de vergonha para medo, ansiedade, surpresa e calma em alguns segundos. Ele olhou para baixo e abriu a boca para falar alguma coisa, mas não o fez. Fiquei em silêncio, esperando o garoto falar.

–Ah, Rin-chan, que bom que gosta de mim também. Desculpe, não sou muito bom com essas coisas — ele se desculpou, rindo nervosamente — Sempre fui péssimo com garotas.

–Não tem problema — tentei reconfortá-lo — Quando souber o que falar, só fale. Vou esperar.

Ficamos alguns minutos em silêncio, Yukio sempre abrindo a boca para falar, mas a fechava quando pensava melhor. Então, em vez de falar, ele pegou meu rosto com as duas mãos e grudou a boca na minha de maneira fervorosa.

Num primeiro momento, fiquei em choque, sem saber o que fazer. Eu já tinha beijado o garoto, mas agora era diferente. Deixei-me levar pelos lábios macios de Kasamatsu, entrelaçando os dedos no cabelo curto dele e puxando-o mais para perto. O beijo foi pegando ritmo, mais do que o comum. Meu coração palpitava loucamente, e eu sentia a pulsação acelerada do garoto nas artérias de seu pescoço.

–Rin — ele parou de me beijar depois de um tempo, e ficou olhando meu rosto com o nariz colado no meu — Você é demais, é incrível.

–Não, senpai, você é incrível.



Fim do Primeiro Hiato

Notas finais
Ok, galera! Só queria dizer que estamos próximos do fim. Mas não desanimem, ainda falta alguns capítulos. Não se preocupem, eu gosto de fazer contagem regressiva, que nem eu fiz numa outra fic minha rsrsrs ironica eu? Enfim, espero que gostem desse primeiro hiato. Comentem ♥ até mais! ^3^