Notas iniciais
Esse capítulo foi voltado mais para Sherlock e Joan. Espero que gostem, boa leitura,deixem suas sugestões e opiniões nos comentários. Música indicada: Cataracts -Andrew Bird.

Angus sangrava, ele cuspiu o sangue que estava na boca.

— Eu pensei que seu soco fosse leve, mas não tanto.

Sherlock tentou se aproximar de Angus novamente, mas Joan pôs a mão no seu ombro, ele olhou para a mão dela e depois para sua expressão assustada e parou.

— Eu posso lhe acusar por agressão.

— Angus eu e o Sherlock acabamos de voltar a sermos consultores da polícia. Sherlock irá lhe pedir desculpas.

Sherlock olhou para ela.

— Eu não pedirei desculpas a esse sujeito.

— Você vai, porque se ele lhe acusar, nem seu pai poderá nos ajudar dessa vez.

— Eu...Peço desculpas.

— Vou aceitar, mas farei pela Joan, ela não pode ser prejudicada cada vez que você espancar as pessoas.

— Angus, obrigada.

— Nos vemos por ai Joan.

Angus entrou no carro e foi embora. Joan abriu a porta do sobrado com a sua chave, ela foi até a cozinha e pegou um saco com gelo, Sherlock estava sentado na poltrona da biblioteca, ela sentou em uma cadeira de frente para ele e puxou sua mão sem dizer uma palavra, depois colocou gelo.

Sherlock olhava para as fotos evitando encara-la, eles estavam juntos e ao mesmo tempo separados, ambos sabiam que algo estava acontecendo e quando um dos dois começasse a falar tudo seria dito.

— O que deu em você? Qual motivo para tanta impulsividade?

— Aquele sujeito não me agrada_ Sherlock continuava olhando para o lado.

— Porque ele é tão perspicaz quanto você, tudo bem, ele não age como nós, Angus não usa seu conhecimento para ajudar as outras pessoas, o que não explica o soco que você deu nele.

Joan tocou o rosto de Sherlock e fez com que ele olhasse para ela.

— Quer me explicar o que está acontecendo com você?

Sherlock colocou a mão livre sobre a de Joan que ainda estava no seu rosto, eles foram se aproximando, estavam quase se beijando quando o detetive Bell mandou uma mensagem, Sherlock pegou o celular.

— As analises confirmaram que os Montgomery foram envenenados pela planta. Foi um bom trabalho Watson.

Ela levantou da cadeira.

— Continue colocando gelo, eu vou dormir, quer ficar com o Clyde?

— É a sua vez.

— Até amanhã Sherlock.

Joan colocou Clyde em um canto da cama, aconchegado no lençol, enquanto ela virava de um lado para o outro sem conseguir dormir, Joan levantou da cama e tocou a maçaneta da porta, depois largou novamente e andou em direção a cama, antes de chegar no entanto se dirigiu novamente a porta e pensou em abri-la, ir até a sala, resolver tudo, ela passou um tempo segurando a maçaneta, depois sentou de costas para a porta.

Do outro lado Sherlock também estava sentado, pensou em abrir a porta, mas não fez. Por quê? Era Joan, ela o conhece melhor do que qualquer outra pessoa, eles dividem o sobrado há alguns anos, é tão mais fácil com as outras.

Ele decidiu sair da porta e ir dormir no sofá.

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Sherlock estava na sala das televisões, Joan entrou calada e se posicionou atrás dele, que nem pareceu notar sua presença. Sherlock começou a falar, como ele sempre fazia buscando adivinhar a próxima programação.

— Seu jardim. Flores: O cravo vermelho significa respeito, amor e paixão. É oferecido como demonstração de admiração...

— Não era uma experiência era?

Ele virou e encarou Joan, enquanto o monitor exibia exatamente o que ele havia dito.

“ Seu jardim. Flores: O cravo vermelho indica...”

Joan sentou em outra cadeira do lado dele, olhando para os monitores.

— O que está acontecendo? Deveríamos estar trabalhando, em vez disso você bate no Angus e parece estar com raiva, está com raiva de mim?

— Não Watson, eu treinei você, eu quis que continuasse aqui comigo no sobrado, eu você e o Clyde como uma família. Eu estou protegendo você Watson, conheço o Angus, ele vai extrair o melhor de você e deixa-la quebrada. Se você quer sexo...

— O que? Diga!

Sherlock pensou em se oferecer, contudo sabia que Joan não aceitaria, talvez se ofendesse, poderia sair do sobrado.

— Existem outros homens.

Joan enlaçou os braços pelo pescoço do parceiro e o abraçou.

— Eu prometo que tomarei cuidado, eu estou apenas o estudando, só isso.

Depois que saíram do abraço, Joan olhou para ele, Sherlock parecia diferente.

— Tenho um convite para fazer. Minha mãe irá dar um jantar para a família, quer me acompanhar?

— Se eu recusar vai convidar Angus?

— Prefiro que você vá, mas não quero ir sozinha.

— Eu irei, sua família é bastante... agradável.

Sherlock se retirou, enquanto Watson ia atrás dele.

— Eu sei que quis dizer outra coisa.

Todos estavam sentados á mesa, Oren o irmão de Joan estava sentada ao lado da noiva Gabrielle, Mary a matriarca da família estava na cabeceira, Joan e Sherlock sentaram próximos e o padrasto de Joan não estava presente.

— Joan_ Disse Oren_ Mamãe me disse que você e o Holmes estão namorando.

Joan olhou para mãe, que lhe devolveu o olhar.

— Vocês formam um belo casal_ Falou Gabrielle_ Senti isso desde o outro jantar.

— “ Vai ser rápido, vai passar rápido, em pouco tempo estaremos no sobrado”_ Pensou Joan.

— Eu e Joan na verdade...

Sherlock sentiu ela tocar sua mão, ele olhou para ela, sutilmente Joan estava pedindo para que ele não desmentisse, por algum motivo ela queria que a sua família pensasse que eles estavam em um relacionamento.

Antes de terminarem o jantar uma forte chuva caiu, raios e trovões eram ouvidos, as luzes apagaram, os empregados espalharam velas pela casa.

— Joan, vocês vão dormir aqui hoje, não podem sair por ai nessa tempestade.

Joan quis discordar da mãe, contudo Mary estava certa. A governanta os guiou para o antigo quarto de Joan, ela entrou, e deixou um castiçal em cima da penteadeira.

— Espere! Sherlock precisa de um quarto.

— Porque senhorita Watson? Vocês são namorados não é?

— Sim, claro.

A governanta foi embora antes que Joan pudesse argumentar.

— Não se preocupe Watson, colocarei travesseiros e o edredom e dormirei no chão.

— Eu preciso trocar de roupa.

—Sinta-se a vontade.

Joan olhou para ele séria. Sherlock saiu do quarto e esperou ela o chamar. Os dois estavam deitados, tão próximos, Joan se mantinha acordada e Sherlock também, enquanto a chuva aumentava.