Senhor e senhora Holmes
7 Frutas brancas.
Notas iniciais
Lisa Montgomery estava deitada na cama com o corpo coberto por um lençol, um homem alto de pele clara, cabelo prestos se aproxima dela, ao vê-lo chegar quase nu, Lisa sorri. O homem deita próximo a ela, e beija seu pescoço, mordisca sua orelha e toca seus seios.
_ Odeio ter que interromper_ Disse Lisa suspirando_ Mas já está tarde Dylan pode desconfiar.
O homem desce a mão.
_ Tem certeza que está tarde?
_ Estamos organizando um jantar para o natal, todo dia temos que jantar e provar diversos pratos, é uma tortura, eu sento a mesa com aquele homem que só sabe falar de trabalho, ele mal olha para mim, concentra toda a atenção na empregada.
_ Mais um motivo para que fique aqui comigo, para que façamos sexo novamente.
O homem empurra sua mão com força, o que faz Lisa gemer.
_ Eu realmente preciso ir.
Eles se beijam novamente.
_ O que vão comer essa semana?
_ Tortas. E na próxima semana serão frutas cristalizadas.
_ Eu posso sugerir uma fruta?
_ Claro.
_ Ela é exótica, eu cultivo lá no jardim.
_ Melhor ainda, enquanto o Dylan estiver comendo eu irei me divertir, pensando que ele está comendo uma fruta cultivada por você.
O homem riu.
_ Eu gostaria que ele soubesse disso.
_ Logo que eu vender a casa que compramos de você, eu prometo que irei me divorciar.
O homem a beija.
_ Estarei esperando.
Uma semana depois.
Lisa pediu para empregada servir as frutas do pote.
_ Essas brancas?
_ Sim, as do pote não ouviu?
_Sim senhora.
“Espero que se engasgue com seu veneno e morra”_ Pensou a empregada.
Depois da comida, o casal decidiu provar as frutas, Lisa começou pelas frutas dadas por seu amante, ela sorria por dentro quando Dylan colocou a primeira na boca, ela mesma pegou uma e saboreou seu gosto doce, quando olhou novamente para Dylan viu o marido colocar a mão no coração, Lisa também sentiu uma dor no peito, tentou levantar, mas caiu derrubando o prato e os talheres.
Casa de Mary Watson.
Joan ouviu batidas na porta e foi abrir, antes de abri-la olhou para o chão e viu Sherlock ainda acordado.
_ Mãe o que quer?
_ Posso falar com você aqui fora?
Joan fechou a porta atrás de si, e encarou a mulher a sua frente.
_ Sobre o jantar eu...Eu sei que não deveria ter mentido para o seu irmão e a Gabrielle.
_ Então porque você mentiu?
_ Depois que o seu namorado morreu seu irmão ficou muito preocupado com você, além disso, ao contrário do que pensei Sherlock causou um certo burburinho entre as minhas amigas, elas querem conhece-lo.
_ O que disse?
_ É só um almoço Joan.
_ Não.
Mary encarou Joan com um olhar que só ela tinha, um olhar de quem pedia, por favor, com um toque de “eu te amo”.
_ Não mãe!
Mary continuava a olhar para a filha.
_ Eu vou falar com o Sherlock, mas será apenas um almoço.
Mary abraçou a filha.
_ Eu aviso a data e hora, quando confirmar com as meninas.
Joan entrou no quarto e olhou para o homem deitado no chão.
_ Você ouviu?
_ Sim Watson, eu irei com você para esse almoço.
_ E você ainda ajuda ela. Como faremos para fingir? E por quanto tempo?
_ Podemos almoçar e terminar durante o almoço.
_ Você quer que a minha mãe me mate?
Joan se jogou na cama.
_ Eu não consigo dormir. Vou ouvir uma música.
Sherlock se mexeu no chão.
_ Não reclame você vai gostar.
Logo que a música começou a tocar, Joan fechou os olhos tentando relaxar e assim dormir.
_ A junção do violino, violoncelo, piano e voz são surpreendentes Watson.
_ Sim. Sabe mais alguma nova informação sobre o caso?
_ Lisa Montgomery traia o marido, um amigo meu conseguiu as faturas do cartão de crédito dela, ela gastava muito dinheiro com um hotel, três vezes por semana durante a noite, sempre estava acompanhada, mas o homem usava máscara.
_ E o Dylan?
_ Não sabia do caso, porque estava ocupado com a empregada. Bell irá interroga-la amanhã.
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Angus estava em casa, em uma sala, para todo lugar que se olhasse havia instrumentos de tortura, alguns medievais outros contemporâneos. Vídeos torturantes passavam em um telão na sala. O homem fazia sexo com uma mulher, quando acabaram ele pegou uma navalha e cortou o braço dela que o incentivava a tomar o sangue.
_ É verdade que você tem uma nova boneca de louça?
_ Sim, mas estou demorando a progredir, ela é mais inteligente que as outras, e é protegida pelo Sherlock.
_ Você acha que ela vai demorar a ser quebrada?
_ Conto com isso, talvez eu tenha encontrado uma enorme fonte de diversão.
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Joan colocou o braço para fora da cama e abriu à mão, Sherlock encaixou sua mão na dela.
_ Será interessante Watson, talvez até cômico.
_ Isso é o que me preocupa, que você queria se divertir.
_ Watson, isso é jeito de tratar seu namorado?
Joan apertou a mão dele com força, mas ela não pode conter o sorriso que surgiu nos cantos do lábio, Sherlock também mostrava um pequeno sorriso.
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