Notas iniciais
A música que Joan e Sherlock ouvem no quarto é The Curse- Agnes Obel.Boa leitura,deixem suas opiniões e sugestões nos comentários.

Lisa Montgomery estava deitada na cama com o corpo coberto por um lençol, um homem alto de pele clara, cabelo prestos se aproxima dela, ao vê-lo chegar quase nu, Lisa sorri. O homem deita próximo a ela, e beija seu pescoço, mordisca sua orelha e toca seus seios.

_ Odeio ter que interromper_ Disse Lisa suspirando_ Mas já está tarde Dylan pode desconfiar.

O homem desce a mão.

_ Tem certeza que está tarde?

_ Estamos organizando um jantar para o natal, todo dia temos que jantar e provar diversos pratos, é uma tortura, eu sento a mesa com aquele homem que só sabe falar de trabalho, ele mal olha para mim, concentra toda a atenção na empregada.

_ Mais um motivo para que fique aqui comigo, para que façamos sexo novamente.

O homem empurra sua mão com força, o que faz Lisa gemer.

_ Eu realmente preciso ir.

Eles se beijam novamente.

_ O que vão comer essa semana?

_ Tortas. E na próxima semana serão frutas cristalizadas.

_ Eu posso sugerir uma fruta?

_ Claro.

_ Ela é exótica, eu cultivo lá no jardim.

_ Melhor ainda, enquanto o Dylan estiver comendo eu irei me divertir, pensando que ele está comendo uma fruta cultivada por você.

O homem riu.

_ Eu gostaria que ele soubesse disso.

_ Logo que eu vender a casa que compramos de você, eu prometo que irei me divorciar.

O homem a beija.

_ Estarei esperando.

Uma semana depois.

Lisa pediu para empregada servir as frutas do pote.

_ Essas brancas?

_ Sim, as do pote não ouviu?

_Sim senhora.

“Espero que se engasgue com seu veneno e morra”_ Pensou a empregada.

Depois da comida, o casal decidiu provar as frutas, Lisa começou pelas frutas dadas por seu amante, ela sorria por dentro quando Dylan colocou a primeira na boca, ela mesma pegou uma e saboreou seu gosto doce, quando olhou novamente para Dylan viu o marido colocar a mão no coração, Lisa também sentiu uma dor no peito, tentou levantar, mas caiu derrubando o prato e os talheres.

Casa de Mary Watson.

Joan ouviu batidas na porta e foi abrir, antes de abri-la olhou para o chão e viu Sherlock ainda acordado.

_ Mãe o que quer?

_ Posso falar com você aqui fora?

Joan fechou a porta atrás de si, e encarou a mulher a sua frente.

_ Sobre o jantar eu...Eu sei que não deveria ter mentido para o seu irmão e a Gabrielle.

_ Então porque você mentiu?

_ Depois que o seu namorado morreu seu irmão ficou muito preocupado com você, além disso, ao contrário do que pensei Sherlock causou um certo burburinho entre as minhas amigas, elas querem conhece-lo.

_ O que disse?

_ É só um almoço Joan.

_ Não.

Mary encarou Joan com um olhar que só ela tinha, um olhar de quem pedia, por favor, com um toque de “eu te amo”.

_ Não mãe!

Mary continuava a olhar para a filha.

_ Eu vou falar com o Sherlock, mas será apenas um almoço.

Mary abraçou a filha.

_ Eu aviso a data e hora, quando confirmar com as meninas.

Joan entrou no quarto e olhou para o homem deitado no chão.

_ Você ouviu?

_ Sim Watson, eu irei com você para esse almoço.

_ E você ainda ajuda ela. Como faremos para fingir? E por quanto tempo?

_ Podemos almoçar e terminar durante o almoço.

_ Você quer que a minha mãe me mate?

Joan se jogou na cama.

_ Eu não consigo dormir. Vou ouvir uma música.

Sherlock se mexeu no chão.

_ Não reclame você vai gostar.

Logo que a música começou a tocar, Joan fechou os olhos tentando relaxar e assim dormir.

_ A junção do violino, violoncelo, piano e voz são surpreendentes Watson.

_ Sim. Sabe mais alguma nova informação sobre o caso?

_ Lisa Montgomery traia o marido, um amigo meu conseguiu as faturas do cartão de crédito dela, ela gastava muito dinheiro com um hotel, três vezes por semana durante a noite, sempre estava acompanhada, mas o homem usava máscara.

_ E o Dylan?

_ Não sabia do caso, porque estava ocupado com a empregada. Bell irá interroga-la amanhã.

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Angus estava em casa, em uma sala, para todo lugar que se olhasse havia instrumentos de tortura, alguns medievais outros contemporâneos. Vídeos torturantes passavam em um telão na sala. O homem fazia sexo com uma mulher, quando acabaram ele pegou uma navalha e cortou o braço dela que o incentivava a tomar o sangue.

_ É verdade que você tem uma nova boneca de louça?

_ Sim, mas estou demorando a progredir, ela é mais inteligente que as outras, e é protegida pelo Sherlock.

_ Você acha que ela vai demorar a ser quebrada?

_ Conto com isso, talvez eu tenha encontrado uma enorme fonte de diversão.

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Joan colocou o braço para fora da cama e abriu à mão, Sherlock encaixou sua mão na dela.

_ Será interessante Watson, talvez até cômico.

_ Isso é o que me preocupa, que você queria se divertir.

_ Watson, isso é jeito de tratar seu namorado?

Joan apertou a mão dele com força, mas ela não pode conter o sorriso que surgiu nos cantos do lábio, Sherlock também mostrava um pequeno sorriso.