Senhor e senhora Holmes
8 O que está a nossa frente.
Notas iniciais
Sherlock entrou no sobrado e respirou o ar da sua casa, era libertador não estar na casa de Mary Watson.
_ Watson se apresse o interrogatório será agora pela manhã.
_ Acabamos de chegar.
_ E depois iremos sair_ Sherlock indicou a porta com a mão.
A empregada estava sentada com as algemas presas a mesa, o detetive Bell entrou na sala e sentou. Do outro lado do vidro Joan e Sherlock assistam ao interrogatório.
Bell: _Senhorita Gail, precisa de algo?
_ Por favor não banque o gentil, você quer me prender, todos vocês, a culpa é sempre da amante, a amante matou a esposa, é sempre assim.
Bell: _ Como quiser. Onde estava entre dez e onze horas da noite de sexta?
_ No meu carro que o Dylan me deu, voltando para a casa dos meus pais no interior, eu parei para abastecer, tenho um recibo, tem a data e hora, também podem perguntar ao mordomo, ele mora na mesma cidadezinha e pegou uma carona comigo.
Joan virou-se pra Sherlock, que projetou o queixo para frente e o tocava com a mão, enquanto tamborilava os dedos.
_ Ela está dizendo a verdade.
_ Sim Watson, Dylan era uma fonte de renda e conforto para Gail, ela não poderia colocar aquelas frutas e arriscar que ele também comesse.
_ Com isso ficamos sem pistas.
_ Não, temos um outro amante para investigar.
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Sherlock e Joan estavam falando com o chefe de segurança do hotel.
_ Não posso deixar que levem as cópias das gravações .
_ Podemos conseguir um mandato_ Disse Joan.
_ Claro, mas até lá algumas gravações de algumas datas podem se perder_ Disse o homem arqueando as sobrancelhas, o tom de deboche dele irritava Sherlock.
_ Você está doente, eu vejo pelas suas mãos e as suas olheiras, Watson é médica...
_ Eu já sei o que tenho.
Joan parecia estar mandando uma mensagem de texto, ao receber a resposta ela sorriu.
_ E que tal se esse vídeo fosse postado?
[O chefe de segurança dançava em cima de uma mesa usando apenas uma cueca fio dental, enquanto dois homens no chão passavam a mão pelo seu corpo e depois óleo e chantili].
_ Onde conseguiu isso?
Ela olhou para Sherlock que parecia fazer a mesma pergunta.
_ Everyone, ajudei eles em um caso quando ficamos afastados e cobrei o favor agora.
_ Eu só mandei o vídeo para uma pessoa.
_ É o suficiente. Estou a um click de compartilhar isso com o mundo.
_ Eu darei para vocês todas as gravações do estacionamento, mas por favor livrem-se desse vídeo.
Joan massageava o pescoço, ela e Sherlock estavam a horas analisando todas as gravações, como a fonte de Sherlock revelou o homem só aparecia usando uma máscara. Joan estava pensando em fazer um lanche, quando viu algo.
_ Volte um pouco.
_ Eu também vi, o homem tem um pouco de tinta na orelha, ele tingiu o cabelo.
_ Ele pode ser qualquer um.
_ Está na hora de saber mais sobre os antigos moradores das casas que iriam ser vendidas pelos Montgomery, procuramos os sobreviventes Watson. Homens entre trinta e trinta e cinco anos, um metro e oitenta de pele clara.
Watson recebeu uma mensagem de texto. Sherlock continuava olhando para as gravações, quando Joan estava se retirando ele falou.
_ Watson sobre o vídeo, foi um bom trabalho.
_ Se não parar de me elogiar vou achar que está orgulhoso de mim.
Sherlock fingiu ignorar as palavras dela, mas quando Joan se afastou ele olhou para a porta pela qual ela passou e moveu seus lábios em um leve sorriso.
**********************
Sherlock estava sentado em uma cadeira no terraço, ele olhava para a maravilhosa vista a sua frente, ao seu lado havia uma mesa com uma jarra de suco. Joan foi até ele e sentou na cadeira do lado.
_ Sabe o que não entendo? Como ainda somos capazes de apreciar a beleza mesmo fazendo nosso tipo de trabalho. Vivemos correndo atrás das piores pessoas, das mentes mais perversas, eles matam por qualquer motivo, ambição, ciúmes... E mesmo assim no final do dia podemos sentar aqui e ver isso.
_ Esse é um mistério Watson que não podemos tentar explicar.
Ele encheu uma taça de suco para si e outra para Joan. Sherlock colocou o copo na mesa e continuou a ler o livro que estava lendo.
_ Angus me mandou uma mensagem quando eu estava saindo da sala dos monitores. Me perguntou se poderia sair comigo no domingo.
_ Eu sei, li a mensagem quando você saiu e respondi, disse que você tem um almoço comigo.
Joan estava brava por essa falta de privacidade, mas Sherlock não havia mentido o almoço com a sua mãe seria no domingo.
_ O que está havendo ali?
_ Um show da Adele_ Ele olhou para Joan_ A cantora, até que...Não é tão mau.
Joan permaneceu calada até se concentrar no livro que Sherlock estava lendo.
_ O que está lendo?
_ “ No aniversário do Brian eu beijei ele na sua casa, no jardim, Rebeca Winters ficou morta de inveja, eu tenho treze anos e sou uma das poucas meninas da minha sala que já beijaram”.
_ Você está lendo meu diário!?
_ Você escreveu diários dos treze aos dezesseis anos.
_ Mexeu nas minhas coisas ontem a noite.
_ Estava sem sono e os encontrei em uma caixa em baixo da cama.
_ Como conseguiu ler? Eu escrevi em códigos.
_ O que mostra que você era uma criança inteligente, mas esse código é fácil Watson, nos meus diários de quando tinha nove anos eu já escrevia com códigos mais avançados que isso.
_ Nos seus diários?
_ O que?
_ Você escrevia diários.
_ Não Watson, eu não escrevia.
Joan empurrou o ombro dele com a mão e tomou de volta seu diário.
_ Eu nunca vou esquecer essa informação.
Sherlock estava de braços cruzados olhando para o longe.
_ Eu era uma criança.
Watson passou uma das mãos pelo ombro de Sherlock e o trouxe para perto. O homem olhou para o rosto dela.
_ Os cravos eram para você.
_ Eu sei.
A vista não importava mais, os dois estavam concentrados no rosto um do outro.
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