Senhor e senhora Holmes
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Joan acordou tarde, dessa vez ao abrir os olhos não viu Sherlock sentado olhando para ela, Joan achou estranho. Ela trocou de roupa e desceu para tomar café, ao chegar à cozinha viu Sherlock deitado no chão olhando para algo, ela deu a volta e viu o Clyd.
_ Porque está analisando o Clyd?
_ Tenho percebido que o Clyd está melancólico.
Joan vai até o armário e pega a sua caneca.
_ Com base em que, você acredita nisso?
_ Tenho observado que o Clyd está comendo menos, até mesmo o alface que é o seu vegetal preferido. Ele gosta de ficar em dois lugares naquele canto, onde tem a sua cama, e naquele outro, mas agora ele está sempre na cama, Clyd também não se anima com as suas roupas.
Quando Joan se aproxima percebe que Clyd está vestido de urso.
_ Watson você sabia que os animais podem desenvolver depressão?
_Sim, cães e gatos, mas eu não acho que o Clyd esteja...
_ Devemos leva-lo para passear. Vou prepara-lo.
Sherlock levantou e pegou o Clyd. Joan olhava atenta para ele, até que os dois foram sumindo do seu campo de visão.
_ E porque eu devo ir junto?
_ Porque o Clyd precisa da mãe.
Joan se engasgou com o café e acabou sujando a blusa, enquanto olhava para mancha, um pensamento passou por sua cabeça o que a fez sorrir. Sherlock considerava Clyd como um filho e havia escolhido ela como mãe, de repente o passeio não era má ideia, além disso, ela gosta do Clyd, de ambos.
Sherlock empurrava o carrinho de bebê, Clyd estava vestido com uma roupa de crochê branca com um coração no meio, Sherlock parecia não se importar com a situação, já Joan fingia não estar ali.
_ Veja Watson, com esse ar puro e um dia tão belo Clyd irá se recuperar rapidamente. E sobre o caso que estamos trabalhando, alguma ligação entre o jardineiro e o advogado da família?
_ Eles participam de um clube formado por pessoas que discutem assassinatos, eles analisam assassinatos e criam teorias sobre a identidade do assassino. Os encontros acontecem de treze em treze dias, com certeza o assassinato dos Montgomery será discutido.
_ Não me parece que tenha sido nenhum dos dois, eles solucionam crimes, nenhum dos dois se interessariam por um mistério ao qual eles já saberiam a solução. Também não existem motivos.
_ A próxima reunião do clube será em dois dias.
_ Estaremos lá.
Enquanto os dois falavam sobre o caso uma amiga da mãe da Joan se aproximou.
_ Joan!
Nesse momento ela desejou desaparecer.
_ Oi, Adele.
A mulher a abraçou, e depois se afastou para vê-la.
_ Veja só que mulher mais linda você se tornou.
Joan sorriu. Ela queria que Adele não visse Sherlock, e muito menos o carrinho de bebê, mas isso não era possível.
_ Sua mãe não me disse que você se casou.
_ É porque eu não...
Sherlock se projetou para frente e para trás nos calcanhares e apertou a mão da Adele.
_ Há quanto tempo estão juntos?
_ Quatro anos._ Respondeu Sherlock.
_ Adel são quatro anos de...
_ Parceria_ Ele completou e Joan pensou que tudo seria esclarecido_ Muita compreensão da parte dela. Sabe, ela releva minhas excentricidades.
Adele tocou o braço de Joan com a mão.
_ Que marido dedicado Joan.
Joan olhou para ele buscando explicações, mas Sherlock estava concentrado na senhora a sua frente.
_ E o bebê como se chama?
_ Clyd.
_ Porque sua mãe não me contou? Gostaria de tê-la visitado quando esteve grávida.
_ Eu nunca estive grávida.
_ Clyd é adotado, ele é órfão.
_ Joan, você sempre teve um bom coração.
Adele aproximou-se do carrinho e olhou para o “bebê”.
_ Joan querida, isso é uma tartaruga?
_ Sim, Joan e eu o amamos. Se nos dá licença Clyd está entediado.
Eles continuaram andando, enquanto uma Adele confusa ficava para trás. Logo que chegaram, Joan sentou exausta em uma poltrona, enquanto Sherlock retirava Clyd do carrinho e o colocava no chão.
_ Veja só, está até mais rápido.
_ Sério!?
Joan olhou para ele por alguns segundos e mesmo que ele não entenda muito de sentimentos e muito menos as mulheres, a expressão que ele viu no rosto dela indicava fúria.
_ Foi apenas um momento cômico.
_ Cômico? O que exatamente foi cômico? É improvável que eu possa me casar e formar uma família?
_ Não, não é improvável, aliás, nós três já formamos uma família.
Sherlock abriu uma pasta com fotos da cena do crime e espalhou sobre a mesinha.
_ Os dois foram envenenados, um veneno que age rápido, o que indica que não foi um crime cometido por vingança. O veneno é extraído de uma planta, que pode ter sido cultivada na casa do assassino, ele parece ser alguém que entende sobre crimes, porque foi eliminando rastros comuns para pessoas inexperientes.
Sherlock olhou para Joan, que parecia perdida em pensamentos.
_ Não é necessário se preocupar com o que ela está pensando sobre você, seja como eu.
_ Eu devo ter uma coleção de cadeados, acordar as pessoas quando estão dormindo e fazer tatuagens em mim mesma?
_ Se quiser... Mas eu estou falando sobre não se importar com a opinião dos outros, se eu me importasse com o meu pai, estaria em um escritório agora mesmo.
Sherlock foi até a cozinha e Joan o seguiu, enquanto ele preparava um chá.
_ A única opinião que me importa é a sua.
_ Porque?
_ Porque somos uma família.
Eles dormiram tarde discutindo o caso Montgomery e quando Joan acordou Clyd estava ao seu lado. Ela foi até a sala, segurando Clyd com as duas mãos.
_ Porque o Clyd estava na minha cama?
_ Ele precisa de você, sentiu sua falta quando saiu daqui para morar em outro lugar, aliás, ambos sentimos.
Joan colocou Clyd no chão, ela percebeu que Sherlock estava diferente, sempre se referindo a eles como família, será que finalmente Sherlock estava sentindo o mesmo que ela?
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