Notas iniciais
Ficou bem pequenininho, mas espero que gostem...

Me chamo Rachel Visuit, mas por favor, me chame de Rachi. Tenho dezesseis anos, o mundo inteiro está sendo atacado por zumbis e eu sou uma das únicas pessoas que conseguiria salvá-lo. Mas sabe, esse sempre foi o meu sonho: ver pessoas sendo mortas de um jeito canibal, com extrema tortura. Me chame de louca, afinal, são de loucos que o mundo precisa, pessoas normais precisam ser mortas. Cansei-me de todos para falar a verdade, a cada dia que passa sinto que na verdade, eu poderia ser um zumbi, desse jeito ninguém me obrigaria a nada e se ao menos tentasse, teria uma mordida enorme no pescoço, ou em qualquer parte do corpo, mordidas, mais mordidas, até ser levado a morte. Morte, uma palavra tão intensa, não? Bom, para mim sim. Palavra cheia de mistérios, de horrores, de lágrimas, de dor... Por que não adorar essa palavra? Eu adoro, e adoraria também que algumas pessoas provassem dela. Eu nunca tive medo da morte, na verdade, na minha vida ela se encontra na esquina, como essas, me desculpa a palavra, prostitutas. Mas essa Dona Morte cobra mais caro. Vidas perdidas, do que importa, com tanto que você esteja vivo? Não importa não é? Desde que não seja sua família, amigos, qualquer pessoa que você goste um pouquinho ou o seu animal de estimação, se for qualquer outro, você não liga, se for qualquer animal que vive na rua, que se "foda". É literalmente assim, não negue. Humanos são desumanos, que controversia, chega a me dar náusea. Bom, mas falávamos do que mesmo? Ah é, zumbis. Eu amo zumbis e não acredito que vou ter que matá-los para salvar pessoas insignificantes...

— Rachi, o jantar já está pronto querida! -Gritou minha mãe da cozinha, me acordando do meu pensamento.

— Já tô indo mãe, um segundo.

Me levantei da cama e girei meu corpo 360° afim de ver meu quarto quase que pela última vez... é, eu vou sentir saudade dele. Minha cama super mácia cuja em cima da mesma se encontrava um quadro feito pela minha falecida avó. Ah vovó, como eu sinto falta dela, das suas estórias sobre zumbis que tornaram verdadeiras histórias, pois estão acontecendo agora, em pleno século XXI. A alguns passos da cama a porta para as escadas que iam até a sala. Ao lado da cama um criado de madeira, de duas gavetas pequenas e em cima dele um abajur branco, de vidro. Virando mais um pouco, um guarda-roupa, que me fez sonhar várias vezes com Narnia e como tudo lá é perfeito... Ao lado uma mesa de estudos, onde havia canetas como a Contracorrente e imitações baratas de varinhas como do Harry Potter, depois havia uma janela. Mamãe chama a mesma de "Janela dos Sonhos". Fora essa minha imaginação fértil, era só mais um quarto comum. Uma porta para o banheiro ao lado da janela, à qual me dirigi, para enxaguar o rosto. Fui reparando meu rosto, pálido, branco como o meu abajur, sabe? Algumas sardas, olhos castanhos que pra falar a verdade até se realçavam e um cabelo preto, mais preto que tudo, como o carvão. Eu sou extremamente magra e meu corpo não é muito de se orgulhar... mas sou feliz o com ele, isso é o que importa. Pensar que amanhã estarei indo para o Egito, matar zumbis, isso era demais.