Sempre ao Seu Lado.
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Catherine entregou o CD que estava no meio das evidencias (por está um pouco sujo de sangue) pra Grissom, que não disse nada só ficou olhando o que ela fazia.
Cath: — Agora você vai pro quarto dela e veja isso com muita atenção.
Grissom: — O que é isso? Catherine, não temos tempo para brincadeiras!
Cath: — Quem disse que é brincadeira! É uma coisa muito séria e que você tem que ver. Anda vai ver isso logo, é rapidinho!
Grissom: — Certo!
Ela continuou na sala juntando o que recolheram, pegou as coisas depressa e segui para o laboratório. Sabia que grissom precisava de um tempo para pensar direito sobre todas essas novas informações que estavam em sua cabeça, então o deixou na casa.
Ele fez o que ela mandou segui para o quarto e trancou a porta, já que havia muitos policiais andando por ali. Colocou o CD no aparelho de DVD e viu tudo atentamente.
Era o primeiro ultra-som de Sara. Mesmo não dando para ver direito as imagens ele ficou tomado por um sentimento que não sabia descrever, uma mistura de uma das maiores alegria de suas vida com um dos seus maiores medos, não podia nem imaginar algo de ruim acontecendo com Sara e agora com seu filho também.
Grissom tira os óculos e aperta os cantos dos olhos, sempre fazia isso quando sua enxaqueca começava a atacar, ficou com a cabeça baixa esperando passar a dor mais logo que ouviu um som peculiar, das batidas daquele coraçãozinho, saindo da TV não pode impedir que suas lágrimas voltassem a cair.
Voltou ao laboratório assim que viu a gravação toda, agora estava ainda mais disposto a achar Sara.
No laboratório Greg analisava as amostras recolhidas, junto a Catherine enquanto Grissom entrava na sala.
Grissom: — Já temos algo?
Cath: — Nada em concreto ainda. Estamos esperando os resultados.
Grissom: — Já analisaram tudo?
Cath: — Já, mais falta ainda.... ( Greg a interrompi)
Greg: — Um dos resultado acabou de sair...( ele pega o papel e segui para perto dos dois)
Cath: — E o que ele nos diz?
Greg: — Não muito... só confirma que todo sangue encontrado é da Sara.
Grissom: — Só dela... pensei que acharíamos alguma amostra do suspeito.
Cath: — Achei que havia tido uma luta.
Grissom: — Pelo visto o único ferido foi a Sara.
Cath: — Mais a quantidade de sangue não parece ser nada grave!
Grissom: — É... mais não ajuda muito a encontra-la.
Greg: — Perai!!! Tem algo errado nesse resultado! Ele detectou gonadotrofina coriônica no sangue da Sara, deve ter havido alguma contaminação porque isso só está presente em sangue de quem...
Grissom: — ... Está grávida! ( Grissom sai da sala dando um suspiro alto)
Greg: — É... só de quem está grávida. Cath, pedir alguma coisa? ( Greg apontava para Grissom)
Cath: — O resultado não está errado!
Greg: — Então... Não pode ser!
Cath: — É tanto pode, como é verdade! Ela está grávida. Por isso temos que acha-la o mais rápido possível.
Greg: — Ainda não acredito! Quem é o pai? Nem sabia que ela tava com alguém.
Cath: — No tempo certo todos saberão que é o pai. É melhor nos concentrar em achá-la. Mais por enquanto essa conversa fica entre a gente, tá bom.
Greg: — Certo. Vou esperar os outros resultados e depois levo para vocês. Mais ainda não acredito!
Cath: — Acredite então!!! Vou ver se o Grissom precisa de ajuda.
Grissom segui para sua sala, sentou-se em sua cadeira largando todo seu corpo sobre ela, como estive-se tirando um peso de sua costas. Virou em direção a uma parede que havia um lindo quadro com uma borboleta azul dentro e tentou refletir um pouco sobre tudo que estava acontecendo, até Catherine bater na porta.
— Posso entrar???
Grissom: — Ainda pergunta!
Cath: — Passei na outra sala e peguei um café para você.
Grissom: — Não precisava mais obrigado.
Cath: — Como você estar se sentindo? Quer conversar?
Grissom: — Me sentindo... estranho!
— Ela está em perigo e não consigo pensar em nada que a ajude.
Cath: — É normal você está com muita coisa na cabeça. Mais logo a acharemos! E ficará tudo bem.
— O que de tão especial tem nesse quadro da borboleta, claro além dele ser lindo. Quando entrei você estava tão concentrado nele e não é a primeira vez que vejo essa cena.
Grissom: — Uhnnn... peguei essa borboleta na primeira vez que Sara e eu viajamos juntos.Estavamos passeando num campo e a Sara a viu, ficou encantad com ela.
— No outro dia, voltei lá e a peguei escondido, mandei emoldurar e a dei de presente, mais ela preferiu que o coloca-se aqui. Já quem não podiamos por uma foto nossa, ficaria como lembrança.
Cath: — Dessa eu não sabia, vocês viajando junto.
Grissom: — É... foi uma viajem rapida, mais bem relaxante. ( ele fica em silencio por um tempo)
— Obrigado, eu vi a gravação.
Cath: — Ela queria que você estive-se junto, mais quando ela ia te contar acho te chamaram para um interogatorio.
Grissom: — Queria ter ido...
Cath: — Nas próximas você vai. ( Cath sorrir para ele)
Grissom: — Então vamos voltar ao trabalho e achá-la.
— Vou analisar as fotos de novo. Olha como os outros estão indo. E volte cá se tiver alguma novidade.
Cath: — Certo.
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Sara estava assustada com tudo que estava acontecendo. Já estava quase amanhecendo, e isso a fazia pensar que seus amigos já haviam sentido sua falta e com sorte já estavam a sua procurar.
Ficou reparando as fotos que haviam em todas as paredes da cabana. Era como vi-se sua vida documentada, ali tinha fotos de duas, três semanas atrás, todo seu cotidiano. Suas idas ao trabalho, ao supermercado, suas caminhadas matinas.
Hank a observava sentado em um banco no canto do cômodo.
Hank: — O que achou? Você não sabe o tempo que gastei fazendo isso, e ainda você não me dar valor. ( Hank havia ficando com muita raiva por Sara não aceita que ele cuide dela e de seu filho)
— Isso que é uma verdadeira prova de amor! ... ( Sara só olha assustada)
— DIZ ALGUMA COISA!!! Odeio esse silêncio, ele fica martelando na minha cabeça... “ seu otário... seu otário... você parou sua vida por ela e ela nem ai para você” Me faz pensar coisas ruins... e não quero isso!
— Que Porra!!! Sara conversa comigo!
Sara: — Você precisa de ajuda!... Tem que se cuidar...
Hank: — Eu preciso é de você, Sara... só você! ( ele estava começando se acalmar)
Sara: — Não é de mim que precisa e sim de um médico.
— Isso que você fez é doentio!!!
Hank: — Isso é amor... você não entende.
Sara: — Amor... que amor é esse que machuca os outros??? Que força a fazer coisas que não queremos???
Hank: — Não pense assim de mim, foi a minha ultima saída.
— Você está com fome? Tenho tudo que você gosta aqui. Comprei antes de vimos.
Sara: — Não quero nada. Só quero que me deixe ir.
Hank: — Isso eu não posso.
— Vou por perto de você, caso fique com fome e sede, até eu voltar.
Sara: — Aonde você vai??? (Hank já estava saindo da cabana)
Hank: — Ver como as coisas estão, entre seus amigos não quero nenhuma supressa deles. Não demoro a voltar!
Aproveitando a ausência de Hank, Sara tentou de todos os jeitos soltar as algemas, mas tudo que fazia era em vão, como quebrar uma algema policial?
Enquanto pensava como fazer isso, ficou analisando as reações que Hank estava tento, estava claro que ele está muito perturbado, hora parecia que tinha raiva dela outra hora que a amava mais que tudo. Isso deixava Sara com mais medo dele, era quase impossivel prever algo que ele possa fazer.
Enquanto Sara olhava ao seu redor em busca de algo que força-se a algema, encontrou um pedaço pequeno e fino de ferro. Colocou entre as argolas da parte algema que estava presa ao ferro, tentou torcer, fazer como fosse uma alavanca, para quebrar-la usando toda força que tinha.
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