Sempre Vou Te Amar
26 Enfim uma Luz
Notas iniciais
Kurt foi embora me deixando ainda mais confusa, se é que era possível. Toda aquela história de casa, não consegui captar o que ele estava sugerindo. Naquele momento minha mente estava muito cansada, então vocês podem me perdoar. Fui até a cozinha tentar comer algo, só consegui engolir metade de uma pêra, e um copo de suco de uva. Depois subi para o quarto e deitei tentando organizar as ideias e aliviar aquele aperto insuportável dentro de mim. Olhei para o relógio que marcava 14:58, olhei para minha foto ao lado da cama tirada um pouco antes de voltar a Ohio. Permiti que pensamentos contendo a famosa pergunta “e se”, me invadisse de forma violenta.
“E se você tivesse continuado naquela escola?”
“E se tivesse conhecido alguém legal, ou pelo menos não tão covarde lá?”
“E se…?”
Meus olhos foram pesando, e eu acabei pegando no sono.
Pela primeira vez em muitos dias não sonhei com Quinn, estava sonhando algo relacionado ao um filme que particularmente amo, Moulin Rouge, e comecei a sentir uma vibração na minha barriga, mas eu estava sonhando certo? Não demorou muito senti novamente, mas o que? Acordei assustada, olhei para o relógio 18:23.
R: Droga! Dormi demais. — Bravejei sentando na cama e vendo meu celular. — Ha, ok! Agora entendi as vibrações.
Peguei o celular e resolvi ver qual o motivo de tanta vibração. Total de quatro mensagens e 7 chamadas não atendidas, e todas da... QUINN????
Ok, o coração acelerou, senti a boca ficando seca. Fechei meus olhos, puxei o ar que insistia em não vim. Abri os olhos, e resolvi começar com as Mensagens.
15:37 Rachel precisamos conversar. Eu to perdida, por favor não me ignore. Eu amo você, não duvida disso por favor.
15:42 Rach, por favor não faz isso. To te ligando, pelo menos me deixa ouvir a sua voz.
16:58: Ok. Você tem todo o direito de ficar assim comigo, vou respeitar. (confesso que nesse momento fiquei decepcionada, como ela podia ser tão instável).
E então:
17:32: Eu estou indo na sua casa, precisamos conversar! Só peço que abra a porta e tente me ouvir só mais essa vez.
R: OMG! Ela mandou isso 17:32. Ai Meu Deus ela deve tá chegando. — Levantei rapidamente me batendo na mesa grande que ficava em frente a minha cama. — Ai droga!
Não demorou 1 minuto a porta do meu quarto se abriu.
H: Filha está tudo bem?
R: Ai papai que susto! — Falei colocando a mão do coração com os olhos arregalados.
H: Credo estrelinha, você está toda esquisita. Olha a Quinn está aqui embaixo, estávamos esperando você acordar, ela insistiu em não te acordar, posso mandar ela subir?
Nesse momento, nesse exato momento, senti meu sangue todinho ir para o pé. Não sei se já aconteceu com vocês, mas não é exagero, acreditem. A boca voltou a ficar seca, eu não tentava responder…
H: Filha? — Papai falou me tocando e tirando-me no transe.
R: Hammm… Não papai, eu vou descer. — Falei conseguindo ter um pouco de bom senso imaginando o que aconteceria se Quinn estivesse sozinha comigo no meu quarto.
H: Tudo bem, eu vou jantar com o seu pai, vocês querem ir?
R: Não papai, a gente come alguma coisa aqui, não estou muito disposta.
H: Ok. — Falou se retirando.
Ok, Quinn estava mesmo determinada a conversar… Eu estava com um shortinho e sutiã, coloquei um casaco folgadinho fiz um coque de qualquer jeito e resolvi descer. No meio da escada pude ver suas pernas mexendo sem parar, ela estava sentada no sofá com um short e um all star comum vermelho. Papai não estava lá, deveria tá no banho ou algo parecido. Parei no meio da escada pegando folego, e então desci de vez.
R: Oi Quinn. — Tentei falar de maneira despreocupada, o famoso “nem aí”. — Você quer conversar? — Ela levantou e pude sentir seu olhar em mim, digamos que bastante pesado.
Q: É… sim… Precisamos conversar, mas eu queria que fosse em um lugar mais reservado.
R: Não se preocupe Quinnie, papai já vai sair ai você poderá dizer o que tem pra dizer. — Falei sem consegui acreditar na atuação perfeita. Hollywood estava com certeza perdendo uma estrela.
Q: Não fala assim comigo Rach. — Maldita! Sabia como me desarmar. — Por favor.
Quando eu ia responder sei lá de que jeito, papai desceu.
H: Estrelinha estou indo buscar seu pai, e de lá vamos direto.
R: Certo papai. Divirtam-se.
H: Vocês também. -falou me dando um beijo na testa e fazendo o mesmo com Quinn. — Quinn cuide da minha filhota, ela não está bem.
Ok agora todo mundo resolveu me sacanear! Até meu próprio pai. Quinn ficou perdida com aquele pedido, e só conseguiu confirmar com a cabeça.
R: Papai, não exagera.
H: Ok meninas, estou indo. Tem sorvete e o número da pizzaria está na gaveta do balcão da cozinha. Beijo beijo.
Vi papai fechando a porta, e saindo com ele toda a minha concentração, firmeza, frieza… Dei as costas e andei até a cozinha. Isso se 5 passos esteja dentro do verbo andar. Senti suas mãos me puxando e colando nossos corpos. Nossos rosto estavam a menos de 2 cm de distancia.
Q: Eu sei que você me ama, sei que está com saudade. — sussurrou fazendo-me sentir seu hálito menta. — Eu sei que você me quer Rachel, não se tranque assim, não diga não pra mim.
Minhas pernas estavam moles e se ela não tivesse me segurando juro que cairia.
R: Quinn, por favor. — Falei quase em um sussurro.
Q: Te amo – beijou meu queixo – Te amo – canto da minha boca — Te amo — meu olho – te amo – meu outro olho – Te amo – meu maxilar.
R: Qu-quinn -Ja estava com os olhos fechados e totalmente sem voz.
Q: Te amo – meu pescoço. — Olha pra mim. — Obedeci. — Você vai acreditar nisso! Você precisa acreditar no meu amor.
R: Quinn... Por favor — Falei tentando me soltar dos seus braços. Em vão.
Q: Não Rach. — Segurou meu rosto. — Não se tranque meu amor. Eu preciso de você mais que nunca. — Essas palavras me atingiram de uma forma inexplicável. — Não me deixa ir… Lembra?
R: Sim, eu cantei pra você. — Sussurrei olhando nos seus olhos. — eu não to te entendendo Quinn.
Q: Eu vou explicar.
Falou e selou nossos lábios, e eu não resisti a isso. Nada que eu tentar escrever aqui vai consegui detalhar o que sentia todas as vezes que isso acontecia. O beijo começou lento como se quiséssemos sentir o sabor da boca da outra, a mão dela apertava a minha cintura com muita força revelando todo o seu desejo, e isso com certeza foi crucial para a minha perda de controle. Comecei a sugar com mais força a sua língua, o que fez Quinn reagir instantaneamente subindo sua mão direita para meu seio esquerdo e continuando a apertar agora com mais força a minha cintura com a mão esquerda. Depois de alguns minutos apertando meu peito, levou a mão esquerda para o feixe do sutiã, o abriu, e com a mão direita o puxou para baixo, revelando um par de mamilos ouriçados sob a blusa. Ela interrompeu o beijo e olhou para isso. Eu não consegui sentir vergonha, pelo contrário me excitou ainda mais. Puxei-a pra mais um beijo. Enfiei minha mão por entre seus cabelos louros dando leves puxadas, o que a fez colocar uma mão no meu mamilo por dentro da blusa, e com a outra mão apertar minha bunda. Começou a brincar com meu mamilo, apertava, passada o dedo, enquanto chupava minha língua. Comecei a arranhar suas costas. Cortou o beijo novamente.
R: O que agora?!
Q; Não podemos continuar
R: Oi? — Realmente não estava entendendo
Q: Rachel, a gente nem conversou, você a poucos segundos estava super chateada.
R: Eu ainda estou Quinn, o que não significa que não posso ficar excitada! — Ok eu disse isso mesmo? Corei no mesmo momento em que pronunciei tais palavras.
Q: Wouuu!!! Mas olha só Rachel Berry – Falou com um sorrisinho nos lábios. Maldita!
R: Quinn se você quer tanto conversar, desembucha.
Q: Ok, não precisa falar assim ok?
R: Ok! — fui para sala e sentei no sofá. — To pronta, pode falar. — Ela veio na minha direção e sentou ao meu lado.
Q: Me diz o que é pra fazer, eu faço!
R: O QUE? — praticamente gritei. — Você tá brincando comigo?
Q: Não Rach, nem um pouco.
R: Quinn eu não sou sua dona, alias eu não sou nada sua, a poucos minutos atrás você me deixou em uma situação péssima, fora esses dias todos que nem nos falávamos pela sua covardia, agora você vem até a minha casa e me diz uma merda dessa? — Me levantei — Você não tem esse direito! — Falei colocando o dedo na cara dela.
Q: Rachel, me perdoe. Eu sei que sou covarde, reconheço isso. E hoje depois que o Finn falou tudo aquilo e toda aquela situação do estacionamento parece que eu acordei sabe?
R: Sei Quinn…- Falei um pouco mais contida — Você acha mesmo que eu vou acreditar que de uma hora para outra, literalmente, você ia consegui reunir coragem de lutar contra essa sua vergonha de si mesma, e enfrentar seus pais?
Q: Não Rachel, e é por isso que eu vim. Me ajuda. — Isso me pegou de surpresa
R: Olha eu realmente não estou entendendo.
Q: Rach, eu te amo demais, te amo como eu nunca imaginei amar alguém. Hoje eu não tenho coragem para assumir a gente, não tenho coragem de declarar nada aos meus pais.
R: Disso eu já sabia Quinn. — Falei sem acreditar no que estava ouvindo e com os olhos cheios de lágrimas.
Q: Rach. — Me chamou levantando do sofá e segurando minha mão — Eu estou aqui para pedir para você me ajudar. Ajude-me a criar essa coragem, esteja do meu lado, não me solte, não me deixe fraquejar. Eu não quero ir embora, não quero deixar o grande amor da minha vida. — Abaixou a cabeça iniciando o choro suave e sofrido.
O que eu poderia fazer? Abracei-a outra vez, chorei junto com ela. Agora sim aquelas palavras faziam sentido, ela precisava de mim. E sim, ela realmente me amava. Quinn estava sem bloqueios me implorando ajuda, como não ajudar a pessoa que se ama? Ainda mais quando o motivo é você!?
R: Por favor não chora assim. Hey Quinn… — Ela não desgrudava do abraço.
Q: Me ajuda Rach por favor.
R: Eu vou te ajudar meu amor, não vou deixar você sozinha.
Q: Mesmo que eu te diga que não estou pronta não me solte. — Falou olhando para mim depois de conseguir me soltar. — Eu sei que estou pedindo demais mas eu estou desesperada.
R: Não fique. Olha eu estou aqui e eu te perdoo certo? E eu não vou deixar você em hipótese alguma. — falei vendo Quinn fechando os olhos ao ouvir. -Mas precisamos fazer isso direito.
Q: Certo. Mas o que você quer dizer com isso.
Segurei seu rosto, limpei suas lágrimas, selei nossos lábios em um beijo terno. Me afastei um pouco, fui até o balcão da cozinha, peguei um dos girassóis que estavam no jarro e a ofereci.
R: Quinn Fabrey, você quer namorar comigo?
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