Sempre Vou Te Amar
27 Conversa com Papis
Notas iniciais
Quinn POV
OMG…
OMG!!!!!
Eu não conseguia acreditar, a Rach estava me pedindo em namoro mesmo depois de tudo o que eu fiz. Me senti mal muitas vezes, pensei em fugir e levar Rachel mas, no mínimo os pais dela iam atrás da gente e eu poderia até ficar presa já que tenho mais de 18.
Ok...
Pensamento um pouco infantil, porém não sei se os caros leitores já perceberam, eu sou uma pessoa completamente confusa e perdida. Mas chegou a hora de mudar, preciso ser forte por Rachel, por nós duas. Rachel está muito cansada, isso é muito perceptível e não eu não a culpo por isso. Ela está segurando todo esse tormento praticamente sozinha a muito tempo, já chega de ser imatura Quinn Fabray. Olhando pra ela eu tenho a certeza que preciso, nós nos amamos. Essa é a hora Quinn, essa é a hora de fazer acontecer, encarando todas as consequências, com ela do meu lado eu tenho uma chance de conseguir. Pode ser difícil, mas se Rachel consegue eu também consigo, eu tenho que conseguir.
Rachel POV
Eu já estava sem saber para onde olhar já tinha mais de 2 minutos que tinha feito a pergunta que mudaria tudo pra gente, e a Quinn? A Quinn está olhando para mim e ao mesmo tempo ausente… Eu não vou aguentar muito tempo…
R: Q-QUINN? — Ela me olhou mas nada disse. — Ok Quinn já entendi. — Falei olhando para baixo prestes a arrancar as pétalas do Girassol.
Q: Aceito! — falou quase sussurrando com os olhos vidrados em mim. Meu coração falhou por alguns segundos. — Eu aceito Rach. — Deu seu sorriso mais lindo. Deus como eu amo essa mulher!
Corri, pulei e a abracei com toda a força que consegui me encaixando na sua cintura. Dei várias beijocas pelo seu rosto intercalando com vários “te amo”, e sendo presenteada pelo som maravilhoso da sua risada.
E foi exatamente nesse momento que a porta de casa se abriu.
R: PAI? — falei com os olhos arregalados olhando na sua direção e me desprendendo de Quinn. — PAPAI? — Meu espanto se multiplicou, e pude ver nos olhos deles que não estava sozinha nisso.
H: Filha, hamm... Desculpa ée... vamos Leroy. — Falou pegando a mão do meu pai, que ainda estava estático olhando para mim e Quinn.
R: Vocês não iam jantar fora?
H: É, íamos. Mas, resolvemos voltar e jantar com vocês duas, achei que você não estava muito bem. — Falava isso ainda com os olhos meio que vidrados tentando olhar pro chão, mas sem sucesso.
L: Filha… Você… Quinn!?
H: Leroy, depois conversamos vamos voltar. – Já estavam dando meia volta.
Q: Não! — Falou Quinn de repente surpreendendo a todos principalmente a mim. — Rach... — virou-se para mim. — Essa conversa tem que acontecer de qualquer forma.
R: Quem é você e o que fez com a Quinn? — Perguntei a ela completamente surpresa.
Q: Não dificulta baby. — Falou com um meio sorriso.
H: Então vamos conversar?
(…)
Fomos para o quintal e sentamos na beira na piscina, uma coisa bem descontraída. Contamos quase tudo a eles (não contaríamos sobre Quinn ter perdido a virgindade comigo). Podia me divertir um pouco com as expressões deles, principalmente a do Pai. Quinn falava algumas vezes, e muito firme por sinal, realçando minha crença nela.
H: Estrelinha eu fico tão feliz por você!
R: Eu sei disso Papai, mas ainda tenho medo. — Pude sentir olhar dos três em cima de mim.
H: Como assim filhinha? Você achou que íamos condenar? — soltou uma risadinha. — Mas como seria possível?
R: Não papai, claro que não achei isso. Mas a maioria das pessoas vão achar que sou assim por causa de vocês, isso só alimentará a teoria dos homofóbicos…
H: E desde quando você se importa com o que os outros pensam? — Falou me cortando
R: Não é questão de me importar, é contribuir para essa teoria idiota deles.
L: Filha, esqueça isso. O que importa é que você está bem e feliz, e nós vamos apoiar vocês em tudo. — Falou pegando na minha mão despertando um sorriso meu como retribuição.
R: Obrigada pai.
Olhei para Quinn e ela estava com um sorriso lindo, mas estava cabisbaixa e com um olhar meio perdido.
R: Hey, você está bem? — sussurrei para que só ela ouvisse
Q: Estou baby. — olhou pra mim. — Você tem muita sorte de ter pais tão incríveis.
Então eu percebi. Acho que pela primeira vez dentro daqueles meses, eu senti uma fração do que Quinn sente. Seu olhar era um misto de felicidade extrema, medo e também tristeza. Com certeza ela pensava nos pais dela. Nunca teríamos um momento como estes se tratando do Sr e da Sra Fabrey. Então eu a abracei e tentei de todas as formas naquele abraço conforta-la e transmiti um “eu sempre estarei aqui”.
L: Quinn. – Falou meu pai fazendo com que nos largássemos. – Olha, eu sei que seus pais são, digamos tradicionais. Ter uma mãe pastora não deve ser fácil.
R: Não me digam que vocês também sabiam disso? – Falei um pouco afoita e despertando um risinho nos três.
L: Sim filha, quem na cidade não sabe?
R: Bom, eu descobri da pior forma. – Falei frustrada
L: Olha, eu e o Hiram estaremos aqui certo? Independente de namorar nossa filha, sempre vamos ajudar ok?
Q: Sim Senhor Berry, muito obrigada. – Praticamente sussurrou ficando vermelhinha.
H: Ora Quinn, largue disso. Somos seus sogros, nada de formalidades. – Deu um risinho para o pai.
L: Ok, agora vamos jantar porque eu estou morrendo de fome.
Fomos para dentro e comemos o que eles trouxeram. No meu caso uma salada deliciosa com soja. Quinn acompanhou meus pais na massa com frutos do mar.
H: Bom, eu preciso me retirar, hoje o dia foi puxado. Você me acompanha amor?
L: Claro querido. Meninas boa noite. – Falou dando um beijo na minha testa e na de Quinn.
H: Quinn se você não for dormir aqui não deixe para ir muito tarde certo?
Q: Certo senhor Be... Desculpa, Hiram. Eu vou me retirar daqui a alguns minutos.
H: Certo. Boa noite amores.
Subiram...
Quinn me olhou...
Não sei por quanto tempo conseguiria manter a sanidade
R: Quer sorvete?
Q:Quero. – Ela parecia ta pensando na mesma coisa que eu.
OK Pausa!
Vocês devem estar pensando, mas vocês já fizeram amor.
Sim nós fizemos... Porém... Caros leitores somente uma se entregou por completo, se é que me entendem, e naquele dia meus pais estavam em um sono profundo, não tinham acabado de subir. E uma outra coisinha que com certeza mudou tudo. Eles agora sabem! E eu ainda não conversei a sós com eles para saber quais os limites. Então algumas coisas mudaram...
Voltemos.
R: Flocos ou Chocolate?
Q: Chocolate!
Coloquei duas bolas de sorvete de chocolate para Quinn e duas de flocos para mim. Fomos para o sofá e ligamos a tv.
Q:Então como será agora?
R: De que? – Falei com a boca cheia de sorvete saindo um som meio monstruoso.
Q: Seus pais não te deram educação? – Falou rindo.
R: Eu não aceitei. –Entrei na brincadeira.
Q: Aaa Rach, eu ainda estou meio zonza com tudo isso. Como eu disse, me diz o que é pra fazer que eu faço.
R: Quinn você não é um fantoche. Eu não posso guiar você e sim apoiar. Comece aos poucos ok?
Q: Você acha que agora que 90% da escola sabe que já tivemos ou temos alguma coisa tem risco dos meus pais descobrirem?
R: Por eles não. Mas só uma pessoa já basta.
Q: Hmmm ok. O Finn
R: Yeah. Você está pronta pra isso? – perguntei meio receosa.
Q: Não sei, vou ter que descobri. Só não me solta.
R: Não irei meu amor, e sim isso é uma promessa. – Falei dando um selinho logo depois. – Mas vamos viver cada momento, amanhã é um novo dia. – Falei e abocanhei uma colher de sorvete.
Q: Sim, se você sobreviver até lá. – Falou com um risinho e limpando o canto da minha boca que estava melado de sorvete. – Quantos anos você tem mesmo?
R: Se for pra você limpar minha boca toda vez, tenho 5. – Falei e me melei de novo, propositalmente é lógico.
Quinn deu uma risadinha nasal e limpou novamente. Eu não sei como criei coragem, mas assim que seu dedo encostou no canto da minha boca, inclinei um pouco o rosto e o chupei. Pude sentir a respiração dela se prolongar e sua pupila dilatar. Não conseguia parar de chupar seu dedo e encara-la.
Q: Rach...- respirou fundou. – Seus pais. – outra respiração. Ok não queria me conter mais.
Parei o que estava fazendo, coloquei a tigela do sorvete no canto do sofá e sentei em cima dela. Cheguei perto do seu ouvido e sussurrei:
“Me faça parar”
Senti suas mãos na minha cintura. Apertou com força.
“Você consegue Quinn?”
Suas mãos adentraram o meu short tendo contato com minha calcinha, mas não pude deixar de sentir suas mãos frias na minha bunda.
“Eu desejo você todos os segundos”
Arranhou meu bumbum.
“Gostosa”!
Pronto!
Quinn levantou com uma fome inacreditável. Me carregou do jeito que eu estava, presa em sua cintura, me imprensou na porta de casa, segurou minha nuca e me puxou para um beijo. O beijo dessa vez não começou suave. Iniciou-se de forma animal, mordidas, chupões, sucções. Ouvia os gemidos da Quinn dentro da minha boca. Nossas línguas geladas dançavam de forma ensaiada. Comecei a sentir minha intimidade esquentar, e Quinn deve ter lido meus pensamentos. Me colocou no chão e me imprensou fazendo nossos sexos se tocarem. Mesmo com nossos shorts, o jeito que estávamos, um mínimo toque era o suficiente. Larguei sua boca, e percorri por seu pescoço intercalando chupões e lambidas... Quinn arfava e comprimia mais seu sexo no meu. Soltava alguns gemidos bem baixinhos e isso só piorava minha situação. Voltei a sua boca, e mais beijos violentos. Podia sentir suas mãos brincando de arranhar minha nuca, minhas costas, minhas pernas. Eu não ia aguentar.
R: Q-quinn. – Falei em um sussurro enquanto beijava meu pescoço
Q: Hmmm... Rach você é deliciosa.
R: Não fala assim. – Fechei os olhos e enfiei minha mão direita nos seus cabelos, puxando de leve.
Q: Eu não vou aguentar se continuarmos. – Falou parando os beijos e segurando meu rosto. Sua pupila estava completamente dilatada. – É sério.
R: É eu também não.
Q: Eu quero fazer isso direito. Não aqui na sua sala enquanto seus pais estão lá em cima.
R: Ok. – Fechei os olhos tentando achar alguma razão dentro de mim. – você está certa, vamos só nos desgrudar agora. – abri meus olhos. Os de Quinn estavam vidrados na minha boca. PQP ASSIM FICA DIFÍCIL. – Quinn não me olha assim!
Q: OK OK OK… — falou e se distanciou de mim. E aquele vazio voltou a se instalar. Era sempre assim quando ela não estava a pelo menos a 1 metro de mim. – É melhor eu ir agora.
R: Tudo bem – fiz beicinho.
Q: Verdade você tem 5 anos. – e deu um sorriso lindo. – Boa noite minha namorada de 5 anos, gostosa e anã. — Falou me dando um selinho.
R: Você parece pedófila falando dessa forma. – Lhe dei outro beijo e abri a porta.
Q: Durma bem meu amor, e amanhã esteja preparada para eu estar também.
R: Então você estará.
Ela soltou um beijo no ar e foi em direção ao carro, a observei partir. Fechei a porta com aquele vazio que insistia em marcar presença com a ausência de Quinn. Fui para meu quarto, não demorei muito a pegar no sono. Aquela noite foi especial, a primeira noite das nossas vidas juntas. Não pensei nos obstáculos nem em outras pessoas. Só pensei no amor, no progresso de Quinn, e em tudo de lindo que estava para acontecer lá na frente. Ou pelo menos assim eu esperava.
(...)
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