Sempre Vou Te Amar
25 Confusão
Notas iniciais
R: EU TÔ QUINN – gritei. — EU ESTOU DESDE O DIA EM QUE VOCÊ ENTROU NA MINHA VIDA. PORRA QUINN EU SOU LOUCA POR VOCÊ. – As palavras saíram em meio a soluços.
Ao ouvir aquilo ela arregalou os olhos. Olhava para mim e por cima de mim. Resolvi olhar na mesma direção em que ela intercalava o olhar. Virei-me…
R: Omg.
No mínimo 30 pessoas assistiram tudo o que nem 1 poderia. Principalmente o Finn, e sim ele estava lá.
Fechei meus olhos e tentei não desmaiar, tentei buscar o ar de algum lugar que não sabia onde estava. Quando abri, ele estava vindo em minha direção. Sim o Finn. Virei-me novamente e olhei para Quinn. Não consegui ler o que ela sentia pois a confusão no seu rosto era de uma proporção enorme.
R: Quinn. — A chamei e nada. – Quinn. – Olhei novamente para a direção que Finn vinha. – QUINN!
F: Alguém pode me explicar essa palhaçada? – perguntou abrindo os braços.
R: Sai daqui Finn. – Falei me virando para ele.
F: Não mesmo. Vocês duas me expuseram ao ridículo. – Falou apontando para as pessoas que ainda assistiam aquela cena. Meu Deus que merda é essa?
R: Hey vocês! – gritei para eles. – Não têm mais o que fazer não? Voltem para dentro ou se mandem daqui. – Pude ver os rostos com cara de deboche. Pelo menos estavam fazendo o que gentilmente ordenei.
F: Não tente desfazer o que já está mais que feito.
R: Não estou fazendo isso por você Hudson.
F: Haaaa claro. Está fazendo por aquela mulher ali que parece está congelada.
Olhei para ela e ainda estava na mesma posição. God o que será que está acontecendo com ela?
F: Vamos Rachel, eu te levo em casa. – Mas o q…?!
R: Você tá ficando maluco? Você acha que manda em mim? Vá para sua casa e me esqueça. — falei olhando nos seus olhos e pude notar estes ficando mais escuros.
F: Quem você pensa que é pra falar assim comigo? Você não é nada, só uma lésbica cretina que vai se dar muito mal!
Eu não podia acreditar que aquele fdp falou assim de mim, eu queria bater nele, xingar ele, mas só conseguia ficar olhando para ele e sentindo o rosto ficar quente. Então chorei, mas antes que pudesse me arrepender, senti um vulto passando por mim e agarrando Finn pelo colarinho. Era A(...) Quinn?!
Quinn POV
Eu não conseguia me mexer, toda a minha vida exposta da pior forma possível, tentava responder Rachel ou pelo menos me enfiar no carro, mas não conseguia sair 1 cm do lugar. Até que ouvi aquele fdp chamar Rachel de… Cretina? Mas o q????
Meu sangue ferveu e em resposta a isso meu corpo saiu em disparada pra cima dele, o agarrei pela camisa e pude sentir meus dentes ranger em consequência de uma raiva jamais sentida, pelo menos não por mim.
Q: SEU FILHO DA PUTA! – cuspi as palavras. – Não ouse ofender a Rachel! — Pude ver seus olhos arregalados.
Ele pegou a minha mão e afastou do seu pescoço, com certeza se contendo para não revidar e me machucar, até porque as leis ainda funcionam nesse país.
Will: Meninos, o que é isso? Parem com isso. — Mr Schuester chegou ficando no meio de nós dois.
Q: Fique longe dela Finn. — Falei ignorando a presença de Will.
F: Ou o quê?
Q: Você não me conhece!
F: Conheço o suficiente para saber que é uma covarde. Você se acha melhor que eu Quinn? Você acha que seus sentimentos pela Rachel são tão nobres assim? – Eu realmente estava perdendo todo o meu bom senso. – Você a abandonou Quinn, preferiu deixá-la que assumir o que você chama de amor.
Ok, isso doeu. Doeu muito! A raiva deu lugar a tristeza, corroeu o que chamamos de ego. Não tinha palavras para proferir depois de um golpe desse.
W: Meninos, eu não sei o que está acontecendo aqui, mas por favor vão para casa, eu falo com o diretor que precisaram ir. Só não continuem isso aqui.
Consenti e virei-me para entrar no meu carro. Então vi a Rach... Chorando, cabisbaixa, com a mão no coração. Seu olhar estava perdido.
Q: Rach. Vem comigo. – Falei pegando sua mão e puxando em direção ao carro.
R: Não Quinn. — falou puxando sua mão. Eu não vou com você.
F: Vem comigo Rachel? – Oi?
R: Não Finn! Eu não vou com nenhum dos dois. Já chega disso. Finn me esquece! E Quinn, você pode ir embora.
Q: Rach eu posso te deixar em casa antes de ir para minha. — falei com o coração em pedaços.
R: Da cidade Quinnie – Odiava quando me chamava assim. — Você pode continuar com seus planos. — Falou e saiu andando em direção a porta que da acesso ao corredores da esocla.
Meu coração estava realmente tentando não parar. Tava difícil. Eu vi Finn indo embora também em direção ao seu carro. Mr Schuester permaneceu olhando para mim.
W: VocÊ está bem?
Q: Não eu não estou. — Falei me surpreendendo com minhas próprias palavras e com o choro que explodiu.
W: Houw Quinn, vem cá. — Falou me abraçando.
Ficamos assim por quase 5 minutos. Depois entrei no carro assegurando ao Professor que já estava bem para dirigir e parti.
Rachel POV
Entrei no macklin desesperada, não queria que as pessoas me vissem chorando depois de todo o espetáculo que presenciaram. Não sabia descrever o que sentia, somente sentia. Senti um esbarro e já estava pronta a soltar os cachorros...
K: Rachel!!!
R: Kinn... Omg. — Falei o abraçando com todas as forças que me restavam. E claro chorei novamente.
K: Rachel, o que está acontecendo?
R: Me tira daqui Kurt.
K: Ok baby, vamos.
Enquanto andávamos pela escola até o carro do Kurt fui pensando e tentando identificar o que era aquilo tudo ali dentro de mim. Uma sensação de perdição. Me sentia uma peteca ou uma bola que passa de mão em mão, que as pessoas brincam, usam e decide qual a direção jogá-la. Finn é um babaca, e uma parte de mim sente alívio de não precisar mais continuar o nosso namoro falso. E a Quinn... Meu Deus a Quinn.
K: Rach, coloca o cinto. — obedeci. — Por favor tenta não se desesperar mais pelo menos até chegarmos na sua casa. — Assenti e ele deu partida do carro.
Chegamos em casa e formos direto ao meu quarto. Contei tudo o que tinha acontecido. Kurt ficou com os olhos arregalados quase todo o tempo. Bem, o Kut era o Kurt...
K: Ok, Ok! E o que você pretende fazer? — não tinha parado pra pensar nisso, então não respondi. — Rachel?
R: Eu não sei Kurt.
K: Ok mas você precisa saber!
R: O Finn falou a verdade sobre a Quinn, ela é uma covarde. Sempre soube mas ouvir outra pessoa dizendo e ainda com argumentos bastante relevantes só piorou tudo. Ela ia embora Kurt.
K: Para te livrar do Finn Rach!
R: Ela poderia ter me livrado do fim a muito tempo, assumindo o que sente.
K; Rach as coisas não são assim, cada um tem o seu tempo, sua experiência de vida. Nem todos são tão determinados como você. Ela ia embora para não condenar você a estar com o Finn ainda mais ela sendo o motivo.
R: Kurt o amor nos dar coragem, determinação. É o amor que causa isso. A Quinn não me ama.
K: Rachel olha só. Eu não penso assim mas também não posso te obrigar a pensar como eu. Mas durma um pouco coloque sua cabeça no lugar. Você ainda está sobre efeito dos últimos acontecimentos.
R: Kurt, acho que estamos esquecendo de uma peça muito importante.
K: Qual?
R: A quinn. — Ele me olhou confuso. — Como posso decidir algo se como sempre eu não tenho o controle da situação?
— ele continuou me olhando confuso. — Kurt, a Quinn é que vai decidir. Se ela for embora por medo da descoberta, eu não tenho o que fazer.
K: discordo.
R: Ham?
K: Se você quiser ficar com ela, você não vai deixar ela ir embora. Vai?
R: Kurt! Ela é covarde, não quer assumir o que eu posso fazer? Prender ela na minha casa?
K: O ano está acabando Rachel, Você vai fazer 18 anos, a Quinn já tem. Qual o maior medo dela? — Não estava entendo nada. — Ser expulsa da casa dela pelos pais não é?
R: Sim.
K: E se ela tivesse uma outra casa para chamar de sua?
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