Sempre Vou Te Amar
8 CAPITULO 8 – Dia de Folga
Notas iniciais
Acordei com meu celular tocando e a minha cabeça doendo bastante, era uma mensagem do Kurt.
“Barbra onde você está? Eu estou preocupado, manda notícia”.
Só então percebi que eram 8 horas da manhã! Me levantei e consegui me arrumar em tempo record. Mais ou menos 30 minutos depois eu já estava pronta, e fui fazer o desjejum. Quando desci encontrei meus pais na cozinha, o que era de se estranhar, pois naquele horário eles não deveriam está em casa.
R: Bom dia, o que fazem aqui a essa hora?- perguntei dando um beijo em cada um.
L: Bom dia, resolvemos tirar o dia de folga. – falou retribuindo o beijo.
R: Que bom, mas por que não me acordaram?
H: Porque você também vai tirar o dia de folga.
R: Como assim? Não papai, eu preciso ir para escola. – falei um pouco assustada.
L: Rachel, nós somos seus pais e estamos falando que você não irá para escola hoje. Temos que ter uma conversa muito importante. – Gelei um pouco.
R: Pai, nós não podemos conversar quando eu voltar?
L: Não mocinha! Agora suba e troque de roupa. Estamos esperando, e seu café também.
R: OK.
Fiz o que meus pais falaram um pouco frustrada, pois eu realmente queria ir para escola, eu estava meio desnorteada sobre as coisas do dia anterior, e eu sabia que algumas respostas eu encontraria lá. Depois de trocar de roupa voltei para o desjejum. Comecei a comer meu cereal em silêncio. Até que eles resolveram começar a tal conversa.
L: Filha será que você pode explicar o que aconteceu ontem?
R: Pai... Eu nem tive tempo de raciocinar desde que acordei, então prefiro tentar não falar sobre isso.
L: Você não tem preferência aqui Rachel, nós exigimos uma explicação. Você se lembra do estado em que chegou em casa ontem? – Algumas recordações vieram à minha mente, como o vinho, e o beijo do Finn.
R: Eu só bebi mais do que deveria. Quem nunca fez isso pai? Desculpa ta bem?
H: Estrelinha, não é bem assim. Você só tem 17 anos e já está chegando em casa bêbada?
R: Papai não dramatiza! Foi só uma vez, prometo que não vai mais acontecer.
L: Eu espero realmente que não aconteça.
Entreolhamo-nos, e o silêncio rondou pela cozinha por uns 2 minutos...
H: E quanto aquele papo de está apaixonada por alguém que nunca vai poder ter? — Nesse momento eu gelei! Sério que eu falei isso?
R: É... Isso ai deve ter sido algo referente à bebida.
L: Não tente nos enganar mocinha. Você estava chorando bastante.
H: Por acaso é o Finn? Mas vocês não saíram ontem? Ele fez alguma coisa?
R: Papai, O Finn é um doce, e ele não fez nada. Eu quis beber, e deu nisso, acabei falando coisas inexistentes. – comecei a ficar nervosa e vermelha, pois muitas coisas estavam invadindo a minha mente. Lembrei-me da Quinn e das suas palavras. E finalmente lembrei a triste cena minha com meus pais. – Eu sei que vocês estão preocupados, mas eu peço que esqueçam o dia de ontem, pois ele não vai mais acontecer.
H: Rach minha querida, eu e o seu pai conhecemos você, e sabemos que está embaraçada, e que quando fica assim, é por que está tentando se livrar de algo. Onde foi parar aquela garotinha que confiava em nós?
R: Papai, por favor, acredite que não é nada sério nem importante. – estava olhando para tigela.
L: Então por que está conversando sem nos encarar? — tentei olhar pra cima, mas não conseguia, tinha medo de entregar que estava mentindo, porém dessa forma também não estava ajudando. – Então? Quem é a pessoa?
Um momento de desespero ocorreu, eu não podia simplesmente chegar para meus pais e dizer que era uma mulher. Eles eram homossexuais, eu sei, todavia, nunca conversamos sobre isso, e com toda a certeza desse mundo, nunca foi pensado na hipótese da estrelinha deles se atrair por mulheres. Ainda mais está apaixonada a ponto de chorar tanto e desabafar daquela forma. Então eu infelizmente tive que mentir. Não tive muito tempo para pensar, mas tinha que inventar algo, e algo consistente.
R: É o Finn! — Nesse momento eu tive que exigir bastante dos meus neurônios para saber o que falar em relação ao: “Eu nunca vou poder ter essa pessoa”. – Ontem a gente saiu pra pagar uma aposta que perdemos e o pagamento era esse. E-e-ele não gosta de mim, ontem ele só falou de futebol e de algumas meninas da escola e nem citou meu nome, então eu sei que nunca vamos ficar juntos. – voltei a olhar para baixo.
H: Mas isso é impossível meu amor. – veio me abraçar – como não gostar de você? Você é linda, inteligente e tem uma voz incrível! Fora outras qualidades que não vou mencionar, se não ficaríamos o dia todo aqui.
R: Papai não exagera!
L: Mas é verdade minha filha! Por que esse babaca do Finn não ia querer ficar com você? Ele sabe o que você sente?
R: Não! — falei imediatamente.
L: Pois então querida, conte a ele
R: Não pai! Jamais faria isso!
H: Rach meu bebezinho, você ainda tem tanta coisa para aprender nessa vida. Não espere por ninguém, vá atrás das coisas que você quer.
R: Eu sei papai, mas isso é diferente. Olha só, vamos deixar esse assunto de lado. Agora que vocês já sabem de tudo o que queriam saber, será que eu posso voltar para cama?
L: Claro meu anjo, mas não passe o dia todo nela ok? E vamos almoçar fora hoje.
R: Certo pai – falei já subindo a escada.
Quando entrei no meu quarto, eu não sabia o que pensar. Nunca tinha mentindo para meus pais, pelo menos nunca algo nesse nível. Vi meu celular na cama e fui ver o que tinha nele nesse tempo de ausência. A resposta? NADA! E mais pensamentos começaram a rondar:
“Será que ela não foi para a escola também?”
“Será que ela está triste? Ou brava?”
“Por que a Quinn faz tanta merda? E o pior, por que ela é tão inconstante? Parece uma espécie de bipolaridade”!
“Ou será medo mesmo?”
“Rachel Berry pare de tentar achar explicações, ela só está brincando com você, ou algo parecido. Pra ela deve ser uma aventura, ou qualquer coisa que leve emoção a ela!”
“Eu não posso ficar nessa situação! Eu não nasci pra isso! Muita gente na escola quer ficar e até namorar comigo, como o Finn! Será que eu devo dar uma chance ao Finn? Quem sabe aquela idiota acorda!”
“Naaaaão Rachel, você não pode ficar ou namorar alguém só para fazer ciúmes na Quinn! É como se você estivesse brincando com os sentimentos desse alguém, e isso não se faz”.
“Seria bastante interessante! Mas não! Coitado do Finn”
Comecei a me perder nos meus pensamentos, e logo veio o sono. Acabei dormindo...
K: Rachel? – senti cutucadas. – Anda, acorda!
R; hummm – murmurei bastante sonolenta.
K: Barbra, acorde! – abri os olhos, e vi o Kurt sentado na minha cama.
R: Que horas são Kurt?
K: 14:45, matei a última aula para ver você, eu estava preocupado. – sentei na cama.
R: Onde estão meus pais? Íamos almoçar fora.
K: Quando eu cheguei eles estavam assistindo filme na sala de vídeo, me chamaram pra assistir também, mas eu não quis. Me falaram que você está bem, e que foram eles que obrigaram a você não ir a escola.
R: É... você conhece algum tipo de pai que coloca o filho de castigo não o deixando ir a escola? – falei meio risonha.
K: Não, nunca! — falou rindo também.
R: Pois é, eu não consigo entender esses dois.
K: Você não perdeu muita coisa hoje, não teve o clube do coral, o Will está doente.
R: Que bom. Quer dizer, que bom que não perdi nada. Haaaa, você entendeu. – pensei em perguntar se a Quinn foi, mas fiquei com medo dele tocar no assunto sobre o flagra que nos deu, então resolvi olhar pra baixo, o que sempre piorou tudo!
K: Barbra você me deve uma explicação. – falou se levantando e pondo a mão na cintura.
R: Ai mais que merda! – voltei a deitar e cobrir o rosto com o edredom.
K: Rach!!! — me repreendeu.
Ainda com o rosto coberto, eu resolvi falar:
R: Eu estou completamente louca pela Quinn Fabray.
K: O QUE? – Perguntou bastante exaltado.
R: Xiiiii. – Tirei o Edredom do rosto, colocando o dedo na boca, pedindo silêncio. – Kurt calma, acho que aqui não é o melhor lugar para conversarmos sobre isso, vamos sair. – percebi que o Kurt estava completamente sem reação, me ajoelhei e fiquei de frente pra ele. – Kurt olha pra mim – ele obedeceu – Eu sei que está assustado por que eu também estou. Mas depois que eu explicar algumas coisas, você vai entender melhor, mas para isso, precisa se levantar. – O Kurt piscou os olhos, finalmente saindo do transe.
K: Certo Rach, vamos.
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