Sempre Vou Te Amar
9 CAPITULO 9 - Plano
Notas iniciais
Eu e o Kurt fomos a uma lanchonete perto da minha casa, pois estávamos a pé e também não queríamos ir muito longe.
R: Um suco de laranja sem leite, sem gelo e sem açúcar.
K: Para mim você traz uma fatia de torta de framboesa e um café com creme e leite de soja, por favor. — a garçonete foi embora e o Kurt começou a me encarar.
R: Está pronto pra saber de tudo o que aconteceu?
K: Mais do que pronto. E se quer que eu te perdoe por ter me escondido as coisas, é bom não me esconder nada!
Contei tudo que aconteceu, os fatos com a Quinn e até com o Finn, os sentimentos, até meus pensamentos. Depois de mais ou menos 1 hora e meia, eu finalmente concluir.
R: Então, foi isso.
K: Omg, Rach!!! Eu nunca imaginei que minha amiga super heterossexual fo...
R: Heeeeey, eu não sou lésbica!
K: Rachel querida, você se apaixonando por uma mulher, então qual o nome disso?
R: Kurt!!! É diferente...
K: Ok, não vamos rotular certo?
R: Acho ótimo!
K: Mas então o que pretende fazer? Vai chamar ela pra conversar? Vai ignora-la? Vai dar uma chance ao Finn? Ou simplesmente não vai fazer nada?
R: Kurt eu estou conversando com você pra me ajudar, não pra me confundir ainda mais!
K: Desculpa, mas você não pode ficar na inércia! Precisa saber o que vai fazer.
R: Eu posso confessar uma coisa? – kurt afirmou com a cabeça. – Deu vontade de provoca-la, pra ver ate onde esse medo dela vai.
K: E como seria isso?
R: Bom, eu pensei em fazer ciúmes. E pensei em fazer com o Finn. – O kurt continuou me analisando. – não me julgue, eu sei que é terrível. Mas o Finn não é apaixonado por mim, muito menos me ama, ele só me acha bonita, e acha conveniente pra ele um namoro.
K: Ok Rach, eu não vou te julgar, e também acho que o Finn é bem superficial. Mas eu preciso saber como você está com tudo isso, porque até o exato momento, só foi mencionado o medo de QUINN, a insegurança de QUINN. E você Rach? Porque até onde eu sei isso tudo também é bastante novo pra você.
Eu tinha pensado em mim de uma maneira bem superficial, mas naquela hora que o Kurt falou, eu realmente senti o peso de tudo o que aconteceu e ainda estava acontecendo, mas eu não conseguia sentir medo. Mesmo sendo novo para mim também, mesmo eu não sabendo praticamente nada quanto a isso. Demorei algum tempo para responder, e o Kurt pareceu entender.
R: É... Kurt, eu penso tanto nela, penso tanto em ajudá-la, que eu nem parei para pensar no que eu sinto, na minha insegurança. Eu só penso em tirar isso dela, então eu prezo que se não quero que ela sinta isso, não posso me permitir sentir, eu tenho que ser forte por ela, por nós.
K: Uaaaau... Rach, isso é mais sério do que eu pensava. Não sabia que existia essa versão Berry protetora. – falou me fazendo rir.
R: É, nem eu sabia!
K: Então o que vamos fazer?
R: Vamos?
K: Claro! Eu vou te ajudar, estou vendo que esse novo sentimento está sendo favorável para o seu amadurecimento. Nunca te vi tão centrada.
R: Nem eu. – rimos. – Mas eu sinceramente estou em dúvida sobre o que fazer. O que você acha de eu dar uma chance a uma certa pessoa?
K: Malvada!
R: Nem tanto...
K: É verdade! E também que mal faz?
R: Nenhum. Mas tudo tem que ser bastante natural, porque a Quinn é muito esperta. E eu não posso dar bobeira.
K: Verdade. Então quando e como vamos começar?
R: Que tal por uma mensagem agora?
K: To contigo e não abro. – Rimos.
Realmente estava animada, eu sabia que o Kurt conseguiria fazer isso. Será que a nossa ideia ia funcionar? Alguns poderiam chamar de maldade, como Kurt brincou, mas levando em consideração a “grandeza” do sentimento que Finn sentia por mim, e pela minha imensa vontade de ter a Quinn pra mim, não, não pensem isso.
Estava com o celular na mão sem saber o que fazer...
K: Anda Rach, coragem!
R: Ok!
Comecei a escrever...
Fale com o autor