Sempre Vou Te Amar
7 CAPITULO 7 Sem Pensar parte 2
Notas iniciais
Dei a volta no carro e atravessei a rua, ouvindo quando Finn arrastou o carro e partiu. Resolvi olhar para frente já subindo os degraus da porta, me deparei com o inesperado.
R Omg... Quinn?
Quinn estava sentada na escada olhando pra frente e com uma expressão séria, digamos que muito séria! Eu ainda estava um pouco bêbada, mas consegui ser firme. Quando a chamei, ela se levantou, se encostou à madeira ao lado, cruzou os braços, e me encarou.
R: Você está aqui desde quando?
Q: Ha algumas horas, seus pais falaram que você tinha saído, eu ia embora, mas desisti. Por que se assustou? Eu não posso está aqui te esperando enquanto você se diverte com o seu namoradinho? Ou melhor, enquanto você beija aquela maldita boca? – falou bastante exaltada apontando para a rua, mesmo não havendo ninguém lá.
R: Quinn eu não estou muito bem para conversar agora. – acabei me desestabilizando um pouco, o que a fez perceber que eu estava bêbada.
Q: Omg Rachel, você está bêbada! – falou me segurando, evitando a minha queda.
R: Não estou não Quinn, só estou alegre, não posso? Agora deixe de hipocrisia e vá embora, não quero ficar olhando pra sua cara!
Q: Como é que é?
R: É exatamente isso que você ouviu! O que você pensa que eu sou? Um ioiô? Ou qualquer outro tipo de brinquedo?
Q: Eu sei que errei, eu vim para conversar!
R: AGORA QUINN? — gritei praticamente. – Agora você quer conversar? Sinto muito, eu não tenho nada pra falar e com certeza nada para ouvir. Agora vá embora!
Q: Não me diga que isso tudo aqui, é por causa daquele palhaço do Finn!?
R: Isso tudo aqui é por minha causa! E se você quer saber, o Finn não é palhaço, ele jamais faria o que você fez hoje. Ir embora me deixando só, e pior, colocando toda a responsabilidade pra cima de mim! Sua covarde. – a empurrei. – ME DEIXE EM PAZ!
Nesse momento o desespero tomou conta dela! Começou a chorar e tentar me tocar de alguma forma, e eu mesmo bêbada, consegui desviar, até que finalmente conseguiu e me puxou pra perto dela.
Q: Rach me fala que você não quer nada com aquele idiota, me diz que quem você quer sou eu, por favor.
R: Eu quero você Quinn, mas não vou suportar essas suas atitudes, eu não sou um brinquedo, nem um robô que você pode programar de acordo às suas vontades! Eu não vou viver assim, e o que você fez hoje prova a sua falta de sensibilidade e até de sentimento. Então por favor, vai pra casa e me deixe só, do mesmo jeito que fez mais cedo.
Q: Rach não, por favor — falou sussurrando ao meu ouvido. — me desculpa, eu simplesmente não sei lhe dar com isso, eu entrei em desespero. Me perdoa.
Eu ouvia aquilo, e tudo relacionado ao meu corpo e mente estava parando de funcionar, a emoção junto com a bebida causava aquela sensação, eu não queria sair dos braços dela, mas eu precisava, eu não estava em condições de decidir nada, e nem de me deixar levar pela emoção.
R: Depois falamos sobre isso Quinn, agora eu vou entrar. – falei me afastando dos seus braços, e sentindo um vazio nunca sentido antes. – boa noite.
A Quinn ficou me olhando ir embora, e pude ouvir seu choro suave e sofrido. Entrei, fechei a porta, e ali mesmo fiquei esperando ouvir o barulho do carro indicando sua partida. E quando aconteceu, desabei em um choro intenso e bastante alto, o que fez acordar meus pais.
H: Estrelinha o que está acontecendo? – papai falou descendo as escadas rapidamente e se abaixando para me erguer do chão.
L: Ai Jesus, Hiram me dê ela e vá buscar um pouco de água. – papai me passou para meu pai e foi até a cozinha. Senti sendo repousada no sofá.
H: Aqui está. – bebi a água de uma só vez. – calma meu amor.
L: Filha, o que aconteceu?
H: O Finn tentou algo?
L: Fala logo meu doce, por favor.
R: Pai, papai, eu estou apaixonada! Mas eu nunca vou ficar com esse alguém. Vocês me entendem? – comecei a chorar novamente. Papai que eu estava estranha até no modo de falar e com certeza percebeu também o cheiro do vinho.
H: Omg Rach, você bebeu?
R: Bebi, e daí?
L: Hiram, depois falamos sobre isso ok? Acho que a mocinha aqui precisa de um banho frio e cama. – meu pai me carregou novamente e me levou para o quarto. A última coisa que lembro é do papai dando um beijo na minha testa.
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