Sempre Vou Te Amar

6 CAPITULO 6 - Sem Pensar parte 1


Notas iniciais
Desculpa a demora, capítulo duplo pra compensar ;)

O Kurt me levou para casa sem fazer muitas perguntas, respeitando o estado em que me encontrava. Simplesmente não conseguia parar de chorar nos primeiros 30 minutos, depois fui me acalmando, mas a dor permanecia ali, intensa, corrosiva e para piorar sem entendimento nenhum! Como podia existir um ser humano tão instável? Como podia existir tanta insegurança? Eu não tinha respostas, não conseguia compreender, e infelizmente também não conseguia esquecer. O Kurt me levou ate a porta de casa.

K: Rach, temos que conversar, mas eu sei que não tem condições agora. Não se preocupe com o que vi ali, não vou contar a ninguém, não é atoa que você me chama de best friends. – falou dando um sorrisinho meio torto.

R: Obrigada Kurt – Foi a única coisa que consegui falar.

K: Se cuide Rach, eu estou realmente preocupado. – Confirmei com a cabeça e o vi partindo para o carro.

Fui direto para meu quarto, pensei em ouvir música, mas imaginei que seria muito martírio, então resolvi simplesmente deitar e tentar compreender tudo o que tinha acontecido naquele dia. Acabei dormindo...

HIRAM: Filha, acorde! Ande

R: O que foi agora? – falei meio sonolenta, coçando o olho.

HIRAM: Mocinha você anda muito estranha, depois vamos conversar, mas agora levante que você tem visita.

R: Ham? Quem ta ai? – falei me levantando rapidamente, imaginando ser a Quinn.

HIRAM: É o Finn querida. –falou com um sorriso bobo.

R: haaa, o Finn... ta certo papai, eu vou me ajeitar, agora pode ir fazer sala pra ele.

H: Mas que desânimo é esse minha estrelinha?

R: é só sono papai.

H: Certo, não demore!

R: Ok

Papai saiu do quarto e junto com ele a minha esperança de tudo ter sido um sonho. Tive que criar coragem para tomar um banho e sair do quarto.

F: Hey Rach! – falou levantando do sofá enquanto eu descia as escadas. – nossa você é linda até com roupas de casa.

R: Oi Finn, Obrigada e desculpa essas minhas roupas meio despojadas.

F: Tudo bem, eu acho fofinho – deu uma risadinha de canto de boca.

H: Bom eu vou deixar vocês sozinhos. Filha eu vou buscar o seu pai, qualquer coisa me ligue.

R: Tudo bem papai, cuidado. – dei um beijo na testa dele.

H: Tchau Finn, cuide da minha estrelinha.

F: Pode deixar Mr Berry.

R: Papai! – o repreendi.

H: Tchau meninos. – falou saindo de casa.

R: Então Finn, o que faz aqui ? – falei sentando no sofá e finn o mesmo.

F: Eu vim falar com você, saber como você ta e principalmente falar sobre o que aconteceu hoje.

Por um breve momento, eu gelei ao pensar que ele sabia o que ocorreu, mas depois lembrei do que tinha ocorrido antes do Ocorrido, se é que me entendem.

R: Olha Finn, me desculpa eu ter saído da sala daquela forma, é que eu...

F: Rach, você não precisa se desculpar, eu entendo que se assustou, até por que todos na sala não esperavam aquilo. Mas eu vim aqui me expressar de uma maneira mais correta. – eu estava começando a sentir um desconforto, sem saber o porquê. — Rach, eu vivo pensando em você, desde o ano passado, mas antes não era tão forte como agora! Só de está falando isso agora eu estou nervoso. – ele realmente estava. – Eu quero que você me dê à chance de te conquistar, de mostrar pra você tudo o que sinto.

Eu não consegui dizer nada, provavelmente por que eu não estava pensando em nada, eu tentava assimilar tudo o que ele me dizia, e não conseguia minha mente estava em Quinn.

F: Rachel será que você quer jantar comigo hoje?

Eu continuava pensando nela, e então... Claro, eu estava pensando nela, tinha um menino relativamente bem cobiçado da escola se declarando e me chamando pra sair, e eu continuava pensando nela. O que ela fez pra mim naquele dia? Me causou dor! Aliás, ela só tinha feito isso, eu não podia continuar pensando nela, ela não pensou em mim em nenhum momento quando fez aquilo mais cedo. Eu precisava parar de pensar nela.

R: Eu quero! – falei soando um pouco de desespero.

F: Ótimo Rach, nossa que bom! – falou sorrindo.

R: Vou me arrumar ok? Primeiramente que lugar vamos, pra eu saber a roupa que devo vestir? – sorrir meio sem graça.

F: Bote uma roupa elegante, vamos a um ótimo restaurante. Eu vou pra casa me arrumar te pego aqui Às 20:00?

R: Sim, claro.

Finn foi embora igual a uma criança que ganha muitos doces no halloween, e eu fui me arrumar igual a quem se nega a dar os doces e acaba recebendo as travessuras. Eu estava sem entender o porquê que saiu aquele sim se dentro de mim o não era exato. Mas como já tinha feito tudo aquilo se materializar, resolvi encarar com maturidade.

Como tinha dito, o Finn chegou 20:00 em ponto, e fomos até o restaurante. No caminho falamos sobre muitas coisas como, esporte e faculdade, já que era o nosso último ano.

Finn parou o carro e só então percebi onde estávamos. Não conhecia o restaurante, mas a sua localização era bastante famosa, realmente o ele estava disposto a gastar muito naquela noite.

F: Boa noite, reversa Hudson, por favor.

Fomos encaminhados a uma mesa na parte superior do restaurante e com uma vista lindíssima. Fiquei admirada, me perdi com aquela paisagem, comecei a pensar na Quinn, fechei os olhos e pude sentir o seu cheiro, lembrar do seu sorriso, e como algo imprevisível, veio na minha mente todas as coisas de ruim que ela fez, me abandonando nos momentos em que também precisava de explicação, me deixando em apuros com o Kurt. Apertei os olhos com força e fui puxada de volta a realidade.

F: Rach!

R: Hum... Desculpa, me perdi um pouco.

F: Eu percebi! Em que estava pensando?

R: hummm, nada de importante. Me conte Finn, como conheceu esse lindo restaurante? Com essa vista perfeita.

F: Eu vim aqui uma vez com uma garo... – fez uma pausa, percebendo o que tinha dito.

R: Tudo bem Finn, não se importe com isso. – falei dando uma piscadela para ele.

Eu realmente não me importava com aquilo, só me trouxe uma impressão estranha, como se ele fizesse isso com todas que queria conquistar. Enfim...

F: Então o que quer beber e comer? Você ainda não olhou o cardápio.

R: É verdade! Vamos ver... – comecei a analisar as entradas e percebi que o restaurante era vegetariano. – Finn você lembrou que eu sou vegetariana?

F: Claro! – voltei a analisar o cardápio — Sabia que você fica mais linda concentrada?

R: Finn, me prometa que não vai ficar falando essas coisas sobre mim hoje. – falei nitidamente envergonhada.

F: E quando está envergonhada também. – riu

R: Fiiiiinn!!! – o repreendi

F: Ta Bom, eu paro Rach! – O garçom se aproximou

Garçom: Boa noite, qual será a escolha do casal?

F: Rach, você já escolheu?

R: Bom eu não estou com muita fome então eu quero uma salada caeser.

F: E para beber? Não quer um vinho? – aquela pergunta me surpreendeu, uma vez que éramos menores de idade, mas fui esperta e percebi que ninguém ali sabia disso.

R: Ha, claro... tinha me esquecido. Quero uma taça Merlot.

F: Ótima escolha! Por favor, troque a taça pela garrafa e acrescente um Rizzoto de champignon.

Garçom: Sim senhor, vou buscar o melhor merlot da casa.

F: Fico grato. – O garçom se retirou

R: Finn você é louco? Uma garrafa só para nós dois?

F: Rach, relaxa ta bom? — concordei com a cabeça.

O garçom voltou logo depois com a garrafa de vinho, eu e o Finn começamos a beber, e em menos de 1 hora eu já me sentia um tanto quanto, desnorteada, rindo bastante, falando coisas sem sentido, resumindo: EU ESTAVA BÊBADA.

F: Rachel você realmente é uma mulher completa, você está gostando?

R: Claaaaaro Finn. Como não gostar? Olha como estou sorrindo. – mostrei todos os dentes possíveis, provocando uma gargalhada no Finn.

F: Rach o que você sente por mim?

Aquela pergunta me fez lembrar a Quinn, quando invadiu meu quarto e fez essa mesma pergunta. Senti uma raiva dominadora, meu coração ainda doía, e a raiva estava tomando conta cada vez mais, sem pensar nas consequências e nem saber o porquê, eu disse:

R: Eu acho você o homem ideal. – “se eu gostasse de homem! RACHEL que merda de pensamento é esse? Você gosta de homem”.

F: Serio? Então será que podemos sair mais vezes?

Mas prometa que vai deixar vinho pra mim da próxima vez. – falou rindo

R: Em relação ao vinho eu vou pensar no seu caso, e quanto a sair com você de novo é claro que quero Finn. – falei rindo um pouco alto para o ambiente, mas eu não estava preocupada com aquilo.

F: ótimo! Acho que passou da hora de irmos para casa não é?

Finn me ajudou a não pagar mico até o carro, quando entrei, coloquei o cinto e fiquei olhando na janela todo o caminho, parece que Finn adivinhou que eu não queria conversar, pois ele ficou calado todo o percurso, e na minha mente o que se passava?

“Eu não tenho vontade de sair com ele de novo”.

“Mas então o que vou fazer? Ficar me lamentando por aquela...”

“Aquela o quê? Aquela coisa linda, que invadiu minha vida e que só de pensar meu coração já fica prejudicado?”.

“Isso não é hora Rachel Berry, você não pode pensar nela dessa forma, ela te magoou, ela faz isso o tempo todo”.

F: Rach chegamos! – eu estava de olhos fechados, o que fez Finn pensar que estava dormindo.

Estávamos do outro lado da rua não consegui entender o porquê, mas logo que me virei para tirar o cinto, eu pude entender. Ele se aproximou e encostou seus lábios nos meus. Não o empurrei, além de bêbada e com sentindo muita raiva, eu também queria provar para mim mesma que eu poderia ser como antes, e viver bem sem a Quinn. Mas não demorou muito, me afastei, interrompendo o beijo.

F: Desculpa, não pude evitar! – como se eu não soubesse que ele já planejava isso parando do outro lado da rua.

R: Tudo bem, não se desculpe. Eu realmente preciso ir, amanhã temos aula e eu ainda tenho toda uma rotina antes de dormir.

F: Foi bom está com você Rach.

R: Eu digo o mesmo. Boa noite. – falei abrindo a porta do carro.

Dei a volta no carro e atravessei a rua, ouvindo quando Finn arrastou o carro e partiu. Resolvi olhar para frente já subindo os degraus da porta, me deparei com o inesperado.

R Omg... Quinn?

(Continua)

Notas finais
Comentem, e aguardem novas emoções :D bjos