Sempre Vou Te Amar
3 CAPITULO 3 Grande Dia parte 1
Notas iniciais
Acordei com o seguinte pensamento:
“Chegou o grande dia”...
Oi?
“Por que é um grande dia, se é uma sexta-feira comum?”. Não sabia dizer o porquê, mas sentia uma espécie de adrenalina, então fiz a minha rotina matinal e corri para a escola.
Acabei chegando cedo demais, o que significou uma grande espera, 25 minutos pareceram 25 dias, até ver meu cabelinho arrepiado predileto:
Kurt: Rachel Barbra Berry, a senhorita me deve uma explicação...
R: Perdoe-me Kur! Ontem eu não estava com cabeça para ver filmes, dormi logo cedo.
Kurt: Não estou me referindo a isso, quero saber que loucura foi aquela de ontem. — Percebendo minha expressão confusa, completou. — Com a Quinn?
R: Eu também não sei, estou sem entender muita coisa de mim mesma, sabe... — Fui interrompida por uma voz grossa e um pouco arrastada.
Finn: Racheeeel, que bom te ver aqui!
R: Hey Finn, como você está?
Finn: Agora bem melhor com certeza. – Falou abrindo um sorriso enorme e pegando no meu cabelo – Você está linda. –Fiquei um pouco sem jeito, mas conseguir responder.
R: Obrigada Finn, você continua o mesmo não é?
Finn: Não sei, você não quer sair comigo hoje a noite pra descobrir? – Nesse momento Kurt arregalou os olhos.
R: Hoje eu não posso, quem sabe outro dia?
Finn era o tipo de menino que não tinha nada de muito interessante, todavia muitas meninas queriam namorar, pelo simples fato do mesmo ser o capitão e Quarterback de futebol e por ter uma "carinha fofa". Eu não sei dizer o porquê da minha recusa, uma vez que antes de sair do colégio eu tinha uma queda muito grande por ele, não pelos motivos citados. Mas a resposta saiu, como dizem, no automático.
Finn: Nossa! — Notóriamente Finn estava surpreso. — Tudo bem então Rach, qualquer coisa é só falar. – Afastou-se cabisbaixo.
Kurt: Rachel, isso é sério, você precisa de um médico!
R: Kurt, não começa. Você não está me ajudando. — O sinal tocou. – Vamos subir, e tenta me fazer prestar atenção na aula.
Kurt: Sim senhora Barbra!
A aula começou, e nada da Quinn, era aula de física, era pra ela está lá. Comecei a ficar preocupada, até que a vi entrar. Uma saia meio rodada azul, uma blusa branca, e o rosto vermelho.Lembro-me de ter pensado:
"UAAAAU, ela é muito linda! Rachel se concentra, ela é uma GAROTA, e com certeza é hétero! Mas que merda de pensamento é esse? RACHEL, VOCÊ TAMBÉM É HÉTERO!”
Quinn: Licença professor, desculpa pelo atraso.
Professor: Tudo bem Quinn, pode se sentar.
Quinn: Obrigada.
O professor continuou a aula, e eu tratei de tentar concertar o erro do dia anterior, peguei uma folha do caderno, e comecei a escrever um bilhete:
“ Olha, eu sei que está chateada, e tem toda a razão. Me desculpa, eu não sou de agir assim! Você me desculpa?”
Entreguei ao Kurt para que passasse, e depois de mais umas quatro pessoas, chegou ao destino certo. Avistei-a lendo com uma expressão séria, e depois escrevendo algo que não demorou 10 segundos. Finalmente o bilhete voltou as minhas mãos.
“Já disse que está tudo bem ontem, beijos”
Meu coração acelerou, sentindo um misto de raiva e um leve desespero. Ela estava sendo irônica?
Era sexta-feira, e a grade de aulas era curta, quando o sinal tocou, Quinn foi a primeira a sair da sala, e eu a segui! Vi a mesma entrando no banheiro, então sem nem pensar, estava virando um costume, entrei no mesmo instante.
R: Qual o seu problema?- Falei um pouco exaltada
Quinn: Eu que te pergunto. — Girou o corpo e ficou de frente para mim. — Qual é o SEU problema?
R: Como assim? Eu estou tentando me desculpar desde ontem!
Quinn: E desde ontem eu estou tentando te dizer que eu já desculpei.
R: Não parece!
Quinn: Rachel, eu não sei o que se passa na sua cabeça, mas você me tratou muito mal ontem, e o motivo? Eu só fiz elogiar você, sua voz é incrível, e você estava cantando a minha música predileta. Eu vi como me olhou. Você também sentiu a emoção da música, iai do nada você me fornece uma graciosa patada! – Percebi que seus olhos estavam cheios de lágrimas. – Então o que quer que eu faça?
R: Nada! – Falei já indo ao seu encontro, imprensando-a na porta e juntando os nossos lábios.
Não sabia o porquê, nem como eu estava fazendo aquilo, mas enquanto seus lábios estavam fixos aos meus, eu só conseguia sentir o meu coração acelerar e meu estômago revirar, até que percebi o que estava acontecendo, e me afastei bruscamente ainda de olhos fechados. Abri os olhos percebendo a mesma expressão em Quinn, e só consegui ter ação de empurrá-la e sair correndo.
Fui para casa me sentindo como nunca antes, envergonhada, assustada, mas principalmente com medo! Medo da reação de Quinn. Chegando em casa fui até a cozinha a fim de tomar um copo com água. A campainha tocou antes que chegasse ao meu destino. Dei meia volta abrindo a porta distraída, envolta nos meus pensamentos.
R: QUINN?! — Encontráva-me com a boca escancarada, afinal a dona dos meus pensamentos estava na minha frente, na porta da minha casa. Engoli o bolo que se formava em minha garganta.
Quinn: Onde é seu quarto? – Falou já me empurrando e entrando em casa.
R: Lá em cima, por que?
Quinn: Aonde exatamente Rachel?
R: Terceira porta a esquerda. – Falei ainda com a respiração prejudicada.
Quinn: Ótimo, me acompanhe. – Falou se dirigindo as escadas sem olhar para trás.
Fiz o que me pediu. Quando chegamos ao meu quarto ela entrou, esperou que eu entrasse e fechou a porta.
Quinn: Seus pais estão em casa?
R: Não. – Falei nervosa, de cabeça baixa e já começando a ficar assustada. – Olha me desculpa por mais cedo, eu não que...
Quinn: Olha pra mim Rachel. – Me interrompeu. Continuei com a cabeça baixa. — Olha pra mim agora. – Finalmente obedeci. — Me diz o que você sente.
Eu saí de mim, meu coração simplesmente se perdeu com seus batimentos, esqueci de respirar, fechei os olhos apertando-os com força. Finalmente criei coragem, abri meus olhos, olhei nos olhos dela, peguei sua mão e coloquei no meu coração...
(Continua...)
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