Sempre Vou Te Amar

4 CAPITULO 4 Grande Dia parte 2


Notas iniciais
Espero que gostem :)

Quinn: Olha pra mim Rachel. – continuei de cabeça baixa- Olha pra mim agora. – finalmente obedeci- me diz o que vc sente!

Criei coragem, levantei a cabeça, olhei nos olhos dela, peguei sua mão e coloquei no meu coração...

Não precisei dizer mais nada, Quinn eliminou completamente o espaço entre nós, avançando com veracidade sobre meus lábios. Pude sentir uma leve mordida, fazendo com que eu abrisse espaço suficiente para que ela invadisse com sua língua, um pouco devagar, mas foi questão de segundos até que o ritmo aumentasse! Quinn me beijava com muita fome, e eu retribuía da mesma forma, ela começou a me apertar, parecendo que sua vontade era tornarmo-nos uma só. Sua mão desceu mais um pouco e apertou minha cintura o que me fez soltar um leve gemido. Lembro-me de ter ficado mais quente no rosto por causa disso, porém não me importava, estava bom, estava muito bom, até que...

Quinn: Deus, Rachel!!! – Disse se afastando com a mão na boca me encarando. – Como isso...

R: OMG, Quinn, vc se arrependeu? – Falei um pouco frustrada com sua reação.

Ela continuou me encarando, e seus olhos começaram a marejar, isso já estava me preocupando. O engraçado é que em momento nenhum, durante e depois daquele beijo, eu pensei em mim, nem no que aquilo representava para mim, nem como eu estava me sentindo... Eu só consegui pensar nela. E com a reação que a mesma teve, pude sentir todo o medo que jamais pensei que habitaria em mim um dia.

R: Quinn?

Q: Olha você não pode contar para ninguém, se meus pais souberem disso eu serei expulsa, ou até pior!

R: Quinn, vc não preci ...

Q: Rachel, eu falo sério, ninguém pode saber. — Interrompeu. — Você não tem ideia do que pode acontecer!

R: OK QUINNIE! NÃO SE PREOCUPE, EU VOU ESQUECER O QUE ACONTECEU, TUDO BEM PRA VOCÊ? – Ela me olhou, percebendo o que tinha acabado de fazer, e tentou se aproximar. – Não Quinn, não precisa fazer isso, eu estou bem ok? – Falei indo em direção à porta. – Agora eu vou descer, pode ficar a vontade.

Q: Rachel, eu... – eu já estava na escada, não pude escutar mais nada.

Meus olhos insistiam em lacrimejar, fui pra cozinha me sentei no banco apoiando os braços no mármore, e explodi em um choro silencioso, porém contínuo. Meu coração doía de uma forma estranha, muitas emoções descobertas e vividas, e não conseguia entender nenhuma delas. Só sabia que precisava chorar.

Ouvi o ruído dos seus sapatos na escada, e me levantei rapidamente , abrindo a geladeira fingindo que estava procurando algo. Não precisava, pois a porta de saída bateu logo após... Ela tinha ido embora! Foi o som mais doloroso e cruel, me joguei no sofá da sala, e voltei a soluçar entre lágrimas, até pegar no sono.

(...)

Hiram: Filha? Rachel docinho, acorde, vá para sua cama.

R: O que? Cadê ela?

Hiram: Ela quem meu amor?- Só então percebi que não estava no meu sonho.

R: Ninguém papai. Que horas são?

Hiram: Meia noite e vinte, por que ainda está com a roupa que foi para escola?

R: Acabei pegando no sono, vou para meu quarto. O pai chega quando?

Hiram: Só no Domingo meu anjo.

R: Ok papai! Boa noite

Hiram: Boa noite filha.

Cheguei ao meu quarto e o cheiro dela estava por toda a parte, dormir naquele quarto não era uma opção. Lembrei-me do celular e fui conferi-lo. Duas chamadas não atendidas e uma mensagem, tudo do Kurt. Meu coração tinha um buraco enorme, comecei a me desesperar novamente, mas tive que me conter, precisava esquecer.

Depois de certa luta, consegui dormir.

(...)

Estava chovendo quando abri meus olhos, eram 07h45min AM, tentei dormir novamente, pois era sábado... Sem sucesso! Levantei e fiz minha rotina matinal, quando desci para tomar café encontrei o Kurt conversando com o papai.

Hiram: Bom dia florzinha!

R: Bom dia papai, o que faz aqui Kurt?

K: Bom dia pra você também Rach!

R: Desculpa... Bom dia!

K: Eu vim buscar minha amiga para irmos a casa de Mercedes, vai todo mundo para lá, está marcado para nove horas, e são oito e meia, então vamos.

R: Não, eu não vou, quero ficar em casa hoje.

K: Rachel Barbra Berry, eu vim te buscar e você vai!

Hiram: Que desanimo é esse minha estrelinha?

K: É! Eu também quero saber!

R: Se eu for você para de me encher de perguntas?

K: Por hoje sim. – Falou dando uma piscada para papai. – Haaa, e não precisa comer nada, tem um belo café da manhã nos esperando.

R: Pra que tudo isso?

K: Rach, você precisa de um médico! Hoje é aniversário dela!

R: Hoooou, claro, nossa Kurt, eu não comprei nada.

K: Eu também não, a gente para em algum lugar no caminho.

R: É boa ideia! Então vamos. — Peguei meu casaco. — Tchau papai. – Entreguei-lhe um beijo.

H: Tchau meu amor,divirta-se, e não precisa chegar cedo em casa.

R: Expulsando-me?

H: Quase isso querida. – falou rindo, fazendo o kurt rir também.

Fomos até uma loja, eu comprei um CD do 30 seconds to mars, e o Kurt uma boina branca com pintinhas pretas, e depois partimos para a casa da Mercedes.

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Mercedes: Kuuuurt, Raachel! Que bom que vieram! – Falou nos abraçando.

K: Parabéns velhinha! – Disse entregando o presente.

M: Wounn Kurt, não precisava.

R: E agora sou eu, Parabéeeens! – Falei rindo, abraçando-a e entregando meu presente, o que a fez soltar um grito.

M: Racheeel, como adivinhou?

R: Um passarinho verde me contou.

M: Haaa claro, verde e de cabelos arrepiados. – Falou provocando risos nos que estavam presentes.

R: Exatamente!

M: Só faltavam vocês. A Quinn ligou, dizendo que não poderia vim. – Aquilo gelou meu estômago, e me deixou um pouco zonza. – Mas mandou abraços para todos.

R: Ela está bem? Aconteceu alguma coisa?

M: Parece que acordou com enxaqueca ou algo assim. Agora vamos comer, todos podem se servir.

Aquilo me deixou definitivamente sem apetite, a Quinn estava me evitando, eu tinha que fazer algo, mas o quê? Eu nem sabia onde ela morava e mesmo que soubesse o que eu ia dizer? “Não fique assim, eu não vou contar nada a ninguém”? ou, “ Eu gostei tanto, por que você teve essa reação”? Não, eu realmente não podia fazer nada.

O dia foi tranquilo, pude me distrair um pouco, mas não passava mais de 1 minuto sem que ela invadisse a minha mente, provocando uma sensação estranha dentro de mim. Quando foi chegando perto da hora do almoço, todos começaram a ir embora. O Kurt e o Blaine me deixaram em casa e foram almoçar na casa dos pais do último. Quando cheguei em casa papai estava no sofá com...

Quinn???

R: QUINN? O que você...?

H: Oi querida, a Quinn chegou a poucos instantes, estava fazendo sala pra ela! Agora que você chegou, vou para meu quarto terminar o projeto.

Q: Obrigada pela companhia Sr. Berry.

H: O prazer foi todo meu. – disse retirando-se para o andar de cima.

Enquanto papai subia, eu não conseguia tirar os olhos dela, estava de cabelo solto, os olhos com um forte contorno preto, com uma saia jeans e uma blusa azul. Estava Linda...

Q: Eu vim me desculpar por ontem.

R: Tudo bem Quinn, eu nem lembro mais o que aconteceu ontem, pode ficar tranquila. – Falei automaticamente, ainda parada no mesmo lugar.

Q: Rachel, eu sei que não esqueceu, porque eu também não consegui. Desculpe-me pela reação, eu não sei se você sabe, mas minha família é cristã, e muito fanática, e eu fui criada dessa forma. Então quando aconteceu tudo aquilo eu não pude evitar o desespero.

R: Certo Quinn, eu já entendi, de verdade!

Q: Você pode sentar aqui perto de mim? – Meu coração acelerou brutalmente.

R: Claro – Fiz o que pediu.

Q: Eu estou assustada, admito isso, – falou pegando a minha mão – mas, não se afasta de mim, por favor! Eu não consigo parar de pensar em você desde o dia em que vi você chegar naquela maldita escola. Quando você cantou... Nossa Rachel, eu achei que meu coração ia parar, e quando me beijou, eu queria parar tudo e ficar ali para sempre, e eu não sei te dizer o porquê disso. – Começou a chorar e apertar cada vez mais a minha mão. – A única coisa que eu tenho certeza é que não quero me afastar de você.

R: Quinn, – ela me olhou e eu só tive a reação de abraça-la. Parecia tão frágil, o que era algo muito contraditório, pois a postura que esta passava na escola era completamente segura. Me afastei um pouco interrompendo o abraço – Você não precisa ficar assustada.

Q: Como você consegue ficar tão calma?

R: Sabe que eu não sei? Porque eu também desconheço tudo isso, mas sinceramente não sei como estou conseguindo manter a calma.

Na verdade eu sabia, era algo que não dava pra controlar, ela estava insegura, frágil e muito amedrontada, então eu não podia me dar ao luxo de ficar da mesma maneira, eu precisava estar forte, por ela. Nossa, eu realmente estava me apaixonando pela Fabray. Quinn, interrompeu meus pensamentos.

Q: Rachel, você é linda! – só com tais palavras percebi que depois do que eu falei, fiquei calada olhando para ela perdida nos meus pensamento. Com certeza fiquei vermelha nesse momento.

R: Ouvir isso de você parece até piada, porque você... OMG, você é perfeita. – É! Falei em voz alta...

Q: Me beija!

Avancei sobre ela com todo o meu desejo, não pensei em mais nada, minha mão a puxou pela nuca, e nosso lábios se uniram, e no mesmo momento ela deu o espaço para que minha língua invadisse, o que causou alguns gemidos das duas partes. Sentir sua língua na minha, era como sentir prazer sem limites. O beijo começou a ficar violento, eu esqueci onde estava e subi nela, imprensado minhas pernas no seu quadril. Enquanto me beijava, suas mãos apertava minha cintura, e as minhas seu cabelo e nuca, era algo que não dava pra parar, mas parou! O meu celular tocou, fazendo com que despertássemos do transe vivido. Pulei do seu colo assustada.

R: Desculpa, eu não consegui me controlar. — Peguei o celular do bolso e desliguei a chamada.

Q: Não peça desculpa, eu quis muito isso! – Falou ofegante, travando seus olhos na minha boca.

R: Quinn, não podemos ficar sozinhas.

Q: Não estamos sozinhas, seu pai está lá em cima.

R: Ai meu Deus, eu tinha esquecido completamente. – Falei provocando risos na Quinn.

Q: É melhor eu ir, tenho que visitar minha irmã, foi muito bom conversar com você Rach... – Ela me chamou de Rach e aquilo prejudicou minha respiração. — Estou mais tranquila, e ao mesmo tempo mais desesperada, é algo complexo.

R: Eu entendo, acontece algo parecido comigo também.

Q: Nos falamos mais tarde?

R: Claro...

Q: Tchau – Falou me dando um beijo no canto da boca.

R: Tchau.

Fiquei observando-a sair, com aquele andar provocante. Fechei a porta e me joguei no sofá, onde o cheiro dela estava impregnado, então resolvi ficar ali mesmo, com minhas lembranças, revivendo as sensações!

Notas finais
O que vai acontecer depois desse grande passo? Não deixem de acompanhar ... Coisas inesperadas irão acontecer... COMENTEM ^^ Beijosssss