Sempre Vou Te Amar
11 CAPITULO 11 Covarde
Notas iniciais
Quinn puxou meu braço me fazendo voltar. Parei a menos de 3cm de distância da mesma, um pouco assustada. Pude perceber o risinho do Kurt de satisfação, e a confusão estampada na expressão do Finn.
Q: Você está namorando com esse idiota?
F: Desculpa?
Q: Responde Rachel!
Minha voz simplesmente sumiu. Eu não conseguia parar de olhar para ela e para o Kurt! O Kurt estava surpreso tanto quanto eu. Eu sabia que tinha que falar algo, mas eu não conseguia!
F: Será que alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Finn falou alto, o que pareceu despertar o medo na Quinn novamente.
Q: Não é nada Finn, eu só acho que você não é pra Rachel, e eu sinceramente achava que ela ia querer ter algo com, com me-meu amigo, mas deixa isso pra lá! – falou olhando pra baixo, se distanciando um pouco de mim.
Eu não consegui acreditar no que ouvia, olhei pro Kurt imediatamente, e ele também não gostou muito do que ouviu. Quinn simplesmente não conseguia olhar pra mais ninguém.
F: Que amigo é esse Rach?
R: Nin-nin-ninguém interessante. – falei saindo da inércia. Respirei fundo tentando criar coragem para o que ia dizer – E o Finn não é o idiota da história Quinn, o seu amigo que é um covarde. – ela apertou os olhos e os direcionou a mim em seguida.
Q: É ele as vezes tem disso. – deu um sorriso meio sem graça.
F: OK! Vamos Rach, se não perdemos o filme!
R: Vamos sim. Kurt eu te ligo quando chegar, e desculpa por hoje.
K: Tudo bem Rach, se divirta. – falou olhando para mim com uma expressão de “eu sinto muito”.
...
R: Desculpa por aquilo.
F: Tudo bem Rach, eu só não sabia que estava conhecendo outra pessoa, e também não esperava aquela ação da Quinn. – ele me olhou esperando uma negação quanto a “outra pessoa”, mas não teve resposta. – e obrigada por me defender
R: hmmm, eu só falei a verdade... – foi o máximo que pude dizer, causando o risinho de lado típico do Finn.
F: Então você prefere pipoca doce ou salgada?
R: Salgada, por favor.
Finn se dirigiu a mulher que esperava o pedido e eu me perdi nos pensamentos mais uma vez...
“Por que ela tem que ser tão covarde?”
“Ela é tão linda com ciúmes”
“Mas Rach, para de pensar nisso, ela foi covarde mais uma vez”
“Eu a quero tanto...”
“Deus, eu tenho que investir mais nisso, ela quase perde o controle.”
“Ela precisa ser encurralada, não ter opção.”
“Mas isso é errado”
“Não é como não ter o que fazer, é como se eu precisasse fazer com que ela enxergasse que esse medo não vai levar felicidade a ela.”
“Eu quero tanto ser o motivo da felicidade dela...”
“Eu quero fazê-la feliz.”
F: Então vamos?
R: Haaa, sim! Claro...
O filme estava na metade quando o Finn tentou se aproximar para o beijo. Em alguns segundos eu tive que pensar se eu faria aquilo. Bom, eu tinha que dar o primeiro passo para aquela grande caminhada, que seria ter a Quinn pra mim, completamente e incondicionalmente. Eu necessitava ser forte e precisa, para que tudo que estava fazendo não se tornasse em vão! Então, me deixei ser beijada, mas eu só pensava nela...
...
F: Iaí? Curtiu o filme? – falou pegando na minha mão enquanto saíamos do cinema.
R: Claro! Como não amar um musical? – falei mesmo sem ter prestado atenção nenhuma. Minha mente estava nela.
F: Eu imaginei que gostava, e ainda bem, por que eu também acho muito bom. – ele continuava forçando aquilo.
Namorar o Finn, não seria nada fácil!
...
Chegamos à minha casa, e o Finn deu a entender que queria entrar, mas me fiz de desentendida, pois além de meus pais estarem em casa, devido ao carro estacionado na frente, eu queria ficar sozinha para processar tudo o que tinha ocorrido e tudo o que estava por vir.
R: Foi muito bom ter te visto hoje. Obrigada pela noite...
F: Eu que agradeço a você, eu realmente estou feliz por ter me dado uma chance de te conquistar. Você não vai se arrepender Rach... – falou me dando um selinho.
R: Até amanhã!
Saí do carro e entrei em casa, indo diretamente para o meu quarto, para evitar interrogatórios. Deitei na cama, e meus pensamentos foram sequestrados... Quinn conseguia me fazer viajar por uma eternidade se fosse permitido. Eu não conseguia sentir raiva das atitudes idiotas dela, eu ficava magoada, triste, mas raiva? Não, eu não podia chamar aquilo de raiva! Relembrei nossos beijos, nossas trocas de olhares. Como a Quinn podia sentir tanto medo, mesmo depois de tudo o que era transmitido pelos nossos olhos? Era algo que envolvia certeza, cuidado, carinho, segurança. Só de olhar para aquele ser tão sublime e delicado, o meu corpo e mente eram completamente danificados por ondas de sentimentos diversos. E eu gostava, gostava de sentir aquilo! Era algo novo, ninguém nunca tinha me provocado a esse ponto. Eu não sei dizer o nome do que surgiu quando a vi pela primeira vez, e me arrisco a dizer que eu era a primeira a criticar o tal do “amor, a primeira vista”. Naquele momento em que me perdia em um mundo de lembranças, eu não sabia que era amor, mas eu já sentia que era a coisa mais forte que eu já tinha sentido em toda minha vida. E a certeza que eu alimentava a todo o momento é que eu precisava daquela sensação por muito tempo, semanas, anos, e por que não para todo o sempre?
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