Sempre Vou Te Amar
12 CAPITULO 12 - Fugindo
Notas iniciais
...
K: Você vai ter uma grande luta pela frente Rach. Realmente o medo dela parece não ter tamanho.
R: Que bom que você me entende. Ontem por um momento eu achei que conseguiria vencer antes do que imaginava e que não precisaria me sacrificar tanto namorando o Finn.
K: Ham? Sacrifício?
R: Olha Kurt, eu não sei o que aconteceu nem está acontecendo comigo, eu só posso te afirmar que não vejo mais graça no Finn, e nem em nenhum garoto nessa escola. E também o Finn não ajuda.
K: Como assim ele não ajuda?
R: Ele é forçado se é que me entende.
K: Não eu não entendo.
R: Me diga um nome aqui da escola que não saiba que eu sou completamente fascinada por musicais? Shows, filmes, peças teatrais?
K: Absolutamente ninguém, até quem não convive sabe disso.
R: Pois é. O Finn fingiu não saber! E pior... Fingiu que também gostava de musicais e tudo o que eles representam. – minha expressão era de nojo.
K: Hmmm... É, isso deve ter ficado feio. – falou pegando o livro de Biologia e folheando enquanto aguardávamos a chegada do professor.
R: Pois é, mas isso me dar forças para prosseguir. Saber que ele mente, e deixa de ser ele mesmo só pra me agradar. No ano passado a Mercedes me contou que ele conversou com o Puck sobre namoro no meio de todos, e que o significado pra ele é bem distorcido.
K: Como assim?
R: Segundo Mercedes, o Finn deixou bem claro que para alguém namorar uma mulher, é só fingir que aceita todas as imposições, até o momento em que o homem percebe que pode impor algo, ou seja, quando a mulher já esta “caidinha” por ele. Além de nunca expor pensamentos e nem a vida dele, pois mulher que sabe demais não presta. Eu gosto dele Kurt, mas não é além de admiração e tenho medo de daqui a um tempo nem isso eu sentir.
K: Nossa, nem eu sou tão machista. – falou causando rindo em nós dois.
R: Só você para me fazer rir agora viu!?
K: Que bom que consigo. Não quero te ver triste Rach.
R: Eu não vou ficar. Vou atrás do que quero. Ainda mais com você do meu lado. – apertei suas bochechas brancas e macias. – Sua pele é como pêssego Kurt.
K: Eu sei! Muitas horas perdidas para ela. – falou rindo – e quanto a está com você, pode ter certeza que isso é uma constante. – nos abraçamos e pude me sentir segura.
Tínhamos as mesmas aulas naquele dia, então ficamos juntos. Eu consegui prestar atenção na maioria das aulas. Estranhamente eu era dona de uma tranquilidade inexplicável. Algo me dizia que tudo ia ficar bem, eu não sabia bem o porquê de sentir aquilo, mas podia ter uma noção. As atitudes e palavras do Finn, junto à reação que a Quinn teve no dia anterior, eram suficientes. Saber que o que despertei na Quinn foi grande o suficiente para ela não conseguir se controlar, mesmo recuando depois, mesmo lutando contra tudo o que sentia naquele momento, ainda sim, era válido. Eu sentia vontade de dizer pra ela, que tudo aquilo era uma mentira, que quem eu queria era ela. Mas ela não estava pronta para isso, e se eu realmente a quisesse eu precisava ser paciente e bastante forte.
Não houve clube do coral, pois Will ainda estava doente. Na hora de ir para casa encontrei Finn apoiado no meu armário...
F: Hey Rach, como foi seu dia? – falou se afastando do armário para que eu pudesse guardar meus livros.
R: Bastante produtivo, e o seu? – perguntei sem olhar pra ele, entretida com a organização dos livros.
F: Mais ou menos, estava com saudade do seu beijo. – lembro-me de ter pensado: “sério isso?” – Então o que vai fazer hoje à tarde?
R: Vou estudar. Tenho muita coisa pendente.
F: É verdade. Eu acho que vou aproveitar pra estudar também.
Nesse momento Quinn apareceu no final do corredor, andando daquele jeito que só ela sabia fazer, conversando com Tina e Mercedes. Minha respiração falhou, e eu percebi que não estava escutando absolutamente nada do que Finn falava.
F: Rach?
R: Sim? Desculpa... Olha eu realmente tenho que ir.
F: Tudo bem! Posso te ligar hoje?
R: Sim, claro. Até amanhã Finn. – Dei um beijinho no rosto nele.
Eu precisava sair dali, não estava fugindo, mas qualquer encontro em que não fosse ter o resultado que eu desejava tinha que ser evitado. Bom, esse era o meu pensamento. Para ir embora eu precisava passar por elas, então...
M: Raaaachel! Iaí garota? Não te vi por hoje.
R: Oi meninas – não olhei para Quinn. – É, nossas grades não se encontraram hoje.
M: Você está pálida. Está tudo bem? – senti um frio na barriga.
R: Está sim, deve ser fome, não comi direito hoje.
T: Pede pro Finn cuidar de você. – Tina falou provocando risos na Mercedes.
R: Ham? Mas o que...
M: O Kurt já nos atualizou querida. Por que você queria esconder isso?
T: Pensei que nunca fosse ver vocês juntos.
R: Ok meninas, seja lá o que o Kurt disse, nós não estamos namorando. – percebi a merda que estava fazendo, tentei corrigir. – Ainda... – pronunciei quase sem voz, meio cabisbaixa.
M: Nossa Rach. – falou eufórica.
T: Até pretensão de namoro.
M: Desejo sorte, e pode contar com a gente.
R: Obrigada meninas. Agora eu realmente preciso ir.
T: OK, até amanha.
R: Tchauzinho – falei já me distanciando e resistindo a tentação de cruzar nossos olhares, pois sim, ela não tirou o olho de mim.
M: Mande um beijo pro Finn. — Gritou para que eu pudesse escutar, seguido pro risos típico Mercedes.
Não demorou 5 minutos para que meu celular revelasse uma mensagem.
“Você não pode fazer isso comigo, eu quero você! – Q.”
Meu coração acelerou ao ponto de achar que morreria ali mesmo. Parei, encostando-me ao carro, pois estava me tremendo e com a respiração bastante falha. Fechei os olhos... Minha vontade era de sair correndo para os braços dela. Mas eu não podia, eu precisava me sentir segura. A Quinn tinha provado, e não foi uma vez só, que não estava pronta pra o que quer que seja relacionado a mim, me colocando sempre em situações complicadas e não assumindo as consequências dos seus atos. Ela precisava ser desafiada. Ela precisava ter palavra... Eu não sabia se deveria responder, mas não consegui.
“Quem fez isso com você, foi você mesma! Eu não posso arriscar... Preciso calar! – R.”
O coração doeu, mas era preciso!
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