Sempre Estarei Aqui Por Você
4 Capítulo 4 - Lágrimas
Notas iniciais
Olá pessoas!
Sexta-feira chegando, e com ela, mais um capítulo pra vocês!
E já lhes adianto: se forem com eu (manteigas derretidas que choram fácil, fácil... rsrsrsrs), já preparem os lencinhos de papel ao fim do capítulo, é um tantinho emotivo...
Ah, antes que eu me esqueça... obrigada pela recomendação mega fofa AliceWithlock! Amei!!!! ♥
Sexta-feira chegando, e com ela, mais um capítulo pra vocês!
E já lhes adianto: se forem com eu (manteigas derretidas que choram fácil, fácil... rsrsrsrs), já preparem os lencinhos de papel ao fim do capítulo, é um tantinho emotivo...
Ah, antes que eu me esqueça... obrigada pela recomendação mega fofa AliceWithlock! Amei!!!! ♥
– Jasper... Posso te fazer uma pergunta? – diz Caroline, ao vê-lo embarcar no carro e prender o cinto de segurança.
– Além dessa? – diz ele, divertido. – Sim, além dessa – ela responde, girando os olhos. – Claro, pergunte – Jasper responde, dando partida no carro e deixando o pátio do hospital. – Bem... por que estava dormindo no sofá? Por acaso te derrubei da cama? – Você ronca – diz ele, simplesmente. – O quê? – Caroline diz, indignada. – Eu não... eu não ronco, Sr. Whitlock! – completa, cruzando os braços e fazendo um biquinho. – Mas é claro – uma curta pausa – que não, Srta. Forbes. Estou apenas pegando no seu pé! Sabe que fica linda quando está brava? – ele pergunta, acariciando o rosto dela enquanto aguardava o sinal abrir. A garota sentiu um arrepio involuntário percorrer seu corpo ao simples toque de Jasper em seu rosto, desmanchando o biquinho de indignação em seguida e substituindo-o por um sorriso. Não pode deixar de encará-lo no instante seguinte, perdendo-se momentaneamente no olhar repleto de carinho e cuidado que ele lhe dirigia, esquecendo por alguns segundos de que respirar ainda era necessário. Instantes depois, puderam ouvir o som de uma buzina sendo tocada insistentemente, tirando-os de seu pequeno mundo particular e fazendo-os perceber que o sinal abrira. – Você ainda não respondeu minha pergunta – diz Caroline, após alguns minutos de silêncio. – Bem, deixe eu te fazer outra pergunta primeiro. Como acha que eu consegui as roupas que você está vestindo? – Na verdade... Não havia pensado nisso! – a garota responde, envergonhada. – Fiquei tão encantada com seu gesto e com os presentes, que nem questionei quando e como arranjou isso tudo. Me desculpe... – Hei, tudo bem! – Jasper responde, envolvendo a mão dela com a sua por alguns instantes, mas sem desviar os olhos da estrada. – Bem... deixe-me explicar direitinho então. Como acordei cedo, liguei para a minha irmã e pedi a ela para entrar em contato com uma de suas amigas, Rosalie McCarty, que é dona de uma das lojas mais bem conceituadas da cidade. Ela aceitou me atender num horário diferenciado e me ajudar com as compras. Agradeça a ela pelo bom gosto! – diz ele. – Quando voltei ao hospital, você ainda estava dormindo, e como não queria acordá-la, me acomodei no sofá e acabei cochilando. – Não teria me importado se tivesse me acordado... – Caroline comenta, baixinho. – Mas fico feliz por não ter te derrubado da cama. Seria vergonhoso demais! – completa ela, aos risos. * * * * * O restante do caminho até o apartamento de Jasper seguiu num clima divertido e conversas agradáveis. Em pouco mais de vinte minutos, pois dessa vez o rapaz respeitara os limites de velocidade, já estavam a caminho do elevador que os levaria ao terceiro andar. – Acho que estamos atrasados – Jasper comenta, vendo os números dos andares passando pelo mostrador. – Atrasados para quê? – Caroline pergunta, visivelmente curiosa. – Pedi para minha irmã vir para cá às dez horas, e se o carro dela já está lá embaixo, quer dizer que estamos atrasados – ele responde, ao ver a porta do elevador se abrir. – E isso é muito ruim? – a garota pergunta, apreensiva. – Só se ela resolver cobrar por seus honorários – ele responde, aos risos. – Seu bobo! – diz a loira, dando um tapa no ombro dele. – Já estava ensaiando as desculpas por deixá-la esperando. – Aí está você irmão! – diz Bella, abrindo a porta no exato momento em que os dois paravam em frente ao apartamento – E está... sorrindo? – pergunta ela, encarando-o surpresa. – Oi para você também! – diz Jasper, puxando-a para um abraço – Care, esta é minha irmã Isabella, e Bella, esta é Caroline, a amiga de quem lhe falei mais cedo. – Prazer em conhecê-la, Isabella! – O prazer é meu, Caroline – a morena responde, estendendo a mão para cumprimentá-la – Mas, por favor, me chame de Bella, tudo bem? Isabella é muito formal, e de Isa só o Jazz tem coragem de me chamar. – diz ela. – Temos uma diferença de três anos de idade, e quando meu irmãozinho estava aprendendo a falar, não conseguia dizer meu nome completo, então me chamava de Isa. – Bella continua, aos cochichos. – E mesmo depois de ter aprendido todas as palavras, ele continua me chamando assim, seja para me irritar ou para pedir alguma coisa. – Já chega de me envergonhar, não acha? E também não tenho culpa de nossos pais terem te batizado com um nome tão comprido – diz Jasper, cruzando os braços. – E será que podemos entrar no meu apartamento? – Ah, claro! – diz Bella, dando passagem para que eles entrassem. – Finjam que estão em casa. Aliás, vocês querem chá de hortelã? Acabei de fazer e está quentinho. – Como você tem coragem de me oferecer essa água de capim dentro da minha própria casa? – pergunta ele, indignado. – Só pra te ver irritadinho – ela responde, aos risos. – E você Caroline, quer uma xícara? – Acho que... agora não – a garota responde. – Mas obrigada, Bella.
– Tudo bem! Vou buscar uma xícara para mim e já volto – diz ela, dirigindo-se para a cozinha. Enquanto a irmã não voltava com o chá, Jasper conduziu Caroline até o sofá, sentando ali e puxando-a para sentar ao seu lado, envolvendo o corpo dela com um dos braços para que ficasse confortável. – Sei que deveria ter falado com você primeiro, mas... – ele começa, sem coragem para encará-la. – Talvez você não aceitasse a sugestão e... – Do que está falando? – a garota pergunta, confusa. – Bella é advogada – ele responde. – Ela sabe exatamente o que fazer pra você se ver livre do Damon de uma vez por todas. Ele machucou você, Caroline, e precisa responder por isso. – Jasper, eu... eu não... eu não posso. Desculpe! – diz Caroline, desvencilhando-se dos braços dele e colocando-se de pé. – Ei, calma! – diz ele, postando-se ao lado dela rapidamente. – O que ele disse a você? Damon fez alguma ameaça? – ele pergunta, ao ver os olhos dela rasos d’água. – Seja o que for que ele tenha dito – diz Bella, aproximando-se com uma xícara nas mãos, a expressão séria, – podemos contornar toda a situação. O que você não pode é deixar de denunciá-lo, Caroline. – Além do mais, podemos mantê-la em segurança. Temos nossos contatos, e Damon não chegaria até você – diz Jasper, erguendo o rosto dela até seu olhar encontrar o da garota. – Contatos? Que tipo de contatos? – Jazz é investigador da Polícia – Bella responde, antecipando-se ao irmão. – Digamos que nossa família é amplamente adepta da “lei e ordem”. E isso nos proporciona certos contatos muito úteis... Agora, o que acha de me contar tudo sobre esse crápula que machucou você? Caroline olhou da moça de cabelos escuros e ondulados para Jasper, buscando algum apoio, e ele apenas acenou, encorajando-a a seguir com sua irmã e contar-lhe tudo. Em seguida, o rapaz aninhou a loira em seus braços carinhosamente, depositando um beijo em sua testa antes que ela seguisse com a advogada até o quarto, onde poderiam conversar com mais calma. * * * * * Jasper sentia a cabeça girar, enquanto algo quente e viscoso encharcava seus cabelos. Abriu os olhos com algum esforço, tentando focalizar a esposa e a filha, mas estar de cabeça para baixo dificultava um pouco as coisas. – Jasper... – era a voz de Alice, que não passava de um sussurro – Vocês são... a minha... vida – uma curta pausa. – Não esqueça disso... meu amor. – Alice! – diz Jasper, o desespero tomando conta dele – Alice? Fale comigo... minha querida. Alice? Mas ela não respondeu, o que o deixou ainda mais em pânico. Não podia perdê-la... Não podia perder nenhuma das duas. – Claire? – ele chama, com um último fio de esperança – Anjinho... Pode ouvir o papai? O silêncio foi sua única resposta, nada mais. Silêncio que foi quebrado instantes depois, com o som de passos vacilantes sobre o vidro partido. Jasper pode ver alguém abaixar-se ao lado de sua janela e encará-lo em seguida com olhos azuis que transbordavam confusão e pavor, o sangue que escorria por seu rosto ocultando suas feições. No instante seguinte, o sujeito sorriu para ele, e sem saber se era realidade ou apenas sua mente pregando uma peça cruel, Jasper foi tomado por um sentimento que queimava feito lava em seu peito: fúria. E foi ela que lhe permitiu ver o rapaz como ele realmente era, cada traço de seu rosto revelado, tornando possível reconhecê-lo. – Você? – ele pergunta, desconcertado. * * * * * Depois de deixar a casa de Marie, tomando cuidado para não ser visto por nenhum policial, Damon retornou ao próprio apartamento, onde descontou sua fúria nos móveis e objetos antes de “abraçar” as garrafas de whisky e esvaziá-las, uma após a outra. Quando enfim acordou, com o Sol já alto, uma ideia povoava sua mente, mesmo que sua cabeça estivesse a ponto de explodir. Puxou uma cadeira e sentou-se ao computador, recorrendo ao buscador assim que a mensagem de boas vindas deixou a tela do aparelho. Digitou os dados necessários e, segundos depois, uma lista de opções apresentou-se a ele. Clicou sobre o link que remetia ao principal jornal da cidade, e assim que a página estava carregada, escolheu a data que queria e aguardou mais alguns segundos até a edição que procurava preencher a tela. Após alguns minutos de minuciosa busca, a notícia que lhe interessava saltou aos seus olhos, trazendo a informação que tanto queria. Com o nome em mãos, foi muito fácil para ele encontrar o número de telefone e o endereço do rapaz. – Ai está você! – diz Damon, com um sorriso torto. * * * * * – Jasper? Jasper... acorda! – diz Bella, sacudindo o ombro do irmão. – O quê? – diz ele, sentando-se rapidamente, um tanto desnorteado por conta do sonho. – Você está bem? Está pálido. – Foi só... um sonho estranho – Jasper responde. – Onde está a Care? – No quarto – diz ela, sentando-se ao lado dele. – Escute... Preciso que vá falar com ela. Vou até a delegacia cuidar da denúncia e agendar o depoimento dela, mas tem algo que você precisa saber. Temos algo que pode reabrir o caso do acidente. – Como? Do que está falando? – ele pergunta, temendo a resposta. – É só uma suspeita ainda, precisamos averiguar... – Bella? – Vá falar com a Caroline, ouça o que ela tem pra contar – diz a morena, tocando o ombro do irmão. – Só prometa que vai manter a calma, está bem? – Tudo bem – ele responde, com um suspiro. – Certo! Volto mais tarde – diz ela, dando um beijo no rosto dele antes da sair. Jasper deixou-se ficar ali por mais alguns minutos, o sonho recente ainda martelando em sua mente. Fora vívido demais para ser ignorado, mas a prioridade agora era Caroline. Respirou fundo mais uma vez passando as mãos pelos cabelos, e encaminhou-se para o quarto, onde encontrou a garota abraçando os próprios joelhos, sentada a um canto. – Care? – diz ele, ao passar pela porta. – Jazz... – ela responde, encarando-o por alguns segundos antes de levantar-se do chão e correr até ele, abraçando-o e escondendo o rosto em seu peito – Eu não podia imaginar... eu só... – Tudo bem – diz Jasper, afagando os cabelos da garota. – Agora... por que não nos sentamos e você me conta tudo desde o início? Ao vê-la assentir, ele a conduziu até a cama, onde acomodaram-se de modo a terem o apoio da cabeceira às suas costas, aninhados em meio aos travesseiros. – Tem alguma ideia de como conheci o Damon? – Caroline pergunta, vendo-o fazer que não com a cabeça – Eu trabalhava como enfermeira no “County General”, estava até na disputa pelo cargo de Enfermeira Chefe, sabe? Bom, na noite de 15 de novembro eu estava de plantão – continua, vendo Jasper empalidecer ao ouvir a data, – e pouco depois das 23h30min, um rapaz com o rosto ensanguentado deu entrada no Pronto Socorro. E continuou. – Os médicos de plantão estavam ocupados atendendo duas das três vítimas de um grave acidente de carro, uma menininha e uma mulher na faixa dos 28 anos, então fui designada para cuidar dele – diz ela, com a voz embargada, vendo algumas lágrimas rolarem pelo rosto de Jasper. – Ele parecia tão apavorado que nem dei muita importância ao cheiro do álcool impregnado nele. Levei-o à sala de procedimentos, e após lavar seus ferimentos e precisar a extensão dos mesmos, fiz o que estava ao meu alcance: suturei o corte sobre o supercílio esquerdo e o corte no lado direito da testa, deixando-o depois em observação num quarto até que um dos médicos pudesse atendê-lo. Quando perguntei a Damon como ele havia se ferido, ele disse que sofrera um acidente, que um carro jogara-o para fora da pista enquanto ele andava de bicicleta, fazendo-o cair e bater com a cabeça. E como ele estava mesmo com as roupas molhadas e sujas de terra, e aparentemente chegara ao hospital a pé, ninguém contestou sua versão dos fatos. – Ele fugiu na direção das árvores... – Jasper sussurra, mais para si do que para Caroline, buscando em sua memória os poucos detalhes de que podia se lembrar antes de desmaiar. – Jasper... eu... – começa ela, erguendo a mão para afagar o rosto dele, mas parando no meio do caminho. Já não sabia se a aproximação entre eles era algo correto, ao menos não agora que descobrira que o grande culpado por destruir a vida do homem ao seu lado era Damon. Sentia-se quase como cúmplice, mesmo sem intenção, do sofrimento de Jasper. – Se algum de nós tivesse desconfiado da história do Damon, teríamos levado o caso à polícia, mas ele parecia tão... – e ela não conseguiu mais continuar, o coração aos pedaços ao ver Jasper deitar a cabeça em seu colo, colocando toda a dor para fora junto com as lágrimas. – Eu sei que dói... mas saiba que estarei sempre aqui por você, está bem? Não vou deixá-lo sozinho – diz ela, afagando os cabelos dele carinhosamente e deixando que suas próprias lágrimas viessem à tona.
Notas finais
Agora... digam-me o que acharam do capítulo ali nos comentários, ok?
Até semana que vem!
xoxo
Até semana que vem!
xoxo
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