Sempre Estarei Aqui Por Você
5 Capítulo 5 - Alguém A Quem Eu Não Possa Resistir
Notas iniciais
Enfim sexta-feira!!! Viva e aleluia!!!
Eu apenas AMO esse capítulo, e logo vocês vão entender o porquê! Tem algo a ver com essa musiquinha aqui: http://som13.com.br/#/aerosmith/albums/the-very-best-of-aerosmith/cryin
Então, se quiserem ouvi-la pra entrar no clima de uma determinada cena, fiquem a vontade e sejam felizes! E ah, por precaução, matenham um pacote de Ruffles à mão, ok? Lembrem-se de que respirar ainda é preciso, certo? :)
Ah, e um suuuuper obrigada à EsmeACullen, pela recomendação linda! Amei, amei, amei!!!! ♥
Caroline não conseguia precisar por quanto tempo os soluços de Jasper ecoaram pelo quarto, só sabia que a dor dele tornara-se a sua. Se houvesse algo ao alcance dela capaz de diminuir um pouquinho seu sofrimento, mesmo que fosse preciso confrontar Damon pela primeira vez em muito tempo, ela o faria. Sim, ela faria o que fosse preciso por Jasper.
Quando a respiração dele tornou-se calma e regular, a garota o aconchegou o melhor que pode em meio aos travesseiros e cobertores e deixou-o descansar, fechando a porta assim que saiu do quarto.
Já na sala, tirou o aparelho celular da bolsa e, mentalmente, xingou-se por deixá-lo descarregar, mesmo que não tivesse realmente culpa disso, já que as últimas horas haviam sido um tanto tempestuosas. Para piorar a situação, não tinha o carregador do aparelho junto, e é claro que não caçaria um pelas gavetas, certo? Afinal, tia Marie havia lhe dado educação.
Tia Marie... Precisa colocar-lhe a par do que estava acontecendo, afinal, Damon poderia tentar algo contra ela em um momento de fúria. Precisava alertá-la o quanto antes. Aproximou-se do aparelho de telefone, tirando-o do gancho e pedindo desculpas às paredes por usá-lo sem consentimento, e discou o número da mulher que sempre cuidara dela.
Esperou por alguns segundos até a voz familiar e acolhedora ecoar do outro lado da linha, fazendo-a sentir-se um pouco melhor quase que instantaneamente.
–Alô?
– Tia? Sou eu, a Care.
– Caroline? Onde você está, menina? – a senhora pergunta, a voz carregada de preocupação. – Damon bateu aqui em casa de madrugada procurando por você, só não fez uma besteira porque o Sr. Dawson ligou para a Polícia!
– Ele apareceu aí? E como a senhora está? Ele fez alguma coisa? – a garota pergunta, sentindo o pânico tomando conta de seu peito.
– Não, estou bem, minha querida – diz Marie, tentando tranquilizar a sobrinha-neta. – Mas... e quanto a você? Liguei diversas vezes para o seu celular e só caía na caixa de mensagens.
– Bem... é uma longa história – Caroline responde, com um suspiro. – Só preciso que saiba que estou bem e que não precisa se preocupar.
– Não me preocupar? – a senhora pergunta, um tanto exaltada. – Como posso não me preocupar quando aquele monstro aparece na minha porta ameaçando a sua vida? Damon está possesso, Caroline. Ele não vai parar até te encontrar, você sabe disso.
– Tia... Eu encontrei pessoas dispostas a me ajudar sem pedir nada em troca. E Jasper precisa de mim, não vou mais me deixar intimidar pelo Damon.
– Jasper? Quem é Jasper? – Marie pergunta, desconfiada.
– Um anjo, tia – diz Caroline. – Ele fez tanto por mim nas últimas horas que não há outro modo de defini-lo. É meu anjo!
– Meu bem... Apenas prometa que vai tomar cuidado, e me mantenha informada, está bem? Preciso saber que você está bem para poder dormir tranquila à noite.
– Claro tia, pode deixar. Tentarei manter contato!
– Meu bem, pode me dizer ao menos onde está?
– Não acho que seja seguro – a garota responde, pensativa. – Damon pode dar um jeito de arrancar essa informação da senhora. É mais prudente desconhecer minha atual localização, até porque, nem eu mesma sei o endereço daqui – completa, com um sorriso fraco.
– Tudo bem, minha pequena. Cuide-se, certo? – diz a senhora, com o coração apertado. Não gostava de não saber o que acontecia com sua menina.
– Vou me cuidar. Ligarei assim que puder, ok? Até mais tia Marie – diz Caroline, recolocando o telefone no gancho.
A garota permaneceu ao lado do aparelho por alguns instantes encarando o nada, pensando no que a tia lhe dissera. Ela tinha razão, Damon não descansaria até encontrá-la, e quando isso acontecesse, não tinha ideia do quão baixo ele poderia ir, afinal, ele não conhecia limites.
Tentou espantar tais pensamentos sacudindo a cabeça levemente. Ele não a faria recuar dessa vez, disso ela estava certa. Só precisava achar uma maneira de garantir que as pessoas com as quais ela se importava, e nesse cálculo já incluía Jasper e a irmã, permanecessem em segurança.
Dirigiu-se até a cozinha, disposta a preparar algo gostoso para quando o rapaz acordasse, afinal, ele muito provavelmente acordaria faminto. Mesmo achando estranho mexer nas coisas que não lhe pertenciam, a garota revirou os armários e a geladeira, e com o que encontrou, pôs-se a preparar uma das receitas preferidas de sua infância: lasanha de berinjela.
Cerca de meia hora depois, Caroline sentiu braços fortes envolvendo seu corpo, o que fez com que suspendesse a respiração automaticamente. Virou-se lentamente, sem sair daquele abraço, e mergulhou no olhar de Jasper, perdendo-se ali por alguns instantes, enquanto ele afagava seus cabelos delicadamente.
– Poderia me acompanhar, Srta. Forbes? – pede ele, com a voz rouca.
A garota acenou afirmativamente, e Jasper a conduziu de volta à sala de estar, deixando-a no centro do cômodo por alguns instantes e dirigindo-se até o aparelho de som, apertando o botão do play e fazendo os primeiros acordes da música ecoarem pelas caixas de som.
Voltou até Caroline rapidamente, envolvendo a cintura dela com um dos braços, a mão livre envolvendo a dela delicadamente, fazendo-a rodopiar graciosamente.
– There was a time… When I was so brokenhearted… Love wasn't much, of a friend of mine… The tables have turned, yeah… – ele sussurra, junto com a canção, fazendo um arrepio involuntário percorrer o corpo de Caroline. – 'Cause me and them ways have parted… That kind of love, was the killin' kind… All I want, is someone I can't resist… I know all right I need to know by the way that I got kissed.
– Jasper... – ela sussurra, engolindo em seco.
– I was cryin' when I met you… Now I'm tryin to forget you… Your Love is sweet, misery… – ele continua, aproximando seu rosto do dela lentamente, e colando ainda mais o corpo dela ao seu. – I was cryin' just to get you… Now I'm dyin' 'cause I let you… Do what you do-down on me… – completa, reduzindo a distância entre eles a zero, unindo seus lábios aos dela delicadamente num beijo que demonstrava o quanto ele a queria junto a si.
Totalmente entregue, Caroline correspondeu ao beijo, dando a ele uma urgência que não conseguia conter nem explicar. Tudo de que ela precisava agora era dos lábios de Jasper dançando junto aos seus, numa coreografia perfeita.Tudo que importava agora era tê-lo em seus braços, seguro e acalentado, e se dependesse dela, ele não sairia dali tão cedo.
* * * * *
Damon estacionou seu velho Chevy Camaro 1969 azul em frente ao prédio e deixou-se ficar ali por longos minutos, apenas observando a movimentação. Precisava encontrar um meio de se certificar de que aquele era o lugar certo, e teria de fazer isso sem se arriscar.
Quando pareceu seguro sair, desembarcou do carro e encaminhou-se à entrada, como se estivesse apenas passando para uma visita. Por sorte, a portaria estava vazia naquele momento, o que o pouparia de ser interrogado acerca de suas intenções ali.
Estava pronto para apertar o botão que chamaria o elevador quando a porta do mesmo se abriu, fazendo com que ele tivesse de se esconder rapidamente atrás de uma planta alta que servia de decoração. Pode observar uma senhora de cabelos brancos deixando o elevador segundos depois, e, vestindo sua melhor máscara de bom moço, resolveu aproximar-se dela, afinal, talvez ela pudesse lhe passar a informação que precisava.
– Com licença senhora... – diz ele, colocando-se a frente dela, um sorriso torto iluminando seu rosto.
– Olá rapaz! – ela responde, simpática. – Pode me chamar de Sra. Flowers, querido. O que posso fazer por você?
– Espero sinceramente que possa me ajudar, doce senhora – Damon responde, gentilmente. – Estou de passagem pela cidade, vim visitar alguns parentes, e minha tia disse que eu poderia encontrar minha adorava prima Caroline neste endereço, no apartamento de um tal de Jasper... Jasper Whitlock, se não estou enganado. Sabe me dizer se há alguém nesse prédio com esse nome?
– Por acaso sua prima é uma menina loirinha de olhos claros?
– Sim, é sim. Caroline tem os olhos verdes como pedras preciosas.
– Jasper chegou acompanhado dessa mocinha ontem à noite – diz a velhinha, entusiasmada. – Acho que eles estão namorando... – ela cochicha. – E na minha humilde opinião, formam um casal bonitinho, sabe?
– Então ela está mesmo aqui? – o moreno pergunta, tentando disfarçar a raiva que voltava a consumi-lo, os punhos cerrados numa tentativa de manter o controle.
– Não sei afirmar querido, não os vejo desde ontem. Talvez o porteiro possa lhe informar melhor... – diz ela, olhando na direção da portaria e vendo-a vazia – Ah, bem... Stanley deve ter ido ao banheiro. Mas por que não vai até lá? Jasper é meu vizinho, ele mora no apartamento 306.
– No 306? – diz Damon, decorando o número. – Oh, poxa... – continua ele, olhando teatralmente para o relógio em seu pulso esquerdo. – Olha só a hora! Estou atrasado para um encontro importante. Mas será que poderia entregar um recado meu para Caroline? – o rapaz pergunta, fazendo uma carinha pidona.
– Claro rapaz! É sempre um prazer ajudar um mocinho tão educado – a Sra. Flowers responde, com um sorriso bondoso.
– Obrigado! Me dê apenas um minutinho, sim? – diz ele, dirigindo-se à mesa da portaria e pegando uma folha em branco e uma caneta. Após rabiscar algumas palavras, dobrou o papel algumas vezes e voltou até onde a senhora estava, entregando-lhe o bilhete – Será que poderia entregar em mãos ainda esta tarde? Talvez ela possa ir me encontrar antes de eu deixar a cidade.
– Pode deixar, querido. Subirei em alguns minutos e entregarei seu bilhete a ela.
– Obrigado mais uma vez, Sra. Flowers. A senhora é um anjo! – diz Damon, beijando a mão da velhinha. – Até mais, senhora – completa, dando-lhe as costas e saindo do prédio.
O rapaz voltou ao carro rapidamente, dando a partida e levando-o para um local onde poderia passar despercebido aos olhos de curiosos, e de onde poderia, facilmente, monitorar quem entrava ou saía do prédio. Tudo que ele precisava fazer agora era esperar.
* * * * *
Caroline ainda estava em estado de graça, mal cabia em si depois daquele primeiro beijo mais do que perfeito. Ter os lábios de Jasper junto aos seus não se comparava a nada que ela já tivesse sentido antes. Nem mesmo quando acreditava estar apaixonada por Damon sentira algo tão intenso.
Jasper também sentia-se maravilhosamente bem, a sensação de ter aquela garota em seus braços e de senti-la retribuir com tanta intensidade deixara-o em êxtase. Não era apenas encantamento... Caroline realmente fizera algo mudar dentro dele, como se lhe acenasse com uma lanterna, salvando-o da escuridão em que estivera submerso.
O rapaz lavava a louça após o almoço, que seguiu num clima de início de romance, repleto de olhares de puro fascínio de ambas as partes, quando ouviu a campainha.
– Care, será que pode atender pra mim? – diz ele, mostrando as mãos molhadas. – Deve ser a Bella.
– Claro, sem problemas! – ela responde, com um sorriso, descendo da bancada onde estava sentada e dirigindo-se à porta.
Ao abri-la, deu de cara com uma velhinha de cabelos brancos, a qual ela reconheceu como a mesma que a cumprimentara no elevador no dia anterior.
– Olá mocinha, ainda bem que ainda está aqui! Tenho algo pra você – diz ela, estendendo um papel endereçado a Caroline.
– Sra. Flowers, não é? – diz a garota, vendo a senhora confirmar com um aceno. – De quem é esse recado? Da irmã do Jasper?
– Não, querida, é do seu primo.
– Primo? Eu não tenho primos, senhora – Caroline responde, temendo pela sanidade da mulher à sua frente.
– Já está esquecendo da própria família nessa idade? – diz a velhinha, aos risos. – Melhor procurar logo um médico!
– A senhora não entendeu:. Eu realmente não tenho primos. A única pessoa que é próxima a mim é uma tia-avó.
– Tem certeza? O rapaz descreveu você direitinho, sabia seu nome, e até perguntou pelo Sr. Whitlock! – a senhora responde, com convicção.
– E como ele era? – a garota pergunta, temerosa com a resposta.
– Ah, bem... Ele é educado, simpático, com cabelos escuros, sorriso charmoso e olhos azuis.
– Damon... – Caroline sussurra, sentindo a visão escurecer.
– Care? – era Jasper, que chegava à porta em tempo de ampará-la. – Sra. Flowers? Aconteceu alguma coisa? – ele pergunta, confuso.
– Ele sabe Jazz... Sabe onde estou, sabe seu nome... – a garota murmura, com a voz embargada, enlaçando o pescoço dele e escondendo o rosto em seu pescoço. – Damon sabe de tudo...
– Ei, minha linda, acalme-se! – diz ele, afagando os cabelos dela. – Não vou deixá-lo se aproximar de você, eu prometo.
– Não temo por mim, mas por você – ela responde, ainda abraçada a ele. – Não suportaria se ele fizesse algum mal a você, Jasper.
– Não pense nisso, está bem? Ficaremos bem, confie em mim – o rapaz responde. – Sra. Flowers... Esse rapaz lhe perguntou alguma coisa?
– Bem, ele queria saber se o senhor morava nesse prédio e se a mocinha estava aqui com o senhor – a senhora responde, temerosa. – Fiz algo errado, Sr. Whitlock?
– Na verdade sim –Jasper responde, levemente irritado – Ele é perigoso, Sra. Flowers. Não devia ter dito nada a ele.
– Tem certeza? Ele me pareceu tão...
– Educado? Simpático? – diz ele, interrompendo-a. – É isso que ele faz! Há quanto tempo ele saiu? Porque ele esteve no prédio, certo?
– Sim, eu o encontrei no saguão de entrada há uns dez minutos – ela responde. – Ele me pediu para entregar o bilhete o quanto antes, pois tinha esperança de que a garota fosse encontrá-lo ainda hoje.
– Bilhete? – o rapaz pergunta, surpreso. – Caroline, o que ele diz nesse bilhete? – completa, fazendo-a olhar em seus olhos.
– Eu não... sei. Não tive coragem de abrir – a garota responde, entregando o papel nas mãos dele.
Jasper conduziu Caroline até o sofá, acenando para que a vizinha os acompanhasse. Após acomodar a garota, abriu o tal papel, revelando a seguinte mensagem: “Veja só, minha querida... Já encontrei seu novo esconderijo! Dessa vez foi bem mais rápido, não acha? Ao menos me poupou de te caçar pela cidade. Realmente agradeço às praticidades proporcionadas pela internet, sabia? Só quero que saiba que, ao primeiro deslize, tomarei você de volta pra mim, já que você é a minha garota, certo? Estarei esperando por você, Caroline. Com amor... Damon.”
Furioso, Jasper amassou o papel e o atirou longe, controlando-se para não dar o mesmo destino ao abajur, que encontrava-se tão próximo dele. Respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos num claro sinal de nervosismo, tentando retomar o controle.
– Não acredito que ele teve coragem de te mandar isso! – diz ele, num rosnado, andando de um lado para outro. – Eu vou acabar com esse filho da mãe!
– Jasper... Acalme-se, por favor! – diz Caroline, erguendo-se do sofá e o abraçando pelas costas.
– Eu não consigo... – ele responde, virando-se para olhá-la. – Ele já arrancou minha família de mim uma vez, não vou deixar que faça de novo – completa, dando um beijo na testa dela e desvencilhando-se com cuidado de seus braços, encaminhando-se à porta em seguida.
– Aonde você vai? – Caroline pergunta, apavorada.
– Acertar minhas contas com esse desgraçado!
Notas finais
Digam que sim, viu? Não sejam malvados! rsrsrs
Até mais...
xoxo
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