Sempre Estarei Aqui Por Você
2 Capítulo 2 - Cuidado E Confiança
Notas iniciais
Chegando com o novo capítulo nesta manhã fria de Mystic Falls... rsrsrsrs
Ah, obrigadinha pelos comentários, viu? (mesmo que eu tenha atazanado a paciência de certas pessoas para virem ler! hehehe)
Jasper acordou sobressaltado. Na verdade, o sono chegara tão de mansinho que ele nem sequer percebeu que havia adormecido. Só se deu conta disso quando a voz de Alice, sussurrando seu nome pela última vez, em seu sonho, o despertou, fazendo-o cair do sofá.
Levantou-se do chão rapidamente e voltou a sentar, passando as mãos pelos cabelos numa tentativa de retomar o controle da própria respiração. Quando alcançou um resultado satisfatório, pegou a chave do carro sobre a mesinha de canto e dirigiu-se à porta. Precisava urgentemente espairecer.
Já estava dirigindo há algum tempo quando se deu conta de para onde estava indo: o parque onde tantas vezes estivera com Alice e Claire.
Estacionou o carro na primeira vaga disponível e, em seguida, pôs-se a caminhar lentamente, buscando alguma paz.
Passados uns quarenta minutos, Jasper já se sentia melhor, mais calmo e relaxado. Sonhar com a esposa sempre o deixava confuso e um pouco perturbado. E era em lugares assim, tranquilos e de aspecto familiar, que ele conseguia reencontrar seu rumo.
Já estava a caminho do carro quando algo do outro lado da rua chamou sua atenção. Havia um casal em frente a um restaurante. O rapaz parecia bastante exaltado, agarrou o braço da garota e a puxou com violência para uma ruazinha transversal e menos iluminada, logo ao lado do restaurante.
Sem nem ao menos olhar para os lados, Jasper atravessou a rua correndo e foi ao encontro dos dois, aproximando-se a tempo de ver o rapaz atirar a garota de encontro ao chão.
– O que você contou para ela, Caroline? Anda, responde! – o rapaz grita, chutando as pernas da garota.
– Damon... Eu não... Eu... – murmura ela, em meio às lágrimas.
– Seu pai não lhe deu educação? – pergunta Jasper, puxando o rapaz pela camisa e acertando um soco em seu rosto, fazendo-o bater de costas contra a parede. – Não se deve bater em uma mulher! – diz ele, acertando outro soco, dessa vez derrubando o tal Damon no chão. – Nunca! – completa, esmurrando-o mais algumas vezes, deixando-o estirado e imóvel no chão.
Afastou-se do rapaz e voltou sua atenção para a garota, que permanecia sentada no chão, assustada demais para se mexer.
– Está tudo bem, não vou lhe fazer mal – diz Jasper, numa tentativa de tranquilizá-la, agachando-se à sua frente. – Você é a Caroline, certo? – ele pergunta, vendo-a acenar afirmativamente em resposta. – Sou Jasper. Jasper Whitlock. Ele... Machucou você?
– Acho que não – Caroline responde, timidamente, após alguns instantes. – Obrigada – diz ela, com um sorriso fraco.
– Não há de quê! – diz ele, devolvendo o sorriso. – Bem, não quero parecer enxerido, mas... Quem é ele?
– Meu... na... namorado – a garota responde, sem coragem de encará-lo.
– Namorado? Ele é seu namorado? – Jasper pergunta surpreso, dando uma entonação diferenciada ao “ele”.
– Longa história – diz ela, com um suspiro pesaroso.
– Tudo bem. Agora venha – diz ele, ajudando-a a se levantar, – te levo para casa.
– Não! – responde Caroline, rapidamente. – Minha casa não. É o primeiro lugar em que Damon vai me procurar – completa, um tremor involuntário percorrendo seu corpo.
– Que tal a casa de algum parente?
– Essa é a segunda opção dele. Olha, pode me deixar em qualquer lugar, desde que seja bem longe dele – diz ela, olhando de relance para o rapaz desacordado. – Só não quero estar por perto quando ele acordar – murmura, com a voz levemente trêmula.
– Bom... Tenho uma terceira opção, mas preciso que confie em mim – diz Jasper, olhando nos olhos verdes dela e tentando mostrar que só queria ajudá-la.
Caroline se permitiu encarar o homem à sua frente por alguns instantes, e não viu nada ali que a impedisse de confiar nele. Por fim, acenou afirmativamente para Jasper e seguiram lado a lado de volta à rua principal. Um dos braços dele envolvendo cuidadosamente a cintura dela, num gesto protetor, auxiliando-a no caminho até o carro.
Jasper a ajudou a embarcar e prender o cinto, entrando no carro em seguida e afastando-se dali rapidamente.
Minutos depois, estacionou em frente à entrada da garagem de um prédio, esperando que o porteiro liberasse sua entrada. Assim que o portão foi aberto, Jasper conduziu o carro até a vaga destinada a ele.
– Onde estamos? – pergunta Caroline, olhando em volta.
– Bem... Eu moro aqui – ele responde, meio sem jeito. – Deve ser perfeitamente seguro pra você, já que seu “namorado” – continua, fazendo aspas com os dedos, – não faz ideia de quem sou e muito menos de onde me encontrar.
– Obrigada, Jasper – diz ela, com um sorriso.
– Venha, vamos subir – diz ele ao desembarcar, sem conseguir conter um tímido sorriso ao perceber o quão agradável era ouvir seu nome ao som da doce voz de Caroline. Deu a volta rapidamente e abriu a porta para a garota, estendendo a mão para ajudá-la a sair do carro.
– Ai! – ela reclama, levado a mão livre ao abdômen.
– O que houve? – pergunta Jasper, preocupado.
– São só... Cólicas. E bem dolorosas, diga-se de passagem – Caroline responde.
– Quer que eu te leve ao hospital?
– Não há necessidade. Um comprimido para dor deve resolver – diz ela. – Por sorte, tenho um comigo – completa, apontando para a pequena bolsa que trazia a tiracolo.
– Tem mesmo certeza? – ele pergunta incerto.
– Tenho sim. Além do mais, não quero te causar ainda mais transtornos e... Ai! – ela reclama novamente.
– Ainda acho que deveria consultar um médico, sabe? Mas como sei o quanto as mulheres podem ser teimosas, nem vou tentar contestar. Mas... Não vai poder me impedir de fazer isso! – diz Jasper, pegando a garota no colo e dirigindo-se ao elevador.
Por sorte, havia alguém descendo para o térreo, assim eles não precisariam esperar mais que alguns segundos. Quando a porta se abriu, uma sorridente Sra. Flowers saiu do elevador.
– Boa noite Sr. Whitlock e mocinha, que eu ainda não conheço! – diz ela, encarando os dois, um tanto desconfiada.
– Boa noite! – responde Caroline, timidamente.
– Boa noite Sra. Flowers! – diz Jasper, desviando da velhinha para entrar no elevador.
– Não sabia que estava em lua-de-mel, meu jovem. Meus parabéns! – diz a senhora de cabelos brancos, sorrindo para os dois.
– O quê? Não! Não é nada disso! – o rapaz responde, rapidamente, tentando desfazer o mal entendido. – Somos... Amigos. Só amigos! Agora, se me der licença, Caroline não está se sentindo bem e vou levá-la lá para cima – diz ele, apertando o botãozinho do 3º andar. – Até mais, senhora! – completa, antes da porta do elevador se fechar.
* * * * *
Após acomodar Caroline no sofá da sala e pedir desculpas pela insinuação feita pela vizinha à porta do elevador, Jasper encaminhou-se para a cozinha, disposto a encontrar algo razoavelmente descente para oferecer à garota.
Revirando a geladeira e os armários, conseguiu ingredientes para fazer alguns sanduíches, e também duas laranjas para os sucos. Enquanto colocava tudo de que iria precisar sobre a bancada, fez uma nota mental de que deveria fazer compras no dia seguinte. Se Alice pudesse ver o estado da dispensa, certamente lhe daria um sermão.
Na sala, Caroline mantinha-se confortavelmente encolhida no sofá, esperando pelo alívio que o remédio lhe traria.
Podia ouvir o som de seu novo amigo trabalhando na cozinha, e não pode deixar de sorrir com todo o cuidado que Jasper dispensava a ela. Sentia-se grata por tê-lo encontrado, ou melhor, por ele a ter encontrado. Só torcia para que não estivesse repetindo o mesmo erro que cometera ao se permitir acreditar em Damon.
Numa mesinha ao lado do sofá, ela pode notar alguns porta-retratos. Curiosa, escorregou devagar até estar próxima o suficiente para observar os detalhes de cada um.
O primeiro era de uma garotinha com pouco mais de um ano de idade. Tinha os cabelos castanhos e lisos, olhos claros e curiosos com o que se estendia à sua frente. Vestia um macacãozinho lilás e estava com os pezinhos descalços. Parecia ensaiar seus primeiros e vacilantes passos de bebê.
Com a ponta dos dedos, Caroline desenhou o contorno do rostinho perfeito da menininha antes de devolver o porta-retrato ao seu lugar.
O segundo trazia uma mulher sorridente, de cabelos castanhos na altura dos ombros, olhos verdes e brilhantes, bochechas levemente arredondadas, segurava uma bebêzinha recém-nascida em seus braços. Parecia extremamente radiante com sua condição de mãe.
Já o terceiro mostrava Jasper ao lado daquela mesma mulher, no dia de seu casamento. Estavam perfeitos! Sem sombra de dúvidas, formavam um lindo, apaixonado e feliz casal.
Essa foto, em especial, explicava a aliança dourada na mão esquerda de Jasper. Mas a insinuação feita pela tal velhinha não! Afinal, como ele poderia estar em lua-de-mel se já era casado, certo?
Enquanto tentava entender os motivos ocultos por trás da frase da tal Sra. Flowers, Caroline pode ouvir a aproximação sutil de Jasper, seguida pelo som da bandeja sendo colocada sobre a mesinha de centro.
– Desculpe Jasper, eu... Eu não queria parecer uma grande enxerida – diz ela, envergonhada, recolocando o porta-retrato no lugar.
– Tudo bem – ele responde, sentando-se ao lado dela. – Essa é minha esposa, Alice. E aquela princesinha é Claire, minha filha – diz ele, apontando para as fotografias.
– Ela é linda! Aliás, as duas são – uma curta pausa. – Desculpe perguntar, mas... Se você é casado, por que sua vizinha falou em lua-de-mel? – pergunta Caroline, vendo a dor tomar conta do semblante dele.
– Porque... – ele começa, tomando fôlego para continuar. – Eu as perdi há alguns meses num acidente de carro. Já era noite, estava chovendo, um irresponsável invadiu a pista em que estávamos e colidiu de frente com nosso carro. Foi tudo tão rápido que nem ao menos tive chance de tentar desviar. Tudo que lembro, antes de apagar e acordar no hospital, é do cara que causou o acidente se agachando ao lado da minha janela para conferir o estrago que havia feito – diz ele, com a voz embargada. – Os olhos azuis e o rosto coberto de sangue ainda me assombram, sabe?
– Sinto muito, Jasper! – diz ela, compadecendo-se da dor dele. – Eu... Não fazia ideia. Me desculpe por te fazer relembrar coisas tão dolorosas – completa, envolvendo as mãos dele com as suas.
– Não precisa se desculpar – responde Jasper, apertando de leve as mãos dela. – Acho que é a primeira vez que não me sinto completamente despedaçado falando sobre isso, apesar de ainda ser muito, muito doloroso.
– Hei, vai ficar tudo bem! Você é um cara legal, Sr. Jasper Whitlock. Cedo ou tarde, vai dar a volta por cima – diz Caroline, com um sorriso sincero. – Um dia vai conseguir lembrar-se delas sem toda a dor oprimindo você. Mas com todo amor e carinho que sentiam um pelo outro. E se deixar, e quiser, claro, estarei aqui para te ajudar! – diz ela. – Está fazendo tanto por mim, sem nem ao menos me conhecer... Gostaria de poder retribuir, de alguma maneira.
– Obrigado, Caroline – ele responde, devolvendo-lhe o sorriso. – Certamente aceitarei sua oferta. Mas agora, que tal fazermos um lanche? Sei que não é muita coisa, mas como dizia minha avó... Saco vazio não fica de pé!
* * * * *
Após o jantar improvisado, Jasper acomodou Caroline em seu próprio quarto, já que não havia quarto de hóspedes no apartamento. Ofereceu a ela uma das camisolas que pertencera a Alice, e após indicar onde ficava o banheiro, deixou-a sozinha e voltou à cozinha, onde a louça suja o aguardava.
Assim que terminou de organizar tudo, o rapaz voltou ao quarto, dando leves batidinhas na porta antes de entrar.
– Com licença – diz ele, ao passar pela porta. – Só preciso pegar algumas coisas – completa, dirigindo-se ao guarda-roupa.
– Desculpe por tirar sua liberdade dentro de sua própria casa – diz Caroline, já enrolada nos cobertores.
– Precisa parar de se desculpar – Jasper responde, com um sorriso, enquanto pegava uma camiseta e uma calça de moletom e os deixava sobre a cama. – Tem feito muito isso nas últimas horas! – completa, ficando nas pontas dos pés para alcançar um cobertor e um travesseiro na prateleira mais alta. – Além do mais, não está me atrapalhando, Caroline. Bom, agora vou te deixar descansar. Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, é só me chamar, ok? Estarei na sala.
– Obrigada, mais uma vez! – responde ela, já um pouco sonolenta. – Boa noite Jasper.
– Boa noite Caroline – diz ele, pegando suas coisas e saindo do quarto.
* * * * *
O relógio marcava 02:45 da manhã quando um chamado angustiado, vindo do quarto, fez Jasper despertar. O rapaz colocou-se de pé num pulo e correu ao encontro de Caroline, que chorava compulsivamente sentada na cama.
– O que houve, Caroline? – pergunta Jasper, preocupado, ajoelhando-se ao lado dela sobre o colchão.
– Eu não... Não fazia... Ideia – a garota responde, em meio aos soluços. – E está... Doen... doendo muito... Jasper – ela completa, levando as mãos ao abdômen.
E foi então que ele viu a grande mancha vermelha sobre o lençol. Seu olhar foi dela para a garota algumas vezes, e só então pareceu entender o que estava acontecendo.
– Eu vou cuidar de você, está bem? – diz ele, envolvendo o rosto dela com suas mãos. – Mas preciso que fique calma, certo?
Ao vê-la acenar afirmativamente, Jasper pulou para fora da cama e foi até o guarda-roupa, de onde tirou um casaco para si e outro para Caroline. Calçou o primeiro sapato que encontrou, e após ajudar a garota a vestir o casaco, correu para a sala em busca da chave do carro. Dali saiu para o corredor, onde apertou o botãozinho que “chamaria” o elevador.
Vestiu o casaco rapidamente enquanto voltava para dentro do apartamento, e após providenciar os documentos de ambos, pegou Caroline delicada e cuidadosamente em seus braços, seguindo em direção ao elevador.
Ao alcançarem o térreo, colocou-a no carro com o máximo de cuidado e partiu em direção ao hospital mais próximo. Ultrapassando alguns limites de velocidade, e certamente garantindo uma ou duas multas, Jasper conseguiu chegar ao “Hope Zion Hospital” em menos de quinze minutos.
Por sorte, conseguiu atendimento imediato, e enquanto Caroline era levada pelas enfermeiras, ele permaneceu na recepção, preocupado e preenchendo a ficha de entrada da garota. Depois de ter a papelada pronta, largou-se num dos sofás, resignando-se a esperar por notícias.
* * * * *
Cerca de uma hora depois, já cansado de ler as mesmas manchetes ultrapassadas das revistas, e sem espaço para mais uma gotinha de café que fosse, uma médica enfim apareceu, perguntando por parentes ou acompanhantes de Caroline Forbes.
– Com licença – diz ele, aproximando-se da moça de jaleco branco. – Como ela está, doutora?
– Branson. Lexi Branson – ela responde. – E o senhor, quem é? É parente da moça?
– Sou Jasper Whitlock. Fui eu quem a trouxe. Somos... Amigos.
– Bem, e não há nenhum parente aqui? – ela pergunta, séria.
– Desculpe, mas, no momento Caroline só tem a mim.
– Tudo bem, Sr. Whitlock – a doutora responde. – Sinto informar, mas não tivemos muito o que fazer. Infelizmente, a Srta. Forbes perdeu o bebê.
– Ela... Perdeu? – pergunta Jasper, atordoado. – E como ela está?
– Ela terá de passar algumas horas em observação, está recebendo soro para ter uma recuperação mais rápida e, como é de se esperar, está bem abatida. Se quiser... – diz ela, parando por alguns instantes para pensar se isso seria correto ou não. – Bem... Pode ir até o quarto e ficar com ela – diz Lexi, por fim.
– Acha que é uma boa ideia?
– Acho que é bom ela ter alguém com quem possa contar.
– E em qual quarto ela está?
– Venha comigo, levo você até lá – a médica responde, fazendo um sinal para que Jasper a acompanhasse.
Notas finais
Esperando as boas almas ( e as más também, nada de discriminação!) lá nos comentários, ok?
Até sexta!
xoxo
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