Sempre Estarei Aqui Por Você
7 Capítulo 7 - Em Busca De Segurança
Notas iniciais
Estava me perguntando aqui... alguém tem curiosidade de saber como Jasper conheceu a Alice? O que os aproximou?
Se, porventura, alguém respondeu "sim", fico feliz em dizer que teremos um momento em que isso será revelado, ok?
Assim que viu a porta do quarto se fechar, Bella entregou a xícara de chá nas mãos de Caroline e sentou-se na beirada da cama, permitindo-se analisar a garota por alguns instantes.
– Sabe... – ela começa – Acho que ainda não agradeci pelo que está fazendo pelo meu irmão.
– E vai agradecer pelo que, exatamente? Por eu ter trazido mais problemas pra ele ou por fazer de Jasper um alvo em potencial para meu ex-namorado lunático? – Caroline pergunta, angustiada – Desculpe por isso... eu não quis parecer uma idiota. – completa, com um suspiro de frustração, temendo ter sido grosseira com a moça.
– Tudo bem. – Bella responde, sentando-se mais perto da loira – Sabe... não precisa se sentir culpada pelos últimos acontecimentos. Os seus problemas e os de meu irmão foram causados pela mesma pessoa, estavam ligados mesmo sem saber. – ela continua – E Jasper jamais a culparia de nada, acredite em mim. Não é da... natureza dele, entende? E como eu estava falando, quero agradecer por trazê-lo de volta, mesmo que aos pouquinhos. Jasper não parecia ele mesmo nos últimos meses, sabe? E você, em poucas horas, conseguiu iluminar o rosto dele de uma maneira que eu pensei ser quase impossível de ver outra vez. Pode não acreditar, Caroline, mas está fazendo bem a ele.
– Acho que sou eu quem deve agradecê-lo, e não o contrário. Afinal, ele nem sequer me conhecia, e se propôs a me ajudar. – diz Caroline, mais para si do que para a morena ao seu lado.
– Isso também é muito característico do meu irmão. Ele tem um fraco por garotas em perigo! – diz Bella, sorrindo – Foi assim que ele conheceu a Alice, sabia?
– Assim como? – a garota pergunta, confusa – Ele a encontrou numa rua escura também?
– Não, não foi nada disso. Mas ela também estava em apuros. – ela começa a explicar – Bom, Jasper cresceu ouvindo de nossos pais que nunca, em hipótese alguma, deveria erguer a mão para uma mulher, nem mesmo magoá-la com palavras. Deveria ser sempre cortês e respeitoso.
Quando ele tinha uns dez anos, mais ou menos, ele se deparou com alguns garotos importunando uma garotinha de uns oito anos, de cabelos escuros e pele branquinha. Se me lembro bem, eles queriam algo que ela trazia na lancheira, e ela se negava a entregar.
Jasper, mesmo meio miudinho e em desvantagem numérica, resolveu intervir e ajudá-la. E por mais incrível que pareça, ele não precisou mover um músculo sequer para fazer aqueles meninos tomarem outro rumo. Só precisou dizer que mamãe trabalhava na polícia, e que ele sabia onde ela guardava as algemas, além de deixar escapar que papai era advogado e que poderia processá-los por amedrontar a menina.
Daquele dia em diante, eles se tornaram amigos. E, com o passar dos anos, a amizade tomou um novo rumo. Eles começaram a namorar quando ele estava no último ano da escola, quando Jasper enfim teve coragem de contar a Alice que era apaixonado por ela, e se casaram depois dela terminar a faculdade de pedagogia.
E a felicidade que eu podia ver no rosto dele naquela época, a mesma que desapareceu logo depois do acidente, posso ver voltando aos olhos dele outra vez, com a sua ajuda.
Então Caroline, não tenha dúvidas sobre o que ele sente por você. Não ache que é um peso na vida dele, está bem?
– Tudo bem, prometo que vou tentar. – a garota responde, com um sorriso fraco – Mas é que... Seu irmão se tornou tão importante pra mim, e em tão pouco tempo, que tenho medo de acabar o magoando de alguma maneira. Não quero decepcioná-lo e ter de vê-lo se afastar...
– Fique tranquila, não vai decepcioná-lo. Acredite em mim! – diz Bella, com um sorriso sincero nos lábios – Por mais recente que seja, acredito que vão encontrar uma maneira de fazer dar certo. Além do mais, dá pra sentir a “onde de amor” que vocês irradiam a metros de distância! – completa, aos risos.
– Ei! – diz Caroline, fingindo indignação, pegando um dos travesseiros em seguida e acertando a morena, fazendo-a rir ainda mais.
– O que eu perdi? – pergunta Jasper, ao entrar no quarto – Guerra de travesseiros? Eu topo, viu? – completa, aproximando-se da cama aos risos.
– Nem dê idéias a essa mente maligna! – responde Bella, tentando recuperar o fôlego – Ou vai acabar afogado em penas! Aliás... – continua, colocando-se de pé – está tarde e meus meninos me esperam em casa. Ainda não sei se é seguro confiar o lanche da tarde do Ben ao Edward. Sabe que seu sobrinho consegue o que quiser do pai se fizer aquela carinha de cachorro que caiu da mudança, certo? – completa, sorrindo.
– Não sabia que era casada, Bella! – diz a loira, surpresa – E muito menos que tinha um filho... Se bem que, a aliança está ali, bem visível, não? Que falta de atenção a minha. – completa, envergonhada.
– Bem, não tivemos uma apresentação muito normal, certo? – a morena intervém – Mas sim, sou casada há dez anos, e mãe de um garotinho lindo de seis, chamado Benjamin. – diz ela, orgulhosa – Aposto que vocês vão se dar bem. Ah, e antes que eu me esqueça, seu depoimento foi marcado para amanhã, às 09:30. Meu irmão conhece bem o pessoal da delegacia, então, não precisa ficar nervosa, está bem? E estarei lá para acompanhá-la, ok?
– Obrigada por tudo que tem feito, Bella. Nem sei como agradecer.
– Apenas cuide dele pra mim, está bem? – a advogada responde, apontando para o irmão. – E agora eu vou mesmo! Até mais Caroline... Jasper... – completa, saindo do quarto em seguida.
– Vou acompanhá-la até a porta. Volto num minuto, querida! – diz ele, seguindo atrás da irmã.
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Depois de acompanhar a irmã até a porta do elevador, Jasper voltou para o apartamento, passando na cozinha antes de voltar até onde Caroline estava.
Após encher um copo com suco de laranja, encostou-se em uma das bancadas, encarando a aliança dourada em sua mão esquerda, pensativo. Mesmo sem perceber, começou a girá-la no lugar, tentando decidir se deveria tirá-la ou não, afinal, se intencionava dar-se uma nova chance ao lado de Caroline, deveria começar desprendendo-se do que o mantinha atado ao passado.
Só saiu de seu pequeno momento de reflexão quando sentiu as mãos de Caroline nas suas, envolvendo-as carinhosamente. Ao erguer o olhar, deparou-se com um sorriso que alcançava os olhos da garota à sua frente, e não foi possível, para ele, não sorrir também.
– Achei que a tal Sra. Flowers havia te sequestrado no caminho entre a porta do elevador e o apartamento! – diz ela, ainda sorrindo – Aliás, por que essa carinha preocupada? – completa, acariciando o rosto dele.
– Apenas tentando decidir se já é o momento certo de dizer um adeus definitivo. – Jasper responde, com um suspiro, voltando a encarar a aliança.
– Sabe que não precisa fazer isso, certo? – diz Caroline, fazendo-o olhar em seus olhos.
– Eu sei, mas... é que me parece o certo a fazer. A maneira mais correta de seguir em frente, entende?
– Escute... – diz ela, tomando o rosto dele em suas mãos, enquanto uma ideia surgia em sua mente – Não precisa fazer isso agora, está bem? Espere se sentir realmente confortável para tomar essa atitude. Além do mais, ainda estarei ao seu lado, com ou sem a aliança.
– É muito bom ouvir isso, sabia? – diz ele, enlaçando a cintura dela e trazendo-a para mais perto de si – Até porque, acho que não deixaria que saísse de perto de mim, mesmo que quisesse. – completa, com um sorriso, unindo seus lábios aos dela em seguida, num beijo calmo e carinhoso.
Jasper sentiu a garota retribuir ao seu carinho, enlaçando o pescoço dele com os braços e puxando-o para ainda mais perto, acariciando seus cabelos vagarosamente e perdendo-se na sensação única de tê-lo junto a si.
E mesmo que quisesse permanecer ali por mais tempo, seguro e confortável nos braços de Caroline, o rapaz obrigou-se a se afastar, mesmo que por poucos centímetros, afinal, ainda precisavam resolver algumas coisas antes do dia chegar ao fim.
– Bem, acho que é hora de arrumar as malas. Me acompanha? – Jasper pergunta, ainda abraçado a ela.
– Malas? E pra que precisa arrumar as malas? – ela pergunta, confusa.
– Bem... – o rapaz começa – Como Damon sabe onde nos encontrar, acho que não é prudente ficarmos aqui. E seu apartamento também não é uma boa opção. Então, se não se opuser, passaremos a noite num hotel, o que me diz? Amanhã encontrarei um lugar mais... acolhedor, prometo!
– Parece bom pra mim. Se bem que, se me convidasse pra passar a noite no alto de um prédio, sob o brilho das estrelas, eu também aceitaria sem reclamar! – Caroline responde, levemente corada por ter dito tais palavras.
– Podemos providenciar isso um dia desses! – diz Jasper, ajeitando uma mecha de cabelo da garota – Mas agora, — continua, erguendo-a do chão – temos uma mala pra arrumar! – completa, dirigindo-se para o quarto.
Chegando ao cômodo, colocou Caroline no chão com cuidado, dirigindo-se ao guarda-roupa em seguida, de onde tirou uma pequena mala azul-marinho. Após colocá-la sobre a cama, começou a escolher algumas peças de roupas e foi jogando-as de qualquer maneira lá dentro.
– Jasper... você, por acaso, já fez isso antes? – a garota pergunta, apontando para o amontoado de roupas.
– Bem... ah... não! – ele responde, com uma careta.
– Deu pra perceber. – diz Caroline, aos risos – Vamos fazer assim: você me passa as roupas e eu arrumo tudo pra você. O que acha?
– Realmente libertador. – diz Jasper, aliviado – Obrigado Care, você é incrível! – completa, dando um beijo no rosto dela.
– É... eu tento!
– Como estamos modestos, não?
– Por acaso está me chamando de convencida, Sr. Whitlock? – ela pergunta, colocando as mãos na cintura, tentando manter-se séria. – Pois fique sabendo que o elogio partiu de você, eu apenas concordei.
– Não faça esse biquinho, querida. É extremamente tentador e vai acabar derretendo meu coração... – ele responde, levando a mão ao coração teatralmente.
– Seu... seu... palhaço! – diz Caroline, atirando a camisa que tinha nas mãos no rosto dele.
– Você não fez isso! – diz Jasper, encarando-a depois de pegar a camisa do chão.
– Ah, eu fiz sim! – a garota responde, debochada – Agora diga-me Sr. Whitlock... o que vai fazer a respeito? – ela pergunta, colocando as mãos para trás e balançando-se para frente e para trás como uma criança pequena.
– Bom, eu poderia mandar te prenderem, sabia? – ele começa, aproximando-se lentamente, vendo-a dar alguns passos para trás com um sorriso nos lábios – Mas te manter longe de mim não é uma opção. Então... acho que farei justamente o contrário! – completa, cobrindo a distância que os separava rapidamente, tomando-a nos braços e caindo sobre a cama em seguida.
– Acho que gostei dessa opção. – diz ela, acariciando os cabelos dele – Nem vou ligar pra sua irmã pedindo por um habeas corpus, sabe?
– Me diga Caroline... – diz ele, mergulhando no olhar dela – Como posso ter me apaixonado por você tão rápido? Ou melhor... o que fiz de tão extraordinário para merecer você ao meu lado?
– Acredite... me faço as mesmas perguntas. E por mais que eu tente encontrar uma resposta, tudo em que consigo pensar é que, seja qual for o motivo, não me vejo mais sem você. A mínima possibilidade de ver você se afastar, Jasper Whitlock, é dolorosa demais.
– Se a tranquiliza, não pretendo ir a lugar algum sem a senhorita! – a voz dele não passando de um sussurro, fazendo um arrepio involuntário percorrer o corpo da garota.
Após reassumir o controle sobre a própria pulsação, que ficara desregulada ao ouvir a declaração de Jasper, Caroline buscou a mão do rapaz, entrelaçando-a junto à sua e trazendo-a para perto de seu rosto, apenas para apreciar a harmonia que havia entre elas, o toque quente dele provando que o que estava vivendo naquele momento era real, e não apenas uma doce ilusão de sua mente.
Deixaram-se ficar assim por um tempo indefinido, desfrutando da companhia e proximidade um do outro, sem serem necessárias palavras para tornar o momento especial. Tudo o que precisavam estava ali, ao alcance dos olhos: ver o sorriso brincando nos lábios daquele que se tornara tão imprescindível para si, um reflexo perfeito de seu próprio sorriso. Ver o sentimento que os unia se fortalecer e intensificar, tomando conta de cada espacinho livre nos corações de ambos.
***********
Assim que a mala de Jasper estava devidamente arrumada, graças à providencial ajuda de Caroline, e que o rapaz estava de banho tomado, deixaram o apartamento dele rumo ao endereço dela, onde pegariam algumas coisas mais necessárias.
No caminho até o apartamento de Caroline, conversaram sobre a tia da garota, Marie, e também sobre a “visita” surpresa que Damon fizera a ela, fato que deixou Jasper ainda mais preocupado com o quão passional aquele rapaz poderia ser.
Aproveitou a deixa e contou à garota sobre o breve encontro entre ele e o rapaz em frente ao prédio, arrependendo-se em seguida ao ver o pânico tomando o rosto de Caroline. Levou alguns minutos para tranquilizá-la e garantir-lhe que o incidente não voltaria a acontecer.
Logo que passaram pela porta de entrada do apartamento, Caroline notou que havia algo diferente ali. Sem dizer uma palavra, encaminhou-se para a pequena sala, onde pode confirmar suas suspeitas ao ver os cacos do que um dia já fora um porta-retratos, espalhados sobre a mesinha e o chão próximos ao sofá.
– Ele esteve aqui. – ela murmura, olhando ao redor para verificar se haviam mais estragos.
– Como sabe? – Jasper pergunta, colocando-se ao lado dela.
– Ele levou a foto que estava aqui. – a garota responde, apontado para os pedaços de vidro – Uma das nossas primeiras fotos juntos, onde ainda éramos um casal feliz, ou ao menos, eu achava que éramos. A mesma que, muitas vezes, me dava esperança de um dia reencontrar o menino gentil e atencioso que Damon sabia ser quando nos conhecemos. Esperança que se foi há algum tempo, na verdade, quando enfim me dei conta de que aquele Damon jamais existiu de verdade.
– Ei, não fique assim! – diz ele, puxando-a para um abraço – Não precisa se culpar por ter esperanças, Care, ainda mais quando é ela que te mantém de pé todos os dias. Damon é que não foi merecedor delas, e muito menos, merecedor de uma menina como você.
– Você é mesmo um anjo Jazz... – diz ela, ainda abraçada a ele – Tem certeza de que sou merecedora disso tudo? – a garota pergunta, com um sorriso, afastando-se só um pouquinho para poder olhar para ele.
– Eu acho que sim! – responde ele, devolvendo o sorriso e beijando a testa dela em seguida – Agora... que tal começarmos a arrumar suas coisas? Ainda precisamos ir até sua tia, não é?
– Tem razão! Venha... – diz Caroline, puxando-o pelo pulso – Meu quarto fica por aqui. – completa, encaminhando-se para o outro cômodo.
Jasper acompanhou a garota e parou assim que chegou à porta, permitindo-se fazer uma rápida análise do quarto enquanto Caroline dirigia-se ao guarda-roupa. E o que mais lhe chamou a atenção foi a colcha de patchwork que cobria a cama. Ele não sabia explicar o porquê, mas aquela peça colorida e delicada parecia a leitura perfeita daquela menina agora tão sorridente: acalentadora, adorável, protetora... linda!
– Está tudo bem? – ela pergunta, encarando-o curiosa, enquanto colocava sua mala sobre a cama – Por que essa carinha, hein?
– Eu... bem... Estava só admirando você. – ele responde, aproximando-se – E pensando em como essa colcha retrata bem suas principais qualidades.
– Como? – Caroline questiona, confusa.
– Ela é linda, adorável... – começa, envolvendo a cintura dela – Alegre... como você! – completa, acariciando o rosto e cabelos da garota.
– Vou acabar acreditando em você um dia desses, sabia? – a garota responde, enlaçando o pescoço dele.
– Acredite... eu não costumo mentir. – diz Jasper, unindo seus lábios aos dela.
Notas finais
Agora espero as boas almas ali nos comentários, ok? hehehe Até a próxima semana!
xoxo
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