Sempre ELE!

6 Por favor, seja meu.


Notas iniciais
Yoo minhas queridíssimas-divas-perfeitas-fofas-mordíveis-pôneis leitoras fantasmas e não fantasmas (sou puxa saco mesmo...). Acho que esse foi o cap mais sentimental que eu já escrevi. Ele é dedicado a todas vocês, mas principalmente a Cah03 que foi minha a primeira a ler/comentar/favoritar a fic! MORDIDA NA BOCHECHA SUA LINDA! Enfim, ao cap! ~senta que lá vêm a estória~ [Re-editado 13/02/14]

On. Pov Armin.

– Jean... – sussurrei paralisado, de repente era como se todo o sangue tivesse se desvairado de meu corpo.

Ele estava ali. Parado com a boca entreaberta. Meus olhos encontraram-se com os seus e só pude ver uma coisa ser transmitida através da dor obvia em seu rosto: Ele estava quebrado.

Eu o quebrei.

Mas isso não fazia sentido. Por que eu o havia quebrado? Nós não tínhamos nada mais do que uma relação carnal, então eu não estava fazendo nada de errado... Não é?

– Droga, ele viu. – resmungou Eren. – ei, Armin... – seus olhos se arregalaram. – o q-que foi? – tocou meu rosto. — por que está chorando?

Encostei a palma da mão na bochecha, um liquido quente escorria ali.

– N-Não é nada... – minha voz falhou.

– Não chore. – Entre separou minimamente nossos corpos e beijou meus olhos. – não gosto de te ver chorar. – enxugou minhas lagrimas. – o que há entre você e o Jean?

Meu rosto queimou ao lembrar-me de nossa relação. Tudo o que havíamos feito, e como havíamos feito...

– Armin, responda.

– N-Não temos nada! – gaguejei.

– É mesmo? – uma de suas mãos escorregou até meu cabelo, afastando-o da nuca. – então o que são todas essas marcas de mordidas e chupões?

– E-Eu caí! – tapei rapidamente o pescoço com a mão. – foi só isso!

– Não minta para mim! – aproveitou-se da posição em que estávamos e me jogou na maca, subindo por cima de mim. – você... Você e o Jean já fizeram aquilo?

Novamente a tsunami de memorias inundou minha mente, fazendo-me corar ainda mais.

– Vocês fizeram. – não era mais uma pergunta, e sim uma afirmação.

– Eren eu...

– Se vocês fizeram, nós também podemos fazer não é? – podia ouvir o desespero em sua voz.

Ele tomou uma de minhas mãos entre as suas e encostou o nariz suavemente as costas dela.

– E-Eu... Eu não sei explicar o que está acontecendo comigo... Me desculpe... Não consigo mais me controlar... Eu acho que te amo então, por favor... – plantou um beijo em minha mão. – Seja meu.

Off. Pov Armin.

On. Pov Marcoh

Eu estava saindo do vestiário após a aula de educação física (milagrosamente, ainda vivo, pois após a corrida de “obstáculo” Hanji-sensei nos mandou dar trinta voltas ao redor da escola), quando ouvi um soluço muito baixo ecoar no corredor escuro e vazio.

Que estranho, já estava quase anoitecendo, a escola não deveria estar vazia? Por que ainda haveria alguém aqui?

Segui até o final do corredor, seguindo o som até dobrar a esquerda e me deparar com algo que eu pensei que nunca veria:

Jean chorando.

Ele estava encostado ao parapeito da janela do segundo andar que tinha uma vista privilegiada do jardim dos fundos da escola. O cotovelo apoiado ao mármore que rodeava a janela, com a mão apertando os cabelos e a outra fechada com tanta força que seus dedos já estavam brancos pela falta de sangue. O sol estava se pondo, dando ainda mais destaque ao refletirem pelas grossas lagrimas que escorriam por seu rosto.

– O que houve? – perguntei.

Jean se assustou e se virou tão rapidamente que pensei que sua cabeça fosse se deslocar do pescoço.

– O que você tá fazendo aqui? – perguntou zangado enquanto limpava bruscamente as lagrimas com as costas da mão.

– Estava indo para casa... – encostei-me na parede ao seu lado, enquanto ele se voltava pra a janela, tentando inutilmente esconder os olhos inchados. – quer desabafar?

– Por que porras eu ia querer desabafar? – perguntou com o mau humor piorando.

– Hm... – encostei a cabeça à parede e olhei para cima. – não sei... Talvez por que seu amor por Armin não seja reciproco? – olhei para ele com o canto dos olhos, a tempo de ver sua expressão abismada.

– Como você...

– Está meio que na cara. – fechei os olhos. – o modo como você olha para ele, age com ele, cuida dele, e se refere a ele... Não se preocupe, não acho que os outros perceberam, eu apenas presto um pouco de atenção demais. – respirei fundo. – quer desabafar agora?

Jean enterrou o rosto em ambas as mãos e finalmente caiu em desespero, sem controlar mais as lagrimas que me rasgavam como se fossem navalhas.

– Não sei mais o que fazer! – disse com a voz embargada pelo choro. – eu o amo tanto que chega a ser insuportável! Por que ele faz isso com a minha cabeça? Não entendo aquele pirralho!

– O que ele fez afinal? – virei-me e encostei a mão em seu ombro.

– Ele... – Jean engoliu seco. – ele gosta do Eren... Eu o vi... Com o Eren... – por Kami-sama, a cada palavra que ele dizia parecia que estava se despedaçando.

Isso me machucava demais, não conseguia vê-lo sofrer daquele jeito.

Não podia deixa-lo sofrer daquele jeito.

Mesmo que isso me quebre, eu vou o fazer.

– Jean... – movi a mão de seu ombro até os cabelos e afaguei de leve. – você realmente o ama, não é?

Ele respirou fundo antes de responder, tentando controlar o tremor de seu corpo, segurando os soluços que agora estavam altos.

– S-Sim. – respondeu.

– Você o que ver feliz, não é?

– Quero...

– Acha que pode dar a felicidade que ele merece?

– E-Eu não sei...

– Jean – respirei fundo mais uma vez. — já pensou em deixar o Armin partir?

Off. Pov Marcoh

On. Pov Armin.

–… Seja meu.

Não conseguia responder, a voz parecia ter entalado na garganta e se recusava a sair.

Eren também me amava? Meu amor era correspondido?

Um calor tomou meu coração de tal forma que achei que nunca achei que conseguiria sentir-me tão bem.

E ao mesmo tempo, tão mal.

Ele tomou meu silencio como um sim e pousou minha mão sobre a cama, tomando meu queixo e puxando-o com cuidado em direção aos seus lábios. Não estava mais me agarrando com o fogo de antes, mas sim sendo cuidadoso, como se estivesse com medo de que eu fosse sumir de suas mãos.

– Armin... – gemeu ele entre o beijo.

Suas mãos foram até meu abdômen, subindo a regata por onde passava. Minha pele se arrepiou ao sentir seus dedos acariciarem as linhas em meu corpo.

– Eren... – minha respiração estava ofegante.

– Você é tão fofo... – sussurrou ele beijando minha testa. – e tão lindo...

Corei violentamente enquanto suas mãos retiravam minha regata. Ele me olhava como se eu fosse a mais bela obra de arte, enquanto seus lábios desciam por minha clavícula.

Agarrei-me aos lençóis da maca quando senti seus lábios se apossarem de um dos meus botões, sugando-o com força.

– Aaah... – gemi jogando a cabeça para trás.

As mãos de Eren não paravam quietas em meu corpo, pareciam vasculhar cada detalhe, procurando a melhor maneira de me enlouquecer.

Era tão bom senti-lo me tocar daquele jeito.

Mas faltava alguma coisa.

Eren separou-se de mim por um breve segundo, para retirar sua própria regata e tornou a deitar-se em cima de mim enquanto suas mãos tornavam a segurar meu rosto e me puxarem para um beijo desesperado.

Ele era quente.

Mas nem tanto.

Suas mãos foram até a barra de minha bermuda, puxando-a para baixo e movendo minhas pernas para sua cintura. Apertou minhas coxas acariciando-as com a ponta das unhas, para voltarem a explorar meu corpo.

Separou-se novamente para tirar a própria bermuda e joga-la no chão.

– E-Eu te amo... – sussurrou ele.

Eu também”, tentei pensar nisso de maneira concreta, mas não conseguia. O que havia de errado comigo?

Ele puxou minha box cinza-azulada, deixando-me completamente nu a sua frente. Seus olhos me devoravam da maneira que sempre desejei.

Por que não estou tão feliz com isso?

Eren retirou a própria box, e meus olhos percorreram todo o corpo exposto a minha frente.

Ele era realmente bonito. Os músculos bem delineados desde o tórax aos bíceps. As pernas levemente musculosas, e as coxas firmes, junto aos cabelos castanhos e os olhos...

Não eram castanhos.

Não era alto.

Não era ele.

Não era Jean.

Ao pensar nisso, algo em mim mudou, todo o fogo que estava sentindo apagou da mesma maneira que acendeu.

Não acredito que eu... Eu...

– Armin? – Eren franziu a testa ao olhar para o meu membro.

Por que isso tinha que acontecer...

– Eu fiz alguma coisa errada? – ele continuava a encarrar meu membro que estava... Murcho.

É. Eu broxei.

– Desculpa... – sussurrei sentando-me e Eren saiu de cima de mim. – não posso, não consigo... – enrolei-me com os lençóis da maca.

– Por quê? Não me diga que...

– Sinto muito Eren. Eu achei que te amava desta maneira, mas... Estava me enganado.

– Você gosta do Jean, não é?

– J-Jean? E-Eu já disse que n-não! – gaguejei sentindo novamente meu rosto corar.

– É mesmo? – ele vestiu as roupas rapidamente e jogou as minhas em meu colo. – você está mesmo bem com isso?

– C-Com o que?

Ele suspirou, estava magoado, mas ainda era o meu melhor amigo e eu sabia que ele sempre seria sincero comigo.

– Tudo bem para você se ele ficar com outra pessoa?

– Outra pessoa...?

Automaticamente lembrei-me da aula de física que fizemos em dupla. O modo com Jean olhava para Marcoh, imagina-los juntos... Parecia que algo estava rasgando meu coração ao meio. Ele não faria isso, não é? Ele não podia... Ele... Ele era meu.

– Não quero dá-lo para outra pessoa...

Off. Pov Armin

On. Pov Marcoh

– ...Já pensou em deixar o Armin partir?

Jean finalmente me olhou nos olhos, com uma expressão que eu não soube identificar como mágoa, dor ou confusão. Talvez os três.

– Deixa-lo partir? Como assim? – finalmente suas lagrimas pararam e ele me olhou sério. – o que quer dizer com partir?

– Se ele e o Eren possuem um sentimento reciproco, ele deve estar feliz, não acha?

Seu olhar tornou-se aflito, Armin era realmente importante para ele.

– O Eren não o merece! – havia raiva em sua voz. – o fez chorar incontáveis vezes, como pode fazê-lo feliz?

– Eu não sei. Pergunte para si mesmo. – mantive o olhar firme, ignorando toda a tristeza que sentia ao falar aquelas malditas palavras. – está disposto a sacrificar tudo por ele? Está disposto a arriscar por ele? Está disposto a sofrer preconceito junto com ele? Está disposto a ama-lo de todo o coração? Está disposto a fazê-lo feliz de verdade? Está disposto a fazer isso para sempre?

Jean continuou a me observar, mas o pavor em seus olhos foi substituído por uma paixão melancólica, ao mesmo tempo concreta.

– Eu morreria por aquele loiro idiota.

Sorri, esse era o Jean que eu conhecia.

Tranquei toda a dor que estava sentindo no mais profundo de meu peito, segurando a vontade de chorar, mantendo a minha voz mais tranquila o possível ao dizer:

– Então o que está esperando para ir atrás dele?

Jean corou, e um enorme sorriso surgiu em seus lábios. Um sorriso que eu não via a muito tempo já que ele sempre estava estressado. Nunca pensei que o veria assim novamente.

– Obrigado Marcoh. – ele me abraçou.

Correspondi ao abraço, sentindo o peso em meu peito sumir com o calor de seus braços. Eram melhores do que eu imaginava, e muito mais gentis do que eu esperava. Ele sorriu na curva de meu ombro e uma de suas mãos afagou o cabelo em minha nuca.

Jean, por que faz isso comigo?

– Muito obrigada mesmo!

Ele correu em direção ao corredor, a luz do sol passava através da porta que ficava do outro lado, eu via apenas a silhueta de Jean se afastar correndo. Era uma visão... Tão linda.

– BOA SORTE! – gritei alto o suficiente para ele ouvir, depois baixei a cabeça e deixei as lagrimas escorrem enquanto o via se afastar, e sussurrei para mim mesmo com a voz quase muda. – eu te amo idiota...

Mas ele nunca saberia disso, por que eu o amo...

E é por isso mesmo que devo deixa-lo ir.

Off. Pov Marcoh

Notas finais
Mais alguém ai sentiu a emoção? *-* Admito que amei escrever esse cap! (Jean cara, vem que eu te consolo!!!). Armin parou de lerdar e finalmente percebeu os próprios sentimentos, Jean tá decidido, Eren-cara-de-bunda (não sei por que, mas não gosto do Eren e nem da Mikasa *podem me processar por isso!*) finalmente fez algo que preste e Marcoh ficou triste/feliz com a “partida” do Jean. MINHA NET TÁ UMA M****!!! Fiquei horas tentado postar esse cap (fora o netbook quebrado pela metade)!!! ~vontade de pegar o roteador e atirar pela janela ~Mamãe me ama tanto que contratou uma net com limite de download!!! ~Imaginem o que é trocar a GVT pela Vivo? Resultado: Quando eu finalmente conseguia acessar o nyah, dava erro! QUEM FOI O FILHO DA P*** QUE INVENTOU A INTERNET COM LIMITE DE DOWNLOAD?! Desculpa o palavriado, tô meio estressada com isso (as notas finais ficaram gigantes). ENFIM: Muito obrigada para quem acompanhou a fic até agora, pena que tá acabando, mas já estou planejando a fic de Kuroko no Basket! Provavelmente o próximo vai ser o último capítulo da “Sempre ELE!” e depois um extra (ou dois, depende da minha imaginação). Até a próxima! Kissus no nariz!!! [Imagem adicionada 13/02/14]