Sempre ELE!
7 Nem sempre ele
Notas iniciais
On. Pov especial Armin.
Onde ele estava?
Não o encontrei na escola, nem em casa, e ele não atendia ao telefone.
Olhei pela milésima vez para o relógio que ficava na parede da cozinha, apertando o balcão de mármore com força enquanto me mexia freneticamente na cadeira.
“Onde você está Jean”?
Off. Pov especial Armin.
On. Pov Jean.
CADÊ O ARMIN?!
Corri igual a um leopardo enquanto o procurava.
Obvio que ele já não estava mais na escola. Mas eu ainda tinha esperança. Meu celular havia descarregado, então não podia ligar para ele.
“Onde você está Armin”?
Off. Pov Jean.
On. Pov especial Eren.
Vi aquele idiota do Jean correndo que nem um desesperado enquanto saia da escola. Eu deveria falar com ele? Aquele maldito tinha o amor do Armin...
Mordi o lábio inferior com força, eu deveria falar com ele, deveria... Não deveria? Hm...
– Eren?
Dei um salto, surpreendendo-me com a voz de Levi que aparecera do nada.
– O q-que foi? – perguntei.
– Preocupado com algo? – ergueu uma sobrancelha e olhou para algo atrás de mim. – aquele ali não é o Jean?
Virei-me a tempo de receber um belo gancho de direita e cair estatelado no chão.
– CADE ELE? – berrou Jean.
Segurei meu nariz que agora sangrava e me pus de pé, retribuindo com um gancho de esquerda tão rápido que Jean não teve tempo de reagir.
Ele cambaleou para trás com a mão no queixo e voltou a me encarar furioso.
– ME DIGA LOGO ONDE ELE ESTÁ PORRA!
– FOI ATRÁS DE VOCÊ! – gritei de volta e toda a expressão furiosa se foi do rosto de Jean, tomada por uma confusa.
– An?
Arg! Sinceramente! Que cara idiota!
– Ele... – engoli em seco ao pronunciar aquelas palavras. – ele me rejeitou logo depois que te viu... Unf... Foi te procurar já faz umas duas horas.
Jean arregalou os olhos, cobrindo a boca com uma das mãos enquanto pequenas lagrimas se formavam em seus olhos.
Mas o que...
– Perdão, Eren. – disse ele antes de se disparar a correr.
Fiquei tão chocado com o que ele falou que nem havia reparado nos olhos curiosos de Levi sobre mim.
– Eren, você é gay? – ele perguntou.
– C-CLARO QUE NÃO! – gritei em resposta.
– Não é o que tá parecendo. – Levi aproximou-se de mim um passo. – tem certeza do que está dizendo? – deu outro passo para frente.
– M-MAS É CLARO QUE TENHO! – merda! Merda! Eu estava muito nervoso, estava preparando-me para ser zoado pelo resto da vida.
– Está mentindo. – ele acabou com a curta distancia entre nos e plantou um suave beijo em minha boca.
MASOQ?!!!
– Viu só? – uma de suas mãos apertou meu membro excitado por cima da calça. – você é gay.
– N-Não me toque ai seu tarado! – empurrei-o.
– Você é divertido. – riu Levi. – até a próxima. E-r-e-n.
E sumiu de minha frente tão rápido quando chegou.
– EU NÃO SOU GAY! – gritei alto o suficiente para o bairro inteiro ouvir.
Off. Pov especial Eren.
On. Pov Armin.
– Já chega! – levantei-me da cadeira e fui até meu guarda-roupa
Peguei um casaco branco e o vesti, as mangas um pouco grandes, mas dava pro gasto. Calcei o primeiro tênis que vi pela frente e pus o celular no bolso da calça branca.
Eu ia procurar Jean, não importava que isso levasse toda a madrugada.
Tranquei o apartamento, sem paciência para esperar o elevador, saltei pelas escadas e corri para fora do prédio.
Assim que dobrei a rua, tive certeza de que Kami existia, pois lá estava o moreno que eu tanto procurava.
Suado, ofegante, sem o paletó do uniforme. A blusa aberta até o segundo botão e nem sinal de sua mochila.
Ele olhou para mim, e seus olhos brilharam numa intensidade que eu nunca havia visto.
– JEAN! – gritei lançando-me em seus braços.
Ele me segurou como se sua vida dependesse disso, estava me sufocando um pouco, mas não reclamei. Não queria sair daqueles braços nunca mais.
– Onde você estava? – perguntei já chorando. – achei que me odiasse!
– Eu nunca... – ele soltou-me do abraço e segurou meu rosto com ambas as mãos. – eu nunca vou te odiar Armin, eu... Eu...
Off. Pov Armin.
On. Pov Jean.
Pronto, era agora, eu iria dizer que o amo.
POR QUE AS PALAVRAS SIMPLISMENTE NÃO SAIAM?
– Eu... Eu... Ah... É... Eu... – gaguejei sentindo meu rosto esquentar, devia estar ficando da cor de um pimentão.
– Eu sei. – disse Armin abrindo um sorriso. – eu também.
Arregalei os olhos, e toda a dor que sentia por reprimir meu amor se foi ao sentir seus lábios tocarem os meus junto a suas pequenas mãozinhas que se agarravam a meus cabelos.
Não ouvia mais as buzinas dos carros que passavam na rua ao nosso lado, as luzes dos postes não pareciam tão fortes. A lua, as pessoas, tudo. Nada mais importava do que ter Armin ali do meu lado.
– Eu... Eu quero você... – disse ele completamente vermelho. – q-quero fazer amor com você.
Sorri, a timidez dele nunca cansava.
– Eu sempre fui seu. — falei e o joguei no meu ombro.
Armin soltou um gritinho e começou a chutar.
– Ah! Me solta, senão eu vou cair! – ele acertou vários socos fracos nas minhas costas, mas ria junto a mim.
– Só vou te colocar no chão na hora de atacar. – para enfatizar, apertei suas coxas com uma das mãos que o apoiava. – quer fazer isso aqui na rua?
Armin ficou em silencio, eu já podia ver em minha mente sua expressão pasma com o rosto da cor de um pimentão.
Fui para o prédio e subi as escadas com ele ainda em meus ombros. Já estava ofegante quando cheguei ao apartamento, abri com tanta ansiedade que não acertava a chave.
O loirinho riu da situação e disse:
– É a chave dourada.
– Eu sei disso! – resmunguei.
Ele ficou rindo enquanto eu abria a porta, mas logo parou quando o prensei na parede, com as pernas em volta de minha cintura enquanto segurava seus pulsos acima da cabeça.
– Não ria de mim. – falei sentindo meu rosto corar.
Ele me mostrou aquele raro sorriso sincero e inocente, depois fez um bico e piscou os olhos.
– Nee, Jean, não seja tão mau.
Ok. Esquece a parte do inocente.
– É melhor não me provocar. – sorri maliciosamente.
– Mas eu não estou fazendo nada, senpai. – inclinou o pescoço e roçou a língua em meus lábios.
Sanidade foi um prazer te conhecer.
Soltei seus pulsos e segurei sua cintura com força, colando-o a mim enquanto suas mãos quase arrancavam meus cabelos de tanta força que ele se agarrava.
– J-Jean... – gemeu ele entre os beijos. – v-va... Aah... Vamos p-para... Hm... O q-quarto.
Sem tira-lo de meu colo, segui para o bendito cômodo e o joguei em cima da cama, joguei mesmo.
– Vem logo... – disse abrindo os braços em minha direção enquanto eu me livrava de minha gravata e sapatos.
Engatinhei em cima dele até nossos rostos ficarem da mesma altura, sentia sua respiração irregular bater em meu rosto, para logo em seguida a distancia entre nossos corpos sumir e se unirem novamente.
Armin era dócil e selvagem ao mesmo tempo.
A maneira fofa como gemia meu nome e ficava corado ao pedir as coisas, o jeito depravado quando desejava algo. Eu amava esse garoto.
Arranquei seu casaco quase o rasgando e atirando contra a parede.
Suas mãozinhas subiam por minhas costas, puxando a camisa à medida que acariciava minha pele com as unhas. O seu toque fazia todo o meu corpo se arrepiar.
– Hm... – gemeu quando minhas mãos alcançaram seus mamilos por baixo da blusa. – J-Jean... Eu... Tem uma coisa que eu quero fazer...
– O que quiser... – mordi seu lóbulo. – diga.
– E-Eu quero... Experimentar...
– O que? – apertei os botões róseos com um pouco mais de força, fazendo o loiro arquear as costas e gemer alto.
– Quero p-provar- ele ficou MUITO vermelho. – o... O seu gosto... Aaah...
Corei violentamente com suas palavras e me pus de joelhos, desatando o cinto da calça e abrindo o zíper.
– É todo seu. – sorri de canto.
Armin sentou-se e puxou meus ombros, jogando-me na cama e depois tapando meus olhos com uma das mãos.
– N-Não olhe para mim enquanto eu faço isso... – gaguejou retirando as mãos. – fique com os olhos fechados.
Fechei os olhos, sentindo suas mãos curiosas puxarem minha calça, retirando-a para depois tocar suavemente em minha ereção por cima da box escura. Logo seus dedos deslizaram até a barra de minha box e a puxou para baixo, revelando minha excitação.
Armin tocou-a com a ponta dos dedos, massageando da glande a base. Senti algo quente e úmido encostar-se ali, presumir ser sua boca. Ela subia e descia, por vezes superficialmente, como se fosse um doce, já outras abocanhava quase tudo e afundava até eu ouvi seus gemidos.
Não resisti, abri os olhos.
Loirinho, pode me odiar, mas nunca vou me arrepender de ter te olhado naquela hora.
Os olhos de Armin estavam semicerrados transbordando luxuria, o rosto avermelhado com pequenas lágrimas que escorriam preguiçosas por suas bochechas. Os lábios vermelhos enquanto a língua deliciava-se com meu membro junto a uma das mãos, enquanto com a outra ele se estimulava.
Kami-sama, de onde saiu essa personificação do pecado?
Ele parou o que fazia assim que percebeu que eu o olhava e ficou muito, muito vermelho mesmo.
–E-EU DISSE P-PA-RA N-NÃ-O-O OLH-A-AR! – gaguejou com a voz falha.
– Por Kami Armin, termine isso... – gemi agarrando seus cabelos.
Ele, ainda cor-de-pimentão, sorriu maliciosamente (PERA AÍ! SORRIU MALICIOSAMENTE? CADÊ MEU DOCE E DELICADO ARMIN?) e acariciou a glande com a língua.
– Gosta assim? – perguntou aumentando o ritmo das caricias.
– G-Gosto... – minha voz saiu extasiada de prazer.
Ele tornou a aumentar o ritmo, agora fazendo o que antes eu não podia ver. A forma como chupava meu membro era tão excitante que poderia gozar só de olhar para ele.
– Aaah... Armin... – gemi apertando seus cabelos com mais força enquanto ele acelerava o ritmo.
Cheguei ao ápice num gemido ainda mais alto, olhando para baixo a tempo de ver Armin engolir todo o meu prazer e lamber os lábios.
– É delicioso... — disse ele engatinhando por cima de mim. – prova... – beijou-me de maneira luxuriosa, onde as línguas não ficavam dentro da boca.
Esse menino quer me levar a loucura.
– Jean... – ele abraçou meu pescoço, afundando o rosto em meu ombro. – me tenha.
Sanidade pelos ares em 3, 2, 1...
Tateei desesperadamente o criado-mudo, e encontrei o bendito tubinho. Espalhei bem o liquido pelos dedos e inverti nossas posições, ficando por cima.
– Separe mais suas pernas. – falei enquanto roçava um dedo ao redor de sua entrada.
O corpo de Armin arrepiou-se e ele fez o que pedi. Sorri ao ver a careta que fazia quando eu começava a colocar o indicador, e depois tirava, seguindo por assim varias vezes.
– Ponha logo... – gemeu ele.
– Calma, pra que a pressa? – sorri e finalmente coloquei todo o dedo dentro.
Ele gemeu alto, agarrando minhas costas e perfurando-as superficialmente com as unhas.
Comecei a prepara-lo, logo pondo o anelar e alargando-o, nunca iria machuca-lo.
– Já está bom... – seus olhos fixaram-se nos meus. – por favor, me tenha logo Jean.
Segurei suas coxas e as puxei para cima, colocando suas pernas em meus ombros.
– Preparado?
– Para você? Sempre.
Corei com suas palavras e o adentrei lentamente, a medida que entrava seus gemidos se tornavam mais prazerosos e altos.
– Se mova... – gemeu acariciando minha nuca.
Comecei a estoca-lo, primeiro lentamente, para depois aumentar o ritmo e sair completamente para por de volta. Em certa hora, acertei algum ponto que o fez gemer muito alto e quase arrancar meus cabelos ao se segurar.
– É aqui? – sorri estocando naquele lugar mais uma vez.
Ouvi outro gemido em resposta e continuei o movimento, até chegarmos ao limite e deleitarmo-nos um no outro.
As mãos de Armin escorregaram de minha nuca, caindo no colchão e ele tentava inutilmente respirar direito.
Sorri bobamente e acariciei seu rosto com delicadeza, sentindo a pele arrepiar ao meu toque.
– Armin... – sussurrei.
– O que? – disse ainda sem folego.
– Eu te amo.
Ótimo. Matei o menino, agora era que ele não conseguia respirar mesmo.
– Eu sei. – tocou meu rosto, fazendo um carinho igual ao que eu fazia em seu rosto. – eu também te amo.
– D-Desculpa ter dito só agora... – falei baixando os olhos. – eu...
– Entendo, não precisa dizer. – puxou meu rosto para baixo e beijou a pontinha de meu nariz. – mas você está aqui, e eu estou aqui. Então pra mim está tudo bem.
Como eu amo esse loirinho idiota...
– Pronto para a segunda rodada? – perguntei.
– O QU... – ele não teve tempo para perguntar antes que eu o calasse com um beijo e o puxa-se para mim novamente.
Acho que algumas coisas nunca vão mudar...
O sorriso tímido, o jeito doce e preocupado, as atitudes pequenas, porem verdadeiras. As palavras certas, o jeitinho confuso e desastrado. Amo esse garoto, para toda a eternidade. O meu único e verdadeiro amor será Sempre ELE.
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