Sempre ELE!
5 Por ele, com ele, sempre ele...
Notas iniciais
– Preparar! 3... 2... 1... JÁ! – gritou nossa sensei-treinadora-enfermeira Hanji Zoe.
Ela havia nos preparado uma corrida de obstáculos (nosso colégio era masculino, Hanji-sensei era a única louca que se atrevia a ser nossa professora, consequentemente, a única mulher em todo o colégio), só que Hanji-sensei estava longe de ser normal. Tudo quanto é tipo de coisa é possível nas aulas dela.
– Armin abaixa! – gritei empurrando-o para o chão ao mesmo tempo em que um arpão (SIM, UM ARPÃO) passava por cima de nossas cabeças.
Mas Armin não seria Armin se não tropeçasse num cano (não me pergunte de onde isso saiu), e caísse com tudo no chão.
– AI! – gritou, então vi que ele havia ralado o joelho.
Estava prestes a ajuda-lo, quando Eren passou na minha frente e o pegou no colo.
– O que houve? – perguntou Hanji-sensei, então viu o machucado no joelho de Armin. – KAMI-SAMA! QUE CORTE LINDO! AI O SANGUE AINDA ESTÁ FRESQUINHO! TÃO VERMELHINHOOOO!
– Pode deixar que eu cuido dele! – Eren afastou-se da sensei. – hm... É... A senhora ainda tem que dar aula!
Mesmo que eu odiasse Eren, o ajudei a enrolar a sensei. Afinal ninguém sabe o que raios essa enfermeira psicopata já fez, mas todos os alunos do qual ela já cuido, transferiram-se de escola no dia seguinte misteriosamente.
Então é melhor nem arriscar.
On. Pov especial Eren.
Carreguei Armin até a enfermaria, ele estava encolhido como uma criança em meu colo. As mãos pequenas e pálidas agarradas a minha camisa (n/a da autora: O uniforme de educação física consistia numa regata branca e um bermudão azul escuro com o símbolo da escola: Duas assas entrelaçadas). A cabeça apoiada em meu peito, as maçãs do rosto levemente coradas e pequenas lagrimas escorriam lentamente por suas bochechas. Tinha que admitir, vê-lo daquela maneira... Ele estava... Fofo.
– Eren... – sussurrou ele. – está doendo...
– Eu sei, não se preocupe. – como estava com as mãos ocupadas, não poderia afagar seus cabelos, então inclinei o pescoço e plantei um suave beijo em sua testa.
Armiin ficou completamente vermelho, me fazendo rir de sua reação tímida.
Coloquei-o na maca e vasculhei o lugar. Peguei uma bacia com água, uma pano, bandagens e methiolate (n/a da autora: Methiolate não arde! *ISSO É UMA MENTIRA DESCARADA*, tá, parei). Tirei os tênis de Armin para que não molhassem e os coloquei junto as meias a lado da maca.
Dobrei sua bermuda com muito cuidado, com medo de tocar em seu ferimento. Enquanto dobrava o tecido, meus dedos roçaram a pele na parte interna de sua coxa. Estranho... Nunca havia percebido o quanto a pele de Armin era macia... Senti-o se arrepiar com meu toque e subitamente corei.
– Hm... – quebrei o silencio. – eu vou lavar ok?
Ele assentiu com a cabeça e ergui sua perna, apoiando-a na maca e espremi o pano molhado por cima do ferimento, lavando-o. Coloquei a bacia abaixo e a água misturada ao sangue começou a escorrer até ela.
– Está... Arg... Ardendo... – gemeu Armin em desgosto.
Suspirei, terminei de lavar, sequei e passei o medicamento com toda a delicadeza que podia. Armin reclamou um pouco, mas logo se acalmou quanto terminei de fazer o curativo.
– Obrigada! – suspirou aliviado.
– Disponha! – inclinei-me para frente e afaguei sua cabeça. – seu rosto está sujo de terra, sabia? – ri e inclinei-me até ficar em sua altura. – aqui... – toque perto da orelha, fazendo a areia desgrudar-se dali.
Armin corou de tal maneira que pensei que sua cabeça fosse explodir. Tornei a rir de sua reação e acariciei suas bochechas avermelhadas com a ponta dos dedos.
– Você está agindo como uma garotinha. – falei ainda rindo, e de vermelho ele passou para roxo, tamanha era a vergonha.
Continuei rindo até que meus dedos alcançaram seus lábios, acalmei-me e observei aquela pequena boca rosada, os lábios eram proporcionais e bem desenhados, um pouco cheinhos...
Armin é meu melhor amigo.
Então alguém me explica por que eu estou me inclinando para frente, tomando seu rosto com ambas as minhas mãos e beijando-o?
Eram mais macios do que aparentavam, tinham um sabor doce e diferente do qual eu nunca havia experimentado antes. Tão macios que não resisti a morder o inferior e puxa-lo entre meus dentes.
Achei que Armin fosse me empurrar, me afastar, qualquer coisa, mas ele me surpreendeu.
Ele correspondeu.
Suas mãos tocaram timidamente minha nuca e agarraram-se enfraquecidas em meus cabelos. Deu passagem para que eu explora-se sua boca com desejo e logo a tomasse num beijo ofegante e desesperado.
Agarrei sua cintura e o puxei para mim, colando nossos corpos, usando a maca para apoia-lo.
Arrastei uma de minhas mãos para cima, adentrando sua blusa e acariciando suas costas com a ponta das unhas. Ele estava quente, sua pele se arrepiava a medida que minhas mãos avançavam por seu corpo.
Suas pernas enroscaram-se em minha cintura, aproximando-nos ainda mais, como se de alguma maneira pudesse nos fundir em um só.
Separei nossos lábios para respirar e deleitei-me com a cena mais linda que já havia visto na vida: Armin encarava-me com os olhos semicerrados, a pupila levemente dilatada, as bochechas coradas enquanto um fio de saliva escorria pelo canto de sua boca.
– Eren... – sussurou com a voz rouca.
Tão... Perfeito.
Movi meus lábios até seu pescoço, o gosto de sua pele era viciante, me fazia querer devora-lo.
– Aaah... Eren... – gemeu em meu ouvido devido ao modo como sua cabeça estava apoiada em meu ombro.
Era tão bom, eu queria ouvir mais daquela voz manhosa. A maneira como seus lábios pronunciavam meu nome estava me deixavam insano.
Eu estava louco, só pode.
Armin era meu melhor amigo! O que raios eu estava fazendo? Por que estou perdendo o controle assim? Eu não sou gay! Mas... Armin...
Seu sorriso, seu jeito preocupado comigo, seu esforço, sua amabilidade e dedicação a tudo que pudesse ajudar aos outros.
Não era possível, eu não podia estar apaixona...
Antes que pudesse concluir meu pensamento, senti Armin paralisar em meus braços. De repente sua pele se tornou fria e suas mãos escorregaram de meus cabelos.
Ouvi-o dizer com a voz tremula.
– Jean...
Virei-me a tempo de ver uma cabeleira castanha deixar o local.
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