Sempre ELE!
2 Meu loiro
Notas iniciais
On. Pov Jean
– Jean... – uma voz calma e baixa sussurrou. – oye, Jean... – senti uma mão quente tocar meu rosto. – JEAN!
Assustei-me e me movi por extinto. Quando dei por mim, Armin estava deitado em minha cama, eu por cima dele, segurando seus pulsos ao lado de sua cabeça.
Arregalei os olhos ao ver a expressão pasma do loiro, que me fitava com as íris claras completamente a mostra, a pupila um pouco dilatada.
– O que faz aqui Armin? – perguntei com um sorriso de lado.
– E-Eu vi-i-m te acordar p-para jantar... – gaguejou ele num sussurro quase mudo.
– Não estou com fome de comida. – continuei a sorrir enquanto acariciava suas bochechas coradas.
Deixe-me explicar uma coisa:
Eu e Armin dividíamos um apartamento. Como meus pais nunca foram presentes, sempre me deram muitos presentes (sinta a ironia). Assim que fiz dezoito (comecei o colégio atrasado e reprovei um ano), eles me deram um apartamento. A mãe do Armin trabalhava junto aos meus pais, e ela nunca estava em casa, então ela me pediu para ficar responsável por ele e eu, obviamente, aceitei.
Um dia, quando voltamos do colégio, peguei Armin chorando no banheiro. Perguntei o porquê de ele está daquele jeito, após insistir um pouco, o convenci e ele me contou: ele amava o Eren. Quando soube daquilo, senti o chão sumir aos meus pés, por um único motivo: Eu amava Armin.
Não o conhecia a tanto tempo quanto o Eren (eles eram amigos desde bebês), o conheci numa das reuniões de nossos pais. Estávamos na sala de espera quando o reconheci como sendo de minha turma no colégio (isso foi no sexto ano, agora estamos no segundo ano do ensino médio), acabamos por conversar e nos tornamos amigos.
De primeira, não fui com a cara do Eren. Brigávamos direto, e quase nos matamos quando Armin nos apresentou. O que me deixava mais puto era: Sempre o Eren. Houve uma época em que gostei de uma garota chamada Mikasa Ackerman, mas ela só tinha olhos para o Eren. Ele ganhava de mim nos esportes, nas notas, em tudo. O filho da mãe ainda tinha o amor do Armin? Aí era demais!
Não sei como, nem quando, quando me dei conta, já estava apaixonado por Armin. Aqueles olhos tão azuis quanto um céu sem nuvens, os cabelos loiros que emolduravam seu rosto o fazendo parecer um anjo.
Queria ele só para mim.
E nem mesmo Eren me impediria.
Armin, após chorar naquele banheiro, se tornou mais próximo a mim. Agora eu o entendia melhor, então propus o seguinte:
“Se você quiser, eu te ajudo a esquecê-lo”.
Ele não entendeu no inicio, mas foi naquele dia que o tomei pela primeira vez. Ele não resistiu, mas também não correspondeu. Ficou em minhas mãos como um boneco esperando o dono se cansar de brincar e o jogar fora.
Não contei para ele que o amava, mesmo que não pudesse ter seu coração, teria seu corpo. Odiava-me por pensar assim, mas se pudesse ter ao menos alguma coisa dele, era o suficiente para mim.
Voltando a estória:
Armin tentou me empurrar, mas não era forte como eu. Era pequeno e frágil, a pele tão macia e sedosa quanto a de um bebê.
Beije-lhe os olhos e afrouxei a mão que ainda segurava seu pulso.
– Não vai doer quase nada desta vez. – sussurrei com a voz rouca em seu ouvido. – vou ter cuidado.
Armin gemeu em resposta e empurrei minha coxa entre suas pernas, sentindo uma leve ereção. Senti-me orgulhoso ao saber que era eu que o deixava assim.
Eu usava apenas uma calça moletom com uma box preta. Já Armin usava um short branco que ficava um pouco acima do joelho, junto a um moletom listrado vermelho e branco-gelo que pendia um pouco no ombro.
– Armin... – sussurrei roçando a ponta do nariz em seu pescoço. – seu cheiro é delicioso.
Um arrepio percorreu seu corpo e ele se mexeu, apertando fracamente o lençol com a mão livre.
– Que fofo... – encostei os lábios aos lóbulos de sua orelha. – nee, Armin, está pronto? – deslizei a mão que segurava seu pulso até sua coxa, apertando-a de leve.
– E-Est-tou... – murmurou com a voz abafada.
Olhei para seu rosto. Era incrível o modo como suas bochechas se avermelhavam e as pupilas dilatavam, deixando o azul claro num tom marinho. Os lábios finos e rosados já ofegantes.
Tornei a beijar-lhe o pescoço, subindo pelo maxilar e mordendo-o com cuidado, senti a pele aquecer em minhas mãos, até por fim tomar seus lábios nos meus. Foi um beijo lento e estalado, nossas línguas moviam-se em perfeita harmonia. A ereção em minha calça cresceu e senti a de Armin se igualar a minha.
– Já está excitado assim? – rocei minha coxa entre suas pernas. – que que eu seja mais rápido?
Ouvi um gemido em resposta e sorri contra a pele de seu pescoço, fixei meus lábios em um ponto e suguei, deixando uma marca roxa para logo acaricia-la com a ponta da língua.
– Seu gosto é tão bom... – sussurrei adentrando minhas mãos em seu moletom.
Alisei o tórax liso, com pequenos músculos sendo ressaltados. Até chegar aos mamilos e senti-los endurecer apenas com o meu toque.
– Lindo... – sorri e retirei minhas mãos de seu moletom.
Ouvi um murmuro de reprovação e sorri. Desabotoei seu short, puxando-o para baixo lentamente, beijando toda a extensão daquelas pernas tão macias. Joguei o short em algum lugar e subi minhas mãos roçando as pontas das unhas por suas coxas.
– J-Jean... – gemeu ele apertando os lençóis com ambas as mãos assim que rocei meu membro sugestivamente em sua entrada através das roupas que ainda usávamos.
Beijei-o novamente, só que de maneira selvagem, ele me deixava louco quando gemia meu nome. Acariciei seus mamilos por cima do moletom. Ele continuava a gemer meu nome entre os beijos e suas pernas se fechavam ao redor de minha cintura, comprimindo ainda mais nossas ereções. Apertei seus mamilos e puxei-os, ouvindo-o gritar.
– Aaah... Jean... R-Rápido, ah...!
Separei nossos lábios com um fio de saliva ainda nos conectando, e desci-os até chegar aos mamilos. Arranquei seu moletom, sem me preocupar em ser delicado e arremessei no chão. Lambi um daqueles lindos botões rosados enquanto estimulava o outro com a mão. Chupei-o com força e alternei entre os dois.
– J-Jean... Anda l-logo... Aaah...
Sorri, mas ao mesmo tempo gemi, meu membro latejava pedindo alivio. Sem mais enrolação arranquei sua box branca, deixando-o completamente nu em minha frente. Agarrei seu membro e um gemido semelhante a um grito escapou de seus lábios. Tomei novamente sua boca enquanto o estimulava com uma mão.
Com a outra tateei o criado-mudo ao lado da cama, procurando um tubinho. Por fim achei-o e espalhei o liquido em meus dedos.
– Vou te preparar.
Ele gemeu ainda mais, empurrando seu membro mais rápido em minha mão.
– Calma. — ri desacelerando a masturbação e pude ouvi-lo reclamar.
Lentamente penetrei um dos dedos. Ele parou de reclamar e arqueou as costas, saindo quase que completamente do colchão e gemendo alto. Tornei a chupar seus mamilos enquanto introduzia um segundo dedo naquela pequena cavidade.
– Ah... Jean... Ponha logo...! – choramingou Armin.
– Tem certeza de que está pronto? – perguntei ainda abocanhando seus mamilos.
– Tenho! Unh... Coloque... Aaah...!
Tirei minha calça e box, nem sei por que ainda estava com elas.
Espalhei o lubrificante por meu membro, masturbando-o um pouco. Segurei as coxas leitosas de Armin e pus suas pernas sobre meus ombros.
– Se doer me avise. – falei serio.
Ele assentiu com certo esforço.
Penetrei-o lentamente, apenas com a ponta, ele gritou e jogou a cabeça para trás.
– Tudo bem? – perguntei.
– S-Sim... T-Termine...! — empurrou os quadris para frente excitando-me ainda mais (se é que isso era possível).
Com muito cuidado, entrei completamente dentro dele. Era quente, muito quente e apertado, a sensação de estar ali era abrasadora. Esperei um pouco até o pequeno loiro se acostumar, então comecei a me mover.
Os gritos de dor aos poucos foram substituídos por gemidos altos de prazer.
– Jean! Ah... AH... JEAN! – gemia ele fincando as unhas em meus braços, com tanta força que eu tinha certeza que ia ficar roxo.
– A-Armin... – gemi com o hálito quente em sua orelha. – você é... Ah... Delicioso... Ah... Ah...
Aumentei o ritmo das estocadas, chegando a sair completamente e me enterrar de novo.
– Mais rápido...! Ah... Mais! – implorava Armin.
Acelerei os movimentos, fazendo-o gemer ainda mais alto do que das outras vezes. O atrito entre nossos corpos era enlouquecedor. Seus gemidos, sua pele, seu coração, tudo nele me atraia.
Chegamos no ápice ao mesmo tempo. Preenchi-o por completo sentindo seu gozo escorrer em minha mão que ainda acariciavam seu membro.
Lambi a ponta de meus dedos, delicioso. O gosto de Armin era inigualável.
Ele relaxou os músculos e eu cai ao seus lado, saindo de dentro dele. Ambos estávamos ofegantes, vermelhos e satisfeitos.
Peguei um coberto e nos cobri. Armin encolheu-se como um feto e o aconcheguei em meu peito, colocando uma perna entre as dele.
– Jean, estou cansado. – ele conseguiu dizer num fio de voz.
– Não estou fazendo nada. – brinquei, mas logo tirei a perna dali e o abracei, afundando o rosto em seus cabelos loiros.
– Oye, Armin...
– Hm? – murmurou sonolento.
– Ainda gosta... Do Eren?
– Hm... Sim... Hm...
Acariciei seus cabelos e beije-lhe a testa.
– Armin, eu te... – parei de falar ao perceber que ele já estava dormindo.
Sorri ao observar a expressão serena e despreocupada de seu rosto.
Mesmo que ele amasse a Eren, eu não desistiria.
Ele era lindo, parecia um anjo.
O meu anjo.
Off. Pov Jean
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