Sempre

52 Capítulo 52


Notas iniciais
Olá minhas queridas, tudo bem com vocês? Bem vamos a mais um capítulo, mas sem antes agradecer a todos que leram e comentaram. Obrigada pela força, amadas!! Espero que gostem e bem, tirem suas próprias conclusões... Boa leitura a todos!!

CAPÍTULO 52

Cecília não podia olhar. Ela não podia suportar olhar para o pai do seu filho enquanto apertava o menino que estava em seus braços. Correndo os dedos finos através das mechas castanhas de seu filho, ela rapidamente lembrou-se que faltavam apenas alguns dias para vê-lo novamente.

Pressionando os lábios na testa de Otávio, a criança de um ano de idade choramingou quando segurou a jaqueta de sua mãe com força.

– Otávio. — Cecília respirou. Ela gentilmente esfregou as costas do pequeno. — Eu vou te ver mais cedo do que você imagina, certo? Quando eu voltar nós vamos brincar com o carro de corrida, pintar com os dedinhos, brincar de esconder. Qualquer coisa que você quiser, viu?

Ela observou o reflexo de seus olhos em seu olhar. Isso facilmente quebrou o seu coração quando viu aqueles olhos adoráveis ​​cheios de lágrimas. Otávio balançou a cabeça em sinal de protesto enquanto continuava murmurando:

– Mama.

Cecília duramente mordeu o interior de sua bochecha na esperança de que não fosse chorar na frente de seu filho. Fazendo carinho na cabeça dele, ela deu um sorriso aguado para Otávio.

– Seja bonzinho com o papai.

Colocando seu filho no chão, Otávio recusou-se a ir e segurou firme a jaqueta de sua mãe. Cecília suspirou quando pegou seu filho de novo e o entregou para seu namorado. Recusando-se a encontrar o seu olhar, ela disse:

– Ele não quer ir. — Ela tentou sorrir, mas era inevitável que ela queria que eles ficassem.

Era tudo muito confuso. Uma parte dela queria que eles ficassem até ela voltar para casa, mas outra parte esperava que Eduardo entrasse no avião o quanto antes para deixar o seu ego se recuperar da recusa do pedido de casamento.

– Está tudo bem. — Seus olhos castanhos encararam Eduardo, que sorria suavemente. — Tavinho ama sua mãe. Não há nada de errado com isso.

Como ele pode ser tão destemido o tempo todo?

Parecia que nada tinha acontecido. Suavemente pressionando os lábios em seu rosto com a barba por fazer, ela sussurrou:

– Te vejo depois.

Eduardo balançou a cabeça e também beijou sua bochecha antes de pegar Otávio dos braços de Cecília. Otávio começou a chorar e Eduardo calmamente atravessou a multidão, sem dar outra palavra.

Cecília ainda podia ouvir o lamento de seu filho a todo pulmões, pois queria estar com sua mãe novamente. Ela fechou os olhos enquanto esfregava-os, tentando se livrar dos sentimentos de culpa que abrigavam a sua alma. Agora que Otávio estava falando, ele tinha mais emoção para expressar o que sentia. Cecília desejou por um instante que Otávio ainda não falasse, pois assim poderia manter seus sentimentos para si mesmo.

Talvez tornaria isso menos doloroso.

De volta ao hotel, ela caiu sobre sua cama com um acesso de raiva. Sua mão suavemente tocou os lençóis. Pode não ser os mesmos lençóis que ela fez amor com Eduardo, mas era a mesma cama. Ficar aqui deitada a fez se sentir pior. Ela queria saber como poderia se livrar de tais sentimentos.

Cecília não deveria se sentir decepcionada porque Eduardo recusou. Ele tinha todo o direito.

Ela estava sendo irracional, impulsiva e cega por suas emoções. Eduardo foi tão claro quando disse que ainda não era o momento certo para eles. Cecília ainda estava tentando entender tal pensamento, mas ela sabia que era quase impossível.

Sempre que ela estava ao seu redor, seu coração acelerava e ela tinha estrelas nos olhos. Eduardo era realmente o homem que ela queria passar o resto de sua vida. Isso poderia soar clichê, mas Cecília era uma romântica incurável.

Passar os dias no treinamento a fez ficar inquieta. Sua mente só poderia se concentrar em uma coisa que era voltar para sua família. Foi o mesmo ciclo tudo de novo: falava com Eduardo pelo Skype diariamente e Otávio ficando emocional sempre que via sua mãe, sabendo que ela estava muito longe e fora de seu alcance.

– Ansiosa?

Cecília saltou de surpresa, antes de colocar a mão sobre o coração e deu aquela risada sincera.

– Você me assustou, Igor.

O homem sorriu.

– Desculpe. Você vem para a festa hoje à noite? Uma vez que é o nosso último dia de treinamento e tudo.

O convite de Igor tornou-se impossível de recusar. Ela precisava de um tempo com seus novos amigos antes de voltar. Cecília tinha passado a maior parte do dia se perguntando sobre sua família e ela não estava focada. Aceitando seu convite, Igor se mostrou bastante animado.

– Você vai ter uma grande noite.

(...)

Eduardo entrou silenciosamente em casa e reprimiu um bocejo. As luzes estavam em sua maioria ainda desligadas quando ele seguiu seu caminho em direção à cozinha para ver que Ezili estava sentada lá comendo um pedaço de bolo de macaxeira. Sem palavras trocadas, Ezili cortou um pedaço, colocou em um prato, antes de entregar-lhe um garfo e uma xícara de café.

– Dia difícil?

Cortando um pedaço do bolo de macaxeira e colocando-o em sua boca, ele murmurou:

– Quando não é um dia difícil? — Ele suspirou.

Tem sido um longo tempo desde que ele tocou em algo relacionado com açúcar. Tentando chegar ao peso certo, ele pensou que poderia pelo menos ser menos tenso sobre isso desta vez.

Explicando seu dia para Ezili, ele sentiu um enorme peso sendo tirado de seus ombros. Eduardo desejou que estivesse ali conversando com Cecília sobre o seu dia desde que ela sabia pouco ou nada sobre a medicina enquanto Ezili trabalhou com ele e sabia as lutas de estar rodeado por médicos.

Era difícil de explicar, mas ter alguém apenas ouvindo sem saber exatamente o que está acontecendo o deixava mais aliviado. Quando ele parou de falar, Ezili começou a falar sobre o que Otávio tinha feito no dia.

– Cecília pede para enviar-lhe vídeos a cada cinco segundos. A mulher não tem limites. — Ela revirou os olhos com um zombar.

Eduardo sorriu suavemente.

– Ela sempre fica animada quando se trata de Otávio. Ele é o seu primeiro filho, então dê-lhe um desconto.

A mulher negra deu de ombros quando ela perguntou:

– Você está animado que Cecília está voltando para casa hoje?

Ele não podia negar que não estava animado. Isso deu-lhe mais tempo para falar com ela cara a cara e uma parte dele ainda não estava pronto para enfrentá-la depois da coisa toda proposta de casamento. Eduardo não contou a ninguém sobre o que aconteceu, nem mesmo para Arthur. Ele pensou que era algo entre ele e Cecília. Além do fato de que não acabou bem, então por que trazer tudo à tona?

– Sim, eu estou.

Ezili estreitou os olhos, desconfiada:

– Você tem certeza? Você parece um pouco... distante.

– Por que você acha isso? — Eduardo continuou a comer o resto do bolo.

Um zombar veio da mulher quando ela apontou que ele tenha comido a maior parte do bolo. Como conhecedor da personalidade de Eduardo, ela sabia que ele era famoso por comer quando estava com problema. Algo estava acontecendo com o médico. Eduardo franziu os lábios quando de repente se sentiu enjoado. Cobrindo sua boca enquanto engolia o resto do bolo que estava em sua boca, ele empurrou o restante para longe dele, lembrando-se da criança obesa que ele foi um dia.

Ele não vai voltar a isso.

– O que está realmente acontecendo? Suas conversas com Cecília têm sido menos frequentes e mais curtas, para ser exata. Isso costumava durar até duas horas e agora é menos da metade disso. — Ezili inclinou-se como ela sussurrou: — Você e Cecília estão passando por uma fase difícil?

Foi a vez dele zombar, descartando a pequena acusação.

– Isso é ridículo. Cecília e eu não estamos brigados. Eu estou indo dormir, boa noite.

– Bom dia. — Ezili corrigiu.

Eduardo balançou a cabeça quando ele se arrastou até o quarto se sentindo mais gordo já.

Durante horas, Eduardo dormiu apreciando o fato de que não teria que acordar cedo na manhã seguinte. Ele trabalhou até mais tarde hoje à noite desde que trocou de turno com outro médico. Agora que acordou, ele saiu do quarto olhando em volta para ver onde aqueles dois estavam.

Olhando pela porta de vidro da varanda, ele viu três figuras sentadas no tapete colorido de EVA. A confusão de um cabelo castanho que pertencia a seu filho, o afro crespo que pertencia à Ezili e um cabelo com luzes preso em um rabo de cavalo. Todos sentados lado a lado. Dando alguns passos para frente, um grande sorriso apareceu em seus lábios antes dele abrir a porta e caminhar em direção aos três.

Otávio o viu primeiro como ele acenou:

– Papa.

Eduardo pisou no tapete e beijou os cachos na cabeça do garoto antes de olhar para a namorada e a amiga. Enfrentando Cecília, ele inclinou-se e cumprimentou-a com um beijo.

– É bom ver que você chegou em segurança. Por que você não me ligou?

– Eu liguei, mas você não respondeu. Eu achei que você estivesse dormindo. — Cecília murmurou enquanto seus dedos traçaram as bolsas escuras sob os olhos. — Você deveria descansar mais um pouco.

– Eu estou bem. Eu trabalhei com menos sono do que isso.

A tensão entre os dois era óbvia quando Ezili olhou para eles com uma sobrancelha arqueada. Durante o dia, Eduardo e Cecília nunca deixavam Otávio de lado. A preocupação deles com o bebê era muito grande, e até exagerada, e quando ele foi dormir eles não sabiam o que fazer. Cecília gentilmente se ofereceu para assistir a um filme com Eduardo, mas a pequena distância entre os dois quando estavam sentados no sofá era dolorosamente óbvia.

O que quer que tenha acontecido, afetou a relação deles. Sim. Ezili teve que admitir que isso não era uma mudança muito significativa desde que Eduardo não era uma pessoa muito carinhosa querendo ficar em torno de Cecília 24 horas por dia, mas ele tinha alguns momentos com Cecília para tranquilizá-la que ele a amava.

Esses momentos eram passageiros.

Quando ele saiu para o trabalho, Cecília parecia um pouco aliviada. Passando a mão através de seus cabelos, ela assistiu Otávio brincar com seus brinquedos quando Ezili se sentou ao lado dela e intensamente a observava.

– O que você está fazendo?

Ezili ponderou:

– Eu estou tentando descobrir por que vocês estão tão distantes. Será que Eduardo disse que não te ama mais? Quebrou seu coração? Envergonhou-a? Ridicularizou-a ou...

– Ele não fez nenhuma dessas coisas. — Cecília corou. — Edu estava apenas sendo ele mesmo, o racional de sempre e eu fiz papel de tola. Nada fora do comum.

– O quê? Você faz isso, mas de uma maneira doce e honesta. Ele adora isso. — Ezili descaradamente respondeu.

(...)

– Guerra, precisamos de você na sala de trauma quatro. Temos um paciente que foi pisoteado por um cavalo.

Eduardo voltou para o paciente que estava cuidando e gritou:

– Você não vê que estou ocupado?

– Peça a alguém para fazer isso. Nós precisamos de você aqui agora.

Eduardo rosnou antes de se desculpar com seu paciente e pediu que outro cirurgião assumisse a liderança. Correndo pelo corredor em direção ao trauma quatro, ele entrou na sala rapidamente.

– O que nós temos?

Automaticamente, ele adicionou uma leve pressão sobre os ossos para ver o que mais precisava de atenção. Um dos internos deu-lhe um breve resumo do que eles tinham descoberto até agora.

– Tudo bem, nós precisamos de um Raio-X e é melhor começar a preparar a sala de cirurgia.

Levando o paciente para a sala de cirurgia, ele tranquilizou o paciente de que tudo ficaria bem.

Checando o resultado do raio-x, ele teve uma indicação clara sobre o que fazer. Depois de cansativas horas tentando parar o sangramento interno e fechá-los, ele saiu do centro cirúrgico para dizer aos pais da criança que ela ia ficar bem.

– Muito obrigada! — A mãe estava em lágrimas quando abraçou Eduardo firmemente.

– De nada! Da próxima vez, certifique-se que ela está usando botas com um salto, pois isso ajuda a permanecer sobre o cavalo. Devido ao sapato plano que ela estava usando, o cavalo facilmente a derrubou, pois não tinha nada para mantê-la na sela. Dentro de alguns meses ela vai ser capaz de andar a cavalo novamente.

– Obrigada. Obrigada. Obrigada.

Eduardo assentiu mais uma vez antes de se dirigiu à sua sala para despachar com a papelada que ele deixou para trás quando viajou para a Argentina. Abrindo a porta da sua sala, ele sentiu a presença de alguém atrás dele. Quando se virou de repente, ele levou uma pancada na cabeça.

Em estado de choque, Eduardo não sentiu quando seu corpo foi empurrado para a sala escura. O estranho entrou e fechou a porta.

Notas finais
O que acharam? Gostaram? Palpites para o que vai acontecer? Um pouco mais de drama só pra não perder o costume! Aguardo os comentários de vocês! Bjs, Nara.