Sempre

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Queridas leitoras, estou postando novo capítulo hoje (mais um). Capítulo grande para compensar o anterior. Eu sei, eu sei, pode parecer exagero, mas os comentários de vcs nos capítulos anteriores me deixaram muito empolgada e com a extrema necessidade de dividir essa fic que amo tanto com você. Para vcs sentirem o que sinto pela história e personagens. Eu sou muito ansiosa e por isso ml posso esperar pelos comentários. Meus dedos estão nervosos querendo postar novos capítulos o mais rápido possível. Boa Leitura!

CAPÍTULO 5

— Onde você estava na noite passada?

Eduardo olhou para Arthur quando um pegou um dos biscoitos que estavam sobre a mesa pequena e redonda do Espaço Café e Literatura. Tirando a embalagem de um, ele respondeu:

— Do que você está falando? — deu uma mordida no biscoito.

Não era da conta de Arthur saber onde ele estava, além disso, não se sentia confortável tendo sua vida vigiada por seu melhor amigo. Ele podia cuidar de si mesmo muito bem, dizia isso a si mesmo. Arthur deu um olhar que Eduardo conhecia.

— Eu fui a sua casa ontem para pegar algumas caixas, que deixei lá há alguns meses, porque você me disse que estaria livre na noite passada. Você mentiu, então desembucha logo.

Tudo veio claro em sua mente. Agora ele se lembrava. Arthur passou os alguns meses vivendo com Eduardo depois de ser demitido de uma empresa farmacêutica e perder seu apartamento. Sendo o amigo e primo solidário que era, Eduardo ajudou-o até que Arthur decidiu virar professor de Química, sonho antigo que agora estava tornando-se realidade.

Ele ensinava em uma escola pública e em duas das escolas particulares de maior prestígio de São Luís. A rotina de educar adolescentes do ensino médio não era nada fácil, mas ele adorava.

Havia algumas caixas de Arthur cheias de coisas pessoais que ele não estava pronto para pôr em sua nova casa, assim Eduardo disse que ele poderia deixar seus pertences até que estivesse pronto para buscá-los. A maioria das coisas lembrava sua ex-namorada, que o abandonou assim que ele perdeu o emprego.

— Oh! – Eduardo disse com a boca cheia de biscoito.

Arthur o encarou com desaprovação.

— Não fale com a boca cheia. As pessoas estão começando a olhar. – ele repreendeu. Eduardo revirou os olhos.

— Foda-se. Você sabe que eu não dou a mínima para essas pessoas. — ele desabafou enquanto ajeitava o óculos de grau no rosto.

— Mas eu dou! — Arthur protestou tomando os biscoitos que Eduardo tinha nas mãos.

O homem de olhos verdes estreitou os olhos para seu melhor amigo, quando ele moveu os braços para longe de Eduardo.

— Você não vai pegar isso de volta até que você me diga onde você estava na noite passada. – Eduardo suspirou dramaticamente quando olhou ao seu redor.

O local estava cheio de pessoas que provavelmente voltavam do trabalho, pois muitas delas estavam de uniforme. A maioria tinha uma xícara de café ao lado e desfrutavam de uma prazerosa leitura no Espaço Café e Literatura. Outros estavam sentados nas pequenas mesas, apenas conversando e saboreando os diversos tipos de café. Encarando novamente o amigo, ele respondeu:

— Eu estava com a Amanda. — Rapidamente ele percebeu o choque no rosto de Arthur. Eduardo conteve uma risada quando o rosto do seu amigo lembrava a de um fantasma. O choque que tomou conta de todo o rosto do seu amigo foi inestimável. Dando sorrisos de cortesia para as pessoas que passavam, ele se concentrou novamente em Arthur, que disparou:

— Eu pensei que você não falasse mais com ela.

— Mais ou menos. Nós trabalhamos no mesmo hospital, Arthur. Como eu poderia evitá-la? Além disso, eu mudei de ideia quando ela me convidou para ir até a sua casa. – Eduardo encolheu os ombros.

Arthur gemeu e se inclinou sobre a mesa, cobrindo o rosto com as mãos.

— Por que você faz isso com você? Amanda não é boa para você. Ela nunca foi boa para você. Você está disposto a fazer isso tudo de novo? Depois do que ela te fez passar na primeira vez?

Eduardo cerrou os punhos e olhou para seu amigo.

— Primeiro de tudo Arthur, Amanda não me fez passar nada. Ninguém teve seus sentimentos feridos na primeira vez, não havia qualquer relação, então eu não vejo nenhum problema e em segundo lugar, nenhuma mulher é boa para mim. Você e Cecília vivem dizendo isso. – explanou.

Era enervante para Eduardo ter Arthur chateado por considerá-lo tão irresponsável e ouvir o mesmo sermão de sempre. Ele estava ficando cansado e velho para isso. Eduardo aprendeu a bloqueá-lo depois de ouvi-lo pela terceira vez. Ele apenas ignorou o que Arthur dizia.

Tudo estava errado. O que ele estava fazendo era errado. Eduardo merece alguém muito melhor e há uma mulher lá fora, que pode dar amor a ele e tudo o que ele tem de fazer é estar disposto a mudar. Esse era o problema. Eduardo não queria mudar. Ele não deveria mudar por ninguém, essa era a sua regra número um. Por que se transformar em alguém que ele não era? Isto é quem ele era e estava confortável com isso. Por que Arthur e Cecília não enxergavam isso?

—Eduardo...

— Cecília quer sair no sábado, só nós três. Ela disse que sente falta de passar o tempo com seus meninos favoritos. – Eduardo interrompeu o amigo. Ele não queria lidar com o que o amigo estava prestes a dizer e ver o quão frustrado Arthur tinha ficado, decidiu interromper o que ele ia dizer.

— Sim, isso é bom. – Arthur resmungou.

Quando Eduardo falou sobre Cecília, ele voltou a pensar sobre o que ela estava escondendo dele. Ela parecia um pouco distante quando estava falando com ele ontem de manhã, um pouco estranha, reservada para seu próprio bem. Cecília não era tímida, nunca foi. Ela era extrovertida, simpática, sempre otimista, então o que estava acontecendo?

Eduardo voltou a se sentir frustrado, sentindo todas as emoções que sentia ontem e que o levaram a dormir com Amanda. Sexo fez aliviar a frustração e a montanha russa emocional que era a sua vida, mas para a tristeza dele era apenas algo temporário antes que ele precisasse de outra dose animação.

— Eu vou indo. Tenho necessidade de lidar com algumas coisas antes de eu ir para casa esta noite... Acho que vou tomar uma dose de uísque e... Relaxar. — ele murmurou.

Quando Arthur abriu a boca, Eduardo rapidamente respondeu:

— Sim, eu vou estar em casa assim que você estiver pronto para buscar suas coisas. — Acenando para o amigo ele saiu do estabelecimento.

Eduardo sentia o ar fresco de São Luís enquanto caminhava ao longo das ruas pouco movimentadas. O vento soprava em seu rosto e ele gostava daquela sensação prazerosa. Ela tinha deixado o carro com Arthur, já que o carro dele ainda estava na revisão. Arthur tinha algumas caixas para transportar e então Eduardo ficou a pé. Não que ele se importasse. Ele precisava de um tempo para si mesmo. Se não estivesse chateado com Cecília, ele a teria chamado para ir buscá-lo.

Talvez eles tivessem ido até a casa dela para beber um vinho, ele pensou. Bem, ele teria bebido vinho enquanto ela bebia uma cerveja. Não importa o quanto Cecília tivesse o encorajado a beber cerveja, ele não era muito fã da substância. Ele nunca gostou do gosto amargo que deixava na boca. Era o que eles costumavam fazer quando estavam de bobeira.

Enfiando as mãos no bolso da calça social preta, ele pensou no tempo que teve com Amanda na noite passada, que trouxe um sorriso aos seus lábios apenas pensando nas coisas nada convencionais que eles fizeram. Amanda era mais do que aberta com qualquer tipo de experimentação, não se importava de experimentar coisas novas. Ele sempre odiou as mulheres certinhas na cama, que preferiam o tradicional a posições mais ousadas e prazerosas.

Ele não tinha queixas a respeito das posições tradicionais, era apenas que julgava chato fazer a mesma coisa sempre. Eduardo amava variedade e Amada proporcionava isso a ele. Ele nunca entendeu por que Arthur não gostava de Amanda, afinal ele nem a conhecia direito.

O mais próximo que já chegou de Amanda foi quando Arthur chegou de surpresa e esbarrou com ela seminua vagando pelo seu apartamento. E isso não era razão suficiente para Arthur odiá-la, tinha que haver outra razão. Talvez seja pelo fato de Eduardo e Amanda manterem uma relação aberta que ele não aprovava. Arthur provavelmente pensou que ela iria machucar o coração de Eduardo, uma vez que ela dormia com quase todos os caras que via por aí, atraindo-os com seu charme da mesma forma que os atraia para cama.

Ela não o incomodava. Eduardo não tinha sentimentos românticos para com ela. Para ele, era apenas uma foda boa e uma boa companheira para conversar quando ele precisava. Amanda não era tão ruim assim.

Eduardo suspirou pensativo quando parou em frente ao simpático bar, estilo pub inglês, que estava no seu caminho. Seu desejo por uma bebida não diminuiu, assim ao invés de caminhar em direção à sua casa para preparar sua própria bebida, o seu lado menos sensato disse-lhe para parar e pagar por uma dose de uísque que ele ira se arrepender mais tarde.

Entrando no ambiente quente, o cheiro de carne na chapa servido como petisco, encheu suas narinas enquanto ele caminhava em direção ao balcão.

— Oi, uma dose de uísque com duas pedras de gelo, por favor. – pediu ao simpático caixa.

Enquanto o caixa registrava seu pedido, ele procurava o dinheiro em sua carteira quando viu a mão do caixa recebendo o dinheiro de alguém atrás dele e com uma voz feminina disse-lhe para ficar com o troco. Eduardo revirou os olhos quando se afastou esperando seu pedido, ignorando completamente a mulher que pagou sua bebida. Sentindo a presença da mulher resmungou:

— Eu poderia pagar a minha própria bebida. Você sabe.

— Estou plenamente consciente disso.

— É este o seu jeito de se desculpar? É uma merda, se for. – Eduardo franziu a testa ao olhar para Cecília, que estava em pé ao lado dele usando uma calça jeans escura, blusa social lilás, blazer preto e uma sandália de salto alto, ela provavelmente estava vindo diretamente do trabalho. — Como você me encontrou, a propósito? Você estava me seguindo?

A mulher mediana e curvilínea balançou a cabeça.

— Nós somos melhores amigos, Edu. Eu te conheço bem o suficiente para saber onde encontrá-lo. E não, isso não é um pedido de desculpas. É apenas uma gentileza para um velho amigo.

Eduardo zombou e disparou:

— Arthur que disse para você vir me encontrar, não é?

Claro, o preocupado amigo Arthur com certeza falou com Cecília. E mesmo que ele não soubesse que Eduardo estava chateado com ela, ele fez a única coisa que queria que não fizesse.

Sendo o mais problemático dos três, Eduardo sempre era tratado como se fosse alguma criança e ele estava de saco cheio disso.

— Ele compartilhou sua preocupação quando eu falei com ele pelo celular, mas eu queria falar com você, porque eu não gostei como paramos ontem. – Cecília bateu os dedos sobre o balcão de madeira quando seus olhos encaravam seu melhor amigo — Eu odeio quando brigamos, Edu.

Eduardo respirou profundamente e disparou seu olhar em direção a outro lugar quando ele se mexeu em desconforto.

— Eu sei o que você fez e ainda assim você faz coisas que me irritam muito. Você vai me dizer por que tem estado tão distante? Ou você vai fingir que nada aconteceu de novo?

Antes que Cecília pudesse responder, um dos garçons deslizou o copo de uísque pelo balcão. Ele agradeceu e saboreou sua bebida.

— Eu estou esperando. — Ele murmurou rispidamente.

Seus olhos verdes encaravam a mulher mais baixa quando ela acenou para caminharem até uma mesa para que eles pudessem sentar e conversar. Sendo o homem teimoso que era, zombou, afirmando que poderia falar em pé e que não tinha muito tempo para papo furado.

— Por favor, Edu.

Ele desabou e resmungou para si mesmo, caminhando para uma mesa vazia. Sentando-se em confusão, segurou seu copo de uísque enquanto olhava para a amiga.

— Vá em frente.

— Eu já expliquei tudo para meus pais por que eu não mantive contato com eles durante o treinamento e eles entenderam. O que eu não entendo é por que você está assim. O que está acontecendo que você não pode olhar para mim sem querer me fuzilar?

Eduardo levantou uma sobrancelha e arranhou o copo de uísque.

— Porque eu sinto que você está escondendo algo de mim. Mesmo se você estiver me dizendo a verdade, você não está me contando tudo e nós sempre dizemos tudo um ao outro. Então me diga Cecília, o que aconteceu que você não pode compartilhar comigo? — ele indagou.

— Não tenho nada para esconder de você.

— O que é isso? Você dormiu com alguém? Talvez um dos federais? Dormiu com Arthur, talvez? — Ele questionou.

— O quê? Arthur? Não!

— Então o que é? Não me diga que você se encontrou com seu ex? – Eduardo zombou levemente e revirou os olhos. Ele estava esperando ela negar, esperando ela dizer que tinha sido a coisa mais ridícula que já ouviu.

— Cecília. — ele murmurou, estreitando os olhos para a mulher nervosa a sua frente. – Diga Cecília Prado Quentel.

— Sim, tudo bem. Eu vi Raul. Feliz agora? – Cecília confessou. Imediatamente, ela viu a expressão em branco no rosto de Eduardo. Ela sabia que ia demorar alguns segundos para ele registrar o que ela tinha dito e depois processar a raiva acumulada.

Rangendo os dentes, ele fervia com os punhos cerrados.

— Como você pode vê-lo depois de tudo que ele fez para você? Eu pensei que você fosse melhor do que isso?

— Não era como se eu estivesse o procurando, Edu. Eu só esbarrei nele. -Cecília tentou justificar suas ações. Ela sabia que Eduardo era uma pessoa muito protetora e vê-la se machucar uma vez foi mais do que suficiente para ele se tornar um paizão quando ela estava a ponto de se machucar novamente.

Eduardo estreitou os olhos.

— Esbarrou com ele? Como assim? Ele te machucou, Cecília. Machucou você! E você ainda vai vê-lo novamente. Cecília, caramba! — Bateu o punho sobre a mesa fazendo-a tremer. O barulho súbito despertou a atenção de todos os outros no bar e Cecília tentou acalmar seu melhor amigo.

— Eduardo, acalme-se. – segurou sua mão fechada.

— Acalme-se? Você quer que eu me acalme? Não, não há nenhuma razão para de eu deixar você ser envolto em seus jogos novamente. Ele te machucou uma vez Cecília, por que você acha que ele não vai te machucar de novo?

Ela lambeu os lábios quando esticou as pernas debaixo da mesa

— Você está agindo como se eu fosse voltar para ele.

Quando ele a ouviu zombar, se sentiu ofendido com o comentário mal-humorado.

— E você não vai? – ele disse irônico.

— Não. — ela respondeu com firmeza — Não, eu não vou. Eu sou melhor do que isso e vê-lo de novo só tornaram as coisas ainda mais claras. Eu não preciso dele na minha vida... – Cecília respirou fundo enquanto segurava a mão de Eduardo com força — Tudo que eu preciso é de você, Arthur e da minha família. Vocês são as únicas pessoas no mundo que eu preciso para me ajudar a manter minha sanidade. — Ela acrescentou com seus olhos focados em Eduardo.

Sentido com se um vapor estivesse saindo de suas orelhas, ele tentou se acalmar vendo que ela foi sincera sobre sua escolha. Ele ficava furioso só de ouvir nome daquele homem ser mencionado e isso fazia seu sangue ferver. Vendo que ele estava relaxando, Cecília deixou escapar um suspiro de alívio. Eduardo abaixou o olhar e em seguida voltou a encará-la novamente, observando que ela ainda exibia um olhar diferente. Ela ainda tinha algo a mais para contar.

— O que mais? Eu posso ver eu seus olhos que você ainda tem algo a mais para me falar.

Cecília o amaldiçoou em pensamento. Eduardo conhecia até o seu olhar de conflito. E ela se sentia um pouco vulnerável porque ele a conhecia tão bem.

— É que eu conheci alguém durante a viagem. Quer dizer, não é nada demais, nós saímos algumas vezes, mas eu penso que não vai evoluir.

— É um dos federais?

— Sim, é um agente federal.

— E você dormiu com ele?

—Sim.

— Oh, Cecília, você dormiu com um subordinado! – ele sorriu ironicamente – Eu nunca pensei que você fosse capaz disso, delegada.

— Por favor, acho melhor você parar por aí. O quê que tem se ele for da minha equipe? O manual não proíbe delegados de dormirem com agentes. E vamos encerrar o assunto porque tudo não passou de uma pequena diversão em Brasília e só. – ela fez uma pausa – E provavelmente não irá se repetir.

— Não estou falando que você não pode dormir com um agente. Só achei que você não fosse ser capaz de se envolver e dormir com alguém do trabalho, só isso. É que não imagino você fazendo esse tipo de coisa. – ele tentou se explicar.

— Porque não? Eu sou mulher, Eduardo. Tenho minhas necessidades e uma delas é fazer sexo de vez em quando. – ela começou a esbravejar – Eu só não sou como você, que transa por aí com qualquer coisa que use saias.

— Não precisa ficar desse jeito. Eu nem vou entrar no mérito da questão com você.

O silêncio agora tomava conta do ambiente e Eduardo tentava mudar a conversa para algo mais banal, quando percebeu que Cecília estava ficando séria e carrancuda.

— Este uísque está uma porcaria. O que eu tenho em casa é bem melhor. — Observou o brilho nos olhos castanhos de Cecília e viu seus lábios se estenderem para um sorriso que ele achava um pouco estranho, mas que adorava.

— Por que não ir para sua casa, então? – ela questionou.

Eduardo balançou a cabeça, lançou o copo de uísque para longe e seguiu para fora do bar com Cecília.

— Você sabe, eu sempre percebi que quando você sorri, você estica sua língua um pouco. — disse demonstrando para ela.

Cecília deu-lhe um olhar e bagunçou o seu cabelo.

— Eu tenho notado algo em você também. Você sabia que você fica bravo seu rosto fica estranho e seu olho esquerdo fica tremendo? É bizarro! – ela brincou.

Eduardo revirou os olhos.

— Oh, cala a boca!

Então, mais uma vez, o sorriso estranho que ele tanto amava se vez presente no rosto de Cecília.

Notas finais
O que acharam? Quero muitos comentários!!! rsrsrsrsr