Sempre
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Então, eu fiquei meio doentinha esses últimos dias e por isso não consegui postar o capítulo na data prevista. Sorry!
Mais uma vez queria agradecer o carinho e dedicação de todos vcs que acompanham essa fic. Seja comentando, seja apenas lendo (se bem que eu adoraria ler a opinião do meus 129 leitores! rsrsrsrs)
Enfim, é isso. Espero que gostem!
Boa leitura!
CAPÍTULO 45
- Você não tem que fazer isso. – Eduardo murmurou.
Cecília olhou para ele quando um suave sorriso apareceu em seus lábios.
- Eu quero. Eu quero sair com o meu namorado, se estiver tudo bem para você. – Ela fez uma cara de pidona para obter um pequeno sorriso dele, e, bem, ela conseguiu.
O casal realmente achava que seria bom sair um pouco, uma vez que quase nunca tinham tempo para isso. Eles iam aproveitar que os pais de Eduardo iriam passar o dia inteiro com Otávio.
Foi difícil para Cecília ficar longe do seu filho, mas ela sabia que isso era necessário. Ela teve que remover Otávio dos braços de Eduardo e entregá-lo para Lílian. Otávio começou a chorar imediatamente e Eduardo quis pegar o seu filho de volta no mesmo instante.
Cecília assegurou-lhe que Otávio ficaria bem; ele só precisava se acostumar com Lílian e Heitor. Ele tinha que se acostumar com seus avós. Eduardo odiava ver seu filho chorar e aqui estava ele, indo passar o dia fora com Cecília enquanto seu filho estava, provavelmente, ainda chorando perguntando-se onde seus pais estavam. Ela observou a preocupação gravada em seu rosto, colocando um braço em volta da cintura dele e trazendo-o mais para perto, ela disse:
- Não se preocupe com ele. Ele vai ficar bem.
- Como você sabe? Minha mãe não é exatamente a pessoa mais sensível com crianças. – Eduardo resmungou.
Ela sabia que, apesar de Eduardo ter crescido em São Luís, sua educação era mais potiguar por causa de sua mãe. Lílian nasceu e cresceu em Natal e acreditava que fazer carinho para acalmar um filho, quando este estivesse chorando sem motivos, não era o jeito certo de educar. Ela pensava que iria estragar a criança se fizesse isso.
- Seu pai está lá. Ele vai se certificar de que nada aconteça.
- Se você diz.
O médico estava instável desde a discussão com sua mãe; ele não queria adicionar tensão entre ele e Cecília, pois já tinha bastante coisa acontecendo em sua vida. Então, Eduardo abraçou Cecília e segurou-a mais para perto dele enquanto caminhavam pela calçada aproveitando o dia fora.
Era muito calmo aqui fora sem o filho. Não havia risos de alegria, choro ou grunhidos de frustração vindo de Otávio quando ele não gostava de alguma coisa. Tanto quanto seu filho deixava-o louco com a sua teimosia, ele o amava mais do que qualquer coisa e sua mente continuava vagando de volta para seu filho.
Cecília, por outro lado estava tentando que Eduardo mantivesse o foco sobre eles. Ela queria passar mais tempo com Eduardo para fazê-lo ficar mais inclinado à ideia de ir morar com ela. Então, ela tinha um plano. Voltando para o carro depois de sua pequena caminhada, Cecília disse que gostaria de dirigir desta vez. Então, ela começou a dirigir para fora da cidade.
Os olhos dele corriam ao redor dos campos verdes.
- Ceci? Para onde estamos indo?
- Você tem que esperar para ver.
Eduardo franziu a testa.
- É melhor não fazer uma pequena viagem para Morros.
Cecília riu com a lembrança.
- Não foi tão ruim assim. Nós nos divertimos.
No início não foi divertido desde que Eduardo não tinha ideia de onde estava indo em seu vigésimo segundo aniversário e Cecília pensou que seria ótimo surpreendê-lo, vendando seus olhos por todo o caminho: de São Luís à Morros. Não era uma viagem muito longa em comparação as outras viagens que fizeram juntos e Eduardo acabou adoecendo lá.
- Eu fiquei doente durante a maior parte da viagem.
Os dedos magros de Cecília entrelaçados com os dele.
- Foi também o momento em que você me deixou te abraçar por uma noite inteira. — Ela poderia se lembrar como se fosse ontem.
Uma forte tosse irrompeu de dentro do pequeno quarto em que Eduardo estava. Sua voz abafada podia ser ouvida do lado de fora do pequeno espaço que eles alugaram para o fim de semana. Cecília entrou no quarto olhando para o nariz vermelho do rapaz de vinte e dois anos enquanto ele assuou o nariz.
- Eu trouxe um pouco de chá para aliviar sua garganta.
Eduardo soltou um ruído de desgosto:
- Você sabe que eu odeio chá. Leve isso para longe de mim. – Um pouco de muco escorreu de seu nariz antes dele espirrar no lenço agarrado à sua mão. Cobertores finos cobriam seu corpo magro e tremores involuntários iam até sua espinha. A chuva caía forte e podia ser ouvida batendo no telhado do pequeno hotel, sem piedade.
Cecília trouxe a xícara mais perto de Eduardo, mas ele se afastou ficando escondido sob as cobertas.
- Edu. – ela riu colocando o chá na mesinha de cabeceira antes puxar um pouco o cobertor. — Você precisa de algo para ajudar a melhorar sua dor de garganta.
- Eu prefiro lidar com a dor a beber essa porcaria. — Argumentou.
Era inacreditável que alguém não gostasse de chá porque o sabor era muito brando para seu gosto. Cecília tentou um monte de coisas, a adição de sabores diferentes para o chá para fazê-lo mudar de ideia, mas nada funcionou. Eduardo era um amante de café preto. Então, quando ele pediu por isto, Cecília se recusou a realizar seu desejo.
- Por que não? — Ele choramingou.
- Porque você não precisa de cafeína agora. O chá é muito melhor e mais saudável para você no momento.
Eduardo fez beicinho e apertou as mãos fortemente sobre o cobertor quando sentiu que ela estava puxando o mesmo. Cecília suspirou quando pensou no rumo dos acontecimentos poucas horas depois deles chegarem ao seu destino.
Mordendo o lábio inferior, ela começou a se desculpar:
— Sinto muito por trazer você aqui... Eu pensei... Eu pensei que seria ótimo ter o seu vigésimo segundo aniversário em uma cidade diferente, como um presente inesquecível. Em vez disso, acabou por ser um desastre.
Eduardo colocou a cabeça para fora das cobertas quando seus olhos cintilaram sobre Cecília. Ele murmurou:
- Não é um desastre total.
Cecília zombou.
- Esse é o fim de semana mais chuvoso da temporada. Você escorregou e torceu o tornozelo na primeira hora que chegamos aqui, as reservas de hotel caíram completamente e tivemos que andar na chuva para descobrir um lugar para ficarmos e encontramos esse pequeno quarto e para completar tudo isso a energia acabou e Arthur não pôde vir. — Ela suspirou profundamente — Eu queria que o seu aniversário fosse especial e eu acabei arruinando tudo com a minha estupidez.
O jovem fungou quando colocou a mão no ombro dela.
- Este é certamente um aniversário para se lembrar. — Um sorriso ameaçou aparecer no rosto de Cecília enquanto ele sorria. – Este é o maior dano que você causou em mim em questão de horas e bem no dia do meu aniversário. Acho que você merece pontos extras por isso.
Cecília sorriu, cobrindo os olhos com as mãos.
- Eu sou um grande desastre quando estou perto de você, não é?
- Você pode se redimir abraçando-me. Eu estou com frio.
Seu coração bateu mais forte quando Eduardo sugeriu algo que ela nunca pensou que iria realmente lhe pedir para fazer. Quando seus olhos castanhos encontraram os olhos verdes dele, ela soube ali que estava desenvolvendo sentimentos profundos por este rapaz. Depois de conhecê-lo há alguns anos, seus sentimentos começaram a ficar cada vez mais forte.
- Tudo bem. — Ela murmurou.
Eduardo virou o lado, ficando com as costas de frente para ela. Cecília timidamente chegou mais perto dele e passou um braço em volta da sua cintura, puxando-o mais para perto. Ele gritou quando seu pé dela bateu em sua entorse.
- Sinto muito. — Ela corou com sua falta de jeito.
- Está tudo bem... só não faço mais isso.
Aconchegando-se perto de seu amado, Cecília sorriu quando não poderia imaginar um momento perfeito para passar um tempo de qualidade com ele, apesar de todas as confusões que fizeram essa viagem ser ainda mais memorável do que eles imaginavam.
Um sorriso surgiu nos lábios de Eduardo.
- Lembrei-me de torcer meu tornozelo e você tentando me fazer beber aquele chá horrível.
- Foi para fazer você se sentir melhor. – Cecília se defendeu.
Eduardo murmurou algo sob sua respiração, sabendo que Cecília queria que ele bebesse chá em vez de café preto. Até hoje, ele detesta chá.
Com as brincadeiras, Cecília parecia feliz com a tentativa bem sucedida de uma distração quando relembrou o tempo que passaram em Morros. Risadas foram trocadas quando Eduardo apontava as falhas da viagem, enquanto Cecília defendia que ela só fez a viagem ser ainda mais incrível. Eduardo não podia debater contra o que ela disse, mas foi memorável de uma forma engraçada.
- Pelo menos você parou de ser desajeitada em torno de mim. Eu não tenho um acidente perto de você há anos.
- Eu acho que nós trocamos a falta de jeito, porque se eu me lembro bem você foi um desastre durante aquela corrida na Litorânea e eu torci meu pulso.
Eduardo estreitou seus olhos.
- Eu tenho equilíbrio horrível e para você e Arthur me arrastarem para aquele buraco do inferno foi a pior coisa que poderiam fazer. Esse pulso torcido é o que você merecia por me levar até lá.
Cecília sorriu.
- Não seja cruel, Edu. Por que você está me culpando? Foi ideia do Arthur e não minha.
- Mas você também não me deixou ficar lá apenas sentado esperando.
- Arthur foi quem fez você correr naquele tênis canguru, enquanto sua princesa aqui o ajudou ao longo de todo o trajeto.
Eduardo revirou os olhos enquanto ela se vangloriava de si mesma e suas habilidades em corridas com saltos de mola.
- Para alguém tão desajeitada, você até que tem uma graça sobrenatural. Não entendo como você tem tanto equilíbrio.
Cecília deu de ombros como se não fosse grande coisa.
- Nem todas as pessoas são abençoadas com equilíbrio tão grande.
Eduardo ia continuar a brincadeira, até que viu a placa que eles passaram. Seus olhos se arregalaram um pouco antes de um sorriso lentamente começou a se esticar em seus lábios. Olhando para Cecília, ela perguntou se eles iriam fazer o que ele estava pensando.
- É o mínimo que eu poderia fazer. Eu não gostaria que todo o nosso tempo fosse gasto com coisas que eu sou talentosa. Você tem que brilhar em algum momento.
Eduardo bateu o ombro para sua provocação.
- Cale-se.
(...)
Ele definitivamente se sentia em casa; o cheiro da natureza ao seu redor, a brisa que levemente passava pelo seu rosto. O corpo de Eduardo naturalmente acompanhava os movimentos do animal de grande porte sob ele, enquanto Cecília estava tendo um tempo difícil para manter-se sobre o cavalo.
- Está se divertindo, Cecília?- Ele riu quando ela segurou firmemente as rédeas.
- Mais do que você imagina. — Ela murmurou.
Cecília teve aulas de equitação, mas não era um especialista como Eduardo. Ela era mais uma pessoa de equilíbrio em seus pés enquanto ele era mais talentoso em controlar algo com seu corpo. Cecília pode dizer abertamente que ele era um motorista muito melhor do que ela por causa de seu talento natural e, claramente, conduzia melhor um cavalo.
- Mais depressa! — Ele gritou por cima do ombro — Meu pescoço está doente de tanto virar para trás. – Eduardo sorriu quando ouviu o cavalo atrás dele a pequenos galopes; era um pouco cansativo para ele virar a cabeça a cada passo para certificar-se de que não tinha perdido Cecília de vista. Finalmente algo que ele pode rir dela ao invés dela rindo dele sempre que podia.
Quando Cecília alcançou o seu cavalo, ele sorriu e cavou seu calcanhar para o lado do cavalo e saiu em disparada. Ele ouviu um fraco "Ei!" quando o vento soprava através de seu rosto causando pequenos zumbidos em seus ouvidos. Há muito tempo ele não andava a cavalo.
Os anos sendo consumido pelo trabalho realmente torturou seu corpo e, de repente, com a explosão de energia, Eduardo estava descontraído e realmente feliz pela primeira vez em muito tempo. Parando na trilha, ele esticou a cabeça para trás para ver Cecília lutando para manter-se firme sobre o cavalo. Revirando os olhos, ele virou o cavalo de novo e, lentamente, galopou em direção à pobre mulher. Apertando os lábios, ele tentou parar o riso que estava ameaçando borbulhar, sem sucesso.
Eduardo sorriu desesperadamente ao observar a fadiga que estava estampada em todo o rosto de Cecília. Ele sabia que tinham passado um bom tempo desde que ela tinha montado um cavalo pela última vez.
- Está se divertindo? — Ele riu.
Cecília sorriu de volta, feliz que ela pôde proporcionar a ele um momento de descontração. Seus ombros naturalmente relaxados, o sorriso largo branco perolado que fez seu coração disparar e outra coisa que fez seu coração acelerar foi o brilho nos seus olhos. Ele realmente precisava disso tanto quanto ela precisava, depois de toda a tormenta que eles passaram até agora. Eles só precisavam ficar longe por um tempo.
- Siga-me. Eu quero lhe mostrar uma coisa. – Cecília tentou assumir a liderança, mas Eduardo a superou.
-Edu, você tem que me seguir. — Ela fez beicinho.
- Então pare de ser tão lenta. – Eduardo agora seguia lado a lado com Cecília quando eles seguiam o caminho para onde quer que ela queria levá-lo. Fosse o que fosse, ela esperava que ele não ficasse doente ou acabasse ferido de alguma forma. Cautelosamente, ele olhou para Cecília, enquanto passavam pela encosta do morro.
O casal saboreou a bela vista, galopando em silêncio por todo o terreno até que Cecília começou a acelerar, Eduardo naturalmente seguindo-a. Ele franziu as sobrancelhas.
- O chalé?
- Sim.
Eduardo desceu de seu cavalo, segurando as rédeas quando ele estendeu a mão para Cecília. Ela segurou em sua mão e pulou.
- Eu queria mostrar-lhe isto, caso você queira fugir e desligar-se do mundo por um tempo.
- Espere. – Eduardo amarrou seu cavalo no poste ao lado do chalé. -Você comprou esse lugar?
Cecília sorriu enquanto segurava na mão de Eduardo e puxou-o para dentro do chalé mobiliado. A madeira vermelha estava polida, o que acrescentava um brilho extra. Aquele lugar tinha uma sensação de casa.
- Comprei há pouco tempo. Eu estava pensando em trazê-lo até aqui, mas eu estava com Luís Gabriel... — Ela limpou a garganta antes de esfregar as mãos em sua calça nervosamente — O que você acha?
Ela observou Eduardo olhar ao redor e caminhou para o outro compartimento. Cecília abriu a geladeira e pegou uma garrafa de vinho e serviu dois copos. Passeando por Eduardo, ela colocou um copo em sua mão.
- Obrigado. — Sua voz soava distante quando ele tentou engolir essa ideia de que Cecília realmente comprara um chalé no meio do nada, ou que parecia ser no meio do nada. Voltando-se para Cecília depois de tomar um gole de vinho, ele respondeu:
- É fantástico! É uma fuga perfeita. Você fez bem, Cecília, em me trazer aqui e eu nem sequer estou doente neste momento.
Uma risada saiu de seus lábios. Eduardo envolveu um braço em volta dos ombros e beijou-a suavemente o topo da cabeça.
- Obrigada. — Ela esperava que isso realmente o fizesse pensar em morar com ela. Era um pouco arriscado levá-lo ao seu lugar tão cedo, mas ela fez uma boa coisa pela forma como ele parecia impressionado.
Ela prontamente começou a mostrar o pequeno e aconchegante chalé para o namorado. Cecília resolveu ir até o banheiro para lavar o rosto e não demorou muito para Eduardo aparecer e encará-la através do espelho.
Com os olhos verdes ainda mantidos nela, ele baixou o rosto e beijou seu ombro, enviando arrepios por sua espinha. Cecília virou-se. Eduardo passava a mão pelas coxas dela, ainda por cima da calça. Ela gemeu quando envolveu os braços em volta do pescoço dele com um sorriso leve. Os lábios dele pairaram sobre os dela, esperando pacientemente ela diminuir a distância. Ela colocou os lábios contra os dele, desafiando-o a aprofundar o beijo.
Ela não teve que esperar muito antes que os lábios dele avidamente se encaixassem aos dela. Eduardo sorriu levemente no beijo enquanto sua língua explorava sua boca, onde ainda podia saborear o gosto do vinho. Suas mãos encontraram o caminho em seu cabelo macio, que corria suavemente por entre seus dedos. Cecília estremeceu quando sentiu as mãos frias deslizarem lentamente sob a parte traseira de sua blusa.
Eduardo tirou a blusa dela, depois a calça. Tirou sua calcinha lentamente, deslizando-a para baixo e jogando-a de lado. O sutiã ainda estava agrupado sob os seios. Cecília estava nua. Nua e aberta para ele. Ele apenas abaixou calça juntamente com a boxer que usava por baixo.
Cecília se afastou um pouco. Ainda na ponta dos pés olhou para cima em direção a ele. Eduardo rapidamente a levantou e sentou-a na borda da pia quando ele começou a mover-se entre as pernas dela.
Notas finais
Gostaram??
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.
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