Sempre

46 Capítulo 46


Notas iniciais
Olá minhas queridas leitoras!! Que saudades de vcs!! Eu sei que não posto há 3 meses e eu queria pedir desculpas por isso. Queria pedir desculpas também por ser tão egoísta, mas eu precisava ficar longe por um tempo. Não estava bem, e ainda não estou, mas estou ficando melhor a cada dia. Não vou entrar em detalhes, mas sabe qnd um furacão passa pela sua vida e devasta tudo? Deixando algumas poucas coisas de pé? Pois é, isso aconteceu comigo nos ultimos três meses e eu sai disso tudo arrasada e pior, tudo por minha culpa! Mais prevejo que um lindo dia de sol está se aproximando, afinal o tempo curar tudo e a vida não pode parar. Eu estou bem melhor agora e sabe pq? Pq eu recuperei a vontade e a inspiração para voltar a escrever. Eu não iria deixar vcs sem essa história que amo tanto. Foi dificl, mas eu consegui. Eu não vou abandonar vcs, jamais. ÀS leitoras que restaram, se é que ainda tem alguma por aqui, boa leitura!! Fiz com todo amor do meu coração!!

CAPÍTULO 46

Cecília quase comemorou como se fosse uma vitória, quando estava na frente de seu prédio com Eduardo e Otávio desejando a Lilian e Heitor uma boa viagem. As duas semanas não passaram tão rápido, mas finalmente tinha chegado ao fim. Não que ela não gostasse dos pais do Edu, mas era uma alivio que eles estavam indo embora.

– Eu vou sentir falta de todos vocês. – Lílian sorriu suavemente quando seus olhos fixaram-se no bebê. — Eu vou sentir mais sua falta. Tem certeza de que não podem se mudar para Natal?

Eduardo balançou a cabeça.

– Nós não podemos fazer isso, mamãe. E você sabe disso.

– Vale a pena tentar!

Ele viu sua mãe murmurando algo com o marido antes de abraçar Otávio com carinho por mais alguns minutos. Eduardo abraçou calorosamente seu pai.

– Vamos vê-los nas férias, com certeza. — Cecília tranquilizou os avós quando ela pegou Otávio de volta e deu um abraço de lado em Lilian. Ela inclinou-se quando Lilian esticou o pescoço em direção ao seu ouvido e murmurou algo para ela. Acenando com a cabeça em compreensão, ela sorriu.

– Obrigada e eu vou.

– Em breve. — Lilian apontou para ela.

Cecília sorriu:

– Vamos ver.

Seus confortáveis olhos castanhos cintilaram sobre Eduardo, que estava conversando com seu pai. Felizmente, ele não ouvira o que sua mãe tinha dito. Mesmo que Lilian pudesse ser crítica e dura, ela era uma mãe amorosa que queria o melhor para seu filho. Cecília tinha um grande respeito pela figura materna que Lilian representava.

Aceitando o beijo no rosto dado por Lilian, a avó agarrava as bochechas rechonchudas de Otávio e deu-lhe um punhado de beijos resmungando o quanto ela sentir falta dele. Ela passou a mão pelos cabelos do pequenino.

– Ele é muito parecido com Eduardo quando ele era um bebê. Fique de olho nele, porque ele vai ser um verdadeiro furacão. Não vai parar quieto e vai querer pular muito.

Cecília sorriu enquanto segurava Otávio mais perto dela.

– Eu ficarei de olho nesse pequeno rebelde.

– Ótimo. Eduardo, venha dar um beijo na mamãe.

Eduardo foi até sua mãe e suavemente beijou suas bochechas antes de abraçá-la. Tem sido assim por muito tempo desde que ele realmente tinha algum tempo de qualidade com sua mãe. Tudo bem que na maior parte do tempo ela o pressionava contra a parede, mas era o que ele amava em sua mãe. Eles podiam ter suas brigas, mas isso só os deixava mais juntos no final, quando tudo se resolvia.

Ele entendia que Lilian estava querendo botar para fora toda a raiva que estava residindo em seu interior, mas de um jeito estranho, Otávio foi o quebra-gelo para mãe e filho quando eles estavam passando por isso na primeira semana. Agora eles iriam continuar como eram antes, assim que Lilian e Heitor voltassem para Natal. Abraçando calorosamente seus pais, ele os soltou e deu tchau. Cecília murmurou para Otávio acenar para seus avós quando ele murmurou e acenou para os dois.

– Manda um beijo para a vovó! – Lilian suplicava.

Otávio pressionou sua pequena mão em seus lábios antes de liberar o beijo, que voou para sua avó. Lilian derreteu com aquele gesto adorável e quase decidiu ficar. Heitor levemente puxou sua mulher pela cintura e abriu a porta para ela e em seguida colocou as malas no porta-malas do táxi antes de acenar para o casal. Depois que saíram, Cecília e Eduardo suspiraram de alívio.

– Por mais que eu ame seus pais, eu estou contente que eles foram embora.

Eduardo cantarolava em acordo antes deles irem em direção ao elevador para voltarem ao apartamento. Cecília entrou com o pensamento voltado para proposta que ela colocou sobre a mesa para Eduardo. Ele disse-lhe que no momento em que seus pais partissem lhe daria uma resposta. Poderia esperar mais algum tempo, mas ela queria uma resposta agora.

Cecília mentalmente havia se preparado para qualquer resposta.

–Então — ela começou quando colocou Otávio de lado em seu colo — Será que você pensou sobre aquilo?

Eduardo olhou para ela.

– É realmente uma boa morarmos juntos? Nós nem somos um casal oficial ainda.

Cecília aproximou-se de Eduardo, agarrando-se a ele de um lado e do outro segurando Otávio, juntando as pessoas mais importantes de sua vida próximos a ela.

– Nós não somos um casal normal, Edu. Isso significaria o mundo para mim se você se mudasse para cá. Assim a sua decisão iria ficar mais clara.

O médico revirou os olhos, mas manteve-se perto de Cecília quando ele laçou o braço em volta de sua cintura pensando quais eram as possibilidades dele se mudar muito em breve. Eles disseram que estavam indo devagar e aqui estava Cecília, pedindo pra ele para morar com ela. Eduardo basicamente já morava aqui e ter que vir e voltar o tempo todo era uma trabalheira, mas depois lá se vai a ideia de levar as coisas devagar.

– Alguma vez foi devagar? — Cecília perguntou.

Lambendo o lábio inferior, ele pensou sobre isso por um segundo antes de fechar seus olhos no pensamento e concordou antes que mudasse de ideia.

– Tudo bem. Vou morar aqui com vocês.

–Sério? — Cecília perguntou não acreditando no que ouvia. Eduardo assentiu e ela murmurou: — Isso foi fácil.

– Isso significa que você tem que me ajudar a embalar minhas coisas e vender ou alugar meu apartamento. — Eduardo rebateu.

O que o aterrorizava é que estava realmente pensando em vender sua casa e morar com ela completamente. Isso significava que os dois pés estavam fincados neste relacionamento ou no que quer que eles tinham.

– Certo. Nós sempre fomos um casal, você só tinha dificuldade em lidar com o termo. Agora é oficial. — Cecília sorriu. — Eu sei que você prefere ser poupado do gesto romântico de eu pedindo para você ser só meu.

Eduardo corou quando ele murmurou meio desajeitado.

– Eu já sou seu.

Seu coração acelerou e ela sorriu de seu rosto vermelho. Isso o fez ficar mais vermelho ainda.

– Você nunca vai se arrepender. Eu prometo.

Essa era uma promessa pesada para manter, mas ela ia tentar fazer de tudo para que seu filho e o pai de seu filho fossem felizes. Seu momento foi arruinado quando Otávio começou a ficar irritado.

– Eu vou colocar o Tavinho para dormir.

Arrancando a criança de seus braços, ele basicamente correu até o quarto envergonhado com o concurso momento que compartilhavam. Ele ainda se sentia um pouco estranho de ser assim um com o outro?

Sua mente dizia que sim, mas seu coração respondia a ele de forma diferente. O órgão que bombeia sangue para todo o corpo o lembrava de que esta não era a primeira vez que eles compartilhavam um momento de ternura. Ele já tinha demonstrado afeição e carinho quando disse que queria fazer amor com ela. Colocando Otávio para dormir, a chuva que caía sobre a cidade de São Luís lhe recordava o tempo em que estavam na chuva, em Morros.

Cecília pediu para que ele entrasse porque estava doente. Ele se recusou e manteve-se nesse tempo horrível. Esse foi o tempo que ele estava tendo um misto de emoções sobre Vanessa e, estar lá com ela, o fez perceber que ele era feliz junto à Cecília e não mais com Vanessa. Talvez esse foi o tempo que seus sentimentos começaram a desenvolver por ela, mas que rapidamente foram desligados do resto do seu corpo por causa do medo de ser rejeitado.

As coisas que eles passaram era mais do que uma amizade poderia suportar, a amizade sempre foi algo mais. Arthur viu e todos ao seu redor também viram, mas Eduardo estava muito cego para enxergar. Foi então que ele decidiu aproveitar, saindo com diversas mulheres sem pretensão de se apegar a nenhuma delas.

Foi doloroso viver dessa forma e agora ser tão aberto em seu relacionamento com Cecília era mais do que estranho. O sentimento era estranho. O último relacionamento sério dele azedou depois de um tempo e ele esperava que ele e Cecília não tivessem o mesmo final.

Aproximando-se da sala, Eduardo viu Cecília em volta a centenas de papeis da investigação que ela começara recentemente. Seus lábios se moveram um pouco quando ela murmurou frases soltas na tentativa de se organizar. Cecília tem feito muito por ele e já era tempo dele fazer o mesmo. Entrando na sala, ele se sentou ao lado dela, enquanto seus olhos percorriam a tela do notebook.

– Eu posso ajudar se você quiser. — Ele ofereceu.

Cecília olhou para seu namorado e questionou:

– Você quer me ajudar? Com isso? — Ela levantou a pilha de processos. Ele assentiu com a cabeça enquanto ela apontava que ele odiava mexer com planilhas no computador. Ele encolheu os ombros dizendo que não era uma grande coisa e ele sabia que iria agilizar todo o trabalho se ela tivesse alguém para ajudá-la.

– Tudo bem. – Ela explicou como deveria organizar as planilhas de informações e Eduardo rapidamente pegou.

Eles passaram algumas horas fazendo todo o trabalho. Cecília lendo os processos e recolhendo as informações enquanto Eduardo estava responsável por passar tudo para o computador. Era cansativo, mas ainda sim era algo que eles estavam fazendo juntos. Um ajudando o outro, como um casal de verdade.

– Você não estava tão devagar.

Eduardo olhou para Cecília, não convencido. Ela estava tentando poupar seus sentimentos, ele estava ciente de que não precisa fazer isso.

– Não minta para mim, Ceci. Eu sei que eu sou uma lesma em relação a planilhas e essas coisas burocráticas.

– Você não é uma lesma... há sempre espaço para melhorias. – Ela reformulou sua frase negativa para positiva. Lá vai ela de novo, sendo a otimista que era. Cecília era uma especialista em dá força para alguém que não estava confiante em suas habilidades.

Eduardo terminou suas obrigações. Cecília continuou lendo alguns papeis por alguns minutos antes de relaxar no sofá junto ao namorado. Seu braço em volta do corpo mais fofinho dele. Ela sentiu como se ele estivesse mais presente em seu corpo atual. Eduardo estava mais dócil? Talvez fosse a palavra errada, mas ela sentia como se estivesse às vezes.

O polegar esfregando pequenos círculos em seu braço quando ela o abraçou mais perto de seu corpo. Eduardo afastou-se do abraço e ela alegremente colocou a perna em torno de sua cintura para trazê-lo mais perto.

– O que você está fazendo? — Ele sorriu quando se aconchegou em seu peito.

– Você é macio e quente. Eu só quero ser imerso por você. Isso é ruim? -Seus olhos castanhos brilharam debaixo de seus cílios. Ela viu como ele estava desconfortável quando admitiu completamente o que ela queria dele.

O lembrete de Cecília realmente fez seu coração palpitar e acelerar ao mesmo tempo. Sua mensagem foi sutil, mas ele pegou. Ela o via mais do que apenas alguém para estar à sua volta, ela realmente queria estar com ele. Amá-lo, cuidar dele, apoiando-o e ser apenas o melhor amigo um para o outro; Cecília estava se tornando mais comprometida a cada minuto que passava ou assim parecia. Eduardo ficava sem graça quando ela fazia coisas simples como beijá-lo no rosto ou passar a mão em seu rosto na frente dos pais dele.

Ele pensou que era só para mostrar a seus pais que ela realmente estava levando a sério o que eles tinham. Ela não desistiu. Cecília estava mostrando mais e mais de si mesma quando ninguém estava por perto. A primeira coisa que vinha à sua mente quando estavam sozinhos era sexo.

Eduardo não ia mentir sobre isso, porque isso é tudo que eles têm feito recentemente. A perna que estava em seu colo o puxou para mais perto dela, com o rosto desalinhado foi colocado na bochecha oposta e ela beijou levemente o local. Carinhosamente, ela começou a beijar seus olhos, seu nariz, testa, seu templo, seu queixo, seu pescoço, a orelha e o canto de sua boca. Ela parou o que estava fazendo quando seus olhos castanhos olhou bem nos olhos dele.

– Eu irei lembrá-lo todos os dias o quanto eu te amo e quero dizer isso a cada momento, Edu. O que nós tivemos... o que nós temos é algo especial. — Ela se corrigiu. — A primeira vez que eu soube que era apaixonada por você foi quando estávamos em Morros e não desapareceu desde então e não vai acabar com o tempo. Eu sei que você é único para mim.

Cecília observou como as emoções passavam através de seus olhos. Não havia nada realmente chegando em sua mente, estava em branco, como se as suas palavras apenas instantaneamente limpasse a memória. A única coisa que ele sussurrou, foi a única coisa que ele sentia no momento, assegurando-lhe que ele não ia a lugar nenhum, que estava pra ficar.

– Você não vai se arrepender. Eu prometo.

Notas finais
Gostaram? Até o próximo capítulo!! Beeijos de Saudades, Nara.