Sempre
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Quero pedir mil desculpas por ficar mais de 1 mês sem postar. Eu realmente sinto muito, mas tudo tem uma explicação. Bem, assim que fiquei de férias (eu passei com nota 10 na prova final, galera!) eu acabei indo viajar, depois de resolver algumas pendências amorosas, com meu Edu! *_*
Enfim, foi uma ótima viagem e quando dei por mim as aulas recomeçaram e eu não consegui organizar meu tempo para escrever. Desculpa, minhas queridas! Prometo que isso não irá se repetir e agora eu vou acelerar essa fic! Obrigada pel compreenssão e carinho!
Boa leitura!
CAPÍTULO 39
Um gemido saiu dos lábios Eduardo quando ele vestiu o paletó cinza claro que seria sua potencial escolha para o casamento do seu primo na noite seguinte. Arthur balançou o dedo para o seu melhor amigo. Aquele terno não estava bom.
– Eu sinto muito. Eu realmente fiquei sem tempo para comprar um terno decente. Desculpe por ter feito você vir até aqui na véspera do seu casamento. É que eu não sei comprar esse tipo de roupa. E também estou sobrecarregado no hospital, o que tem me deixado quase sem tempo algum.
Eduardo se sentia repugnante com cada terno que havia experimentado até agora, ou eles eram muito pequenos para ele ou ele estava muito gordo para caber neles. Ele odiava o fato de sua barriga está um pouco saliente no momento.
Um suspiro escapou de seus lábios quando ele olhou para Arthur.
– Não posso simplesmente usar um saco de lixo para o seu casamento? Porque parece que é a única coisa que vai caber em mim no momento.
– Não. Claro que não! Você é meu padrinho. Vamos achar algo para você usar. Você não está gordo, Edu. Você só precisa de um terno com um numero maior.
Eduardo estreitou os olhos para o amigo.
– Isso é apenas outra maneira de dizer que eu estou gordo, Arthur. — Ele revirou os olhos quando Arthur negou o que ele havia dito e depois pediu que o vendedor trouxesse novos ternos, agora com o número maior, para o médico experimentar.
Tentando tirar o foco do seu amigo sobre seu aumento de peso, Arthur mudou de assunto.
– Cecília vai levar o Otávio para o casamento?
– Não. Quer dizer, nós achamos que não seria muito apropriado para um bebê ficar até altas horas em uma festa. Além do mais, Otávio não é do tipo que fica quieto por muito tempo.
– Entendo. Ele vai ficar com quem?
– Na casa dos pais de Cecília.
– Você sabe que nossos familiares não vão ficar muito contentes por não conhecerem seu filho. Quer dizer, eles estão muito ansiosos e curiosos para conhecer o Otávio. Parece que todos achavam que você nunca iria ser pai... E querem olhar com seus próprios olhos o tal “milagre”.
– Eu até imagino. Mas oportunidades não irão faltar. Eu também quero que todos conheçam meu filho. Especialmente a vó. – Eduardo falava com um brilho no olhar – Mamãe ligou para você?
– Sim. Ela falou que o tio Heitor pegou uma virose e que por isso eles não poderão vir ao meu casamento. O que é uma pena.
A conversa sobre família e outros assuntos aleatórios fez Eduardo sentir-se um pouco melhor enquanto ele experimentava ternos após terno, odiando a forma como eles se encaixam em seu corpo. Além disso, ele estava indeciso sobre o tipo de corte, pois ele achava que tudo estava horrível nele. Marina tinha solicitado que todos os padrinhos usassem um terno cinza claro, o que aumentava a dificuldade na busca pelo terno perfeito. Arthur, por outro lado, sabia que Eduardo estava frustrado com seu aumento de peso e precisava de algum tempo para se adaptar e tentar perder o peso, se ele realmente quisesse. Ele continuou jogando ternos sobre a porta do provador, esperando o médico a sair para dar sua opinião honesta e sutil. O professor estava ficando cansado. Aquilo estava tomando mais tempo do que o esperado.
Finalmente Arthur se animou quando Eduardo saiu do provador em um terno cinza claro, que tinha ficado perfeito em seu corpo. Nem muito apertado e nem folgado demais.
– Por favor, me diga que você gostou desse. — Arthur implorou.
Assistindo Eduardo olhar no espelho com um rosto vago, ele se virou para ver a parte de trás e então o médico acenou com a cabeça.
– Acho que esse serve.
Uma vez que eles compraram o terno, Arthur e Eduardo foram até o salão para cortar o cabelo. O noivo deixou o cabelo liso um pouco mais curto e fez a barba, enquanto o padrinho apenas aparou as pontas do cabelo.
– Aposto que você deve ter uma namorada, certo? E ela deve acompanhá-lo no casamento. – uma das atendentes do salão perguntou descaradamente.
Balançando a cabeça, Eduardo informou à moça que estava indo sozinho e que decidiu passar algum tempo com seus amigos e familiares desde que tudo o que ele tem feito era trabalhar e cuidar de seu filho.
– Você tem um filho? Eu aposto que você tem fotos. – Eduardo sorriu pegando seu celular para mostrar algumas fotos de Otávio.
– Ah, ele é tão adorável! – a mulher disparou.
(...)
A pequena igreja estava, aos poucos, sendo tomada pelos convidados. Eduardo chegou pontualmente no horário marcado, afinal ele era o padrinho. Chegando lá, ele encontrou seu par, Heloísa, que era sua prima. Depois de uma conversar com alguns familiares e explicar a ausência do seu filho, Eduardo estranhamente ficou sozinho em um canto, observando o fluxo de pessoas. Ele imediatamente reconheceu alguns amigos, primos, tios e tias que lentamente entravam na igreja. De repente uma montanha de sentimentos tomou conta de seu corpo quando viu de longe alguém que ele conhecia muito bem. Sua linha de pensamento foi quebrada quando sentiu alguém tocar em seu ombro.
– Se eu fosse alguém que estivesse o observando a certa distância, eu acharia que você era algum tipo de homem assustador que está pronto para dar o bote em uma mulher. Uma mulher que conhecemos muito bem. – Eduardo olhou para o os olhos escuros de Amanda; um alívio se fez presente quando ele colocou os braços ao redor dela.
– O que você está fazendo aqui? — ele questionou afastando-se de sua amiga.
Um sorriso branco brilhante se fez presente no rosto da bela mulher.
– É bom ver você também. Você me convidou, Eduardo, ou está sofrendo de amnesia?
– Sim, eu sei. Mas você não confirmou se viria, lembra?
– Eu não deveria vir... Até porque eu imagino que não sou bem vinda, mas aí eu pensei que você ia precisar de companhia.
Eduardo sorriu levemente. Ele estava realmente agradecido por Amanda ter vindo. Ele realmente precisava de alguém para estar aqui com ele já que todos viriam com os seus respectivos acompanhantes, exceto ele.
– Obrigado por ter vindo
Amanda olhou profundamente em seus olhos.
– O prazer é todo meu.
Arrepios desceram por sua espinha quando ele se inclinou casualmente na parede não se importando com os olhares que recebia de alguns convidados. Ele tinha o que precisava e ficar perto de Amanda era incrível. Eduardo deu um pequeno sorriso vitorioso quando viu Cecília e Luís Gabriel na porta da igreja; ele levantou a mão para ganhar a atenção dela.
Imediatamente, ele viu a reação de Cecília azedar quando seus olhos castanhos pairaram sobre a mulher ruiva ao seu lado. Nesse momento, Arthur se aproximou do grupo. Eduardo fez questão de apresentar Arthur e Luís Gabriel para Amanda. Ambos aceitaram seu aperto de mão e o de Luís Gabriel foi o mais entusiasmado.
– Ela é encantadora. Ela é sua namorada, Eduardo? – Luís Gabriel questionou, inclinando a cabeça em curiosidade.
Eduardo e Amanda olharam um para o outro, por um momento houve hesitação. Mesmo quando estavam em sua amizade com benefícios, não havia realmente um relacionamento estabelecido. Eduardo foi mais fiel e ligado à Amanda, enquanto ela dormia com todos à sua volta. Não era como se ele estivesse apaixonado, mas ele se sentiu traído pelo fato dela transformar o que tinham em uma relação muito aberta. Eles estavam começando a ser amigos novamente, então dizer que eles estavam juntos tocou o seu coração de uma maneira estranha. Enquanto isso, Cecília o encarava seriamente.
– Bem... – Eduardo disse.
– Somos apenas amigos. – Amanda completou a frase e agarrou-lhe a mão para lhe passar uma sensação de conforto.
Eduardo sorriu feliz porque ela estava lá, quando sentiu a pontada de inveja escorrendo dos olhos de Cecília. Não havia nenhuma razão para ele estar agindo assim, mas o que ela disse a ele dias atrás ainda estava fresco em sua mente. Arthur pensou que iria aliviar a tensão quando disse que ele e Eduardo deveriam seguir para o altar, pois a noiva estava chegando e a cerimonia iria começar.
Cecília sentou-se ao lado de Luís Gabriel, na segunda fileira da igreja. Do seu lugar ela podia observar claramente cada reação de Eduardo. Os olhos do médico estavam grudados na linda noiva que acabara de entrar, mas a tensão que estava no ombro dele podia ser sentida por ela própria. Os olhos de Eduardo o traíram por um instante quando ele encarou Cecília. Ele rapidamente desviou o olhar e concentrou-se na cerimônia novamente.
Quando a linda e emocionante cerimônia religiosa acabou, todos os convidados foram para a recepção em uma casa de festas. Muito a contragosto, Eduardo sentou-se em uma mesa que ficava bem atrás da mesa onde Cecília estava sentada. Eduardo observou o momento em que Luís Gabriel passou o braço em volta do ombro de Cecília e acariciou suas costas.
Eduardo desviou o olhar e virou-se para Amanda, calmamente desculpando-se e pedindo licença para levantar da mesa.
– Você quer que eu vá com você?
Ele viu o olhar dela transformar-se em preocupação quando ela colocou a mão em cima da dele. Balançando a cabeça, ele apertou a mão dela:
– Eu preciso ficar sozinho por um instante. Aproveite a festa. As pessoas ao seu redor são legais.
– Tudo bem. Avisa-me se você quiser ir embora.
Eduardo assentiu enquanto levantava-se de seu assento em silêncio pedindo desculpas para alguns familiares que estavam em sua mesa, dizendo que voltaria em alguns minutos. Ele saiu do espaço climatizado rapidamente, antes que alguém tentasse pará-lo para conversar no meio do caminho. Uma vez fora do ambiente da festa, ele foi até um banco de concreto que ficava próximo a um lindo jardim.
Sentado no banco, ele afrouxou a gravata e respirou profundamente. Por que esses sentimentos o estavam perseguindo agora? Suas emoções conflitantes estavam puxando-o em várias direções.
Primeiro, era bom estar perto de Amanda depois de todo esse tempo. Mesmo que eles trabalhassem no mesmo ambiente era difícil passar um tempo um com o outro como amigos e não como colegas. Não era tão fácil, já que ele é um pai agora, mas agora... agora Amanda estava sendo a mulher que ele realmente estava com medo de lidar. Ela era sempre gentil e doce com ele, mas seus toques sutis e palavras estavam fazendo seu coração acelerar um pouco.
Quanto a Cecília... Eles estiveram tendo altos e baixos por tanto tempo depois destes últimos dois anos que ele estava incomodado com todas as atitudes dela nos últimos tempos. Eles também percorreram o mesmo caminho que ele fez com Amanda e isso explodiu no rosto de Cecília da mesma forma que aconteceu com ele em relação à Amanda. Pessoas se machucaram, disseram coisas desagradáveis, mas ao contrário de ignorar Amanda por meses, Eduardo foi embora após a revelação de tudo tornar-se demasiado caótico para ele. Além disso, era uma loucura ele pensar que talvez Cecília ainda tivesse esses sentimentos por ele? Era muito louco pensar sobre isso?
Cecília nunca gostou de Amanda e era muito protetora com ele e Arthur quando eles saíam com mulheres de qualquer natureza. Agora, com o passado que eles tinham, ele não sabia o que fazer. Ele devia buscar um relacionamento com Amanda? Isso podia complicar as coisas bem como sua amizade pendente com Cecília, mas ela tinha Luís Gabriel por isso não deveria ser nada para se preocupar.
Luís Gabriel.
Esse homem tem provado ser um pé no saco, na maior parte do tempo e a audácia dele fazer tal pergunta era inacreditável. Talvez ele estivesse tendo alucinações e uma ponta de esperança quando ele fez aquela pergunta?
Envolto em seus pensamentos, ele não notou a mulher em pé atrás dele sem saber o que dizer. Colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha, ela tomou os passos ao seu redor e olhou para o homem confuso.
– Será que eu posso sentar aqui? — ela perguntou.
Eduardo olhou para cima para ver Cecília ali com um olhar de compaixão?
– Claro. – Ele respondeu.
Eduardo olhou sem saber o que dizer ou pensar; ele esticou as pernas.
– O que você está fazendo aqui? Seu precioso namorado não vai ter um ataque de pânico por você não está ao seu lado?
– Não seja tão sensível, Edu. Eu lhe disse que ia ao banheiro.
Uma sobrancelha levantou quando ele se virou para a amiga:
- Você mentiu? Para o Luís Gabriel? Eu posso dizer que esta pode ser a primeira vez que você faz isso.
– Você está certo. – Cecília murmurou — Eu só queria ter certeza de que você estava bem.
– E por que não estaria? Eu estou perfeitamente bem.
Cecília deu um olhar como se soubesse exatamente o que estava pensando. Ele esperava que ela não fizesse isso, mas ela era boa em ler seus pensamentos, o que o deixava com raiva de vez em quando. Mordendo o interior de seu lábio, ele esperou e usou a desculpa do calor e da gravata apertada para explicar o porquê estava ali sozinho sem Amanda. Cecília olhou para a figura do homem antes de responder à sua óbvia e dolorosa mentira.
– Você está muito elegante esta noite. — Ela viu os olhos de Eduardo piscar em antecipação. Ele estava pronto para ouvir seus discursos infames, mas ela não o fez. Pela primeira vez, ela evitou o elefante na sala e estava aqui para consolá-lo e tirar todos os pensamentos que passavam pela mente de Eduardo naquele instante. Quando ela viu um olhar desconfiado cruzar seu rosto, ela assegurou-lhe:
– Eu estou falando sério. Você está muito bem com esse terno. Eu não iria mentir sobre isso.
Ela disse isso tão gentilmente que o coração de Eduardo quase parou instantaneamente. Um redemoinho de emoções percorreu lhes quando eles olharam um para o outro. Eduardo foi o primeiro a romper o silêncio com um sorriso suave.
– Você também não está nada mal. Você está linda!
– Obrigada. Bem, eu preciso lhe perguntar algo... Quando é que você vai se livrar dessa barba?
– O quê? Você não gosta? – Eduardo passou as mãos carinhosamente por entre seus pelos faciais. Ele ficou com preguiça de fazer a barba assim que chegou do Haiti, e bem, ele apenas a deixou lá.
Cecília zombou:
– Sem ofensa, mas você parece bem mais velho com essa barba. Eu prefiro a barba um pouco menor, talvez até completamente sem barba.
– Eu deveria ser menos desleixado nesse aspecto. – ele fez uma pausa e volto a sorrir — E você está cada vez menos loira.
– Sim. Quando estava grávida do Tavinho eu deixei de fazer o retoque das luzes. E depois eu acabei não fazendo mais nada e o meu cabelo foi se aproximando cada vez mais da cor natural, castanho claro. Mas, veja, eu ainda sou um pouco loira depois de tudo. — Uma risada deixou os seus lábios quando ela pegou uma mecha loira de cabelo e seus olhos brilharam pela primeira vez em semanas.
Esta tinha sido a primeira vez que eles, na verdade, sentaram-se e tiveram algum tempo sozinhos sem terminar em uma briga verbal. Isso foi realmente muito bom, mas Cecília não seria verdadeira se não dissesse que ela não gostava das brigas e discussões eles tiveram.
– Você toma decisões de loira, isso é certo. — Eduardo resmungou.
– Ei, eu me ofendi com isso.
– E você deveria mesmo. É triste o que você tem feito para si mesma. –Eduardo disse em tom de brincadeira, mas no fundo sua declaração era verdade. Cecília percebeu a real intenção de sua frase e olhou fixamente em seus olhos, não havia dúvida de que ele estava decepcionado com ela por alguma coisa.
– O que você quer dizer com isso? — Ela estava curiosa. Isto poderia ser a coisa que o estava incomodando. Eduardo não disse nada quando deu de ombros dizendo que não era nada.
– Não é nada, Edu? Não comece a mentir para mim. – Cecília instantaneamente tornou-se séria, enquanto tentava entender o que estava acontecendo.
– Você está chateado porque eu não esperarei você voltar? Eduardo ficou em estado de choque antes de estreitar os olhos:
– O que fez você presumir isso, Cecília?
Lá estava ele. O homem irritado por trás de todas aquelas paredes que ele construiu em torno de si mesmo depois que deixou São Luís. Levou algum tempo para ela quebrar algumas paredes, mas agora, talvez ela pudesse derrubá-las todas de uma só vez.
– Seus olhos. Eles me dizem tudo, quando suas palavras não podem. – Cecília se inclinou mais perto e sussurrou — Então é verdade? Você ficou chateado ao ver que eu estava com outro homem?
– Eu não fiquei chateado. Eu fiquei chocado. – Eduardo a corrigiu.
Ela levantou os braços em sinal de rendição, antes dela cautelosamente lançar os braços ao redor de seus ombros. Cecília o sentiu tenso sob seu domínio antes de inclinar a cabeça próxima à dele.
– Eu espero que você saiba que eu quis esperar um pouco, mas depois de um tempo eu não poderia dizer se você estava realmente voltando... Em um primeiro momento eu fiquei muito chateada com você, porque você demonstrou não ter nenhuma consideração por mim quando foi embora sem ao menos dizer tchau. Eu senti tanto sua falta durante a gravidez que eu achei que não fosse conseguir. Então, quando Helena me contou tudo...
– Helena contou? Eu lhe disse para não dizer nada. — Eduardo fervia.
Cecília o trouxe para mais perto para que ele mantivesse o foco no que ela estava explicando e então continuou:
– Eu sabia que você estava no Haiti, mas eu nunca tive a coragem de realmente tentar falar com você para contar-lhe sobre minha gravidez. Eu não sei como você teria lidado com isso, então eu fiquei calada porque eu pensei comigo mesma, e se ele estiver feliz? Eu nunca quis destruir a felicidade que você conseguiu nesse curto período de tempo, então eu tentei seguir em frente... E eu segui. Eu gosto de Luís Gabriel, ele é uma pessoa maravilhosa, mas ele não é o meu melhor amigo. Quero você de volta, Edu. Eu quero que sejamos melhores amigos, como costumávamos ser. Você e Arthur fizeram as pazes, então por que nós não podemos?
Seus dedos apertaram em torno de seu braço; ele estendeu a mão e apertou a mão dele na sua.
– Eu também senti sua falta, mas... — Essa única palavra tocou violentamente o coração dela, assim como as próximas palavras que saíram da boca dele — Com Luís Gabriel por perto duvido que vamos voltar a ser melhores amigos novamente. Se você gosta dele como diz, então ele deve ser seu melhor amigo, não eu.
Eduardo levantou-se devagar com as mãos ainda interligadas quando ele olhou para ela:
– Podemos ser amigos, mas não tão próximos como éramos. — Ele queria pedir desculpas, mas isso era a melhor coisa que ele poderia oferecer no momento. Luís Gabriel era como um obstáculo quando se tratava de sua amizade. Arthur e Marina estavam felizes com o casamento, Cecília estava com Luís Gabriel e ele estava com quem? Eduardo não estava procurando por ninguém, mas ele sentia como se Luís Gabriel estivesse no caminho de seu círculo de amigos. Em sua mente, o moreno de cachinhos não pertencia aquele lugar.
Deixando a mão dela, ele caminhou de volta para a festa torcendo para que ele pudesse se livrar desses sentimentos ridículos que ele desenvolveu ao longo do tempo. Havia uma primeira vez para tudo.
Notas finais
Eu sei, essa história é tão deprimente e dramática. A luta dos dois para conviver quando eles tem um passado torna tudo mais complexo. Como eu disse, as coisas vão começar a tomar um rumo... muito, muito rapidamente, então preparem-se!! Eu vou tentar postar o próximo capítulo urgentemente pq tenho todo um cronograma a seguir e eu estou bem atrasada!!
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.
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