Sempre
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Gente, estou sem tempo. Escrevi esse capítulo assim rapidão e não saiu como eu queria, espero que não fiquem decepcionadas. Vou logo explicando que essa minha falta de tempo se deve ao fato de que fiquei de final em uma matéria da faculdade e isso significa que estou ferrada, lascada com farofa e que estou me matando de estudar, à base de muito café, para tirar uma boa nota e não reprovar na cadeira. Estou um caco, com ódio de mim mesma por ter vacilado. Por isso, meu desleixo em relação ao lindos comentários de vcs. Eu li tudo e todos, só não respondi por falta de tempo pq tenho que estudar muito. Vcs me desculpam? Eu vou responder tudo assim que esse tormento passar e eu ficar de férias, o que deve acontecer na próxima semana. Aí, vcs vão enjoar de
mim! hahaha
Boa leitura!
CAPÍTULO 38
Por que ele estava nervoso de novo?
Oh claro! Era do pai de sua namorada que eles estavam falando. Luís Gabriel não sabia o que esperar quando Cecília chegou em casa dizendo-lhe que seu pai queria falar com ele. O que ele deveria dizer? Não era como se ele pudesse recusar, o que seria rude de sua parte, mas ainda seus nervos estavam a mil só de pensar no homem mais velho.
Quando ele bateu na porta da casa onde Seu Mário vivia, uma parte dele queria que Cecília pudesse acompanhá-lo, mas, infelizmente, ela tinha que trabalhar. Então, ele respirou fundo e esperou que a porta se abrir. Luís Gabriel estava preparado para o pior quando a porta se abriu revelando o sorriso acolhedor do pai de sua namorada.
- Luís Gabriel, que bom que você veio. Por favor, entre. – Ele podia sentir o veneno leve em sua voz quando o homem deu um passo para o lado para deixá-lo entrar.
Luís Gabriel seguiu a orientação e sorriu:
- Obrigado. Eu trouxe uma garrafa de vinho seco para senhor. Ouvir dizer que o senhor adora.
Seu Mário forçou um sorriso quando estendeu a mão para receber o presente.
- Por que você não se senta, hum? – Seu Mário dizia enquanto se sentava no sofá colocando o embrulho em cima da mesa sem olhar o que havia dentro. Ele não se importava muito com o que Luís Gabriel lhe trouxera; alguma coisa lhe dizia que ele estava, possivelmente, tentando beijar sua bunda para amolecer seu coração. Infelizmente, para Luís Gabriel, isso não era assim tão fácil.
- Então Luís Gabriel, como você vai lidar com o fato de que Cecília não vai não estar por perto em breve? Ela vai começar uma investigação bem séria e vai precisar fazer várias viagens. E ainda tem o Otávio e agora o Eduardo. Isso quer dizer que vocês vão ficar bastante tempo separados.
Luís Gabriel veio preparado, uma vez que ela tinha passado a manhã inteira pensando sobre o que seria o teor da conversa com Seu Mário. Apertando as mãos, ele endireitou-se e respondeu:
- Cecília e eu já falamos sobre isso. Eu vou poder acompanhá-la em algumas viagens e quanto ao Tavinho eu não tenho nenhum problema com ele.
Seu Mário franziu a testa.
- Meu jovem, eu acho que você não entende a gravidade da situação e sendo assim eu vou ser franco com você. Cecília tem uma família, não do tipo convencional, mas ainda sim uma família. Ela tem um filho e Eduardo é o pai de seu filho. Eles vão passar muito tempo juntos e eu duvido que você vá querer Eduardo em torno deles o tempo todo. Você não acha que é hora de procurar alguém de sua idade e que não tenha filhos?
O moreno de cachinhos não achou que Seu Mário seria tão rude ao ponto de dizer tudo aquilo. Ele basicamente disse-lhe para romper com Cecília, o que de certa forma quebraria seu coração. Luís Gabriel não poderia deixar Cecília. Ele tinha profundos sentimentos para com ela e estava à beira de ter um relacionamento significativo com alguém.
Mordendo o lábio, ele murmurou:
- Eu não posso fazer isso.
O homem estreitou seus olhos castanhos.
- E por que não? – Seu Mário viu que o jovem estava preocupado como se estivesse tentando descobrir como se expressar. Endireitando-se no sofá, ele tentou transmitir o que tinha no seu coração.
Luís Gabriel murmurou as palavras em voz baixa. Seu Mário avançou mais para perto perguntando o que ele tinha dito. Erguendo a cabeça, ele suspirou e disse:
- Eu não me importo se Cecília tem um filho e se o pai é o Eduardo. Quando eu a conheci eu já sabia disso e mesmo assim eu a quis porque eu finalmente encontrei alguém que eu amo. Eu estou realmente feliz com Cecília e ela ter um filho não é um obstáculo para mim. Acho que é uma bênção ela ter conseguido o que sempre quis. Pode não ter sido com o homem certo, mas é o resultado que interessa. Quanto a ela não passar muito tempo comigo... Eu entendo que ela é uma mulher ocupada, especialmente agora que irá comandar sua primeira investigação realmente importante, e enquanto ela me quiser eu vou ficar.
Ele pôde ver que essas palavras não animaram Seu Mário com esperava; Luís Gabriel pensou que se ele expressasse como realmente se sentia Seu Mário, de alguma forma, mudaria sua opinião sobre ele. Uma carranca foi colocada no rosto do homem mais velho.
- Você está dizendo que você está aliviado porque você não precisa ter uma criança, porque alguém já o fez?
- Isso não é o que estou dizendo.
Seu Mário sorriu sombriamente:
- Oh, isso é exatamente o que você disse. Você não ouviu o que você disse? Cecília quer uma família e que, obviamente, você não está pronto ainda. E se Cecília quiser mais filhos em breve? Ela pode querer que Otávio tenha um irmão. Você está pronto para tal compromisso? A partir de suas respostas, você não está.
Luís Gabriel apertou os lábios quando olhou para o homem na frente dele:
- Eu a amo. — Seus lábios começaram a tremer quando ele colocou a mão sobre o coração — Você não pode ver o amor que eu tenho por sua filha? Não é isso que você quer para ela? Um homem que a ama incondicionalmente e vai apoiá-la em tudo?
- Eu sei, mas você não é, obviamente, esse homem, meu caro.
Isso quebrou seu coração mais uma vez.
(...)
Eduardo gemeu de alívio quando se sentou em sua cama e seu corpo suspirou de felicidade. Depois de um longo dia de trabalho e de ver Otávio, rapidamente, ele se deitou na cama cheio de pensamentos. Ele não viu Cecília o dia todo, exceto quando ele rapidamente passou no apartamento dela para ver Otávio e depois saiu sem trocar uma única palavra.
Imediatamente ele sabia que a tensão criada em torno deles ainda estava lá. Quem se importa com o que Mário Filho pensava. Em uma conversa rápida durante o dia em que estava na casa de Mário e Paula, Mário Filho tinha sugerido que Eduardo tinha sentimentos por sua irmã. Ele não estava apaixonado por Cecília. Como ele poderia estar? Claro, ele teve uma pequena atração por ela quando se conheceram, mas que rapidamente se desvaneceu depois de um mês ou algo assim e se transformou em uma bela amizade.
Com sentimentos conflitantes e pensamentos interiores que estavam lutando entre si sobre seu sentimento por Cecília, ele se sentiu perdido. Completamente confuso quando ele virou para tentar dormir.
Fechando seus olhos, que estavam ameaçando a cair, ele ouviu a campainha tocar. Murmurando algumas maldições e esperando que ele não perdesse o sono, Eduardo estreitou os olhos quando correu pelo corredor pronto para matar a pessoa que decidiu tirá-lo de sua confortável cama.
Esbarrando em algumas caixas que ele não tinha descompactado, ele finalmente abriu a porta para revelar Cecília. Inclinando-se na porta, bloqueando a entrada, ele casualmente disse:
- É você. O que você quer?
Cecília lambeu os lábios e seus olhos passearam pelo corpo de Eduardo.
- Eu queria conversar com você, mas vejo que você já pronto para dormir.
Eduardo assentiu rigidamente.
- Sim, eu já estava quase dormindo. Mas me diga, aconteceu alguma com o Otávio?
- Não. Na verdade ele já está dormindo. Ele deu um pouco de trabalho para dormir, mas eu consegui.
As sobrancelhas de Eduardo levantaram-se.
- Parece que sono não é sua coisa favorita.
- Ele odeia o sono. O que posso dizer? — Ela já podia dizer que Otávio ia ser o tipo de pessoa que iria ficar até altas horas da manhã tentando fazer as coisas acreditando não ter horas suficientes em um dia para completar sua tarefa.
Cecília não queria brigar com Eduardo. Ela deu um passo para o lado, enfiando as mãos nos bolsos.
- Posso entrar?
- Eu não sei. Você não tem que colocar seu namorado para dormir ou algo assim?
Lá vai ele de novo, fazendo piadas sobre seu jovem namorado. Ele já tinha ouvido algo de seu pai e, agora, Eduardo estava fazendo esses comentários. Empurrando esses sentimentos de lado, ela entrou no apartamento quando ele liberou a entrada.
- Na verdade, ele está com alguns amigos agora.
Eduardo não falou muito quando fechou a porta e caminhou em direção à sala, sentando-se no sofá. Ele queria fazer esta visita tão impessoal quanto possível e quanto mais cedo ela dissesse o que tinha para dizer, então mais cedo ele poderia voltar a dormir.
- O que te trouxe aqui, em primeiro lugar, Cecília? Há algo em sua mente. — Ele murmurou.
A mulher mediana suspirou em derrota, tanto quanto ela era boa em ler ele, ele era bom em lê-la. Era algo que Luís Gabriel não conseguia fazer ainda, mas ela esperava que essa habilidade fosse se desenvolver ao longo do tempo. Ela queria acreditar nisso.
- Na verdade, estou aqui por causa do que você disse outro dia. – Cecília lambeu os lábios — Eu pensei sobre isso e eu acho que você está certo em se preocupar com o ambiente que Otávio vive, mas que isso não lhe dá o direito de querer mandar na minha vida amorosa. Quer dizer, eu namoro o Luís Gabriel e é óbvio que nós dois dormimos juntos. Isso vai continuar acontecendo. Eu só quero que você saiba, Eduardo, que eu nunca vou fazer nada que seja inapropriado, eu nunca vou fazer nada que cause algum mal para o Otávio. O Tavinho é meu bem mais precioso. — Ela queria dizer as palavras certas para tirar da cabeça dele a estúpida ideia de brigar na justiça pela guarda do filho.
- Eu não vou mudar minha mente. Eu não vou mudar minha opinião.
- Por quê? – Cecília atirou de volta.
Lá estava ela, tentando entrar em um consenso com ele e mesmo assim ele continuava agindo como uma criança mimada só porque não admitia o fato dela está dormindo com outro homem? Só porque ele a flagrou na cama com outro homem? Seus olhos castanhos o encararam, esperando ele responder a sua pergunta.
Ele virou a cabeça quando descaradamente respondeu:
- Se Amanda não pode chegar perto de Otávio, então por que eu deveria deixar Luís Gabriel ficar perto do meu filho?
- Nosso filho. — Ela corrigiu — Há uma diferença. Eu estou com Luís Gabriel e você não está em um relacionamento com Amanda, a menos que você esteja esquecendo-se de mencionar esse pequeno detalhe. — Seu coração estava batendo acelerado e seu sangue começando a subir. Ela queria Amanda longe de seu filho. Ela não o conhecia muito bem, mas alguém que trata Eduardo como um boneco sexual não deve ficar em torno de uma criança.
- Nós somos bons amigos... grandes amigos, na verdade, e ela vai conhecer Otávio. – Eduardo cruzou os braços, desafiando-a dizer algo. Ela não tinha autoridade para dizer a ele quem seu filho pode ou não pode conhecer. Amanda era perfeitamente inofensiva e não tinha nenhuma ligação com ele, exceto amizade.
Otávio não iria se machucar porque ele sabia que Amanda era o tipo de mulher que realmente iria permanecer em suas vidas. Luís Gabriel, por outro lado, era só uma questão de tempo.
- Eu não posso deixar Amanda perto do meu filho.
- Então Luís Gabriel não tem permissão para ficar perto do meu filho. Então, eu quero que ele fique comigo. – Eduardo finalmente declarou.
Enquanto olhava para longe, ouviu-a suavemente perguntar:
- Por quê? — Seus olhos verdes lançaram-se sobre a sua figura mediana, enquanto ela continuava a sussurrar — Por que você dormiu com Amanda quando você me tinha? Eu não era boa o suficiente para você?
Tentando empurrar para longe os sentimentos familiares que estavam rastejando para seu estômago, ele respondeu:
- Eu tive vontade e ela era a mais próxima que podia saciar essa vontade. Nada pessoal, Cecília. O que tivemos nunca foi sério e eu espero que você entenda isso. — As palavras seguintes, ele não queria ouvir.
- Na verdade, eu queria mais. – Eduardo evitou seu olhar quando ela reuniu a coragem para dizer o que queria dizer a ele depois de todo esse tempo. — Eu pensei que se nós ultrapassássemos a barreira da amizade, iria acontecer algo e tudo iria evoluir para algo mais sério. Infelizmente eu estava enganada e a verdade explodiu na minha cara, mas no final algo de bom que aconteceu. — Seus lábios se curvaram em um sorriso largo – Otávio entrou na minha vida e eu não poderia estar mais feliz com isso.
As batidas de seu coração ecoaram em seu ouvido enquanto ele remexia sob seu olhar, isso era mais do que ele podia suportar. Por que ela estava dizendo tudo isso para ele agora? Não era tarde demais para estar dizendo essas coisas? Isso deveria ter sido mantido para si mesmo, em vez disso ele sentiu... Arrependimento?
- Eu estou muito feliz que ele é meu filho. – Eduardo forçou um sorriso enquanto olhava para Cecília.
Não, eu não estou apaixonado por ela. Por que o meu coração não acredita em minhas palavras?
Notas finais
Não deixem de comentar, tá? Isso é muito importante para mim é meu ponto de fuga...
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.
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