Sempre
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Capítulo dedicado a minha querida e divertida leitora Thaah Silva Payne! brigada pela linda, magnífica e perfeita recomendação. Eu simplesmente amei! Nem preciso dizer que te adoro, né? ;)
Bom, esse capítulo é meio que de transição. A partir dele as coisas vão começar a... Bem, só no próximo capítulo para saber.
Agradeço todos os comentários, recomendações e todo o carinho e paciência de vocês!
Boa leitura!
CAPÍTULO 36
Após uma breve visita ao casal Arthur e Marina, Eduardo estava de volta em casa. Ele deveria passar o dia com Otávio, uma vez que Cecília estava trabalhando e ele só iria dar plantão à noite.
Eduardo sentou-se preguiçosamente perto da pequena criança e em seguida jogou de forma lúdica alguns brinquedos em direção ao filho. Ele sorriu para o pequeno que borbulhava e mordiscava o chocalho que estava no chão. A partir do momento que Cecília permitiu-lhe ficar com Otávio, ela passou horas explicando como ele deveria cuidar de um bebê.
Agora, ali estava ele, sozinho com Otávio. Sem Arthur ou Marina por perto para entreter seu filho.
– O que eu vou fazer com você? — Ele murmurou batendo no queixo enquanto observava Otávio babar sobre o chocalho e batê-lo em seguida no chão. Otávio rapidamente olhou para o pai antes de rastejar para outro lugar.
Eduardo rapidamente seguiu seu filho, que tentou escapar da área, coberta por um pano, que havia criado para ele na sala.
– Ah ah! Onde você acha que está indo? – ele perguntou quando pegou o bebê de seis meses de idade. Otávio choramingou quando tentou escapar dos braços do pai; um pequeno grito saiu de seus lábios enquanto balançava suas perninhas implorando para ser libertado.
Eduardo estremeceu com o grito agudo. Segurando-o contra o peito, como Cecília tinha o instruído, ele balançou a pequena criança de um lado para o outro tentando acalmá-la. Nada parecia funcionar quando as lágrimas começaram a cair sobre as bochechas rechonchudas. Eduardo suspirou desejando que Cecília estivesse aqui.
Cecília tinha o alimentado antes de sair para trabalhar, Marina também deu uma mamadeira cheia de mingau e ele já tinha tirado a sua soneca... O que mais poderia ser então? Levantando seu filho, ele virou-se para verificar sua fralda. Ele franziu o nariz quando o cheiro forte atingiu suas narinas.
– Está tudo bem. O papai sabe. – Ele foi até o quarto de Otávio, onde as fraldas e tudo o que ele iria precisar estavam. Colocando-o de costas sobre a cama, ele tentou lembrar os passos certos para trocar a fralda de um bebê. Pegando uma fralda limpa, ele olhou em volta para ver o que mais precisaria. Os gritos de Otávio tornaram-se mais forte quando ele pegou o lenço umedecido e pomada contra assaduras.
Eduardo retirou a calça que Otávio estava usando e em seguida retirou a fralda suja. O que ele não esperava era receber um jato forte em seu rosto. Eduardo sentiu aquele gosto amargo tocar sua boca enquanto o líquido quente escorria pelo seu rosto. Otávio sorriu.
– É claro que você deve está achando isso hilário. Como eu poderia ter esquecido?
Pegando o lenço umedecido, ele limpou o rosto antes de cobrir seu filhinho e mudar a fralda com muita dificuldade. Ele sabia que deveria segurar as pernas de Otávio pelos tornozelos, impedindo-o de se mexer muito, e em poucos minutos ele finalmente colocou a fralda e vestiu as calças de Otávio com um sorriso vitorioso no rosto.
– Acho que não foi tão ruim, foi?
O sorriso radiante de Eduardo parecia não ser reconhecido por Otávio, que olhou para o pai curiosamente quando colocou a mão em sua boca. Ele riu quando puxou o bebê perto e voltou para a sala.
Colocando Otávio em seu colo quando se sentou no sofá, Eduardo o fez saltar no seu joelho enquanto fingia ser um cavalo. O pequeno sorriu, fazendo sons e colocando a mão na boca. Depois de brincar um pouco, Otávio tentou subir em Eduardo, que, então, o pegou e colocou-o mais perto de sua barriga.
Com uma mão ágil, Otávio tocou o cabelo facial que ele tanto amava. Eduardo se lembrava dele arrancando alguns fios e se afastou não querendo ser machucado por este rapaz novamente. Otávio puxou a camisa de Eduardo para se aproximar de seu rosto, mas ele se afastou fazendo o bebê se sentir frustrado. Então, ao invés disso, Eduardo ocupou-o com alguns brinquedos que estavam à sua volta.
Era difícil ocupar um bebê de seis meses de idade, mas Eduardo não queria trocar de lugar com qualquer pessoa no mundo. Ele podia ver tantas características de Cecília e dele próprio enquanto via Otávio se mover. Otávio, rapidamente começou a fazer as mesmas expressões faciais que ele, mas quando ele estava claramente feliz, tinha o olhar e o sorriso de sua mãe.
Conforme o tempo foi passando, o médico percebeu que era hora de alimentá-lo. Com muita dificuldade, Eduardo conseguiu fazer Otávio comer toda a sopinha. O bebê alegremente comeu a comida quando tentou tirar o babador que estava em volta de seu pescoço. Ele só tinha que ficar ocupado o tempo todo e se ele não tivesse nada para fazer, Otávio vai pegar a primeira coisa que está o mais próximo a ele, no caso o seu babador. Entregando-lhe o seu brinquedo favorito azul, ele bateu na cadeira enquanto Eduardo lhe dava a última colher na boca. Limpando a substância laranja que estava em torno de seu rosto, ele tirou Otávio da cadeira e foram para a sala novamente.
Depois de alguns minutos, ele recebeu um telefonema da mãe de seu filho dizendo que ela já estava indo para casa, e então Eduardo pôde ver que Otávio estava ficando um pouco irritado e cansado. Eduardo resolveu esperar Otávio pegar no sono para então levá-lo para a casa de Cecília.
Ele pegou o homenzinho e o levou até o berço enquanto aprofundava sua voz, a mesma voz pela qual Otávio ficou intrigado em seu primeiro encontro com o pai. Eduardo não sabia por que Otávio estava tão interessado naquela voz profunda, mas sempre funcionava quando o bebê estava mal-humorado. Otávio lentamente fechou os olhos e adormeceu. Ele ligou a babá eletrônica, deixando-a no quarto e caminhou com a outra até a cozinha para comer alguma coisa. Ele nunca poderia comer com um bebê enérgico como Otávio, não havia nenhuma maneira dele virar as costas para ele.
Enquanto estava comendo, ele se lembrou da conversa que tivera por telefone com seus pais. Ele estava um pouco nervoso em compartilhar a notícia sobre Otávio com eles. Primeiro conversou com seu pai, Heitor.
A reação de seu pai foi muito mais calma do que a sua mãe. Primeiro, o seu pai realmente não parecia tão surpreso com a notícia. O que ele realmente disse foi: “Eu sabia que isso ia acontecer. O que os pais de Cecília pensam sobre isso?”. Não foi realmente um sermão quando se tratava de seu pai, aos seus olhos Eduardo era velho o suficiente para lidar com qualquer problema que aparecesse em seu caminho. Ele também olhava para o lado positivo, e acrescentou: “Pelo menos você não é um pai adolescente”. Sua mãe, por outro lado, não recebeu a notícia tão bem como o planejado.
– Mamãe... Mãe, por fav...
Ele foi interrompido com sua mãe gritando:
– Você e Cecília tem um filho?! Quando isso aconteceu? Eu não posso acreditar que você é pai e que você nunca me falou sobre isso. O que Mário e Paula acham disso? O que Cecília estava pensando? O que você estava pensando?
– Mamãe! — Ele ergueu a voz – Mamãe. — ele baixou a voz, com um suspiro, esfregando os olhos duramente – Cecília não me contou nada sobre o bebê até agora.
Houve uma breve pausa antes de Lilian, sua mãe, perguntar:
– Como você sabe que o filho é seu? Eu não estou dizendo que Cecília não seja uma boa menina, mas temos que ser realistas. Você passou mais de um ano fora e de repente ela aparece com um filho seu?
Eduardo mordeu o interior de seu lábio, ele odiava quando sua mãe suspeitava o pior das pessoas. Eduardo tinha a quem puxar.
– Ele é meu, mãe.
– Como você sabe?
–Cecília me disse que ela já estava com dois meses quando descobriu que estava grávida e isso coincide com a última vez que fizemos sexo. Além disso, meu filho já tem 6 meses. É só fazer os cálculos para ter certeza que o filho é meu. — Ele estava mentindo um pouco, mas ele não tinha que compartilhar os detalhes íntimos dele e Cecília e muito menos o fato de que eles faziam sexo constantemente. Em seguida, houve outra pausa enquanto ele suavemente chamou o nome de sua mãe.
– Por onde anda a sua cabeça ultimamente, Eduardo Henrique Sousa Guerra? – ele se encolheu ao ouvir seu nome completo. — Por que você estava fazendo sexo com Cecília, em primeiro lugar? Como isso foi acontecer? Você se importaria de explicar isso para mim?
Eduardo afundou em sua cadeira, pronto para mentir para sua mãe sobre seu encontro com Cecília. Não havia nenhuma maneira dele dizer a ela que eles estavam tendo essa coisa de amigos com benefícios na época. Lílian não entenderia, principalmente por ser uma mulher muito religiosa que acreditava que filhos só deveriam ser concebidos após o casamento.
– Nós nos deixamos levar um pouco...
– Como você se deixar levar assim? Bebidas? Drogas? Será que o seu pênis deslizou acidentalmente na vagina dela? Eu te conheço, meu filho. – Os olhos de Eduardo se arregalaram quando chamou sua mãe em um tom espantado. Lílian deu de ombros:
– O que? Você acha que eu sou uma tola? Alguma coisa tinha que estar acontecendo entre vocês dois para que isso acontecesse... Você não tem que me dizer agora, mas eu vou descobrir, Eduardo. Helena com certeza deve saber de algo. E agora você vai ser um pai solteiro?
Eduardo exalava pelo nariz quando ouviu o tom suave da voz de sua mãe amorosa que ele aprendeu a amar.
– Então, é um menino ou uma menina?
O mesmo sorriso que apareceu nos lábios de Cecília quando ela falou sobre seu filho apareceu no seu:
– É um menino. Seu nome é Otávio.
– Espero que o seu filho tenha o seu sobrenome.
–Mamãe!
– É tradicional. — Ela se defendeu. – Eu irei juntamente com seu pai para São Luís em breve. Preciso conhecer meu neto. Eu quero ver se ele realmente é seu. – Eduardo revirou os olhos sabendo que sua mãe estaria procurando em Otávio qualquer semelhança com ele quando o visse.
– Eu mal posso esperar para que você o conheça, mãe.
Lílian zombou:
– Agora é conveniente, não é?
– Mãe, você sabe que eu trabalho demais e quase não me sobra tempo. Mas, você e o papai nunca vêm até aqui para me visitar, não é? Agora seria uma excelente oportunidade de voltar à São Luís para ver Otávio e visitar nossos parentes. Eles vivem reclamando do seu desleixo em relação a eles. – Eduardo rapidamente mudou de assunto.
– Tudo bem. Estou mesmo devendo uma visita a eles. De qualquer maneira, acho bom você conversar com Mário e Paula. Você deve uma satisfação a eles, afinal você engravidou sua filha. Você sabe o quão Mário é protetor em relação à Cecília. E se vocês não estão juntos, você deve deixar bem claro a ele que não irá fugir de suas responsabilidades.
Eduardo sabia que isso não seria uma boa ideia, mas ele precisava dizer aos pais de Cecília que ele não ia deixar toda a responsabilidade da criação de Otávio nas costas dela. Ele concordou e desligou o telefone completamente em conflito.
Ele foi desligado de suas lembranças quando ouviu o alerta de mensagem de seu celular; uma mensagem de Cecília avisando que ela já estava em casa. Era hora de levar Otávio para casa.
(...)
Eduardo entregou o bebê dormindo nos braços de Cecília. Eles conversaram um pouco sobre como tinha sido o dia e Eduardo contou sobre toda a sua experiência com Otávio e da visita que fizera a Arthur e Marina.
Antes de ir embora, Eduardo disse:
– Eu estava pensando em ir até a casa dos seus pais para conversar com eles. Agora que sei que o Tavinho é meu filho, quero deixá-los cientes que estou pronto para assumir meu filho. Acho que devo uma explicação a eles, especialmente ao seu pai.
– Não sei se seria uma boa ideia, Eduardo.
– Eu sei... Mas, eu tenho que fazer isso e vou fazer.
– Tudo bem. Essa é uma atitude muito madura de sua parte.
– Pode ser no fim de semana?
– Claro. Vou avisá-los sobre isso.
– Certo. Vejo você amanhã! Boa noite!
– Boa noite!
Cecília acabara de colocar Otávio no berço quando Luís Gabriel passou um braço ao redor de seu ombro.
– Otávio já está dormindo faz tempo?
– Parece que sim. Como foi a faculdade?
– Foi muito bem. Estamos aprendendo sobre resistência dos materiais, e eu estava pensando que talvez você possa me ajudar com isso... — Um sorriso malicioso brotou em seus lábios e Cecília percebeu o sentido subliminar de sua frase. Ela agarrou a mão de seu namorado e seguiram para seu quarto.
– Eu acho que posso te ajudar com isso...
Luís Gabriel vibrou. Ele estava com um olhar lascivo e cheio de excitação em seu corpo.
Notas finais
leitoras fantasmas apareçam, nem que seja para dizer "OI". Não custa nada deixar um comentário, né? ;)
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara.
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