Sempre

30 Capítulo 30


Notas iniciais
Olá minha queridas!!

Chegamos ao final de "temporada" mais emocionante do Nyah!! Espero que gostem, tá?

Obrigada por todos os comentários, espero que as suas dúidas sejam esclarecidas (ou não!)

Boa leitura!

CAPÍTULO 30


Cecília tinha ficado mal após o "rompimento" inicial que teve com Eduardo. O que estava corroendo-a por dentro não foi o que disse a ele durante sua discussão e sim por tê-lo comparado com o covarde do seu ex-namorado Raul. Ela tinha ficado de coração partido quando viu o olhar de traição, dor e decepção persistente em seus olhos quando ele olhou para ela. Havia um desejo ardente de ir consolá-lo naquele momento terrível de tristeza, mas depois ela lembrou-se de que ele foi o causador dessas emoções e que ele também havia a decepcionado por ter dormido com Amanda e, principalmente, por não acreditar nos sentimentos verdadeiros dela.

Cecília não sabia o quão poderosa suas palavras eram. O instinto de não tê-lo em sua vida causava um dor no coração e, não só porque ela o amava, mas porque ele era seu melhor amigo antes de tudo se transformar em algo romântico. Eduardo foi o que ligava para ela todos os dias só para saber como ela estava e quando ela estava doente, ela ia visitá-lo.

Por tudo isso, Eduardo sempre estava lá para ela, assim como Arthur. Parece que ela perdeu os seus dois melhores amigos da forma mais trágica. Cecília era cética que sua amizade com Arthur nunca mais ia ser a mesma depois que ele não respondeu a mensagem do texto que ela enviou a ele. Ela sabia também que sua amizade com Eduardo estava indo pelo mesmo caminho. Havia se passado duas semanas desde que ela deixou a casa dele e uma semana desde que ela foi visitar Malu e Caio em Natal.


A risada de Cecília ecoou pela sala grande quando Caio colocou seu rosto em uma posição desconfortável mostrando-se como ele era atraente.

– Você é absolutamente deslumbrante, meu querido. Você tira meu fôlego com sua beleza.

Caio sorriu quando se desfez da posição e sentou-se ao lado da Tia Ceci, enchendo-a de notícias sobre as semanas que ela não estava aqui. Tão longe, tão bom. Não houve qualquer conflito entre Luciano e Helena e a família parece estar se dando bem, aparentemente. Como de costume, Malu estava sozinha lendo um livro. Malu era geralmente uma criança calma e estudiosa e desde que Eduardo não estava lá para fazê-la sair de sua concha, ela estava mais retraída e voltada para o seu próprio mundo.

– Caio, você quer me ajudar com o churrasco? – Luciano adentrou a sala e olhou para seu filho.

Caio franziu o nariz.

Luciano não se moveu e chamou o seu nome mais uma vez de uma forma mais autoritária. O menino fez beicinho quando ele cruzou os braços.

– Eu quero ficar aqui com a tia Ceci.

Cecília viu a mudança de emoções passar através dos olhos do homem quando ela murmurou para Caio que ela precisava falar com sua mamãe e que ficaria bem se ele fosse ajudar seu pai. Assistindo o garotinho acompanhar seu pai até o quintal, Cecília decidiu aproveitar esse tempo para descobrir o que vem acontecendo com Helena. Entrando na cozinha, onde a mulher estava preparando os acompanhamentos, Cecília pôde seguramente assistir Caio com seu pai. Ela podia ver aquelas garoto saltitante em qualquer lugar. Ela colocou as mãos no balcão e perguntou:

– Como vai você, Helena?

– Bem. — Sua resposta foi curta e seca. Cecília não sabia o que fazer enquanto a olhava pegar as batatas e colocá-las na água fervente. — Ouvi dizer que você e Edu não estão se falando mais. Eu me pergunto, o que aconteceu? — Os olhos verdes de Helena encaravam Cecília.

– Não aconteceu nada, Helena.

Helena soltou um som de dúvida.

– Então você compará-lo com o seu ex não é nada? Ou o fato de que você se mudou logo depois que voamos de volta para cá? – Cecília olhou para Helena com descrença — Chocada que eu sei tanto? Pois é, eu nunca estive no telefone com Edu para ele derramar todos os seus sentimentos. Você definitivamente deve ter atingido seu ponto fraco.

Era difícil acreditar que Eduardo estava realmente se abrindo sobre a briga que eles tiveram. Isso era o tipo de coisa que ela pensava que ninguém descobriria a menos que ela mesma contasse a alguém. O que quer que estivesse acontecendo com ele, a fazia se sentir culpada por ter falado com ele daquela maneira. Um suspiro cansado deixou seus lábios.

– Eu não sei o que fazer... Eu acho que eu e seu irmão temos que conversar. Será que ele vai querer falar comigo?

– Você sempre pode emendar o que você pensou que estava quebrado. Edu é um homem forte, se você disser que quer conversar, ele vai querer conversar também... no devido tempo. — Uma risada saiu de seus lábios. Cecília se juntou a ela, completamente entendendo o que ela queria dizer. Agora tudo o que ela tinha a fazer era ter coragem e ir até o apartamento de Edu para terem uma conversa definitiva.


Ela levou mais tempo do que previa para realmente ir até a casa de Eduardo e dizer que queria conversar, mas agora ela estava apenas a duas ruas de distância. Seu coração estava batendo e um frio tomava conta de seu estômago. Agora ela estava na frente do prédio, em total confusão, quando viu a placa de aluga-se, escrita em letras garrafais, pendurada na varanda do apartamento de Eduardo.

– O que... – Cecília desceu de seu carro. Ela olhou em volta para ver se os outros imóveis tinham o mesmo aviso. Edu não iria se mudar sem ninguém saber, não é? Que pergunta idiota para se fazer. Era do seu melhor amigo que ela estava falando! O medo bateu em seu estômago. Sem saber o que fazer agora, uma luz se acendeu quando discou rapidamente o número dele, esperando que ele fosse atender. Imediatamente, uma voz de mulher respondeu avisando que o mesmo se encontrava na caixa postal. Isso não poderia estar acontecendo, certo? Cecília ficou lá em estado de choque, até que ouviu uma voz suave à sua esquerda. — Cecília? – ela virou-se para ver seu outro melhor amigo ali de pé com uma expressão de choque no rosto também.

– Arthur? – Ela falou surpresa — O que você está fazendo aqui?

Arthur mordeu o lábio e caminhou até Cecília sem qualquer tipo de reserva por estar ausente de sua vida há algum tempo.

– Eu precisava ver isso por mim mesmo. Edu me deixou uma mensagem dizendo que estava se mudando, mas eu não achei que ele iria realmente fazer isso. — Seus olhos cor de mel olhavam para cima, vislumbrando a placa da imobiliária.

Cecília não podia acreditar no que ouvia. Ele se mudou e não contou para ninguém?

– Você sabe por que ele fez isso? — Seu coração não queria acreditar na hipótese dele ter feito isso por causa dela... Tentando digerir a noticia, ela começou a sentir raiva do egoísmo dele. Por que ele tinha que ser tão idiota? Ela não sabia o que ia fazer.

Arthur sacudiu a cabeça.

– Nem uma pista. E pensar que eu seria o único que a surpreender vocês com a minha notícia e Edu vem e me dá um soco na cara... de novo. — Um suspiro saiu de seus lábios quando Cecília inclinou a cabeça com curiosidade.

– Que surpresa?

Ela estava esperando que fosse uma boa notícia porque lidar com o desaparecimento de Eduardo ainda estava enviando ondas de choque pelo seu corpo. Seu coração se exaltou quando viu o lindo sorriso no rosto de seu melhor amigo quando ele levantou a mão.

– Eu estou noivo. — Ele sorriu. Arthur estava em êxtase porque ele teve a reação que esperava de Cecília.

Um grande sorriso apareceu em seus lábios quando ela deu um longo e caloroso abraço nele.

- Quando isso aconteceu? Esta é uma notícia tão maravilhosa!

Arthur disse a ele sobre sua viagem romântica a Gramado e como propôs casamento à Marina.

– Eu queria mandar uma mensagem de volta para você, mas essa não era o tipo de notícia que você pode enviar em uma mensagem de texto, certo?

– Sim, claro. Estou feliz que você esperou e me contou pessoalmente. Eu estou tão feliz por você, Arthur.

Os dois amigos sorriram um para o outro, como há muito tempo não faziam.

(...)


Cecília ainda estava um pouco decepcionado com o Eduardo tinha feito. Mais do que isso, ela sentiu-se rejeitada, uma vez que ele foi embora sem se despedir dela. Nem um telefonema, nem um email de despedida. Nada.

Ela tinha mudado de ideia. Se antes ela admitia a possibilidade de conversar com Eduardo, agora ela não queria vê-lo nem pintado de ouro. Não depois do que ele fez. Não depois de ter sumido sem ter dado nenhuma explicação. Idiota!

Ela resolveu que não ia mais pensar nele.

Conversando animadamente com alguns parentes no almoço de aniversário de sua tia, sua atenção foi desviada quando sua prima, Renata, acenou levemente com a cabeça em sua direção. Cecília pediu licença aos familiares e foi ao encontro de sua prima, que parecia um pouco nervosa.

– Você pode me fazer um grande favor, Ceci?

– Claro. O que aconteceu? Você parece nervosa. O que aconteceu? – ela indagava enquanto era puxada até o banheiro.

A curiosidade de Cecília atingiu um pico altíssimo quando viu sua prima ficar ansiosa estalando os dedos. Quando Renata sussurrou o que estava acontecendo, Cecília deu-lhe um olhar de espanto.

– Por favor? Isso me faria sentir muito melhor.

Cecília revirou os olhos, se esta era a única maneira de se livrar da insistência de sua prima, então com certeza, ela faria. Concordando com os termos, ela ficou de costas, enquanto esperava Renata fazer o teste de gravidez. De alguma forma, para Renata, ter alguém ao seu lado tranquilizava-a diante do resultado que ela ia receber. E não havia melhor pessoa que sua prima Cecília para cumprir esse papel.

– Basta fazer xixi no bastão, Renata.

– Eu não estou conseguindo.

Cecília sabia que todo aquele drama iria se prolongar por mais tempo se ela não fizesse algo. Sem pensar duas vezes, ela pegou um teste que estava em cima da pia.

– Espero que isso sirva de estímulo para você. – Cecília rapidamente fez xixi no bastão que estava segurando. – Simples assim. Pronto, agora é sua vez!

Porque ela tinha feito isso? Foi uma coisa estúpida o que Cecília fez, mas de alguma forma isso encorajou Renata, que se sentou no vaso e finalmente conseguiu fazer o temido teste.

– Muito bem! – Cecília agradeceu.

Acionando o temporizador e esperando o tempo indicado na embalagem, as duas permaneceram lá por três minutos de agonia. Quando o alarme disparou, Renata pegou um teste da pia e permaneceu em silêncio.

– Eu estou grávida? Como isso pôde acontecer? Usamos proteção!–Renata gritou.

Cecília estremeceu quando pegou o outro teste que estava em cima da pia para ler negativo, franzindo as sobrancelhas, ela disse:

– Renata.

A mulher histérica estava chorando quando ela virou-se para sua prima em completa devastação.

– Si-sim.

A mulher balançou calmamente o resultado no ar.

– Este é resultado do seu teste. O traço está azul e não vermelho. — Renata piscou quando ela olhou para o teste que estava com o traço vermelho indicando gravidez em suas mãos.

– Então, eu não estou grávida?

– Não que a gente saiba. – Cecília murmurou.

Renata pulou de alegria ao mesmo tempo em que percebeu algo a mais.

– Espere, então isso significa... você está grávida? — Cecília permaneceu em silêncio, mas virou para olhar para a mulher que deixou escapar: Como?

– Você realmente quer que eu responda essa pergunta?

– Sinto muito, é só que... Eu nunca imaginei você grávida. – Renata franziu o rosto vislumbrando imagem de Cecília com uma barriga grande. Era difícil de imaginar. — Você vai ficar com ele?

Cecília suspirou quando ela disse a sua prima para calar a boca por um segundo, ela ainda precisava digerir a ideia do simples fato de que havia uma vida crescendo dentro dela.

Renata franziu os lábios.

– Você?

– O que eu vou fazer é problema meu! – Cecília explodiu. Em seguida ela desculpou-se e disse que estava nervosa e atordoada com a notícia de uma possível gravidez. — Será que você poderia manter segredo sobre isso?

– Sim. Claro que sim, Ceci.

Ela jogou os resultados no lixo e saiu do banheiro. Ela não queria lidar com ninguém enquanto ela estava tentando reunir seus pensamentos sobre o que realmente estava acontecendo. Será que Cecília queria ter filhos? Sim, ela queria. Três, na verdade, mas não agora, não assim.

Quando esses pensamentos invadiram sua mente, ela lembrou-se das palavras de sua mãe costumava dizer-lhe: "Nenhuma criança não é planejado. Pode não ter sido parte de seu plano, mas foi parte do plano de Deus o tempo todo”. Ela acreditava firmemente que, podia não ter sido uma parte de seu plano de ter um bebê tão cedo, mas o aborto nunca foi considerado. Ela era completamente contra isso e não poderia imaginar matar o seu próprio filho porque ela estava com medo de ter ele ou ela.

A coisa era o que ela ia fazer?

Quando seu irmão, Mário Filho, cruzou com ela, um nódulo estava preso em sua garganta. Então, ele tinha uma expressão preocupada no rosto.

– Você está bem?

– Eu preciso de um grande favor seu e tem que ser confidencial. — Mário Filho assentiu quando Cecília arrastou seu irmão para um dos quartos. Mário levantou uma sobrancelha:

– Você está me assustando, Ceci.

– Eu tenho que sair e preciso que você invente uma desculpa para minha saída repentina. Não quero que o papai e a mamãe fiquem preocupados com o meu sumiço. Eu preciso ir ao médico.

– Por quê? Há algo de errado?

– Eu estou grávida. Quer dizer, eu acho que posso estar grávida e eu preciso confirmar isso antes que essa dúvida me mate.

Mário Filho estava surpreso com o que acabara de ouvir. Aproximando-se da irmã, ele perguntou:

– Ceci... quem é o pai?- Seus olhos castanhos percorriam em torno do rosto de Cecília para ver se ela esboçava qualquer pista sobre a resposta. Quando ela deu de ombros, ele parecia confuso. Mário Filho apertou os lábios – É Eduardo, não é?

– Basta fazer o que eu lhe pedi, Mário... por favor?- ele suspirou assentindo com a cabeça.

– Prometa que vai dirigir com cuidado e me mantenha informado sobre tudo o que acontecer. Eu vou segurar as pontas por aqui. – Mário depositou um beijo terno no topo da cabeça de sua irmã mais nova.

Bastou um telefonema e Cecília conseguiu ser encaixada para uma consulta de emergência com seu ginecologista de anos. Ela suspirou enquanto seu médico preparava a máquina para fazer a confirmação. Levantando a blusa azul escuro que usava, o médico depositou uma quantidade de gel na região abaixo do umbigo, fazendo-a saltar com o impacto frio. Quando ele apertou o aparelho sobre seu estômago, ele procurou por qualquer sinal de batida de coração.

Quando o padrão da batida de um coração atravessou seus ouvidos, Cecília deitou em descrença.

– Você e seu bebê estão... — houve uma pequena pausa e ela se preparou para o que viria em seguida – Há dois meses juntos. Parabéns, mamãe!

O médico estava radiante, mas Cecília não parecia nada feliz. A verdade é que ela ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Grávida? Como assim? Ela estava esperando um filho de Eduardo. Como ela não disse nada, o médico resolveu quebrar o silêncio.

– Então, não teve quaisquer sintomas ainda?

– Além dos desejos que eu tinha e sobrecarga emocional, não.

– Nenhum enjoo matinal? – Cecília balançou a cabeça negativamente — Algumas mulheres diriam que você tem muita sorte.

Cecília lambeu seus lábios enquanto murmurou:

– Eu não me sinto tão sortuda. — Limpando o gel de sua barriga, ela jogou o lenço fora antes de sentar-se na beira da maca. Havia uma pontada de decepção em sua voz, uma vez que sua ligação com Eduardo não tinha acabado. Ela pensou que poderia ficar longe deste idiota, mas aparentemente não. No fundo, ela não tinha certeza se queria realmente compartilhar a noticia da sua gravidez com Eduardo, e por isso, agradeceu o fato dele estar longe no momento.

Notas finais
O que acharam?
Foi bombástico? Era o que esperavam? O que vcs acham que vai acontecer? Hein?

Espero vc no próximo capítulo!!

Bjs, Nara