Sempre

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo!!
Dessa vez fui bem rápida, não?
Esse capítuloa já tava pronto e como eu sou ansiosa demais resolvi nõ enrolar e postar logo. Não sou uma fofa? Assim não deixarei vcs com tanta ansiedade!

Boa Leitura!!

CAPÍTULO 29

Passarem-se dois dias desde que todos deixaram a casa de Eduardo. A estranha sensação de não ter os pés minúsculos tamborilando no chão com risadinhas agudas ou aquele riso pateta que se misturava com o riso de menina. Pegando uma xícara de café bem quente, ele tomou um gole gemendo como era delicioso. Por alguma razão, nunca o sabor do café havia sido tão gostoso. Talvez porque ele não tenha tomado um bom café há alguns dias? Ele era um bebedor de café emocional, e seu vicio só piorava quando estava em alguma situação extrema.

Sua autoconsciência foi levada para fora da janela quando ele tomou xícaras e xícaras de café sem nenhum remorso. Xícara por xícara, ele sentou-se no sofá da sala de estudos com sua bermuda mais desgastada, uma camisa manchada e seu cabelo desgrenhado. Ele parecia... Uma mulherzinha solitária?

O Natal era o dia em que ele estava indo relaxar. Ela não tinha outros planos além de assistir filmes antigos de Natal. Ele e Arthur costumavam passar a data juntos na casa da avó deles, e hoje, provavelmente a família toda estaria se perguntando do porque de sua ausência. Ainda bem que ele tinha o trabalho com desculpa, ele pensou. Além disso, Eduardo sempre arrumava um tempo para passar parte da noite com Cecília, que sempre comemorava a data na casa dos seus pais. Uma carranca foi colocada em seus lábios quando pensou em Arthur e Cecília.

Eduardo pensou que seria um gesto simpático enviar uma mensagem de texto para Arthur. Algo simples e simpático, afinal era o dia do seu aniversário.


Arthur, Feliz Natal e Feliz Aniversário! Você merece.

Abraços, Edu.

Ele olhou para seu celular quando ouviu a campainha tocar, um gemido saiu de seus lábios quando se levantou preguiçosamente. Quem seria? A curiosidade dele aumentava, uma vez que a pessoa atrás da porta não tinha sido anunciada. Ele caminhou em direção à porta da frente e o toque incessante continuava a soar.

- Eu estou indo! — Ele gritou.

Ele revirou os olhos quando abriu a porta, que revelou sua ex-namorada parada na frente dele. Vanessa sorriu quando disse:

- Nunca pensei que eu iria ouvir essas palavras saindo de sua boca novamente.

- O que diabos você está fazendo aqui, Vanessa? Como você subiu até aqui? Você não tem nenhum homem para chupar você ou algo assim? – Eduardo se apoiou na porta, seu corpo estava tenso de raiva por ficar a centímetros de distância de Vanessa. A mulher sacudiu a cabeça em sinal de desaprovação.

- Você e sua boca vulgar. Eu acho que você está sozinho este ano? –Vanessa olhava para trás de Eduardo.

Ele entrou na frente dela e fechou mais a porta.

- Vou me encontrar com amigos mais tarde. O que você quer? – disse irritado. Eduardo não tinha tempo para jogos com esta mulher. Não importava quantos anos tivessem passado, as mesmas emoções continuavam surgindo. Raiva, tristeza, medo. Tudo misturado em uma poça de sangue e ele não sabia como reagir a isso.

- Só queria saber se você queria voltar aos velhos hábitos... Você me parece muito sexy agora.

Eduardo rosnou quando seus olhos se estreitaram.

- Se você não se lembra, eu tenho uma ordem de restrição contra você e se você não sair agora... Eu vou chamar a polícia.

Vanessa levantou as mãos em sinal de rendição.

- Tudo bem. Faça do seu jeito, mas você não sabe o que está perdendo.

- Eu sei o que estou ganhando ao ficar longe de você. É só isso que eu sei. Agora dê o fora daqui! — Eduardo bateu a porta atrás de si e um sopro grande de ar encheu seus pulmões. Afundando no chão, ele fechou os olhos para recuperar um batimento cardíaco estável. Enrugando a testa, ele amaldiçoou silenciosamente antes de se levantar para ver que seu café que estava esfriando. Jogando o café frio na pia, ele decidiu ir mais cedo para o hospital.

Movimentando-se lentamente, ele reuniu algumas coisas antes de sair de casa e entrar em seu carro dirigindo para trabalho. Era estranho ter que dirigir até hospital sem pensar que Cecília estava indo encontrar com ele mais tarde e levá-lo para casa. Tudo isso estava no passado agora.

Entrando no vestiário, ele trocou de roupa, onde conseguiu alguns olhares.

- O que?

Um de seus colegas murmurou:

- Nada, só não esperava vê-lo aqui tão cedo. Só esperava vê-lo à noite. – Eduardo permaneceu em silêncio enquanto cozinhava sua raiva. O cirurgião deu um passo para trás quando sua colega de trabalho entrou e perguntou:

- Você parece cansado. Você quer conversar? — Amanda perguntou delicadamente.

Eles saíram do vestiário e foram para a lanchonete. Lá, Eduardo contou para Amanda tudo que tinha acontecido nos últimos dias e como ele estava sentindo-se angustiado e sufocado. O médico lambeu seus lábios enquanto murmurava:

- Eu não sei o que fazer... Eu me sinto tão preso aqui, nesta mesma rotina. Eu preciso de um novo desafio na minha vida.

Amanda olhou para o amigo, espantada com a maneira que Eduardo colocou para fora tudo o que o angustiava. Ele estava mais aberto e sensível para as pessoas. Eduardo estava realmente em sintonia com suas emoções em vez de ignorá-los como sempre fazia. Depois do desabafo, ele parecia um pouco deprimido e uma ideia surgia na cabeça da cirurgiã.

- Eu tive uma grande ideia.

- Eu estou ouvindo. – Eduardo cruzou os braços.

- Há uma grande oportunidade de trabalhar em países do terceiro mundo. Novas clínicas estão sendo criadas para cuidar e melhorar a dos necessitados. Há uma vaga em aberto para o Haiti, país que está precisando de muita ajuda, principalmente depois dos terremotos. Eles precisam urgentemente de um cirurgião de trauma.

- Médicos sem Fronteiras? – Eduardo sabia da organização. A oportunidade de trabalhar nessa organização já tinha sido oferecido a ele, porém nunca considerou ir. Ele tinha sua família por perto e também seus dois melhores amigos. Agora a situação era diferente.

- Sim e é perfeito para alguém que procura novos desafios pessoais e profissionais, como você.

Eduardo mordia o lábio enquanto pensava sobre sua opção.

- Será que eles me aceitariam? Tá tudo tão em cima e eu gostaria de ir o quanto antes.

- Claro que sim. Eles têm pressa e precisam de um cirurgião o quanto antes. E você é um dos melhores que eu conheço em sua área.

Eduardo lambeu o lábio inferior.

- Você percebe que se eu aceitar este trabalho eu não poderei vê-la dentro de um ano ou até mais?

- Eu estou ciente.

- E você está me deixando ir sem ao menos questionar-me?- Eduardo estava um pouco confuso com o fato de Amanda, que era tão passional e queria mantê-lo por perto sempre que uma oferta de emprego ameaça levá-lo, estava agora oferecendo a ele um emprego que podia levá-lo para bem longe dali.

- Você não está feliz, Edu, e mudar-se pode ser a melhor escolha que você pode fazer no momento.

Eu espero que você encontre a felicidade dentro de algo que não seja sexo, Edu ... Eu realmente espero.

Eduardo olhou para Amanda quando um suave sorriso penetrou em seus lábios.

- Eu acho que já achei uma forma de encontrar minha felicidade. Eu vou ajudar pessoas e ser útil para aqueles que necessitam. Eu vou salvar vidas.

Amanda sorriu amorosamente para ele e disse:

- Você sabe que será um grande desafio, né? Sem infraestrutura adequada e muita, muita dificuldade em todos os sentidos. Não será fácil. — Um suspiro escapou de seus lábios e Amanda sorriu quando abraçou o homem mais jovem.

- Você vai sobreviver. Lembre-se de manter contato.

Eduardo assentiu em seu ombro quando murmurou:

- Eu vou sentir sua falta.

- Eu vou sentir sua falta muito mais.

Notas finais
O que acharam?
O que será que vai acontcer? Olha, o final da "temporada" se aproxima... Estou tão ansiosa que já quero postar logo! Mas, antes quero saber a opinião de vcs, tá?

Bjs, Nara