Sempre
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Tudo bem?
Desculpem a demora, mas é que estou passando por uma fase de adaptações, novas rotinas e estou um pouco atordoada, sabe? Momento de transição, mas já, já, tudo vai se normalizar!
Obrigada por todos os comentários megas maravilhosos do capítulo passado. Eu devendo as respostas aos comentários, mas vou responder a todos!
Capítulo dedicado à minha querida e maravilhosa leitora Mires Figueiredo! ;) Obrigada pela linda e fodástica recomendação!! Tenho nem palvras para agradecer o carinho e o apoio! Suas palvras me incentivam de uma maneira tão, tão forte que eu só tenho que agrdecer por ter uma leitora como vc, Mires!!!
Bom, é isso!
Boa leitura!!
CAPÍTULO 28
Eduardo estava no aeroporto com sua família, juntamente com Cecília, quando a separação se aproximava. Cecília aproveitou um breve momento de distração e posicionou-se ao lado de Luciano. Ela começou a sussurrar próximo ao homem, ao mesmo tempo em que distribuía sorrisos de cortesia para Helena e as crianças, na tentativa de disfarçar sua verdadeira intenção.
– Se eu souber que você ousou bater em Helena novamente, eu irei pessoalmente até Natal só para me certificar que você não estará mais em condições de fazer mal para alguém... Espero que você tenha compreendido o que eu quero dizer.
– Isto por acaso é uma ameaça? Você está me ameaçando?
– Ameaça? Claro que não! – ela deu um sorriso irônico – Isso é uma promessa e eu costumo cumprir com minhas promessas! – Cecília deu um tapinha em suas costas e saiu de perto dele. O aviso já estava dado.
Enquanto isso, Helena tentava convencer seu irmão a ir junto para que passasse o Natal com seus pais, no entanto ele declinou o convite alegando que tinha plantão no hospital. Depois que Eduardo abraçou sua irmã amorosamente, seus olhos verdes olharam para baixo para ver um triste garotinho de cinco anos que estava perigosamente calmo durante todo o percurso até o aeroporto.
Caio manteve tudo para si mesmo. Ele seguiu seu pai por alguns instantes, até que virou-se para ver Cecília que estava lá com um sorriso compassivo no rosto. Imediatamente, o lábio inferior do garoto começou a tremer e fechando os olhos com força, deixou escapar um soluço estrangulado antes de agarrar firmemente as pernas de Cecília.
– Eu não quero ir!
Cecília tirou o menino de suas pernas e abaixou-se para que pudesse ficar olhos nos olhos com o garotinho. Enxugando suas lágrimas, ela murmurou algo para ele. Eduardo não sabia o que ela disse, mas Caio assentiu com a cabeça antes de colocar para fora seu dedo mindinho.
– Promete?
– Eu prometo!
Afastando-se de Helena, Eduardo foi despedir- se de sua sobrinha desde que Cecília ainda estava preocupada com Caio, que ainda estava tentando convencê-la a ir com eles. Ele abraçou Malu docemente e Eduardo inclinou-se para sussurrar em seu ouvido:
– Fique de olho na sua mãe por mim, ok? E se acontecer alguma coisa, você pode me ligar a qualquer hora.
– Tudo bem. — Malu forçou um sorriso quando ele viu o quão nervosa a garotinha estava. Estava claro que ela não estava mais confortável em torno de Luciano.
Se Eduardo fizesse o que desejava, o corpo de Luciano seria despejado em uma vala qualquer depois de ter sido espancado até à morte. Mas, ele tinha de respeitar os desejos de Helena, e bem, talvez ele fosse preso por tal ato. Olhando para o homem em pé ao lado de sua irmã, havia certa vergonha correndo por ele.
Ela se parecia com ele quando estava com Vanessa?
Feliz, enganado e totalmente estúpido?
Helena tinha aquele brilho idiota nos olhos quando seu marido deu-lhe um selinho e murmurou palavras de amor para ela, compartilhando o quanto estava feliz por ela ter mudado de ideia. Luciano nunca pareceu ser o tipo de homem que era paciente. Eduardo não queria pré-julgar, mas o fez.
Luciano era um homem alto, assim como Eduardo. Ele tinha a pele clara, porém bronzeada, olhos escuros, cabelos castanhos encaracolados e um pouco desgrenhado. Tinha a mesma idade de Helena, 26 anos, e era um homem atraente e charmoso. Seu corpo era duas vezes o tamanho de Helena. O menor esforço dele, provavelmente, poderia fazê-la sair facilmente voando pela sala.
Eduardo estava um pouco tenso em torno do homem, apenas imaginando o que ele poderia fazer com a sua irmã, e quando Luciano se aproximou, ele instintivamente o encarou.
– Edu.
–Eduardo. Para você é Eduardo! – ele disparou.
Luciano perdera o privilégio de chamá-lo pelo seu apelido. Qualquer homem que colocasse a mão em uma mulher não merecia ser livre, em sua opinião. De pé, ele apertou os lábios e o olhou com raiva enquanto a mandíbula de Luciano estava rígida tentando aliviar a tensão em seu corpo, aparentemente.
– O que você vai fazer? Me bater? – Eduardo rosnou.
– Não. Claro que não, Eduardo. O que aconteceu foi um acidente. – Luciano salientou — Se Helena teve a decência de me perdoar, então você não tem o direito de me julgar.
A raiva que crescia dentro dele estava chegando lentamente em direção ao topo. Aproximando-se, ele estava cara a cara com o cunhado. A centímetros de distância dele, Eduardo disse:
– Eu tenho todo o direito de julgá-lo e se você colocar a mão em Helena novamente... Eu, pessoalmente vou fazer com que você nunca mais faça isso de novo e eu não serei tão sútil. Entendeu?
Ele não se importava com o fato de que Luciano podia facilmente vencê-lo apenas com um golpe, se ele quisesse. No entanto, Eduardo sabia que seria tolice Luciano atacá-lo. Não seria sábio, uma vez ele tem um histórico de agressão e se ele estava tentando ser um novo homem, deveria evitar qualquer tipo de violência.
Como os dois estavam mantendo um olhar intenso, Helena trouxe eles de volta quando colocou o braço em volta de Luciano.
– Baby, vamos perder nosso voo se não nos apressarmos.
O olhar de Luciano não deixou o de Eduardo quando ele murmurou:
– Tudo bem.
Helena puxou o marido para longe de Eduardo, para evitar qualquer coisa que estava prestes a acontecer. Eduardo nunca brigaria com o pai de seus sobrinhos enquanto os mesmos estivessem de pé a poucos metros deles. Essa era a diferença entre ele e Luciano.
Quando o seu foco voltou-se para Caio, que ainda estava agarrado à Cecília com seus braços em volta de seu pescoço e as pernas ao redor de seu torso, Eduardo precisava dizer algumas palavras para a criança de cinco anos. Caio animou-se quando ouviu seu tio chamar seu nome baixinho.
– Posso falar com você por um segundo?
Caio cautelosamente olhou para Cecília antes de assentir. O menino foi entregue a Eduardo que o colocou no chão longe de Cecília. Os dois não se suportavam, mas colocaram sorrisos falsos na frente de todos para evitar qualquer clima estranho sobre eles.
Eduardo decidiu contar para Caio o quanto iria sentir sua falta e entregou-lhe seu presente de Natal.
– Sua mãe disse que você pode abrir agora, se você quiser. – Eduardo deu um sorriso encorajador quando Caio rasgou a embalagem do seu presente enquanto Malu reclamava ao fundo, pois também queria seu presente. Eduardo sorriu enquanto pegava outro presente da sacola e o entregou para Malu.
Um grito saiu dos lábios de Caio e seus olhos verdes brilharam.
– Obrigado, Tio Edu!
O menino envolveu seu tio em um abraço agradecendo pelo kit de ferramentas mágicas. O menino estava obcecado por magia junto com os jogos de guerra, o que era uma combinação estranha, mas funcionava bem com sua personalidade.
- Quando eu vir você da próxima vez, é melhor você estar preparado para me mostrar seus novos truques de mágica, rapazinho.
– Claro! Obrigado, tio Edu! – Ele agradeceu e saiu correndo em direção à Cecília para mostrar-lhe o presente.
Em seguida Malu atacou Eduardo com um abraço antes de colocar o par de asas que veio junto com algumas outras coisas. Esse foi o seu presente. Eduardo lembrou-se que Malu estava passando por uma fase de fadas e princesas e não havia melhor maneira de fazê-la virar uma princesa de verdade do que comprar o que ela precisava para se tornar uma. As asas rosa clarinho tinha elásticos para segurar em volta de seus ombros. Ela colocou a coroa de flores decorada em sua cabeça e depois colocou as asas. Além de tudo isso, ela ainda tinha uma varinha mágica. Malu ficou maravilhada com o presente e saiu saltitando.
– Obrigada, Tio Edu!
– De nada, minha princesa! Agora vá com sua mãe ou você vai perder o voo.
Malu balançou a cabeça afastando-se dele, e de repente ela voltou correndo e deu-lhe um abraço rápido.
– Eu te amo!
Aquelas palavras fizeram seu coração derreter quando Eduardo murmurou “Eu também te amo!” de volta para ela. Malu pode ser a mais doce menina e normalmente ela é. Eduardo acenou para Caio, que prometeu que iria ligar para Cecília logo que chegasse em casa. Foi muito mais difícil para Caio ir embora do que para os outros, mas a dúzia de promessas que Cecília fez a ele, o fez cooperar muito mais.
Enquanto Eduardo assistia sua família passar pela segurança, ele sentiu a presença de Cecília perto dele. Sem dizer uma palavra, ele virou-se e saiu do terminal para entrar em seu carro. Em seguida, Cecília entrou no carro sem dizer uma palavra. Ele não achou que a tensão entre eles seria tão forte e emocional. A raiva de Eduardo ainda estava pulsando no fundo de seu coração que foi ferido pelas coisas que Cecília havia dito a ele.
Quando ele chegou em casa, sentou-se no sofá quando ouviu o som familiar de Cecília andando pela sua casa. O olhar de Eduardo foi fixado na tela enquanto ela arrumava suas coisas. Depois de um par de horas, ela caminhou até ao hall de entrada e colocou algumas malas no chão, antes de pegar outras coisas. Quando ela apareceu novamente, foi para interfonar para o porteiro para que o mesmo a ajudasse a colocar suas coisas no carro. Eduardo não moveu uma polegada, enquanto ela caminhava dentro e fora do apartamento com suas coisas.
Depois de colocar todas as suas coisas no carro, ela subiu ao apartamento pela última vez e parou na sala de estar. Ela não fez nenhum movimento para falar, mas agarrou seu conjunto de chaves e destrancou seu par do anel e colocou-os na mesa de centro.
– Eu espero que você encontre a felicidade dentro de algo que não seja sexo, Edu... Eu realmente espero. — ela murmurou.
Cecília não poderia ficar chateada com ele por muito tempo, a raiva que foi instalada nela logo foi substituída pela decepção por Eduardo não desvencilhar-se de seu passado. Ele ainda o assombrava e suas ações provaram que ele ainda era autoconsciente sobre um monte de coisas que ela não estava ciente de até então, mas talvez passar algum tempo separados iria fazer-lhes algum bem. Isso pode ser a única coisa que o faça perceber o que ele realmente tinha e queria.
Virando as costas, ela saiu de seu apartamento sem olhar para trás. Fechando a porta atrás de si, ela exalou lentamente enquanto caminhava em direção ao elevador.
Eduardo sentiu nada quando viu que ela colocou suas chaves na mesa de centro. Isso era uma prova de que ela não viria nas primeiras horas da manhã para fazer o café da manhã ou para ficar com ele para uma noite de sexo. Não houve reação emocional vindo dele, exceto seus os olhos fixados na tela, calmamente assistindo televisão o resto da noite.
Notas finais
Hum, vem surpresa por aí...
Espero não demorar tanto para postar o novo capítulo. Vou começar a escrevê-lo ainda hoje, portanto preciso de inspiração. E vc sabem, né? Comentários e opiniões me inspiram...
Vamos rumo aos 500 comentários, people!! Cara, vcs são nota 1000!!
Até o próximo capítulo!
Bjs, Nara
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