Sempre

25 Capítulo 25


Notas iniciais
Olá, queridos leitores!!

Capítulo novo! Espero que gostem e comentem muito...

Obs: por favor, desconsiderem erros de digitação/gramática, mas podem me falar tb que corrijo depois. Eu acabei de chegar da night e vim correndo finalizar o capítulo e postar logo, ainda que com uma ligeira quantidade de alcool no sangue. Eu nem sei pq estou dizendo isso... hahahahaha

Boa Leitura!!

CAPÍTULO 25

Eduardo observou atentamente quando Cecília lentamente entrou pela porta. Ele ouviu também o grito entusiasmado de Caio antes do pequeno de cinco anos correr em direção à mulher. Cecília sorriu pegando-o com facilidade no colo. O menino colocou os braços ao redor do seu pescoço enquanto gritava:

- Eu te amo, tia Ceci!

- Eu vejo que separar os dois vai ser difícil. – Helena murmurou enquanto estava parada ao lado de seu irmão, com os braços cruzados observando a cena. Eduardo assentiu e movimentou-se, indo de encontro à Cecília para ajudá-la com as malas.

Com a ajuda de Eduardo e Caio (que carregou a menor bolsa que pesava menos de dois quilos), Cecília teve todas as suas coisas colocadas no hall de entrada. E foi então que Caio perguntou onde Cecília estava indo dormir.

- Eu posso dividir a cama com as crianças e você pode ficar no meu lugar, com sofá cama da sala de estudos, Cecília. – Helena falou.

- Eu não poderia fazer isso, Helena. Você e as crianças merecem ter seus próprios quartos... Eu posso dividir o quarto com o Edu. – Cecília sorriu suavemente para Eduardo.

O homem nervoso forçou um sorriso de volta e murmurou:

- Sim. Claro.

Eles pegaram as malas e seguiram para o quarto de Eduardo. Foi estranho quando ela anunciou que iria permanecer confortavelmente no quarto dele. Claro, ela ficava em seu quarto quando dormia lá, mas agora que ele tinha sua família aqui, era estranho dizer isso e Caio pegou rápido.

- Isso quer dizer que você vai se casar com o tio Edu?

- Não! – Eduardo respondeu rapidamente antes de recompôs-se — Não... Por que você pergunta isso?

Caio deu-lhe um olhar óbvio.

- Porque a Nena disse que apenas os casados dormem na mesma cama... Então nada de fazer nenhum negócio engraçado enquanto estivermos fora, viu? — O sotaque potiguar em sua voz ecoou pela sala enquanto os três adultos olhavam o garoto de cinco anos com espanto.

É claro que a sua mãe iria matar sua amiga, Nena, por causa do “negócio” que as pessoas fazem e, agora, Caio estava imitando as palavras de sua mãe. Eduardo e Cecília se olharam, percebendo que o menino estava realmente falando sério, mesmo que ele não soubesse o que estava dizendo.

- Tudo bem. – Ambos murmuraram.

Caio parecia satisfeito antes de olhar para Cecília e perguntar:

- Você quer conhecer o senhor Bigode? – Cecília ofereceu-lhe um sorriso amável quando ela concordou.

Eduardo viu os dois desaparecerem para que ela pudesse ser devidamente apresentada ao senhor Bigode: o gato azul de pelúcia que Caio carregava consigo para todos os lugares. Caio era super protetor com o senhor Bigode e não permitia que o gato ficasse fora do quarto, a menos que não houvesse qualquer perigo dele ser danificado de alguma forma.

Eduardo suspirou quando colocou o óculos de grau no rosto.

- Eu estou indo trabalhar, você precisa de alguma coisa antes de eu sair?

Helena recusou com um sorriso suave.

- Obrigada por tudo!

- É para isso que a família serve. — Com uma despedida rápida, Eduardo saiu para trabalhar pelos próximos dois dias. Ele tinha um plantão de dois dias antes de sua cabeça encontrar seu travesseiro macio novamente.

(...)

Quando Eduardo dirigia-se para a cirurgia, o que aconteceu durante a maior parte do dia, sua cabeça estava em seu trabalho. Felizmente, seu trabalho o obrigava a pensar rapidamente e ele quase não tinha rotina. Um dia era diferente do outro. Com a cabeça presa no que estava fazendo, ele era um homem de poucas palavras, e só falava quando estava pedindo para a enfermeira entregar-lhe o próximo instrumento cirúrgico.

Ao final da cirurgia, ele estava esfregando as mãos e antebraços em água quente quando sentiu Amanda olhando-lhe profundamente. Irritado, ele retrucou:

- O que? — Amanda levantou as mãos em defesa e arqueou uma sobrancelha para o jovem médico.

- O que foi? Problemas no paraíso?

Eduardo revirou os olhos enquanto ele esfregava as mãos com mais força.

- Não. Você apenas está me atormentando com perguntas idiotas.

Amanda piscou quando avançou para mais perto dele, por causa dos outros cirurgiões que estavam se lavando na mesma área, e sussurrou:

- Você está chateado com alguma coisa?

Eduardo balançou a cabeça e com um olhar ameaçador, disse que não. Amanda não parecia muito convencida, suas sobrancelhas relaxadas assim como seus olhos escuros mostravam a única coisa que ele mais odiava... simpatia.

- Então por que você está tão rabugento, Edu?

Um suspiro rolou para fora de seus lábios. Olhando em volta, ele lavou seus braços antes de desligar a água e secá-los com uma toalha. Balançando a cabeça em direção à saída, Amanda seguiu atrás dele sem dizer uma palavra. Assim que eles estavam andando pelo corredor, ele começou a compartilhar informações sobre tudo que tinha acontecido com sua irmã, Helena. Foi bom conversar e desabafar com Amanda novamente, após a sua derrocada ele geralmente não tinha mais ninguém para falar que não fosse Cecília e Arthur.

Uma nuvem escura pairou sobre sua cabeça quando Arthur passou pela sua mente. Ele realmente tinha perdido seu melhor amigo. Era duro o suficiente não dirigir até o Espaço Café e Literatura para conversar com ele, mas Eduardo queria respeitar os desejos de Arthur e ficar longe dele até que tudo estivesse resolvido. Balançando a cabeça, ele apertou os lábios quando ouviu Amanda relembrando tudo o que ele lhe dissera.

- Eu não sei o que dizer, mas eu acho que você deve manter seus olhos atentos em Luciano. Na verdade, acho que você deveria pedir à Cecília que fique de olho nele. Ela é delegada e tenho certeza que vai saber como agir.

- Farei isso, obrigado. – Eduardo ficou tenso quando sentiu braços envolvendo seus ombros, trazendo-o mais perto dela. Amanda apertou os lábios mais perto de seu rosto e ele a sentiu sorrir em sua pele.

- Há também algo que não fizemos há muito tempo... Eu sinto sua falta. — Ela apertou seus lábios em sua bochecha — O que você me diz sobre um revival?

Eduardo lembrou as conversas que teve com Cecília e de como ele prometeu-lhe que não iria dormir com ninguém enquanto eles estivessem rolando sobre os lençóis.

Ele tinha que pensar duas vezes sobre sua decisão. O médico não fazia sexo há um bom tempo e, com sua irmã e filhos que estavam com ele, era mais difícil manter as escapadas selvagens que tinham. Mordiscando o interior de sua bochecha, ele vislumbrou sobre como seria bom preencher uma mulher. Eduardo era um homem com necessidades e as mesmas não estavam sendo atendidas com todos os problemas que têm vindo em sua direção.

Segurando a mão que estava em torno de seu ombro, ele respondeu:

- Parece bom para mim.

Em poucos minutos eles encontraram um espaço isolado e tiveram seu revival.

(...)

No dia seguinte, Eduardo estava mais focado em seu trabalho do que em Amanda. Ele não falou muito com ela, pois depois de ter transado com outra mulher, havia algo na boca do seu estômago. Era culpa? Vergonha?

Não, ele não sentiu nada disso até que viu Cecília entrando pela porta da lanchonete com algumas enfermeiras e médicos dizendo olá, pois ela era figurinha conhecida por lá. Ele não se importava, o que ele se preocupava é se ela poderia sentir que ele tinha feito algo errado. Eduardo rapidamente pressionou os dedos em seu pescoço para sentir todos os pontos de tensão.

Espere.

O que ele estava fazendo?

Eduardo nunca se sentiu assim em relação a sexo. Ele nunca sentiu vergonha, culpa, ou tristeza por ninguém. Era de Cecilia que ele estava falando, sua melhor amiga, companheira e amiga de cama na ocasião, o que não era nada sério. Era uma coisa de sexo casual até que eles estivessem cansados ​​um do outro. Porém, havia um questionamento que tem sido persistente na sua cabeça por um longo tempo.

E se eles nunca se cansassem um do outro?

E se ele, de alguma forma, retribuiu os sentimentos de Cecília?

Calafrios se arrastaram por toda sua coluna com o simples pensamento dele realmente ter sentimentos por Cecília. Não que isso fosse uma coisa ruim, era só... era Cecília. A garota que ele conheceu na faculdade e ver algo além de uma amizade seriam no mínimo estranho.

Sim, ele tem visto Cecília nua mais que um amigo deveria, mas eles tinham um tipo diferente de amizade. Uma amizade que ele apreciava e valorizava e não queria estragar tudo isso por causa de seus sentimentos. Sentimentos sempre foram a única coisa que estragava relacionamentos, as mesmas emoções que podem facilmente rasgar seu coração em pedaços.

Eduardo negou o pensamento desagradável que estava em sua cabeça e substituiu-o com o presente. Forçando um sorriso em seus lábios quando Cecília aproximou-se, ele levantou-se de seu assento e a cumprimentou com um abraço. Ele sentiu uma sensação estranha no estômago, afastando-se, sentou-se e disse:

- O que te traz aqui? As crianças já deixaram você louca a ponto de fazer você desistir delas? — Ele brincou e Cecília sorriu.

- Não é bem assim. Hoje é sábado e Helena queria algum tempo sozinha com seus filhos, por isso decidi vir aqui visitar o meu amigo favorito...

- Que está trabalhando. – Eduardo completou.

- Não no momento. Você está indo para casa hoje?

Eduardo permaneceu em silêncio, o que ela acabou de dizer...

- Casa? — Eduardo repetiu olhado para Cecília em estado de choque. Quando foi que a sua casa se tornou a casa? Cecília percebeu o que disse da maneira como disse e ela tentou consertar com se tivesse sido uma atitude de brincadeira. Isso parece não ter funcionado, pois aquilo ficou assombrando a mente de Eduardo. Quando isso se transformou em algo sério? O que eles tinham era sério?

No seu ponto de vista não era. Colocando uma mão sobre Cecília, ele firmemente disse:

- Eu espero que você se lembre do nosso acordo, Cecília.

Só por um momento, o rosto de Cecília ficou triste antes de voltar a ser a mesma Cecília feliz que ele conhecia. Provavelmente era sua imaginação, talvez não, mas ele preferia acreditar que era. Acenando com a cabeça, ela respondeu:

- É claro que eu me lembro. — Ela apertou a mão dele de volta.

Eduardo queria sentir menos tensão no ar, e então ele sugeriu irem até a sala de descanso dos médicos, antes do seu tempo de repouso acabar. Um pequeno brilho se fez presente nos seus olhos, e Cecília não poderia recusar. Calmamente, eles saíram da lanchonete lado a lado e correram para a sala. Uma vez que a porta se fechou, eles estavam rasgando as roupas um do outro com urgência.

Eduardo mordiscava a clavícula dela, deixando rastros de saliva, enquanto entrava dentro dela outra e outra vez. Era estranho como ela estava comparando Cecília com Amanda; Cecília era mais altruísta, ela era mais atenciosa ainda que pudesse ser muito selvagem, se necessário.

Contrariando os quadris para encontrar os dele, Cecília levantou as pernas mais acima do quadril de Eduardo. Um gemido baixo escapou de sua boca quando Eduardo puxou-a para o chão. Ele segurou firmemente uma de suas pernas, colocando-a próximo ao seu pescoço. Ele desviou seus quadris fazendo seu clitóris sensível ao contato súbito, ela mordeu o lábio para abster-se de está gemendo muito alto.

Ela lembrava-se que estava no local de trabalho dele e fazer tais atos poderiam ser caso de demissão... se eles fosse flagrados. Seus lábios se separaram enquanto ele ofegava pesadamente na corrida de emoções, inundando Cecília com seu liquido quando eles vieram juntos.

Uma vez que Eduardo separou-se dela, ele tentou recuperar o fôlego de suas atividades recentes. Seus olhos verdes olharam para si mesmo antes de olhar para a amiga.

- Você está...

- Sim, estou. – Cecília estava grata por tomar a pílula anticoncepcional, e lembrava-se sempre de levá-la, até quando estava no trabalho. Ela não se importava de tomar a pílula, precaução vem em primeiro lugar. Colocando suas roupas de volta, sentiu Eduardo beijar seus lábios quando ambos já estavam completamente vestidos.

- Que horas eu devo vir buscá-lo?

Eduardo levantou uma sobrancelha quando cruzou os braços.

- Eu dirigi até aqui, Cecília.

- Eu sei e eu peguei um táxi, mas eu vou voltar com o seu carro. Então às 20h está bom?

- Sim. Às 20h está ótimo. – ele resmungou.

Notas finais
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