Sempre
19 Capítulo 19
Notas iniciais
desculpem o atraso. Eu estava viajando e fiquei esse tempo todo longe do computador e internet.
Obrigada por todos os comentários do capítulo anterior, vou respondê-los assim que tiver um tempinho.
Por favor, desconsiderem possíveis erros tá? Eu leio, leio, mas tem sempre alguma coisa que passa batido.
Boa leitura!!!
CAPÍTULO 19
Eduardo levantou-se e caminhou em direção à mesa em que o casal estava.
– Arthur? O que você está fazendo aqui?
O homem de olhos cor de mel olhou para cima para ver a confusão estampada no rosto de Eduardo. Havia se passado muito tempo desde que ele o viu pela última vez, e mesmo assim parecia que Eduardo havia mudado. Ele estava diferente. Brincando com seus polegares, ele respondeu:
– Eu estou acompanhando a minha namorada.
Eduardo olhou para Marina surpreso. Arthur conhecia aquele olhar. O olhar de admiração. Arthur estreitou os olhos em direção à namorada, quando Eduardo disparou:
– E quem é você?
– Eu sou Marina e você deve ser Eduardo. Eu já ouvi muito sobre você. –Marina sorriu e estendeu a mão pare ele. Eduardo rigidamente apertou sua mão quando ele murmurou:
– Eu não ouvi nada sobre você. Então, como vocês se conheceram?
– Edu. — Cecília interrompeu antes de voltar sua atenção para o casal – Desculpe, por isso. Edu apenas queria ver com seus próprios olhos se era Arthur e agora que sabemos que é, vamos deixá-los a sós. — Eduardo indeferiu seu gesto e se aproximou de Arthur com um olhar preocupado em seus olhos.
– Arthur, você pode vir comigo? Preciso falar com você.
Arthur concordou e pediu licença à sua namorada para se retirar da mesa. Nesse momento ele pôde ouvir Cecília pedindo desculpas a Marina, que riu ao dizer que tudo o que ela havia lhe dito sobre o médico era verdade. O professor só não sabia se isso era uma coisa boa ou uma coisa ruim em se tratando de Eduardo. Indo em direção a uma varanda, Arthur sentiu que era o momento de colocar tudo em pratos limpos e mais uma vez sentiu certa insegurança quando ficou frente a frente com o médico.
Arthur se sentia menos bonito em comparação a Eduardo e ficar cara a cara com ele, o fez perceber como tinha sorte por está pegando alguém como Marina. Ele pensava que se Marina tivesse conhecido Eduardo primeiro, ela teria se interessado por ele, assim como todas as outras. Era estúpido pensar nisso, no entanto, ele não conseguia espantar os velhos fantasmas.
Arthur cruzou os braços sobre o peito em defesa quando questionou:
– Existe algo que você queria falar?
– Arthur. – a voz de Eduardo tornou-se suave e macia quando ele olhou para o seu melhor amigo — Eu sinto muito que você teve que testemunhar o que você viu naquele dia. Isso foi embaraçoso para Cecília e para mim...
Arthur imediatamente respondeu:
– Não se preocupe com isso.
– Não. — Eduardo firmemente disse — Eu não tinha ideia de que você se sentia assim sobre Cecília, eu não tinha ideia até que eu vi seu olhar naquele dia e agora você claramente superou tudo isso com a mulher que está esperando por você lá dentro. – Eduardo apontou seu dedo para a porta de vidro da varanda.
Arthur sacudiu a cabeça.
– Você não entende. — Sua frustração estava ficando evidente mais uma vez. Eduardo não entendia o que ele estava passando — Eu me sinto estranho vendo você e Cecília juntos desde que você repetidamente me disse que não estava pronto para um relacionamento. E aqui está você, agindo como se estivesse em um. O que está acontecendo?
Ele viu Eduardo fazer uma carranca com a hipótese.
– O que está acontecendo entre Cecília e eu é o que tem acontecido desde que nos conhecemos. Exceto pelo o sexo e beijos, todo o resto é completamente a mesma coisa.
Arthur viu a negação estampada em seu rosto. Ficou claro como o dia que Eduardo estava começando a construir muros em torno de si novamente. Por que ele estava construindo muros em torno de alguém como Cecília? É idiotice, especialmente, porque ambos sabiam que Cecília nunca o magoaria intencionalmente. Claro, ele não disse nada sabendo que Eduardo não seguiria o conselho dele e ele não podia culpá-lo por isso.
Eduardo tinha um histórico terrível com as mulheres.
– Você está feliz? Com Marina? – Eduardo falou com um olhar suplicante.
Arthur olhou para seu amigo que o olhava com emoções mistas de esperança de que ele estivesse bem, que estivesse muito bem e não estivesse tão inconsolável como naquele dia. Eduardo poderia ter roubado a atenção de Cecília, mas ele não estava indo roubar a atenção de Marina, não romanticamente, de qualquer maneira, e sem saber, um sorriso se fez presente em seu rosto.
– Eu estou chegando lá.
Eduardo sorriu de volta.
– Que bom. Eu sinto sua falta, Arthur. – Todas as emoções de Eduardo, que ele nunca iria mostrar para uma estranha, como Marina, foram facilmente derrubadas quando ele mostrou como estava feliz por Arthur. Arthur baixou a guarda e abraçou seu amigo fortemente enquanto murmurava no ombro de Eduardo:
– Eu também, Edu.
(...)
Tudo mudou.
Arthur tentou não olhar para Cecília e Eduardo quando ele se sentou em sua cadeira ao lado de Marina, assim que voltou da conversa com Eduardo.
– Vamos deixá-los a sós. Aproveitem o resto da noite. – Cecília disse e ele sorriu de leve quando soube que ela realmente quis dizer isso. Por outro lado, uma pequena parte dele queria que Eduardo a levasse dali, apenas para livrá-los do constrangimento que os rodeava. Se Eduardo estava ciente dos sentimentos de Arthur em relação à Cecília, então ele sabia que Cecília estava ciente também.
Seus olhos cor de mel estavam focados na taça de vinho vazia à sua frente quando ouviu seus dois melhores amigos se afastarem da mesa. Suspirando profundamente, ele fechou os olhos antes de desculpar-se.
– Eu sinto muito pelo que aconteceu. Eu não tinha ideia...
– Não há nenhuma razão para se desculpar. Espero que você e Eduardo tenham acertados as coisas.
Marina sabia que Arthur e Eduardo sempre foram muito próximos, mais próximo até do que Arthur era com Cecília e vendo que o tempo de Eduardo tinha sido completamente consumido por Cecília, não havia quase nenhum momento para os dois amigos ficarem à sós. Mesmo com todas as suas conquistas, Eduardo sempre teve tempo para Arthur. Mesmo quando ele estava com Amanda, pois ela nunca consumiu tanto tempo dele de maneira que Arthur raramente pudesse ver seu melhor amigo. Então, mesmo passando por todo esse drama, ele realmente sentia falta de seu amigo, não importando o quão atingido ele tinha sido por tudo isso. — Mais ou menos. Mas, não importa. No momento, você é o que importa. — Entrelaçando sua mão com a dela, uma jogada ousada da parte dele, quanto o sorriso de Marina cresceu com o gesto.
– Espero que esteja feliz, Arthur.
– Eu estou sempre feliz quando estou com você.
A festa fluiu maravilhosamente para Marina e Arthur, que passaram a noite inteira flertando, sorrindo e fazendo demonstrações públicas de afeto. Nem uma vez sequer, Arthur olhou para mesa onde Cecília e Eduardo estavam. Pela primeira vez, ele estava lidando apenas com a mulher que estava à sua frente. Sua amizade com Eduardo Cecília podia esperar. Agora ele precisava apenas se concentrar em sua felicidade.
(...)
O resto da noite seguiu foi normal.
Eduardo escoltou Cecília de volta à mesa para que Arthur e Marina pudessem ficar a sós. Eduardo olhava para Arthur ao ver que ele estava gesticulando e sorrindo.
– Edu, pare com isso. Edu. – Cecília repreendeu levemente quando puxou Eduardo para perto dela. Ela trouxe dois dedos para o queixo dele e virou a cabeça devagar, pressionando os lábios levemente nos dele.
– Eu sou a única que você deve estar olhando agora. — Eduardo franziu os lábios quando olhou fixamente em seus aconchegantes olhos castanhos. Tudo o que ela queria dizer a ele, parecia o momento certo, mas ele foi congelando em seu lugar na esperança de que ela não o fizesse. Ele não se importava com os beijos, abraços ou os toques, porque simplesmente eles têm feito isso desde que se conheceram. Alguns chamariam de paquera, mas ele só chamava de amizade, bem, sua amizade com Cecília era isso. Cecília era uma das poucas pessoas estáveis em sua vida e ele não queria que ela desaparecesse de sua vida.
– Eu sou todo seu. — Ele resmungou. Se não quisesse perder Cecília, ele devia evitar o que ela tem a dizer e passar algum tempo com ela, ocupando sua mente.
O jantar seguiu bem quando Eduardo começou a se concentrar mais em Cecília e menos em Arthur. No final da noite, Eduardo levou Cecília para sua casa, desceram do carro de mãos dadas. Balançando os braços para frente e para trás, Eduardo girou Cecília antes de puxá-la e ela disse:
– Eu tive uma noite maravilhosa.
– Nós sempre temos noites maravilhosas, Ceci. — Eduardo sorriu e seus olhos brilharam radiantes demais para quem estava apenas saindo como amigos. O que eles fizeram foi o mais inocente dos passeios... Foi apenas um passeio, não foi? Ele estava pensando em tudo que tinha acontecido quando sentiu Cecília tocar seu rosto. Ela disse seu nome suavemente, e ele viu seu olhar de conflito sobre o que ela queria dizer em seguida.
–Eu sei que você quer evitar o que eu estou a ponto de dizer, mas eu não posso manter isso por muito tempo...
O coração de Eduardo começou a cair no medo do que ela ia dizer em seguida. Ele estava rezando para que ela dissesse qualquer coisa que não fossem as três palavras que ele não queria ouvir dela. Não aqui, não agora. Mastigando o interior de sua bochecha, ele recuou apenas no caso de que ela quisesse fazer algo dramático. Cecília viu o que ele fez, ela viu seu amigo cheio de precaução dar alguns passos para longe dela.
– Eu deveria ter minha própria gaveta em seu quarto desde que eu tenho ficado com mais frequência em sua casa agora. E isso faz sentido, uma vez que você tem uma gaveta e sua própria seção no meu armário. — Cecília assistiu Eduardo tentando mascarar seu alívio.
– Tudo bem. Eu vou limpar uma gaveta para você.
–Espero que fique pronta amanhã. – Eduardo revirou os olhos para o seu gesto brincando e acenou para ela.
–Tudo bem. Boa noite, Cecília. Eu tenho que ir agora – Beijou seu rosto e ela fez o mesmo, desejando-lhe boa noite.
Hoje à noite, Cecília não ia passar a noite com Eduardo, o que ia ser a primeira vez desde que eles começaram a fazer o que eles estavam fazendo. Um deles, normalmente, ficava na casa do outro, mas Cecília sentiu que eles precisavam de um pouco mais de espaço por causa de tudo que tinha acontecido naquela noite. Sexo não ia cortar a tensão que estava lentamente se construindo em torno deles. Se Cecília pudesse reter seus sentimentos e se livrar deles, ela com certeza o faria, mas ela não podia.
Os sentimentos em desenvolvimento apenas aconteceram, o que não foi de repente. Suas emoções tediosamente cresceram ao longo dos anos e os pequenos gestos amigáveis que ela fazia para Eduardo cresceram e se transformaram em gestos românticos. Eduardo apenas nunca os viu por si mesmo, até agora. Cecília suavemente o amaldiçoou quando fechou a porta atrás dela. Inclinando a cabeça na porta, ela fechou os olhos.
– Deus, eu sou tão idiota...
Notas finais
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Bjs, Nara
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