Sempre
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Estou d volta depois de uma semana tensa, leia-se semana de provas!! Ufa, q bom q acabou!!
Mais um capítulo para vcs, espero q gostem.
Obrigada mais uma vez por todo carinho e dedicação de cada uma de vcs!
Li todos os comentários e prometo responder em breve. Amo!!
Boa leitura!
CAPÍTULO 17
Depois que Eduardo saiu do hospital, ele decidiu ir para casa de Cecília já que estava mais perto e ele estava prestes a desabar de sono devido à falta de descanso e excesso de trabalho. Ele quase não conseguia dormir à noite, uma vez que com a quantidade de sexo que ele tem tido ultimamente, quase não sobrava tempo para descansar. Não que ele se importasse, ao contrário, mas uma vez que seu corpo viu a cama quente e macia de Cecília, ele imediatamente caiu no sono assim que sua cabeça bateu no travesseiro.
Cecília balançou a cabeça com um leve sorriso enquanto caminhava em direção ao lado da cama em que ele dormia, tirando seus sapatos e camisa junto com sua calça, deixando-o somente de cueca box. Ela levantou suavemente o corpo dele, puxando as cobertas antes de cobri-lo. Cecília não conseguia tirar a imagem do rosto de Eduardo quando ela acariciou o seu rosto de sua cabeça.
Aquele era o momento. Não era como se ela estivesse planejando ou esperando por isso, mas quando o viu deitado sobre ela na mesa... Sua mente ficou em branco, enquanto olhava amorosamente para ele. Ela sentiu que Eduardo, pela primeira vez, sabia o significado daquele olhar ou percebeu que era o mesmo olhar que ela dava a maior parte de tempo em que ele estava por perto. Ele tinha percebido, certo? O lance era que ela não tinha gostado de sua expressão.
Quando seus olhos verdes a encararam, ela percebeu que era com um olhar de horror. Era o tipo de olhar que lhe pedia para não dizer nada ou que estava com medo do que ela ia dizer em seguida. Ele estava segurando a respiração, esperando e rezando para que Cecília não dissesse o que gostaria de dizer a ele.
A mulher de olhos castanhos olhava para o homem fatigado ao seu lado que respirava lentamente, fazendo pequenos ruídos para deixa-la saber que ele ainda estava vivo. Suas mãos macias corriam levemente sobre a coberta, pensando que, infelizmente, Você não sabe o quanto eu quero dizer aquelas três palavras para você, Edu. Eu te amo tanto e eu não sei se você vai aceitar o meu amor como ele é, mas por enquanto tudo o que eu quero é que você fique comigo. Isso é o que importa.
O otimismo de Cecília não a deixou triste por muito tempo e então ela tirou a sandália e rapidamente tomou um banho e colocou o pijama. Deitando-se na cama, Cecília chegou mais perto de Eduardo, envolvendo o braço em torno de seu corpo e enterrando o nariz em sua nuca, só para sentir o cheiro de lavanda e suor misturados.
Em poucos minutos, ela foi consumido pela escuridão do mesmo jeito que o homem ao seu lado.
(...)
O cheiro de perfume doce de Cecília misturado com seu próprio cheiro foi registrado quando ele inalou profundamente, assim que acordou de seu sono. Havia se passado duas semanas desde o dia que Eduardo temeu o pior. Duas semanas desde aquele dia em que eles transaram no escritório dela. Ele pensou que Cecília confessaria para ele o que estava sentindo no dia seguinte após olhar para ele com aqueles olhos apaixonados.
Eduardo não ficaria surpreso se Cecília retomasse o assunto e falasse algo. Porém, no dia seguinte, ela agiu como se nada tivesse acontecido entre eles. Ela apenas o abraçou desejando bom dia e ficou falando algo sobre o seu irmão.
Será que ela percebeu que ele não queria que ela estragasse tudo o que estava acontecendo entre eles? O que ele fez de errado para Cecília achar que o que ela ia dizer era a melhor coisa a se fazer? Ele estritamente disse-lhe que o que eles estavam fazendo era apenas para o prazer, acompanhado de sua bela amizade, claro. O médico não queria nada mais complicado do que isso. Se ele quisesse um relacionamento teria tido um com Amanda há muito tempo.
Levantando-se em silêncio, ele caminhou até o banheiro. Escovou os dentes e fez sua rotina matinal rapidamente. Eduardo tomou um banho relaxante com um sabonete liquido que havia comprado há alguns dias. Com o forte cheiro de erva doce preenchendo suas narinas, ele parecia satisfeito e pronto para encarar o longo dia.
Depois que ele terminou, correu para a cozinha para fazer um rápido café da manhã antes de ir para o trabalho. Felizmente, ele iria entrar um pouco mais tarde hoje por causa do agendamento das cirurgias e os internos iriam ser postos à prova para ver se eles podem lidar com certas situações por conta própria, sem a orientação de um supervisor. Eduardo sorriu com a ideia de residentes em pânico, com medo do fato de que não havia nenhum superior para ajudá-los quando necessário.
Colocando fatias de pão de forma na torradeira, ele despejou um pouco de suco de laranja em um copo. Inclinando-se sobre o balcão ficando de frente para a torradeira, ele não percebeu Cecília se aproximando, envolvendo seus braços em torno dele. A primeira coisa que passou por sua cabeça foi o quão maravilhoso ela cheirava, uma mistura de um cheiro natural e seu próprio perfume doce. Ele não sabia o que ela usava, mas era algo que estava começando a se habituar.
Quando Cecília apertou seus lábios finos em uma de suas bochechas, o coração de Eduardo começou a acelerar enquanto a voz aveludada dela enviava arrepios ao seu corpo.
- Bom dia.
Esforçando-se para falar, ele limpou a garganta com um gole de suco de laranja.
- Bom dia. — Ele murmurou enquanto seus olhos verdes estavam focados na torradeira à sua frente. Eduardo esperava por suas torradas ficarem prontas, mas a distração dos lábios dela atacando seu pescoço estava se tornando um pouco demais para ele. Ela estava nas pontas dos pés, uma vez que ele era mais alto. Esfregar as coxas para se livrar do calor que estava se desenvolvendo entre as suas pernas não estava funcionando. As mãos de Cecília apertavam firmemente sua cintura, os dentes afundando no seu pescoço, fazendo um gemido baixo irromper de sua garganta.
Eduardo não ia lutar contra o que ela estava fazendo, mas vendo que tinha certo de tempo antes de ir para o trabalho, ele tinha que ser rápido. Uma coisa era certa, ele levava seu trabalho a sério e não arruinaria sua carreira por nada, nem mesmo por sexo. Ser um cirurgião significa tudo para ele e sexo era aquela coisa que o ajudava a aliviar toda a frustração e emoções que vem lutando contra desde que era uma adolescente.
Ele decidiu não lutar mais contra o inevitável. Ele virou-se para encarar Cecília. Sua mente estava em transe, enquanto suas mãos percorriam por baixo da camisa larga que ela estava usando. Tocando suas coxas, ele abriu suas pernas com uma mão enquanto a outra levantava a camisa dela.
- Eu vejo que você não se incomodou em colocar calcinha...
Ela apenas sorriu. Ele sabia exatamente o que ela queria. E nesse quesito, Eduardo não a decepcionaria.
Cecília estava se tornando um pouco mais aventureira em relação a sua vida sexual, uma vez que eles tentavam posições diferentes e ela ser dominante em algumas situações era mais do que excitante. O que talvez ele não esperasse era o desejo sexual dela. Eduardo não achava que ela iria querer transar cada vez que ela o visse ou, simplesmente, ao vê-lo usando apenas o short do pijama. Bem, usando certos trajes era como se ele estivesse implorando para ser tomado para o sexo.
Ele não se importava. Ele realmente amava de todo o sexo que vinha tendo.
E pensar que Cecília era essa mulher insaciável era um eufemismo. Ele pensou em acabar com isso de amigos com benefícios várias vezes, mas a cada momento que transavam, Cecília mostrava a ele que estava errado sobre seus pensamentos. Acabar com tudo seria um erro terrível, ele pensou. Eduardo estava errado sobre sua melhor amiga, ela era mais do que ele esperava.
Uma vez que ambos atingiram o clímax, eles tentaram recuperar o fôlego gradativamente. Eduardo levantou-se lentamente, as pernas bambeando e a respiração pesada. Cecília soltou uma risada profunda quando ponderou:
- Você deveria ter acreditado em mim quando eu disse que eu iria fazer você ficar exausto, muito exausto. Como é que você vai trabalhar agora?
O homem resmungou baixinho quando pegou as torradas, agora em temperatura ambiente, colocando-as em um pedaço de papel toalha, envolvendo-as antes de caminhar lentamente, ainda com a respiração descompassada, em direção ao seu quarto.
- Eu sempre encontro uma maneira de lidar com isso, Ceci. Quem deveria estar preocupada é você, que não vai conseguir dormir esta noite.
Cecília sorriu novamente, deliciando-se com a situação quando o viu tropeçar enquanto seguia em direção ao quarto. Divertindo-se o vendo naquela situação, ela ainda o ajudou juntando-se a ele no corredor e passando o braço em volta da sua cintura, inocentemente.
- Eu acho que isso não será possível.
Eduardo levantou uma sobrancelha quando olhou para a mulher orgulhosa ao seu lado. Se ela acha que irá negar sexo esta noite por causa do que ele disse, ela ia pagar para ver.
- Por que não será possível? – ele indagou com uma ponta de raiva presente em sua voz.
Cecília soltou Eduardo que pegou roupas novas que estavam em seu armário. Observando ele caminhar até o banheiro, com suas roupas na mão, ela respondeu suavemente:
- Porque você vai sair comigo hoje à noite.
Eduardo deu-lhe um olhar perplexo.
- Por quê?
- Porque eu quero.
Eduardo refletiu antes de apoiar um de seus braços no arco de madeira da porta do banheiro para responder:
- Você faz parecer que você está me levando para um encontro.
- Não é um encontro... É apenas um passeio agradável entre você e eu. – ela fez uma pausa ao perceber a cara de assustado que ele estava fazendo, ela adorava provocá-lo – Na verdade, é a festa de aniversário de uma querida amiga do tempo de escola. É a festa da Flavia Viera. – Cecília tentou usar as palavras certas antes que seu amigo surtasse com ela. Ele estreitou os olhos e não parecia convencido, mas mesmo assim aceitou o convite
- O que eu tenho que vestir?
- Algo bom.
- Como é algo bom?
- Muito bom. — Cecília sentiu as palmas das mãos suadas quando ele adentrou o banheiro antes de ser agraciada novamente com a presença de Eduardo. Colocando as mãos nos quadris, ele franziu a testa ainda mais profundamente:
- Tudo bem, mas não espere que eu vá agir como menino apaixonado. Eu vou ser apenas um amigo.
- Apenas um amigo. – Cecília sorriu quando vasculhou o guarda roupa, procurando algo para vestir, quando viu uma antiga camisa preta do Metallica. Ela não via essa camisa há anos e encontrar aquela camisa no guarda roupa de Eduardo era quase um milagre. Ela então começou a lembrar da época da faculdade, quando os três amigos Cecília, Eduardo e Arthur eram inseparáveis. Eram boas lembranças, ela pensou.
- O que? – Eduardo questionou trazendo Cecília de volta quando ela murmurou que não era nada.
Notas finais
Adianto q próximo capítulo vai ser bem interessante e cheio de surpresas! Já estou começando a escrever e se vcs comentarem bastante eu vou me empolgar para terminar bem rapido e postar logo. Pequena chantagem emocional, eu sei!
Bjs, Nara
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