Sempre

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Queridas leitoras,
desculpe pela demora. As coisas estã aperriadas para mim, então eu peço a todos uma dose extra de paciência com a pessoa que vos fala.
- Queria dedicar esse capítulo para Debb. Querida, obrigada pela linda recomendação, a 2ª, porém, não menos importante. Obrigada do fundo do meu coração. Como sempre usando as palavras certas e me deixando muito feiz. Quem fica orgulhosa sou eu por ter uma leitora tão querida e sábia como vc. Nem todas as palavras serão suficientes para agradecer sua atenção e carinho.
- Obrigada a todos que leram e comentaram Bem vindos, novos leitores. Li todos os comentários, só não tive tempo para responde-los, mas logo, logo farei isso. Vcs sabem o qnt gosto de falar com vcs né?
- 82 leitores e eu estou dando cambalhotas de alegria. Obrigada!
- Mais avisos nas notas finais.
Boa Leitura

CAPÍTULO 15

Quando Arthur acordou no dia seguinte, ele se sentiu um idiota completo. Como ele pôde ser tão idiota ao ponto de correr chorando para a primeira namorada em potencial que ele tem em mais de dois anos? Ele não tinha nada com Cecília e mesmo assim agiu como se ela o tivesse traído e para piorar foi chorar as mágoas para alguém que acabou de conhecer... Bem, ele não ficaria surpreso se Marina pedisse para ele não falar com ela novamente.

Lavando o rosto cansado com água gelada, ele franziu as sobrancelhas quando viu a escova de dente, ainda na embalagem, colocada do lado direito da pia do banheiro. Ele deveria usá-la ou era para outra pessoa? Arthur sabia que estava sendo dramático com suas suposições e então ele rasgou o pacote e escovou os dentes como a pessoa decente que era.

Colocando a escova de dente onde encontrou, ele se sentiu estranho ao colocá-la no pequeno copo, no mesmo lugar que Marina colocava a sua. Eles não estavam oficialmente namorando e colocar sua escova de dente ali, como se marcasse território, fez ele se sentir um pouco estranho.

Isso não tinha sido a única coisa estranha. A coisa mais estranha foi dizer para Marina como ele se sentiu quando viu Eduardo quase transando com Cecília no sofá. Por que ele disse isso a ela? Justamente para ela? Arthur se sentia um idiota completo, mais uma vez. Passando os dedos pelos cabelos e colocando alguns fios para trás, ele começou a dar pequenos passos timidos, uma caminhada quase tímida.

Foi então que ele ouviu o som da televisão na sala de estar. Alguns pensamentos vagavam em sua mente. Ele deveria correr? Ou deveria adentrar à sala, pedir desculpas pelo que tinha feito na noite passada e correr? Ambas as formas soava completamente estúpida e como algo que Eduardo faria. Tanto quanto ele amava o seu melhor amigo, ele reconhecia que Eduardo nunca foi o tipo de pessoa para enfrentar ou aceitar outros sentimentos que não fosse a raiva ou a luxúria.

Então ele iria fazer o que todo adulto deveria fazer. Enfrentar seus medos. Arthur podia sentir seu coração começar a acelerar.

Ele se aproximou da sala de estar, pintada de branco gelo, quando a TV de tela plana veio à tona. Agora, ele estava a poucos metros de distância da morena que estava com os olhos fixados na tela.

Arthur ficou lá sem saber como chamar sua atenção. Os olhos escuros dela estavam fixos na tela assistindo Discovery Chanel, enquanto comia algo que estava na enorme tigela grudada em sua mão. Mordiscando os lábios, ele limpou sua garganta suavemente, mas não alto o suficiente para ganhar a atenção dela. Sentia-se como um tolo só estando ali parado e então circulou ao redor da poltrona que estava perto de Marina. Quando ela viu o movimento, seus olhos ficaram paralisados ​​sobre o homem alto e de sorriso encantador.

- Arthur. — ela murmurou antes engolir o resto de seu cereal que estava em sua boca — Bom dia. Como você está se sentindo?

A preocupação estava estampada em seu rosto enquanto ela olhava para Arthur esperando uma resposta. De braços cruzados junto ao corpo, ele calmamente respondeu:

– Bem... Quer dizer, eu sinto muito por aparecer na sua porta e lhe contar toda a minha história de vida. Eu não sabia para onde ir, eu apenas queria te ver.

Um sorriso suave penetrou em seus lábios quando ela colocou a bacia para baixo e passou as mãos carinhosamente na lateral do seu braço. Arthur se juntou a ela no sofá e naturalmente passou o braço em torno de seu ombro. Ela acenou com a cabeça e disse:

- Arthur, está tudo bem. Eu entendi. Você ainda tem sentimentos profundos por Cecília e você manteve isso para si por muito tempo. Você não poderia esquecê-la facilmente, mesmo que quisesse, mas eu estou feliz por eu ser a primeira pessoa que você quis ver.

Arthur sorriu levemente quando sentiu os dedos delicados acariciando os fios de seu cabelo preto. Seus olhos cor de mel encararam Marina quando ele murmurou:

– Eu estou feliz também.

Arthur beijou suavemente os lábios de Marina antes de beijá-la profundamente, segundos depois. Arthur deixou passou sua mão em das bochechas dela, enquanto ela deslizava sua mão em seu pescoço. Um simples toque dela fez ele se sentir melhor. Lentamente, eles separaram os lábios e Marina sorriu:

– Agora sim. Isso que é bom para começar o dia.

O professor riu enquanto selou os lábios novamente antes de se levantar e dizer:

– Venha, deixe-me fazer um verdadeiro café da manhã para você.

– Eu já disse lhe disse o quanto você é maravilhoso?

Arthur se sentia lisonjeado em receber elogios intermináveis ​​de uma mulher que ele nunca pensou que sairia. Ele então fez um café da manhã saudável, uma vez que ela precisava ficar em forma para continuar com suas aulas de tênis.

– Então, você está animada para ensinar aqueles adultos que estão querendo se aventurar no tênis? – Arthur perguntou enquanto cortava o pão integral.

Marina lambeu os lábios quando balançou a cabeça animada.

– É claro, eles são adoráveis e tem um grande potencial. Ela cortou sua frase sabendo que falar sobre o treinamento poderia levar a Cecília, que também estava associada ao projeto. Ela iria pedir a ele para ir junto, mas vendo que ele não estava pronto para encontrar Cecília, no momento, ela apenas iria esperar até que ele estivesse pronto.

O resto do café da manhã foi tranquilo com a tensão baixando aos poucos depois da pergunta de Arthur, que envolvia sua paixão. Como ele pode trazer-se para baixo assim? Ele sabia que deveria evitar temas como policia ou esquemas desbaratados. Arthur se sentiu horrível quando o olhar animado no rosto de Marina, de repente se tornou triste quando viu a expressão triste no rosto dele.

Arthur manteve os olhos no seu café da manhã enquanto rapidamente engolia a comida. Quando estava prestes a se levantar, ele sentiu a mão quente de Marina deter seus passos.

– Não se culpe por algo que você não pode controlar. Lembre-se de que eu ainda gosto de você... Eu gosto muito de você e vai ter que acontecer algo maior do que isso para me fazer desistir de você. – Marina então segurou sua mão quando ela inclinou a cabeça para ter uma visão melhor de Arthur — Você sabe outra razão pela qual eu estou fazendo isso e não sinto que estou desperdiçando meu tempo, apesar de tudo o que você me confidenciou ontem?

O homem de olhos cor de mel balançou a cabeça e ela apertou a sua mão.

– Porque você quer esquecer Cecília e você quer estar comigo. Você mesmo disse isso várias vezes na noite passada.

Arthur corou com a confissão que fez para ela ontem, parecia cedo demais para dizer esse tipo de coisa, mas estranhamente ele se sentia bem. Ele queria ficar com Marina, mas, ao mesmo tempo queria estar com Cecília ainda. Esse sentimento persistente de querer estar com sua paixão da faculdade era algo que não era tão fácil de superar e ele esperava que sua paixão por Cecília desaparecesse para não estragar um relacionamento que ela realmente queria ter com Marina.

Notas finais
Eu sei q vcs sentiram falta do casal magia Edu e Ceci. Não me matem por isso, viu? Eles aparecerão com tudo no próximo capítulo, prometo. Já estou finalizando e vou fazer de tudo para postar ainda hj, nem q seja de madrugada, viu?
Comentem muitooooo q assim me empolgo!!!
Bjs, Nara